Fisiologia do Sangue

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1
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Sangue

Único tecido fluido do nosso organismo;

É constituido por hemácias, leucócitos e plaquetas → suspensas

É um fluido não-Newtoniano, cuja reologia é muito influêncida:

  • Temperatura do corpo

  • Colesterol total: lipoproteinas aumenta, maior a viscosidade do sangue

  • Hematócrito: percentagem de volume ocupado pelos glóbulos vermelhos no volume total do sangue

Volémia= volume total do sangue circulante

<p>Único <strong>tecido fluido </strong>do nosso organismo;</p><p>É constituido por hemácias, leucócitos e plaquetas → suspensas</p><p></p><p>É um <strong>fluido não-Newtoniano</strong>, cuja reologia é muito influêncida:</p><ul><li><p>Temperatura do corpo</p></li><li><p>Colesterol total: lipoproteinas aumenta, maior a viscosidade do sangue</p></li></ul><ul><li><p>Hematócrito: percentagem de volume ocupado pelos glóbulos vermelhos no volume total do sangue</p></li></ul><p></p><p><strong>Volémia</strong>= volume total do sangue circulante</p><p></p>
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Funções do sangue

  • Transporte: gases, hormonas, calor, metabolitos e nutrientes

  • Proteção: criada pelos leucócitos, contra hemorragia (hemostase)

    • Diversos papéis na inflamação

    • Neutralização e destruição de agentes patogénicos (ex: microrganismos e células tumorais)

    • Hemostase

  • Regulação: Equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base

Orgãos metabolicamente mais ativos: os músculos

<ul><li><p><strong>Transporte</strong>: gases, hormonas, calor, metabolitos e nutrientes</p></li><li><p><strong>Proteção</strong>: criada pelos leucócitos, contra hemorragia (hemostase)</p><ul><li><p>Diversos papéis na inflamação</p></li><li><p><strong>Neutralização</strong> e <strong>destruição</strong> de agentes patogénicos (ex: microrganismos e células tumorais)</p></li><li><p>Hemostase</p></li></ul></li><li><p><strong>Regulação:</strong> Equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base</p></li></ul><p></p><p>Orgãos metabolicamente mais ativos: os <strong>músculos</strong></p><p></p>
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Constituição do sangue

  • fase sólida = elementos figurados (45%)

    ≈45% hemácias <1% leucócitos

  • fase liquida = plasma (55%)

    10% elementos sólidos

    90% água

<ul><li><p><strong>fase sólida = elementos figurados (45%)</strong></p><p>≈45% hemácias &lt;1% leucócitos</p></li><li><p><strong>fase liquida = plasma (55%)</strong></p><p>10% elementos sólidos</p><p>90% água</p></li></ul><p></p>
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Hemácias

Hemácias = Eritrócitos = Glóbulos vermelhos

  • forma de discos bicôncavos

  • sem núcleo, mitocôndrias ou ribossomas

  • vivem 120 dias

  • transporte de oxigênio → hemoglobina é o que tem maior peso na hemácia

As Hemácias possuem uma grande capacidade de se deformarem, temos vasos com diamentros inferiores que as hemacias → A deformabilidade das hemácias permite-as percorrer a microcirculação sem sofrer rutura

A estrutura das hemácias altera-se em meios de diferentes tonicidades.

ao se ingerir água doce → plasmólise

ao se beber muita água, reduz muito a quantidade de sódio → assim o potencial de repouso diminui → depressão

<p><strong>Hemácias = Eritrócitos = Glóbulos vermelhos</strong></p><ul><li><p>forma de discos bicôncavos</p></li><li><p>sem núcleo, mitocôndrias ou ribossomas</p></li><li><p>vivem 120 dias</p></li><li><p>transporte de oxigênio → <strong>hemoglobina</strong> é o que tem maior <strong>peso na hemácia</strong></p></li></ul><p></p><p>As Hemácias possuem uma grande capacidade de se deformarem, temos vasos com diamentros inferiores que as hemacias → A <strong>deformabilidade </strong>das hemácias permite-as percorrer a <strong>microcirculação </strong>sem sofrer <strong>rutura</strong></p><p></p><p>A estrutura das hemácias altera-se em meios de diferentes <strong>tonicidades</strong>.</p><p></p><p>ao se ingerir água doce → plasmólise</p><p></p><p>ao se beber <strong>muita água</strong>, <strong>reduz</strong> muito a quantidade de <strong>sódio</strong> → assim o <strong>potencial de repouso diminui </strong>→ depressão</p><p></p>
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Alterações Morfológicas das Hemácias

Os orgãos que removem as hemácias:

  • figado, baço e medula → removem rápidamente hemácias velhas e disformes

<p>Os orgãos que removem as hemácias:</p><ul><li><p> figado, baço e medula → removem rápidamente hemácias <strong>velhas e disformes</strong></p></li></ul><p></p>
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Hemoglobina

  • cerca de 640 milhões

  • Apenas Fe (II) se pode ligar ao oxigénio

  • Os sistemas antioxidantes da hemácia convertem Fe (III) em Fe (II)

  • O adulto normal contém 3 tipos de hemoglobina (Hb)

  • Cada tipo de hemoglobina é constituído por 4 cadeias polipeptídicas e 4 grupos heme

    Uma hemácia com muito ferro III não transporta oxigénio

<ul><li><p>cerca de 640 milhões</p></li><li><p>Apenas Fe (II) se pode ligar ao oxigénio</p></li><li><p>Os sistemas antioxidantes da hemácia convertem Fe (III) em Fe (II)</p></li><li><p>O adulto normal contém 3 tipos de hemoglobina (Hb)</p></li><li><p>Cada tipo de hemoglobina é constituído por 4 cadeias polipeptídicas e 4 grupos heme</p><p></p><p>Uma hemácia com muito ferro III não transporta oxigénio</p><p></p></li></ul><p></p>
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Hemácias - Metabolismo

Produzem energia por:

Glicólise:

  • gera ATP

  • gera NADH (reduzir ião férrico)

Shunt Rapoport-Luebering (mais forte)

  • Gera 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) a partir de 1,3-DPG → via das pentoses fosfato

Via das pentoses fosfato

  • Gera NADPH (reduzir glutationa)

<p>Produzem energia por:</p><p><strong>Glicólise:</strong></p><ul><li><p>gera ATP</p></li><li><p>gera NADH (reduzir ião férrico)</p></li></ul><p></p><p><strong>Shunt Rapoport-Luebering </strong>(mais forte)</p><ul><li><p>Gera 2,3-difosfoglicerato (2,3-DPG) a partir de 1,3-DPG → via das pentoses fosfato</p></li></ul><p></p><p><strong>Via das pentoses fosfato</strong> </p><ul><li><p> Gera NADPH (reduzir glutationa)</p></li></ul><p></p>
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Destruição de Hemácias

Envelhecimento da hemácia

• Perda da atividade enzimática

• Diminuição da síntese de ATP

• Alteração da composição lipídica da membrana plasmática

• Aumento da rigidez celular

Destruição

• Apoptose

• Fagocitose (baço, fígado, osso)

Grupo heme – excretado na urina e fezes como pigmentos

Ferro – reutilizado na eritropoiese

<p><strong>Envelhecimento da hemácia</strong></p><p>• Perda da atividade enzimática</p><p>•  Diminuição da síntese de ATP</p><p>•  Alteração da composição lipídica da membrana plasmática</p><p>•  Aumento da rigidez celular</p><p></p><p><strong>Destruição</strong></p><p>•  Apoptose</p><p>•  Fagocitose (baço, fígado, osso)</p><p></p><p><strong>Grupo heme</strong> – excretado na urina e fezes como pigmentos</p><p><strong>Ferro</strong> – reutilizado na eritropoiese</p><p></p>
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Plaquetas

Plaquetas = Trombócitos

  • possuem um diâmetro reduzido

  • Formados na medula óssea a partir da fragmentação de megacariócitos

  • Destruição: macrófagos tecidulares, baço

  • Grânulos alfa (fator de von Willebrand, fibrinogénio,…)

  • Corpos densos (ADP, serotonina,…)

  • podem estar em 2 estados: inativo (não solicitadas para o processo dehemostase) e ativas (aparencia rugosa, com pseudopodes)

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Hemostase

Conjunto dos processos que tentam estancar de uma hemorragia

Hemostase = prevenção de perda de sangue

  1. Vasoconstrição : dura minutos; pouco eficaz (transitório)

  1. Hemostase primária = formação de um rolhão plaquetário (rolha de plaquetas)

  1. Hemostase secundária = formação de uma rede de fibrina (proteinas)

Coágulo = rolhão plaquetário + rede de fibrina

<p>Conjunto dos processos que tentam estancar de uma hemorragia</p><p></p><p>Hemostase = prevenção de perda de sangue</p><ol><li><p><strong>Vasoconstrição</strong> : dura minutos; pouco eficaz (transitório)</p></li></ol><ol start="2"><li><p><strong>Hemostase primária</strong> = formação de um <strong>rolhão plaquetário</strong> (rolha de plaquetas)</p></li></ol><ol start="3"><li><p>H<strong>emostase secundária</strong> = formação de uma <strong>rede de fibrina</strong> (proteinas)</p></li></ol><p></p><p><strong>Coágulo = rolhão plaquetário + rede de fibrina</strong></p>
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Vasoconstrição

O traumatismo de um vaso provoca:

  • Contração miogénica

  • Libertação de autacóides por tecidos traumatizados e plaquetas (tromboxano A2 )

  • Reflexos nervosos (fibras sensitivas nocicetoras)

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Hemorragia

= perda de sangue para fora (externa) ou para dentro do corpo (interna)

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Hemostase primária

temos uma agressão a um vaso que interrompe a anatomia normal do vaso → vaso descontinuo

o que sai facilmente do vaso, aquando uma agressão, é o endotélio, portanto quando o vaso está lesado, fica à vista o sub-endotélio assim, o sangue está em contacto direto com fibroblastos, leucócitos e cél. musculares lisas → desencadeando a Hemostase Primária

  1. Adesão plaquetária ao colagénio subendotelial (GP VI)ativação primária → ativação da plaqueta (proteina fica agarrada à plaqueta) → plaqueta responde ao fator (fvW) que excretou e promove a segunda ativação - ativação da glicoproteina

  2. Adesão plaquetária ao fator de von Willebrand (GP Ib-IX-V) => ativação secundária

    • Secreção e ação autócrina de ADP e tromboxano A2

    • Ativação do recetor GP IIb/IIIa => ganho de afinidade para fibrinogénio

    • Protusão de pseudópodes e contração => ganho de adesividade

<p>temos uma agressão a um vaso que interrompe a anatomia normal do vaso → <strong>vaso descontinuo</strong></p><p></p><p>o que sai facilmente do vaso, aquando uma agressão, é o endotélio, portanto quando o vaso está lesado, fica à vista o <strong>sub-endotélio</strong> assim, o sangue está em <strong>contacto direto</strong> com <strong>fibroblastos</strong>, <strong>leucócitos</strong> e <strong>cél. musculares</strong> <strong>lisas</strong> → desencadeando a <strong>Hemostase Primária</strong></p><p></p><ol><li><p><strong>Adesão plaquetária ao colagénio subendotelial (GP VI)</strong>→ <strong>ativação primária </strong>→ ativação da plaqueta (proteina fica agarrada à plaqueta) → plaqueta responde ao fator (fvW) que <strong>excretou</strong> e promove a segunda ativação - <strong>ativação da glicoproteina</strong></p></li><li><p><strong>Adesão plaquetária ao fator de von Willebrand (GP Ib-IX-V) =&gt; ativação secundária</strong></p><ul><li><p><strong>Secreção e ação autócrina de ADP e tromboxano A2</strong></p></li></ul><ul><li><p>Ativação do recetor GP IIb/IIIa =&gt; ganho de afinidade para<strong> fibrinogénio</strong></p></li><li><p>Protusão de <strong>pseudópodes e contração</strong> =&gt; ganho de adesividade</p></li></ul></li></ol><p></p>
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Hemostase Secundária = Coagulação

Ocorre em 3 passos:

  1. Formação do ativador de protrombina

  2. Formação de trombina

  3. Formação da rede de fibrina

Queremos formar uma rede de fibrina, mas não temos fibrina, temos que a produzir → convertemos fibrinogénio em fibrina - usa-se trombina (também tem que ser produzida, apenas temos protrombina em circulação)

<p>Ocorre em 3 passos:</p><ol><li><p>Formação do <strong>ativador de protrombina</strong></p></li><li><p>Formação de <strong>trombina</strong></p></li><li><p>Formação da <strong>rede de fibrina</strong></p></li></ol><p></p><p>Queremos formar uma <strong>rede de fibrina</strong>, mas não temos fibrina, temos que a produzir → convertemos <strong>fibrinogénio em fibrina</strong> - usa-se <strong>trombina</strong> (também tem que ser produzida, apenas temos <strong>protrombina</strong> em circulação)</p><p></p>
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Fatores de Coagulação

Estão no plasma de formas inativa:

  • A maioria é produzida no fígado, necessitando de vitamina K

  • A maioria existe em duas formas – inativa e ativa (ex. fator VII (inativo) e fator VIIa(ativo))

Fator IV - cálcio - é o único que não pode estar ativo/inativo

No fígado alguns fatores de coagulação são carboxilados em resíduos de glutamato por uma enzima dependente de vitamina K (II, VII, IX, X, proteínas C e S)

Na ausência de vitamina k → fatores de coagulação inativos

Vitamina K importante para que a enzima gamacarboxilase possa carboxilar glutamato e os fatores de coagulação tornam-se passivos a ser ativos

<p>Estão no plasma de formas <strong>inativa</strong>:</p><ul><li><p>A maioria é produzida no fígado, necessitando de <strong>vitamina K</strong></p></li><li><p>A maioria existe em duas formas – <strong>inativa e ativa</strong> (ex. fator VII (inativo) e fator VIIa(ativo))</p></li></ul><p>Fator IV - cálcio - é o único que não pode estar ativo/inativo</p><p>No fígado alguns fatores de coagulação são <strong>carboxilados </strong>em resíduos de <strong>glutamato</strong> por uma enzima dependente de vitamina K (II, VII, IX, X, proteínas C e S)</p><p>Na <strong>ausência</strong> de vitamina k → fatores de coagulação<strong> inativos</strong></p><p>Vitamina K importante para que a enzima <strong>gamacarboxilase</strong> possa carboxilar <strong>glutamato</strong> e os fatores de coagulação tornam-se <strong>passivos a ser ativos</strong></p>
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Formação do Ativador da Protrombina

O fator III com o VII juntos não ativar o fator X (7+3)

<p>O fator III com o VII juntos não ativar o fator X (7+3)</p>
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Via Extrinseca

  1. Exposição do fator III (fator tecidular / tromboplastina tecidular) → reconhece células endoteliais, miocitos lisos e outras células

  2. O fator III converte o fator VII em VIIa

  3. O fator VIIa combina-se com os fatores III e IV, formando o complexo tenase

  4. O complexo tenase converte:

    • O fator X em Xa

    • O fator IX em IXa

  5. O fator Xa:

    • Converte o fator VIII em VIIIa

    • Combina-se com o fator V para formar o complexo protrombinase

Nota: A via extrinseca pode ativar a intrinseca; via de coagulação XIII ativado estabelece relações mais fortes

<p></p><p></p><ol><li><p>Exposição do <strong>fator III</strong> (fator tecidular / tromboplastina tecidular) → reconhece células endoteliais, miocitos lisos e outras células</p></li><li><p>O fator III <strong>converte</strong> o fator VII em VIIa</p></li><li><p>O <strong>fator VIIa</strong> combina-se com os fatores <strong>III e IV,</strong> formando o <strong>complexo tenase</strong></p></li><li><p>O complexo tenase converte:</p><ul><li><p>O<strong> fator X em Xa</strong></p></li><li><p>O fator IX em IXa</p></li></ul></li><li><p>O fator Xa:</p><ul><li><p>Converte o fator <strong>VIII</strong> em <strong>VIIIa</strong></p></li><li><p>Combina-se com o <strong>fator V </strong>para formar o c<strong>omplexo protrombinase</strong></p></li></ul></li></ol><p></p><p><strong>Nota</strong>: A via extrinseca pode ativar a intrinseca; via de coagulação XIII ativado estabelece relações mais fortes</p><p></p>
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Via Intrínseca ou de contacto - ativação da calicreína

  1. O fator XII liga-se ao cininogénio de alto peso molecular (HMWK) e forma um complexo

  2. O complexo XII-HMWK liga-se a moléculas aniónicas no subendotélio (DNA, RNA, colagénio etc), formando-se fator XIIa

  3. O fator XIIa converte pré-calicreína em calicreína (faz um processo de feedback positivo)

    • A calicreína converte:

      • O fator XII em XIIa

      • O HMWK em bradicinina (cria dor)

<p></p><ol><li><p>O fator <strong>XII</strong> liga-se ao <strong>cininogénio</strong> de alto peso molecular (HMWK) e forma um <strong>complexo</strong></p></li><li><p>O complexo <strong>XII-HMWK</strong> liga-se a <strong>moléculas aniónicas</strong> no subendotélio (DNA, RNA, colagénio etc), formando-se fator <strong>XIIa</strong></p></li><li><p>O <strong>fator XIIa</strong> converte <strong>pré-calicreína em calicreína</strong> (faz um processo de <strong>feedback positivo</strong>)</p><ul><li><p>A calicreína converte:</p><ul><li><p>O fator XII em XIIa</p></li><li><p>O HMWK em bradicinina (cria dor)</p><p></p></li></ul></li></ul></li></ol><p></p>
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Via Intrínseca ou de contacto - formação do complexo protrombinase

  1. O fator XIIa:

    • Na presença de HMWK converte o fator XI em XIa

  1. O fator XIa converte o fator IX em IXa

  2. O fator IXa combina-se com os fatores VIIIa, IV e fosfolípidos e forma o complexo tenase

  3. O complexo tenase converte o fator X em Xa

  4. O fator Xa associa-se ao fator Va para formar o complexo protrombinase

Nota: 12, 11, 9, 10

O fator VIII circula no sangue ligado ao fator de von Willebrand (vW) - libertado pelas plaquetas e circula no plasma

Quando o fator vW se liga aos componentes subendoteliais, desliga-se do fator VIII

A trombina converte o fator VIII em VIIIa

<ol start="4"><li><p>O fator <strong>XIIa</strong>:</p><ul><li><p>Na presença de HMWK converte o fator XI em XIa</p></li></ul></li></ol><ol start="5"><li><p>O fator <strong>XIa</strong> converte o fator <strong>IX</strong> em <strong>IXa</strong></p></li><li><p>O fator <strong>IXa</strong> combina-se com os fatores <strong>VIIIa</strong>, <strong>IV </strong>e fosfolípidos e forma o <strong>complexo tenase</strong></p></li><li><p>O complexo tenase converte o fator <strong>X</strong> em <strong>Xa</strong></p></li><li><p>O fator <strong>Xa</strong> associa-se ao fator <strong>Va</strong> para formar o complexo <strong>protrombinase</strong></p></li></ol><p></p><p>Nota: <strong>12, 11, 9, 10</strong></p><p></p><p>O <strong>fator VIII </strong>circula no sangue ligado ao <strong>fator de von Willebrand (vW)</strong> - libertado pelas plaquetas e circula no plasma</p><p>Quando o<strong> fator vW </strong>se liga aos componentes subendoteliais, desliga-se do <strong>fator VIII</strong></p><p>A <strong>trombina </strong>converte o fator <strong>VIII</strong> em <strong>VIIIa</strong></p>
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Conversão da protombina em trombina

O complexo protrombinase converte a protrombina (II) em trombina (IIa)

A trombina converte:

  • O fator V em Va

  • O fator VIII em VIIIa

  • O fator XI em XIa

<p>O complexo protrombinase converte a protrombina (II) em trombina (IIa) </p><p>A <strong>trombina</strong> converte: </p><ul><li><p> O fator <strong>V</strong> em <strong>Va </strong></p></li><li><p> O fator <strong>VIII</strong> em <strong>VIIIa</strong> </p></li><li><p>O fator<strong> XI</strong> em <strong>XIa</strong></p></li></ul><p></p>
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Conversão de Fibrinogénio em Fibrina

A trombina converte:

  • O fibrinogénio (I) em fibrina (Ia) frouxa

  • O fator XIII em XIIIa, libertado pelas plaquetas

O fator XIIIa promove a criação de ligações covalentes entre as moléculas de fibrina

Nota: fator XIII - fator estabilizador da fibrina

<p>A trombina converte:</p><ul><li><p>O <strong>fibrinogénio (I) em fibrina (Ia) </strong>frouxa</p></li><li><p>O fator <strong>XIII</strong> em <strong>XIIIa</strong>, libertado pelas plaquetas</p></li></ul><p>O fator XIIIa promove a criação de ligações covalentes entre as moléculas de fibrina</p><p></p><p><strong>Nota: </strong>fator XIII - fator estabilizador da fibrina</p><p></p>
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Avaliação quantitativa da Hemostase

Tempo de hemorragia - pouco recorrido - vê o tempo de se formar o rolhão plaquetário

  • Hemostase primáriaT

Tempo de protrombina (PT)

  • Vias extrínseca e comum

Tempo de tromboplastina parcial ativado (aPTT)

  • Vias intrínseca e comum

Farmacos e alimentação podem alterar a tendencia a estar mais suscetivel a hemorragias

Nota: tempos estão expressos em segundos

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Regulação da Hemostase

Se o sangue coagular em excesso, forma-se uma massa grande de plaquetas e fibrinas podendo fechar um vaso sanguineo, e este pode ser uma artéria, não passando mais sangue.

como frenar a coagulação:

  • temos 2 mecanismos anticoagulantes

  • destruição de coagulos já formados - fibrinólise (simples) → Plasmina corta ligações de fibrina, tonando-a mais fraca.

<p>Se o sangue coagular em <strong>excesso</strong>, forma-se uma massa grande de <strong>plaquetas</strong> e <strong>fibrinas</strong> podendo <strong>fechar</strong> um vaso sanguineo, e este pode ser uma artéria, não passando mais sangue.</p><p></p><p>como frenar a coagulação:</p><ul><li><p>temos <strong>2 mecanismos anticoagulantes</strong></p></li><li><p>destruição de coagulos já formados - <strong>fibrinólise</strong> (simples) → Plasmina corta ligações de<strong> fibrina</strong>, tonando-a mais fraca.</p></li></ul><p></p>
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Anticoalogação – Antitrombina III

fator II ativado estimula a produção de fatores anticoagulantes

A trombina estimula a produção de antitrombina III A antitrombina III:

  • Inibe a ativação da protrombina

  • Inibe a ativação dos fatores IX, X, XI e XII

<p>fator II ativado estimula a <strong>produção de fatores anticoagulantes</strong></p><p>A trombina estimula a produção de antitrombina III A antitrombina III:</p><ul><li><p><strong>Inibe</strong> a ativação da <strong>protrombina</strong></p></li><li><p><strong>Inibe</strong> a ativação dos <strong>fatores IX, X, XI e XII</strong></p></li></ul><p></p>
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Heparina

  • Anticoagulante natural

  • Potenciador da antitrombina III

  • Polissacárido produzido nos basófilos e mastócitos

  • Liga-se à antitrombina III, aumentando a sua atividade

  • Inibe a ativação dos fatores IX, X, XI e XII

<ul><li><p><strong>Anticoagulante</strong> natural</p></li><li><p><strong>Potenciador</strong> da antitrombina III</p></li><li><p><strong>Polissacárido</strong> produzido nos <strong>basófilos</strong> e <strong>mastócitos</strong></p></li><li><p>Liga-se à <strong>antitrombina II</strong>I, <strong>aumentando</strong> a sua atividade</p></li><li><p><strong>Inibe</strong> a ativação dos fatores IX, X, XI e XII</p></li></ul><p></p>
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Anticoagulação – Proteinas C e S

fatores anti-coagulantes são proteinas

C não funciona sem o seu cofator, proteina S

  • C circula no sangue na sua forma inativa, é ativado. A partir da ligação entre o recetor trombomodulina endotelial liga-se à trombina, formando um complexo.

  • O complexo ativa a proteína C

  • A proteína C, em associação com a proteína S, inativa os fatores Va e VIIIa (diminui-se o de fatores pró-coagulantes)

<p>fatores anti-coagulantes  são <strong>proteinas</strong></p><p></p><p><strong>C</strong> não funciona sem o seu cofator, <strong>proteina S</strong></p><ul><li><p><strong>C</strong> circula no sangue na sua forma <strong>inativa,</strong> é ativado. A partir da ligação entre o recetor <strong>trombomodulina endotelial</strong> liga-se à trombina, formando um <strong>complexo</strong>.</p></li><li><p>O complexo <strong>ativa</strong> a proteína C</p></li><li><p>A proteína <strong>C</strong>, em associação com a proteína <strong>S</strong>, <strong>inativa</strong> os fatores <strong>Va</strong> e <strong>VIIIa</strong> (diminui-se o <strong>nº</strong> de fatores pró-coagulantes)</p></li></ul><p></p>
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Fibrenólise - Plasmina

  1. coagulação

  2. fibrinólise

Plasmina corta ligações de fibrina, está no sangue sob a forma de plasminogénio, que é ativada com ativadores, que estão no sangue ou na parede do vaso lesado.

Conversão do plasminogénio em plasmina por:

  • Ativador do plasminogénio tecidular (tPA) → está no vaso lesado

  • Ativador do plasminogénio do tipo urocinase (uPA) → circulante

  • Calicreína

A plasmina degrada:

  • Fibrina (Ia), fibrinogénio (I), fatores V, VIII, XII, protrombina (II)

Entre os produtos da degradação da fibrina encontram-se os dímeros, importantes para marcar a existencia ou não de um processo de trombose.

<ol><li><p>coagulação</p></li><li><p>fibrinólise</p></li></ol><p></p><p>Plasmina <strong>corta</strong> ligações de fibrina, está no sangue sob a forma de <strong>plasminogénio</strong>, que é ativada com <strong>ativadores</strong>, que estão no <strong>sangue </strong>ou na <strong>parede do vaso lesado.</strong></p><p></p><p><strong>Conversão do plasminogénio em plasmina por:</strong></p><ul><li><p>Ativador do plasminogénio tecidular <strong>(tPA)</strong> → está no vaso lesado</p></li><li><p>Ativador do plasminogénio do tipo urocinase (uPA) → circulante</p></li><li><p>Calicreína</p><p></p></li></ul><p>A plasmina <strong>degrada</strong>:</p><ul><li><p>Fibrina (Ia), fibrinogénio (I), fatores V, VIII, XII, protrombina (II)</p></li></ul><p>Entre os produtos da degradação da fibrina encontram-se os <strong>dímeros</strong>, importantes para <strong>marcar a existencia </strong>ou não de um processo de <strong>trombose</strong>.</p><p></p><p></p>
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Fibronólise - Regulação

Ela própria é frenada de modo a não degradar a fibrina demasiado depressa, caso isto não aconteça, não dá para o vaso regenerar

Inibidores da fibrinólise:

  • Inibidores do tPA e uPA (PAI 1 e 2)

  • Inibidor da fibrinólise ativável pela trombina (TAPI) → complexo produz este inibidor

<p>Ela própria é <strong>frenada</strong> de modo a <strong>não degradar a fibrina</strong> demasiado <strong>depressa</strong>, caso isto não aconteça, não dá para o <strong>vaso regenerar</strong></p><p></p><p>Inibidores da fibrinólise:</p><ul><li><p><strong>Inibidores</strong> do tPA e uPA (PAI 1 e 2)</p></li><li><p><strong>Inibidor</strong> da <strong>fibrinólise ativável </strong>pela trombina (TAPI) → complexo produz este inibidor</p></li></ul><p></p>
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Desafio - Indique que risco (hemorrágico ou trombótico) apresenta um doente com:

a) Deficiente produção de fator IX

b) Deficiente produção de proteína C

c) Deficiente produção de fator de von Willebrand

trombina - converte fibrinógenio a fibrina e produz fator 13

a) hemorrágico, dado que como não tem o fator 9, não consegue reparar o vaso rápidamente

b) trombótico

c) hemorrágico

von Willebrand participa na formação do rolhão plaqietário - intervem na hemostase primária para além disso agarrase ao fator 8, e indepedo de virar 8a

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