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Como podemos definir Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV)?
A ALV pode ser definida de várias formas:
A ALV é definida como toda e qualquer atividade de aprendizagem com um objetivo, empreendida numa base contínua e visando melhorar conhecimentos, aptidões e competências.
Toda a atividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar conhecimentos, aptidões e competências no quadro de uma perspetiva pessoal, cívica, social e/ou relacionada com o emprego.
Significa que, se uma pessoa tem o desejo de aprender, ela terá condições de o fazer, independentemente de onde e quando isso ocorre.
Tendo em conta a terceira definição, quais são os 3 fatores essenciais para que haja uma definição adequada de ALV?
A pessoa deve ter a predisposição de aprendizagem;
Existem ambientes de aprendizagem, como centros, escolas e empresas adequadamente organizados;
Há pessoas que podem auxiliar o aprendiz no processo de aprender.
A ALV, além de ser life-long é também…
…lifewide, ou seja, surge em múltiplos contextos.
Este conceito de lifewide learning chama a atenção para a disseminação da aprendizagem que pode decorrer em todas as dimensões das nossas vidas, colocando uma tónica acentuada na complementariedade das aprendizagens formais, informais e não-formais, lembrando que uma aquisição de conhecimentos úteis pode ocorrer em múltiplos contextos qualitativamente distintos (por exemplo, no seio da família versus no ambiente laboral).
O que é que a ALV não deve ser?
Não deve ser unicamente vista como um projeto de educação de segunda oportunidade para adultos;
Uma resposta pronta a necessidades pontuais de reciclagem profissional;
Uma resposta à necessidade de aumentar permanentemente a produtividade do trabalho;
Um conjunto de cursos e de formas escolares de formação;
Uma série de medidas que o Estado desenvolve para proporcionar cursos de formação para profissionais em serviço.
Do ponto de vista concetual, porque é que o conceito de ALV é relevante?
Os conhecimentos, competências e percepções que aprendemos quando somos crianças e jovens na família, escola, ensino secundário e superior são limitados temporalmente, sendo que a prescrição do conhecimento é rápida e as pessoas necessitarão de atualização profissional, ou até reconversão profissional.
Assim, a aprendizagem ao longo da vida considera todo um processo de aquisição de conhecimentos como um contínuo ininterrupto “do berço à sepultura”, ou seja, um ensino básico de qualidade para todos, a partir dos primórdios da vida de uma criança, constituí o alicerce fundamental.
Porque é que as primeiras experiências de aprendizagem são fundamentais, numa perspetiva de ALV?
As primeiras experiências de aprendizagem ao longo da vida são essenciais visto que, a ALV só ocorre se as pessoas quiserem, efetivamente, aprender, sendo que não irão continuar a aprender se as suas primeiras experiências de aprendizagem tiverem sido mal-sucedidas e pessoalmente negativas.
Existe, tendo em conta o que foi mencionado no cartão anterior, um fator essencial para que haja, efetivamente, um processo de ALV. Qual é?
A motivação individual para aprender e a disponibilização de várias oportunidades de aprendizagem são os principais fatores para a execução de uma estratégia bem-sucedida de ALV.
Quem é que beneficia, em particular, da ALV?
Em particular, alguns autores argumentam que se deve aumentar a oferta e procura de oportunidades de aprendizagem para aqueles que menos beneficiaram de ações educativas e de formação. Assim, a ALV também tem a oportunidade de oferecer oportunidades de formação com pessoas a quem o ensino regular falhou.
Todas as pessoas deveriam ser capazes de seguir percursos de aprendizagem de sua escolha em vez de serem obrigadas a trilhar caminhos pré-determinados, conducentes a destinos específicos. Implica isto que os sistemas de educação e formação se adaptem a necessidades individuais e não o contrário.
De onde surgiu, originalmente a ideia de aprendizagem em adultos?
A aprendizagem em adultos surge no século XIX, com os primeiros movimentos que advogam e promovem a educação de adultos em ambientes não escolares, nomeadamente, através de programas de educação para a nova classe trabalhadora.
O objetivo não era de preparação para o trabalho, mas sim de natureza social, cultural e política, sendo que na maioria dos casos não havia uma intenção explícita de complementar a educação e formação inicial dos trabalhadores, nem havia um conceito abrangente de educação.
O que aconteceu ao conceito de ALV nos anos pós-guerra?
Durante a década de 60, houveram muitos debates e reflexões acerca do futuro da educação de adultos, sobre os méritos que existiam e a melhor maneira de satisfazer as necessidades provocadas pelos 30 anos dourados.
Neste contexto, várias organizações (UNESCO, OCDE, (…)) criaram alguns paradigmas de ALV que continuam a orientar a filosofia da mesma.
É importante notar que a educação contínua tinha uma forte conotação económica, sendo que, pretendia-se reunir a formação inicial, formação de adultos e a formação no trabalho, num enquadramento político com um conjunto de objetivos educacionais, económicos e sociais comuns.
Como é que o conceito de ALV foi efetivamente aplicado nas diversas nações? Como é que ele é frequentemente interpretado?
O conceito de ALV foi aplicado de forma esparsa, sendo que maioria dos países desenvolvidos aceitou o conceito, mas não implementou políticas concretas que o tenham efetivamente operacionalizado.
Este conceito é frequentemente visto como uma lifelong certification ou seja, em vez de se criarem oportunidades para as pessoas serem mais autónomas, estarem dotadas de competências transversais, necessárias para responderem a necessidades do trabalho é, em vez disso, vista como uma tentativa de proporcionarem meios para que as pessoas possam dar continuidade á sua educação e tenham mais certificados
Existem 3 categorias básicas de ALV (de acordo com o Inquérito à Educação e Formação de Adultos (2011)) Quais são?
Aprendizagem Formal;
Aprendizagem Não-Formal;
Aprendizagem Informal.
O que é a Aprendizagem Formal?
De acordo o Inquérito à Educação e Formação de Adultos (2011), considera-se aprendizagem formal a educação ou formação ministradas em instituições de educação ou formação em que a aprendizagem é organizada, avaliada e certificada sob a responsabilidade de profissionais qualificados.
Constituí uma sucessão hierárquica de educação ou formação, na qual a conclusão de um dado nível permite a progressão para níveis superiores.
O que é a Aprendizagem Não-Formal?
De acordo o Inquérito à Educação e Formação de Adultos (2011), é uma formação que normalmente decorre em estrutura institucionais, devendo conferir um certificado de frequência de curso. Esta certificação não é, normalmente, reconhecida por autoridades nacionais, não permitindo a progressão na sucessão hierárquica de níveis de educação e formação.
É importante notar que um fator de distinção entre a aprendizagem formal e não-formal é que, tipicamente, a segunda ocorre em paralelo à primeira, sendo que a aprendizagem não-formal procura criar serviços e atividades que suplementem a educação convencional.
O que é a Aprendizagem Informal?
De acordo o Inquérito à Educação e Formação de Adultos (2011), a aprendizagem informal é toda a formação que decorre de atividades de vida quotidiana, relacionadas com o trabalho, família, vida social ou lazer. Normalmente, tem lugar fora de estruturas institucionais, decorrendo de um ambiente de aprendizagem que o aprendente pode organizar e estruturar livremente. Não confere certificação, embora as competências adquiridas por esta via possam vir a ser submetidas a processo de validação e certificação.
Pode não ser imediatamente reconhecida pelos indivíduos como enriquecimento dos seus conhecimentos ou competências, sendo que este processo é permanente e não-organizado, ocorrendo pela exposição ao contexto e experiências quotidianas.
O que pode ser dito acerca da aprendizagem não-formal?
A aprendizagem não formal ocorre, por definição, fora das escolas, liceus, centros de formação e universidades. Não é habitualmente considerada como sendo verdadeira aprendizagem, nem os seus resultados têm muito valor de troca no mercado de trabalho. A aprendizagem não-formal é, por conseguinte, tipicamente subvalorizada.
O que pode ser dito acerca da aprendizagem informal?
A aprendizagem informal é a mais provável de ser desconsiderada, no entanto é a mais antiga forma de aquisição de conhecimentos, continuando a ser o principal alicerce da aprendizagem na primeira infância.
Os contextos informais proporcionam um corpo vasto de conhecimentos e podem ser uma fonte importante de inspiração em termos de novas metodologias de ensino e aprendizagem.
A formação gera, diretamente, gera emprego?
A formação por si só contribui para a empregabilidade, competitividade, competências, o que, indiretamente, contribui para potenciar a taxa de emprego.
Porque é que uma desatualização rápida das qualificações iniciais influenciou o surgimento da ALV?
Existe uma rápida obsolescência das qualificações inicias, sendo que a formação surge como uma necessidade presente ao longo da vida do indivíduo. A atualização, aperfeiçoamento e a reconversão profissional são necessidades cada vez mais atuais, sendo que atualmente se pensa na aprendizagem como um continuum.
Porque é que um desajustamento estrutural entre a educação/formação inicial e o emprego contribuiu para o surgimento da ALV?
Este desajustamento, ou seja, aquilo que as pessoas aprendem na sua formação não corresponder ao que o mercado necessita, justificou a emergência de um paradigma (ou seja, a ALV) que rentabilizasse os investimentos em formação inicial, por via de uma formação contínua.
Surgiram ainda novos objetivos para a formação que passaram pelo envelhecimento da população, melhoria dos níveis de vida e diminuição do tempo dedicado ao trabalho.
A formação ainda, não apenas para a empregabilidade, mas também pelo desenvolvimento pessoal.
A ALV é de responsabilidade exclusiva do Estado?
Não. A ALV é um paradigma que procurou passar a aprendizagem das mãos do Estado para as mãos do mercado, sendo que os indivíduos também têm responsabilidade no acesso às aprendizagens.
Porque é que a globalização foi importante para que o paradigma da ALV surgisse?
A globalização levou a uma valorização crescente do conhecimento enquanto variável estratégica, sendo que a formação ao longo da vida é vista como uma inevitabilidade por vários agentes económicos.
Isto porque, devido à globalização, a educação e formação eram percebidas como recursos importantes para enfrentar rápidas reestruturações. O poder reside no conhecimento, sendo que o ser humano na era global deve ser um educando-educador vitalício.
Porque é que a educação escolar, em particular, a educação básica, levou ao surgimento da ALV enquanto paradigma?
A educação escolar — particularmente a educação básica — contribuiu para o surgimento do paradigma da Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV). Tanto os seus sucessos como as suas limitações ajudaram a evidenciar a necessidade de pensar a educação para além da escolaridade inicial.
Num contexto marcado pela globalização e pela expansão das tecnologias de informação, o acesso ao conhecimento, à formação e à educação tornou-se potencialmente mais amplo. Contudo, estas mesmas transformações também criam novos riscos de exclusão social e ocupacional para os indivíduos que não conseguem adaptar-se às exigências destes contextos em constante mudança.
Assim, a ALV emerge como uma resposta à necessidade de atualização contínua de competências ao longo da vida.
Como emergiu o paradigma da ALV?
O Conselho Europeu em Lisboa, no ano 2000, definiu a estratégia de Lisboa, formalizada no Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida, um documento que concretiza objetivos específicos para o desenvolvimento estratégico da União Europeia, por via da ALV.
Porque é que os modelos de aprendizagem, vida e trabalho se tiveram de alterar na União Europeia?
Houve uma alteração significativa devido ao facto que a União Europeia entrou na era do conhecimento, sendo que isto tem implicações inerente para a aprendizagem, vida e trabalho. Assim, estes modelos alteraram-se em conformidade a estas exigências.
Porque é que a União Europeia decidiu apostar na ALV?
Os estudos da União Europeia confirma que uma aposta na ALV deve acompanhar uma transição bem sucedida para uma economia e sociedade assentes no conhecimento.
Para que esta transição ocorra de forma suave, o que deve acontecer?
Os sistemas de educação e formação na Europa estão no cerne de alterações futuras. Devem haver estratégias coerentes e medidas práticas destinadas a fomentar a ALV para todos.
Como é que a Estratégia Europeia de Emprego e os Estados-Membros definem ALV?
A ALV é definida como toda e qualquer atividade de aprendizagem, com um objetivo, empreendida numa base contínua e visando melhorar conhecimentos, aptidões e competências. Esta é a definição operacional adotada no Memorando.
De acordo com o Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida, a ALV deve ser mais do que uma componente da aprendizagem. Elabora.
De acordo com este memorando, a ALV deve ser um princípio orientador da oferta e da participação num contínuo de aprendizagem, independentemente do contexto.
Quais são, de forma sintetizada, os objetivos de uma aprendizagem ao longo da vida?
Promover a cidadania ativa;
Fomentar empregabilidade.
De acordo com o Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida, o que é a cidadania ativa?
A cidadania ativa incide em perceber se e como as pessoas participam em todas as esferas da vida social e económica, quais as oportunidades e riscos que enfrentam nesta tentativa e em que medida essa participação lhes confere um sentimento de pertença em relação à sociedade em que vivem.
De acordo com o Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida, o que se define como empregabilidade?
É a capacidade de assegurar um emprego e de o manter.
De acordo com o Memorando da Aprendizagem ao Longo da Vida, porque é que a empregabilidade é tão importante?
A empregabilidade é importante porque, durante grande parte da vida das pessoas, o facto de terem um emprego remunerado significa independência, autoestima e bem-estar, sendo por isso fundamental para a qualidade de vida.
Além disso, a empregabilidade é uma condição necessária para se atingir o pleno emprego e uma melhoria da competitividade e prosperidade.
Porque é que a aprendizagem ao longo da vida é tão importante para se cumprir os objetivos delineados pelas definições de cidadania ativa e emoregabilidade?
A empregabilidade e cidadania ativa são dependentes da existência de novas competências e conhecimentos adequados e atualizados que são indispensáveis à participação na vida económica e social.
Porque é que a UE se interessou, inicialmente, no conceito de ALV?
No início da década de 90, as economias europeias foram confrontadas com mudanças drásticas nos padrões de produção, comércio e investimento, pelo que esta situação desequilibrou os mercados laborais, resultando em níveis elevados de desemprego estrutural, juntamente com crescentes insuficiências e inadequações de competências.
Para contribuir para a resolução destes problemas, foi necessário prestar atenção à maneira como eram ministradas a educação e formação, bem como aos modelos de participação.
Em meados dos anos 90, como progrediu esse interesse na ALV?
O consenso geral era que a ALV, não apenas contribuía apenas para manter a competitividade económica e a empregabilidade, mas também constituem-se como a melhor metodologia para combater a exclusão social. A ALV deve contribuir para criar competências nas pessoas que as possam ajudar a ler e transformar a realidade.
O Parlamento Europeu subscreve a ideia de que a ALV é fundamental para assegurar a inserção social e concretizar a igualdade de oportunidades.