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Valores de referencia de FR = frequência respiratória em adultos
FR normal = 12 a 20 rpm
Valor de FR para taquipneia
Mais de 25 rpm
Valor de FR para bradipneia
Menos que 12 rpm
Saturação de O2 - Valores
Oximetria de pulso
95% - 99%: Normal
91% - 94%: Hipoxia leve
86% - 90%: Hipoxia moderada
< 86%: Hipoxia severa
Se a dispneia não for tratada pode evoluir para um quadro de…
Esforço respiratório
Características do esforço respiratório
Utiliza musculatura torácica acessória
Batimento de asa de nariz
Pode ser acompanhado de ansiedade
Pode dar taquicardia
Pode entrar em parada respiratória - devido a fadiga da musculatura acessória
Respiração de Kussmaul
Inspirações profundas seguidas de pausas
Característica de acidose metabólica
Respiração Biot
Começa com bradipneia depois taquipneia e depois apneia
Causada por problema respiratório no sistema nervoso
Respiração de Cheyne-Stokes
Ciclo de ventilações que aumentam gradativamente e em seguida reduzem gradativamente até um período de apneia
Comum em traumatismo craniano
Respiração suspirosa
Ritmo ventilatorio normal interrompido por suspiros
Passos da anamnese da dispneia
1) Modo de instalação - súbito ou progressivo
2) Duração dos sintomas
3) Fatores de melhora ou piora
4) Outros comemorativos (sinais e sintomas)
5) Tabagismo ou exposição ocupacional
Classificação MRC - Dispneia
Escala de dispneia do MRC
0 = Dispneia a extremos esforços
1 = Dispneia a grandes esforços
2 = Dispneia aos médios esforços
3 = Dispneia aos pequenos esforços
4 = Dispneia ao repouso
Causas pulmonares de dispneia
Broncoespasmos ou broncoconstricao pulmonar
- Asma e DPOC
Pneumotórax
Possível corpo estranho
Tríade da fisiopatologia da asma
Inflamação das vias aéreas
Obstrução intermitente do fluxo de ar
HIPERRESPONSIVIDADE BRÔNQUICA - causada por algum alergeno externo
Características da asma
Episódios recorrentes de obstrução das vias aéreas inferiores
É reversível espontaneamente ou por medicação
Resultante da hiperreatividade das vias aéreas inferiores + inflamação
Manifestações clinicas da asma
Dispneia
Chiado no peito - sibilância
Tosse seca e crônica (pode ser o único sintoma presente em alguns casos de asma)
Associações de rinite alérgica e asma
Causas de tosse crônica
Tuberculose
Asma
DRGE = Doença do refluxo gastroesofágico
Fatores desencadeantes de asma
Alergenos
Mudança de temperatura
Uso de aspirina
Práticas de exercício físico
Exposição ocupacional
Tratamento de asma - grande medicação
Corticoide inalatorio
Tratamento de asma - Paciente em tratamento em casa
Corticoide
Beclometasona (Clenil@) - 1 puff - 12/12h
Como usar: Fazer bochecho após uso da medicação
Tratamento de asma - Paciente no PS com crise LEVE de asma
Broncodilatador de curta duração
Salbutamol (Aerolin@) - 100mg - até 3x - realizar reavaliação a cada vez
Tratamento de asma - Paciente com crise MODERADA / GRAVE
Broncodilatador de curta duração
Salbutamol - 4 a 6 puffs - 3x com 15 a 20min de intervalo
Corticoide sistêmico
Prednisona - 40mg
Metilprednisona - 40mg - IV
Hidrocortisona - 500mg - IV
Sulfato de magnésio
NÃO RETARDAR INTUBAÇÃO OROTRAQUEAL EM CASOS QUE NÃO FORAM REVERTIDOS COM MEDICAÇÃO
Características da DPOC
Limitação do fluxo aéreo das vias aéreas inferiores
Não reversível - é uma limitação fixa dos brônquios
Resposta inflamatória a toxina inalatorias - principalmente a fumaça de cigarro
As duas principais condições que formam a DPOC
Bronquite crônica = causada por inflamação e excesso de muco gerando o entupimento e estreitamento das vias aéreas
Enfisema = é a destruição gradual dos alvéolos devido a perda da elasticidade e da forca para expulsar o ar dificultando a respiração
Característica do paciente com DPOC
Dispneia prolongada que piora com o tempo
Sem fatores de melhora ou piora
Tratamento de DPOC
Paciente com DPOC em tratamento
LABA = Broncodilatador de longa duração - 2X ao dia
Caso nao responda bem: Associar LABA com LAMA
LAMA = Broncodilatador de longa duração - ex: tiotropico
Se o paciente tiver eosinifila = Associar broncodilatador inalatorio + corticoide inalatorio
Tratamento do DPOC exarcebado
Utilizar Salbutamol + corticoide sistêmico
Mesma medicação da asma
INSISTIR NA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA
Tipos de pneumotórax
Espontâneo: se desenvolve sem trauma prévio ou outra causa óbvia
Traumático: resultado de um trauma que pode ser direto ou indireto no peito
Características do pneumotórax
Aguda
Súbita
Não possui fatores de melhora e piora
Comemorativos: tosse
Quadro clinico de pneumotórax
Dor torácica aguda
Dispneia
Taquicardia
Ausência de fremito toracovocal
Hipersonoridade a percussão
Murmúrio vesicular ausente ou reduzido do lado afetado
Tratamento de pneumotórax
Realizar drenagem de tórax em selo d’ água
No quinto espaço intercosta, na linha axilar - realiza uma incisão e fura a pleura
Quadro clinico de paciente com corpo estranho
Agitado
Mãos no pescoço
Tosse
Presença de sinais de esforço respiratório
Pode apresentar cianose
Pode emitir sibilos ou estridor
Tratamento de corpo estranho
Paciente consciente: fazer manobra de Heimlich
Paciente inconsciente:
- fora do hospital: manobras de ressuscitação (RCP), remoção se possível do corpo estranho e acionar emergencia
- dentro do hospital: garantir via área segura (intubação ou traqueostomia) e broncoscopia para retirar o corpo estranho
Causas gerais de dispneia
Asma
DPOC
Pneumotórax
Pneumonia
Embolia pulmonar
Falha na bulha cardíaca
Possível corpo estranho
Causas cardíacas de dispneia
Tromboembolismo pulmonar
Insuficiência cardíaca
Derrame pericárdico
Tríade de Virchow
Lesão vascular
Estase venosa
Hipercoagulabilidade
Sintomas de TEP
Dispneia - principalmente súbita
Dor torácica pleuritica
Tosse
Síncope
Dor torácica subesternal
Hemoptise
Sinais de TEP
Taquipneia
Taquicardia
Sinais de TVP:
- Assimetria dos MMII
- Panturrilha dura
- Sinal da bandeira positivo
Cianose
Febre
O que é o Critério de Wells
Não é diagnostico - é um teste para ver o critério de probabilidade do paciente ter TVP
Como é feito o critério de Wells
TVP ou EP prévios = 1,5 ponto
Frequência cardíaca > 100 = 1,5 ponto
Cirurgia recente ou imobilização = 1,5 ponto
Sinais clínicos de TVP = 3 pontos
Diagnóstico alternativo menos provável que EP = 3 pontos
Hemoptise = 1 ponto
Câncer = 1 ponto
Baixa probabilidade = 0 a 1 ponto
Intermediária probalidade = 2 a 6 pontos
Alta probabilidade = mais 7 pontos
Como diagnosticar TEP
Paciente com baixa probabilidade
Exame de D dimero = função da cascata de coagulação
- Se der negativo = descarta TVP
- Se der positivo = continua a investigação
Obs: após trauma o D dimero aumenta - ou seja não pode pedir após cirurgias e grávidas pois vai estar aumentado