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O que é erro médico e como ele se diferencia de uma complicação?
Erro médico é a falha evitável na assistência decorrente de imperícia (falta de conhecimento técnico), imprudência (agir com precipitação) ou negligência (deixar de agir quando deveria). Complicação é um evento adverso inerente à evolução da doença ou aos riscos do procedimento, podendo ocorrer mesmo com atuação correta do médico.
Quais são as modalidades clássicas do erro médico?
Imperícia: falta de conhecimento ou habilidade técnica; Imprudência: realização de conduta precipitada, sem os devidos cuidados; Negligência: omissão ou descuido diante de um dever profissional. São as três modalidades clássicas cobradas em prova.
Como o médico deve agir ao perceber que cometeu ou presenciou um erro médico?
Deve priorizar imediatamente a segurança do paciente, reconhecer e avaliar o ocorrido, registrar todas as informações de forma clara e legível no prontuário, comunicar o fato de maneira ética e transparente quando indicado, buscar corrigir os danos e seguir os protocolos institucionais e éticos, evitando acobertamento.
Qual a importância do prontuário em casos de erro médico?
O prontuário é um documento legal e ético que registra toda a assistência prestada. Deve ser completo, cronológico, objetivo, legível e conter evolução clínica, condutas, justificativas e intercorrências, podendo servir como importante meio de defesa ética e jurídica do profissional.
Qual a diferença entre responsabilidade ética, civil e penal do médico?
Responsabilidade ética refere-se ao cumprimento do Código de Ética Médica, sendo julgada pelos Conselhos de Medicina. Responsabilidade civil envolve reparação de danos causados ao paciente. Responsabilidade penal ocorre quando a conduta configura crime previsto em lei, como homicídio culposo ou omissão de socorro.
Como responder uma questão discursiva sobre erro médico?
Explicar que o erro médico decorre de negligência, imprudência ou imperícia, diferindo das complicações inerentes ao tratamento. Destacar que a conduta ética inclui priorizar o paciente, registrar adequadamente os fatos em prontuário, agir com transparência, comunicar o ocorrido quando necessário e cumprir as normas do Código de Ética Médica.
Quais princípios bioéticos estão relacionados ao erro médico?
Beneficência (buscar o melhor para o paciente), não maleficência (evitar causar dano), autonomia (informação adequada ao paciente quando pertinente), justiça (responsabilização ética e legal) e respeito à dignidade da pessoa humana.
Qual é a principal pegadinha das provas sobre erro médico?
Nem todo desfecho desfavorável caracteriza erro médico. Para existir erro, deve haver falha evitável relacionada à negligência, imprudência ou imperícia. A simples ocorrência de uma complicação prevista não significa, por si só, que houve erro.
Como diferenciar imperícia, imprudência e negligência em uma questão clínica?
Imperícia = falta de conhecimento técnico ("não sabia fazer"); Imprudência = ação precipitada ou arriscada ("fez sem cautela"); Negligência = omissão de um dever ("deixou de fazer o que deveria"). Essa diferenciação é uma das mais cobradas nas provas.
O que caracteriza um erro cometido por um estudante de Medicina e como ele deve agir?
O estudante deve reconhecer o erro, priorizar imediatamente a segurança do paciente, comunicar o fato ao médico responsável ou preceptor, registrar o ocorrido conforme as normas da instituição e jamais tentar esconder ou corrigir sozinho uma situação que possa colocar o paciente em risco.
Qual é a responsabilidade ética do estudante de Medicina diante de um erro?
O estudante responde eticamente perante a instituição de ensino e deve atuar sempre sob supervisão. Deve agir com honestidade, reconhecer seus limites, respeitar as normas institucionais e colocar a segurança do paciente acima do receio de sofrer punições.
Para quem deve ser encaminhada uma denúncia envolvendo um estudante de Medicina?
A denúncia deve ser encaminhada à instituição de ensino, que é responsável pela apuração e pelas medidas administrativas e pedagógicas cabíveis. Diferentemente do médico, o estudante não responde perante o CRM pelo exercício profissional.
Qual é o papel do preceptor na prevenção de erros dos estudantes?
Supervisionar continuamente as atividades, orientar tecnicamente, garantir que o estudante atue dentro de suas competências, intervir quando necessário e promover ambiente seguro para aprendizagem e para assistência ao paciente.
O estudante pode realizar procedimentos sozinho?
Não. O estudante deve atuar sempre sob supervisão compatível com seu nível de formação, respeitando os limites de sua competência técnica e ética, garantindo a segurança do paciente.
Como responder uma questão discursiva sobre erro do estudante?
Explicar que o estudante deve reconhecer imediatamente o erro, comunicar o preceptor ou médico responsável, priorizar a segurança do paciente, agir com honestidade e transparência e permitir que a instituição de ensino conduza a apuração do caso, sempre mantendo postura ética e responsabilidade profissional.
Qual é a principal diferença entre o erro do médico e o erro do estudante?
O médico possui responsabilidade profissional direta perante o CRM e responde eticamente pelo exercício da Medicina. O estudante atua sob supervisão, possui responsabilidade acadêmica e institucional e suas condutas são avaliadas principalmente pela instituição de ensino e pelo preceptor.
Qual é a principal pegadinha das provas sobre erro do estudante?
Confundir a competência do CRM com a da instituição de ensino. O CRM fiscaliza médicos regularmente inscritos. O estudante deve ser avaliado e, quando necessário, responsabilizado pela própria faculdade ou universidade, sem prejuízo de outras responsabilidades legais quando cabíveis.
O que caracteriza erro médico e quando ele não ocorre?
Erro médico é a conduta profissional inadequada que causa dano ao paciente durante o exercício da medicina, devendo decorrer de culpa (negligência, imprudência ou imperícia), nunca de dolo. Não há erro médico quando o dano resulta de caso fortuito ou força maior, isto é, eventos imprevisíveis e inevitáveis, fora do controle do profissional.
Diferencie negligência, imprudência e imperícia.
Negligência é omissão do dever de cuidado (deixar de agir quando deveria); imprudência é ação precipitada, arriscada ou sem cautela (ato comissivo); imperícia é deficiência técnica ou falta de conhecimento/habilidade para realizar determinado procedimento. O erro médico é culposo quando decorre de qualquer dessas modalidades.
Qual modalidade de culpa costuma ser considerada mais grave e por quê?
A imprudência costuma ser considerada a mais grave por seu caráter comissivo: o médico age assumindo risco desnecessário, como utilizar técnica experimental ou para a qual não possui treinamento suficiente, quando poderia empregar método seguro e consolidado.
A responsabilidade médica pode ser presumida? Explique.
Não. A responsabilidade médica deve ser comprovada mediante demonstração da existência de culpa (negligência, imprudência ou imperícia), dano sofrido pelo paciente e nexo causal entre a conduta e o dano. A simples exposição ao risco não caracteriza automaticamente responsabilidade civil.
Todo erro diagnóstico configura erro médico?
Não. O erro diagnóstico somente configura erro médico quando resulta de negligência, imprudência ou imperícia. Se o médico seguiu a boa prática, utilizou os recursos disponíveis e mesmo assim ocorreu dificuldade diagnóstica inevitável, não há culpa profissional.