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O que causa o tétano?
Clostridium tetani, bactéria Gram-positiva formadora de esporos.
Onde o Clostridium tetani é encontrado?
No solo, poeira, matéria orgânica e ambientes contaminados.
Como ocorre a transmissão do tétano?
Pela inoculação de esporos em feridas, especialmente ferimentos profundos, puntiformes ou contaminados.
O tétano é contagioso de pessoa para pessoa?
Não.
Qual é a toxina responsável pelo tétano?
Tetanospasmina.
Como a tetanospasmina provoca os sintomas?
Bloqueia a liberação de neurotransmissores inibitórios, principalmente GABA e glicina, levando a hiperatividade motora e espasmos musculares.
Qual é o período de incubação do tétano?
Geralmente 3–21 dias, frequentemente 5–15 dias.
O que significa trismo?
Contração/rigidez dos músculos da mastigação, causando dificuldade para abrir a boca.
O que é o riso sardônico?
Contração dos músculos faciais que produz uma expressão semelhante a um sorriso fixo.
Qual é a tríade clássica do tétano generalizado?
Trismo + riso sardônico + opistótono.
O que é opistótono?
Hiperextensão intensa do tronco causada por espasmo muscular.
Quais são manifestações de disautonomia no tétano grave?
Oscilações de pressão arterial e frequência cardíaca, sudorese intensa, febre e instabilidade autonômica.
O que é tétano localizado?
Rigidez e espasmos restritos inicialmente a uma região do corpo.
O que é tétano cefálico?
Forma rara relacionada a lesões na região da cabeça, com comprometimento de nervos cranianos, podendo evoluir para tétano generalizado.
Como é feito o diagnóstico do tétano?
É essencialmente clínico; exames laboratoriais não são necessários para confirmar o diagnóstico.
Qual é o tratamento do tétano estabelecido?
Internação, controle dos espasmos, imunoglobulina antitetânica, tratamento da ferida, antibiótico contra C. tetani e suporte respiratório/autonômico conforme necessidade.
Qual antibiótico é frequentemente utilizado no tratamento do tétano?
Metronidazol.
A imunoglobulina antitetânica neutraliza a toxina já ligada ao sistema nervoso?
Não. Ela neutraliza apenas a toxina ainda circulante; por isso o tratamento precoce é importante.
A vacinação trata o tétano já instalado?
Não. A vacina previne novas infecções, mas não neutraliza a toxina responsável pela doença atual.
Como prevenir o tétano?
Vacinação adequada + cuidados apropriados das feridas.
Qual é o esquema infantil básico contra tétano?
Vacinas contendo componente tetânico fazem parte do esquema infantil, com doses aos 2, 4 e 6 meses pela pentavalente, além dos reforços previstos no calendário.
Quando são feitos reforços infantis contra tétano?
Com DTP aos 15 meses e aos 4 anos, conforme Calendário Nacional de Vacinação.
Como é o esquema para adolescente/adulto não vacinado ou com esquema incompleto?
Completar 3 doses contendo componente tetânico, respeitando os intervalos recomendados.
Quando deve ser feito reforço em adultos com esquema completo?
Em geral, a cada 10 anos, podendo haver indicação antecipada conforme avaliação de ferimentos.
O que caracteriza ferimento de alto risco para tétano?
Ferimentos profundos/puntiformes, com necrose, queimaduras, mordeduras, fraturas expostas, lesões por arma branca ou de fogo e ferimentos contaminados.
O que caracteriza ferimento de risco mínimo?
Ferimento superficial, limpo e recente.
O que fazer em qualquer ferimento com risco de tétano?
Lavar adequadamente com água e sabão, remover corpos estranhos e tecido desvitalizado e avaliar vacinação e necessidade de imunoglobulina.
Quando indicar IGHAT na profilaxia pós-ferimento?
Principalmente em ferimentos de alto risco em pessoas com vacinação inadequada/incerta e em situações de imunodepressão, conforme protocolo.
Ferimento de alto risco + menos de 3 doses ou vacinação desconhecida: qual conduta?
Vacina + IGHAT.
Ferimento de alto risco + esquema completo e última dose há menos de 5 anos: qual conduta?
Em geral, apenas cuidados da ferida, sem reforço vacinal.
Ferimento de alto risco + esquema completo e última dose há mais de 5 anos: qual conduta?
Dose de reforço da vacina.
Ferimento de risco mínimo + esquema completo e última dose há menos de 10 anos: qual conduta?
Cuidados locais, sem reforço.
Ferimento de risco mínimo + esquema incompleto/desconhecido ou última dose há mais de 10 anos: qual conduta?
Atualizar/reforçar a vacinação conforme o histórico.
Por que imunossuprimidos merecem atenção especial?
Podem apresentar resposta vacinal reduzida e, diante de ferimentos de risco, pode haver indicação de vacina associada à IGHAT conforme protocolo.
Paciente não vacinado sofre ferimento profundo e puntiforme. Qual a profilaxia?
Vacina contendo toxoide tetânico + IGHAT.
Paciente com 3 ou mais doses, última há 2 anos, sofre ferimento profundo. Precisa de IGHAT?
Não; em geral apenas cuidados locais, pois a última dose foi há menos de 5 anos.
Paciente com esquema completo, última dose há 7 anos, sofre ferimento profundo. Conduta?
Dose de reforço da vacina + cuidados locais.
Paciente apresenta trismo, riso sardônico e espasmos musculares após ferimento. Diagnóstico?
Tétano generalizado.