MPH - Modelo Humanista e Carl Rogers

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1
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Qual é o aspeto fundamental que distingue os modelos humanistas das abordagens psicodinâmicas?

Enquanto as abordagens psicodinâmicas procuram sobretudo as causas do comportamento, frequentemente localizadas no inconsciente, o modelo humanista centra-se na autoaceitação como principal fator explicativo do funcionamento humano, sendo este o elemento central da mudança psíquica.

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Quem foi a figura central da revolução humanista, e como surgiu o seu trabalho?

Carl Rogers é considerado como a principal figura do modelo humanista.

Rogers iniciou o seu trabalho com jovens delinquentes, com objetivo de compreender como estes poderiam tornar-se mais adaptados, e como poderia ajudá-los a aceitar-se melhor.

3
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Como é que o trabalho inicial de Carl Rogers marca uma rutura metodológica com os modelos psicodinâmicos?

No seu trabalho com jovens delinquentes, Rogers iria trabalhar com os indivíduos sem recorrer ao inconsciente, à interpretação de sonhos, ou aos mecanismos de defesa. Em vez disso, é privilegiada a experiência consciente, a relação terapêutica e o processo de autoaceitação, sendo estes considerados os elementos centrais da mudança psicológica.

4
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Existem alguns conceitos dos modelos psicodinâmicos que são transversais a outros modelos psicoterapêuticos, incluindo os humanistas. Quais são estes?

  1. Importância da relação terapêutica;

  2. Contexto empático da relação terapêutica;

  3. Leitura científica e clínica dos sintomas;

  4. Escuta ativa;

  5. Empatia e aceitação incondicional;

  6. Regularidade das sessões.

5
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Qual é a relação entre o conceito de incongruência no Humanismo e o conceito de neurose na Psicanálise?

Uma incongruência no modelo humanista corresponde a uma neurose no modelo psicanalítico. Ambos os conceitos referem-se a um conflito do indivíduo consigo próprio, resultando em sofrimento psicológico.

6
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Porque é que o modelo humanista surge como a “Terceira Força” da Psicologia?

Os modelos humanistas representam a chamada “Terceira Força” porque surge como uma alternativa às duas abordagens predominantes anteriores.

A psicanálise (1a força) focava-se em conflitos inconscientes, sendo considerada excessivamente pessimista e centrada na patologia.

O behaviorismo (2a força) centrava-se no comportamento observável e no condicionamento, sendo considerado reducionista e ignorando a experiência subjetiva.

O humanismo surge como terceira força, focando no ser humano como um sujeito arivo, livre e com potencial de crescimento.

7
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Em que contexto histórico surge o Humanismo?

O modelo humanista desenvolve-se a partir da década de 1950, ganhando força nos anos 60 e 70, num contexto histórico pós-Segunda Guerra Mundial, associado a movimentos de liberdade, sentido de vida e valorização da experiência subjetiva.

8
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Como é que o modelo humanista conceptualiza o ser humano?

A premissa central do modelo humanista defende que o ser humano é, por natureza, bom e possui uma tendência para o crescimento e a autorrealização. Neste modelo, a patologia resulta da incapacidade de utilizar plenamente a liberdade para evoluir.

9
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Que aspetos de modelos precedentes são criticados pelo modelo humanista?

O modelo humanista critíca o caráter nomotético e reducionista da psicologia baseada em métodos das ciências naturais, defendendo uma psicologia mais humana, com métodos descritivos e naturalistas, e com foco nos processos subjetivos internos.

10
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Que mudança o modelo humanista propõe na abordagem à psicopatologia?

O modelo humanista rejeira a abordagem clássica à psicopatologia centrada na doença, propondo a perspetiva da Psicologia da Saúde, focada na promoção do bem-estar e do desenvolvimento humano.

11
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Quais são os princípios fundamentais do modelo humanista?

  1. Conceção do sujeito como existência: o indivíduo é visto como o centro da sua própria existência e está em permanente mudança.

  2. Centragem no cliente, não no problema: a atenção está no indivíduo e nas suas experiências, não apenas nos sintomas.

  3. Liberdade e responsabilidade: o ser humano tem liberdade de escolha e é responsável pelas suas ações.

  4. Reencontro com o corpo e com os outros: o indivíduo é encorajado a tomar consciência do seu corpo e das interações com os outros, integrando-as na experiência de si próprio.

  5. Filosofia existencial de base: o humanismo baseia-se em perseptivas existenciais, afirmando que cada pessoa é única e capaz de desenvolver os seus potenciais, mesmo com defeitos e limitações.

  6. Desenvolvimento da maturação psicológica do indivíduo: o objetivo do modelo é capacitar o indivíduo para tomar decisões conscientes, assumir responsabilidade sobre a própria vida, agir com liberdade, e adaptar-se a mudanças e desafios.

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Existem algumas ideias que são partilhadas por todos os modelos humanistas. Quais são estas?

  1. Compromisso com a abordagem fenomenológica:

  2. Tendência atualizante / para o crescimento:

  3. Autodeterminação:

  4. Centralidade da pessoa e da relação

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Explique a seguinte afirmação:

“Todo o indivíduo existe num mundo de experiência do qual é o centro e está em permanente mudança”.

Esta afirmação, na lente do modelo humanista e do trabalho de Rogers, significa que cada pessoa vive a realidade a partir do seu ponto de vista subjetivo. Isto é, os indivíduos não reagem ao mundo diretamente como ele é, mas sim à forma como este é individualmente experienciado. Este mundo interno está em constante mudança, sendo que o indivíduo esta sempre a construir e atualizar a sua realidade psicológica a partir da experiência vivida.

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Rogers defende a existência de um campo fenomenológico de experiência. O que isto quer dizer?

O campo fenomenológico (ou experiencial / percetivo) corresponde ao mundo íntimo da pessoa. Este inclui tudo o que é experienciado pelo organismo conscientemente ou inconscientemente.

O indivíduo reage ao campo fenomenológico tal como este é experimentado, sendo este, para o indivíduo, a realidade.

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Como se percebe a realidade no modelo humanista?

Os modelos humanistas argumentam que é irrelevante, do ponto de vista psicológico saber qual é a realidade “real” ou “verdadeira”. Ao em vez disso, o ângulo utilizado para compreender o comportamento é o quadro de referência interno do indivíduo.

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Como podemos caracterizar o campo fenomenológico?

  1. Inclui eventos, perceções, sensações, e impactos dos quais a pessoa pode não estar sempre consciente, mas pode estar se focar a atenção a esses estimulos.

  2. É um mundo íntimo e pessoal, que pode ou não corresponder à realidade objetiva.

  3. É condicionado por dimensões psicológicas e biológicas.

17
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Porque é que Rogers defende a existência de uma tendência adaptativa inata no indivíduo?

De forma inata, o indivíduo tende a dirigir a atenção para experiências seguras ou agradáveis, tendencialmente evitando ou não aceitando estímulos percebidos como ameaçadores. Apesar de ter uma função de proteção e adaptação, quando este mecanismo implica a negação ou exclusão de uma experiência importante, ele pode contribuir para a incongruência.

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Como é que Rogers define o Self?

O self consiste na perspetiva que uma pessoa tem de si própria, construída a partir de experiências passadas, vivências atuais e expectativas futuras. Forma-se na interação com o ambiente, particularmente através da avialação dos outros, organizando-se como um conjunto coerente, flexível e dinâmico de perceções e valores sobre o eu.

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Quais são algumas características do Self?

  1. O self está dentro do campo fenomenológico, porque este faz parte da forma como a pessoa se percebe a si própria.

  2. O self não é uma entidade estática ou imutável. Ele pode ser relativamente estável ao longo do tempo, mas é suscetível à mudança.

  3. O self é compreendido como uma gestalt, isto é, uma estrutura organizada de perceções sobre quem a pessoa é.

  4. O self não represente apenas uma acumulação de aprendizagens ou condicionamentos, sendo uma estrutura suscetível de se transformar.

20
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O que é o conceito humanista da tendência atualizante?

Uma premissa fundamental do modelo humanista é a de que o ser humano possui uma tendência inata para o crescimento. O ser humano é fundamentalmente orientado para desenvolver todas as suas capacidades de modo a manter ou melhorar o organismo, assim, orientando o comportamento humano no sentido da autorealização.

21
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Como é que a perspetiva de Rogers, no que diz respeito à tendência para o crescimento, difere de outros modelos teóricos?

Segundo a perspetiva de Rogers, o indivíduo não estará rigidamente determinado por impulsos inconscientes (como na psicanálise), nem por condicionamentos ambientais (como no behaviorismo).

O indivíduo possui um potencial intrínseco para se desenvolver, sendo condições ambientais facilitadoras deste processo.

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Como é que Rogers vê o comportamento humano?

Para Rogers, o comportamento é fundamentalmente um esforço dirigido a um fim do organismo para satisfazer as suas necessidades tal como as experimenta no seu campo fenomenológico.

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O que diz Rogers sobre o papel da experiência passada no comportamento?

Rogers rejeita a ideia de que a experiência passada determina a conduta presente. Esta pode influenciar o presente apenas na medida em que modifica o significado atribuído pelo indivíduo às experiências atuais.

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Do ponto de vista desenvolvimental, como é que a estrutura do Self vai se formando numa criança?

Ao longo do desenvolvimento infantil. uma parte do campo percetivo total da criança diferencia-se gradualmente, eventualmente distinguindo-se como o ego, ou self. Este processo está ligado à interação com o ambiente, particularmente, a interação valorativa com os outros, formando o auto-conceito.

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Rogers distingue dois tipos de valores que constituem a estrutura do Self. Quais são?

  1. Valores experimentados diretamente pelo organismo;

  2. Valores captados do exterior como se fossem experimentados diretamente (introjetados).

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O que é o processo de avaliação organísmica?

O processo de avaliação organísmica refere-se à tendência inata para avaliar positivamente as experiências que contribuem para a auto-atualização, e avaliar negativamente as experiências que, pelo contrário, impedem a estabilidade e crescimento.

27
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Quam é um dos primeiros aspetos fundamentias da experiência do Self na infância?

Um dos primeiros e mais importantes aspetos da experiência do self na infância é a experiência de ser amado pelos pais, cuidadores ou figuras de vinculação. Através desta vivência, a criança apreende a si própria como digna de amor.

28
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O que significa a necessidade de aceitação no modelo humanista de Rogers?

A necessidade de aceitação (ou positive regard) refere-se ao desejo que o indivíduo tem de experienciar-se como tendo valor para o outro, ou seja, como fazendo uma diferença positiva no campo experiencial das pessoas significativas.

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Como é que uma criança começa a diferenciar experiências aceites e não aceites?

Ao longo do desenvolvimento, a criança começa a perceber que algumas experiências são aceites, e outras não. Isto é, nem todas as suas experiências, sentimentos ou comportamentos são igualmente recebidos pelas figuras significativas, podendo ser reforçadas ou rejeitadas.

A criança começa a formar associações entre experiências e o seu grau de aceitação, internalizando estas. Assim, a criança adquire condições de valor.

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O que são as condições de valor?

As condições de valor são critérios internalizados, segundo os quais a pessoa passa a sentir-se digna de amor apenas se corresponder a certas expectativas.

Estas condições de valor afetam o Self na medida que são aceites como tão reais quanto os valores derivados da experiência direta.

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Segundo Rogers, como ocorre a desadaptação psicológica?

Rogers defende que a desadaptação psicológica resulta da incongruência. Isto é, o indivíduo se encontra desadaptado quando existe incompatibilidade entre a sua experiência vivida e o Self. Nesta situação, existem experiências que não podem ser integradas no self, gerando sofrimento psicológico.

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Quando é que podemos considerar que existe a adaptação psicológica?

A adaptação psicológica existe quando o conceito de ego / Self é tal que todas as experiências são, ou podem ser, assimiladas de forma simbólica. Assim, a adaptação corresponde a um estado de congruência entre experiência e autoconceito.

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No que diz respeito ao desenvolvimento pessoal, Rogers identifica 2 características que estão presentes no indivíduo. Quais são estas?

  1. O indivíduo apresenta abertura à experiência. Isto é, uma perceção de si próprio não como uma estrutura rígida e imutável, mas como pleno de possibilidades, e que se reconhece na sua própria experiência.

  2. O indivíduo descobre-se ao experimentar sentimentos de modo amplo, apreendendo que é tudo o que sente, integrando as suas emoções como parte de si mesmo.

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Na Abordagem Centrada na Pessoa de Rogers, como é que se observa a incongruência?

Na abordagem de Rogers, a incongruência ocorre quando existe uma discrepância entre a experiência vivída, a tomada de consciência dessa experiência, e a forma como ela é comunicada. Esta não é so a incapacidade de perceber um sentimento, mas também a inabilidade de o comunicar de forma correta e genuína.

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Dê um exemplo de incongruência.

Um exemplo típico é o de uma pessoa que demonstra sinais claros de raiva (como falar alto ou ter um tom agressivo) mas que afirma estar calma. Neste caso, existe uma ingongruência entre a experiência emocional real, a perceção consciente desta, e a sua comunicação.

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Como se manifesta a incongruência?

Esta pode manifestar-se como tensão interna, ansiedade, e em situações mais extremas, como confusão interna.

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A incongruência muitas vezes resulta …

… Da discrepância entre o que a pessoa sente, e o que entende que os outros esperam dela. Pode também resultar de um desfasamento entre a realidade externa e a forma como esta é subjetivamente experienciada.

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Segundo Rogers, como é que as condições de valor afetam o indivíduo?

As condições de valor são comportamentos, atitudes ou expectativas impostas externamente que levam o indivíduo a negar ou rejeitar aspetos do Self para obter aprovação. Estas condições constituem obstáculos à perceção e tomada de decisão realista, assim, impedindo o indivíduo de viver plenamente.

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De que forma é que as condições de valor afetam o autoconceito?

O autoconceito, ou a imagem que o indivíduo constroi de sí próprio, é fortemente influenciada pelos julgamentos adversos dos outros, assim como pela crítica.

Quando surgem condições de valor, o indivíduo sente ambivalência em relação à sua experiência, começa a duvidar daquilo que sente, e desenvolve dúvidas constantes sobre o seu valor pessoal. Assim, o discurso interno do indivíduo passa a ser caracterizado por imperativos como “eu devo…” ou “eu não posso…”.

Este sofrimento mantém-se enquanto o indivíduo orienta-se pelo sentido de valor pessoal condicional, ou seja, sente-se valioso apenas quando recebe aprovação e evita desaprovação.

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O que é o processo de valorização organísmica?

Para Rogers, todos os indivíduos tem um sistema interno inato que as orienta para aquilo que é bom para sí, conseguindo espontameante sentir o que lhe faz desenvolver-se e crescer.

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Como é que a incongruência afeta o processo de valorização organísmica?

Na incongruência, a necessidade de aprovação externa passa a dominar e anular o processo de valorização organísmica. Assim, o indivíduo deixa de orientar-se pelo seu sistema interno, guiando-se por critérios internos.

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Para Rogers, quais são as consequências de um locus de avaliação externo?

O locus de avaliação externo refere-se à tendência do indivíduo para avaliar-se com base em critérios e julgamentos dos outros. Para Rogers, isto resulta em dificuldades em saber o que sente ou pensa, dificuldade em escolher, dependência, e necessidade de agradar a todos-

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Tendo em conta os conceitos Rogerianos, qual é o objetivo da intervenção psicoterapêutica na Abordagem Centrada na Pessoa?

Esta abordagem visa promover a aceitação da exepriência interna, favorecer um locus de avaliação interno, restaurar o processo de valorização organísmica, e ajudar o indivíduo a viver de forma mais congruente e autêntica.