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Malária — O que é a malária?
É uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, pertencente ao filo Apicomplexa.
Malária — Quais são as principais espécies de Plasmodium causadoras de malária?
Plasmodium falciparum, P. vivax, P. malariae, P. ovale e P. knowlesi.
Malária — Qual é o principal vetor da malária?
A fêmea hematófaga do mosquito Anopheles.
Malária — Quais são as formas de transmissão da malária além da picada do Anopheles?
Transfusão de sangue, compartilhamento de agulhas e transmissão gestacional.
Malária — Por que a malária pode apresentar maior letalidade em regiões não endêmicas como Minas Gerais?
Por falta de familiaridade com a doença, o que pode causar falhas e atrasos no diagnóstico e tratamento.
Malária — Como é classificado o ciclo biológico da malária?
É heteroxênico.
Malária — Quem é o hospedeiro definitivo da malária?
O mosquito Anopheles, onde ocorre a reprodução sexuada do Plasmodium.
Malária — Quem é o hospedeiro intermediário da malária?
O ser humano, onde ocorre a reprodução assexuada do Plasmodium.
Malária — O que o mosquito Anopheles ingere ao picar uma pessoa com malária?
Gametócitos presentes no sangue humano.
Malária — O que ocorre com os gametócitos de Plasmodium dentro do mosquito?
Ocorre reprodução sexuada, formando zigoto e oocineto, que origina o oocisto.
Malária — O que ocorre com o oocisto de Plasmodium no mosquito?
Ele se rompe e libera esporozoítos, que são a forma infectante.
Malária — Qual é a forma infectante de Plasmodium inoculada no ser humano pelo mosquito?
O esporozoíto.
Malária — Para onde migram os esporozoítos de Plasmodium após a inoculação?
Para o fígado, onde ocorre o ciclo exo-eritrocítico.
Malária — O que acontece com os esporozoítos no fígado?
Transformam-se em esquizontes teciduais.
Malária — O que acontece quando o esquizonte tecidual de Plasmodium se rompe?
Libera milhares de merozoítos na circulação sanguínea.
Malária — O que os merozoítos de Plasmodium fazem no sangue?
Invadem as hemácias e iniciam o ciclo eritrocítico.
Malária — Quais são as formas eritrocíticas do Plasmodium?
Trofozoíto jovem em anel, trofozoíto maduro e esquizonte.
Malária — O que ocorre ao final do ciclo eritrocítico do Plasmodium?
A hemácia é lisada e novos merozoítos são liberados para infectar outras hemácias.
Malária — O que são hipnozoítos?
São formas latentes no fígado responsáveis por recaídas da malária.
Malária — Quais espécies de Plasmodium formam hipnozoítos?
Plasmodium vivax e Plasmodium ovale.
Malária — Por que os hipnozoítos são importantes na malária?
Porque permanecem latentes no fígado e podem causar recaídas após o tratamento.
Malária — Quando podem ocorrer recaídas por hipnozoítos de P. vivax e P. ovale?
Podem ocorrer de cerca de 28 dias até mais de 2 a 3 anos após o tratamento.
Malária — Qual espécie causa a terçã maligna?
Plasmodium falciparum.
Malária — Qual é o ciclo eritrocítico do Plasmodium falciparum?
48 horas.
Malária — Quais hemácias são parasitadas pelo Plasmodium falciparum?
Pode parasitar hemácias de qualquer idade.
Malária — Qual pode ser a parasitemia do Plasmodium falciparum?
Pode chegar a aproximadamente 60%.
Malária — O Plasmodium falciparum forma hipnozoítos?
Não.
Malária — Qual espécie causa a terçã benigna?
Plasmodium vivax.
Malária — Qual é o ciclo eritrocítico do Plasmodium vivax?
48 horas.
Malária — Quais hemácias são preferencialmente parasitadas pelo Plasmodium vivax?
Hemácias jovens, os reticulócitos.
Malária — Qual costuma ser a parasitemia do Plasmodium vivax?
Inferior a 2%.
Malária — O Plasmodium vivax forma hipnozoítos?
Sim, formando hipnozoítos hepáticos responsáveis por recaídas.
Malária — Qual espécie causa a febre quartã?
Plasmodium malariae.
Malária — Qual é o ciclo eritrocítico do Plasmodium malariae?
72 horas.
Malária — Quais hemácias são preferencialmente parasitadas pelo Plasmodium malariae?
Hemácias envelhecidas.
Malária — Qual é a parasitemia típica do Plasmodium malariae?
Inferior a 1%.
Malária — O Plasmodium malariae forma hipnozoítos?
Não.
Malária — Como a malária causa anemia?
Pela destruição das hemácias durante o ciclo eritrocítico.
Malária — Como a malária causa anóxia tecidual?
A destruição das hemácias reduz a capacidade de transporte de oxigênio.
Malária — Como as citocinas participam da patogênese da malária?
A infecção provoca liberação de citocinas inflamatórias.
Malária — Como a malária pode causar nefrite?
Por deposição de imunocomplexos.
Malária — Por que o Plasmodium falciparum é a espécie mais grave?
Porque promove sequestro de eritrócitos na rede capilar, formando rosetas, causando obstrução, trombos e necrose isquêmica.
Malária — O que é o acesso malárico?
É o conjunto de sintomas característicos da malária aguda, sincronizado com a ruptura das hemácias.
Malária — Qual é a sequência típica do acesso malárico?
Calafrios iniciais, seguidos de febre alta, sudorese profusa e fraqueza, terminando com queda da febre.
Malária — Quanto tempo duram aproximadamente os calafrios do acesso malárico?
Cerca de 15 minutos.
Malária — Qual pode ser a temperatura durante a febre do acesso malárico?
Pode chegar a aproximadamente 41 °C.
Malária — Quanto tempo pode durar o episódio de febre, sudorese e fraqueza no acesso malárico?
Aproximadamente 2 a 6 horas.
Malária — Quais outros sintomas podem ocorrer na malária aguda não complicada?
Cefaleia, mialgia, palidez, esplenomegalia, náuseas e vômitos.
Malária — Com qual espécie a malária grave está mais associada?
Plasmodium falciparum.
Malária — Quem apresenta maior risco de malária grave?
Especialmente crianças e gestantes.
Malária — Quais são manifestações da malária grave?
Hipoglicemia, convulsões, icterícia, vômitos repetidos e distúrbios de consciência.
Malária — Quais são complicações da malária grave?
Malária cerebral, insuficiência renal aguda, edema pulmonar agudo e hemorragias.
Malária — Quando deve haver suspeita clínica de malária?
Em paciente febril com histórico de viagem para área de risco entre 8 e 30 dias antes do início dos sintomas.
Malária — Quais antígenos podem ser detectados nos testes rápidos de malária?
HRP-2 e pLDH.
Malária — Qual é o padrão-ouro laboratorial para diagnóstico da malária segundo o resumo?
Exame da gota espessa ou esfregaço delgado de sangue.
Malária — O que a gota espessa ou esfregaço delgado permite avaliar na malária?
Permite visualizar o parasito, identificar a espécie e determinar o nível de parasitemia.
Malária — Como são tratadas as infecções por P. vivax, P. ovale e P. malariae segundo o resumo?
Cloroquina por via oral durante 3 dias associada à Primaquina por via oral durante 7 dias.
Malária — Qual é a função da Primaquina na malária por P. vivax e P. ovale?
Destruir os hipnozoítos hepáticos.
Malária — Por que a Primaquina deve ser evitada em gestantes?
Porque seu uso é contraindicado durante a gestação.
Malária — Como é tratado o P. falciparum não complicado segundo o resumo?
Artemeter + Lumefantrina por 3 dias ou Artesunato + Mefloquina por 3 dias.
Malária — Como deve ser tratado o paciente com malária grave?
Imediatamente, preferencialmente com derivados da artemisina ou quinina por via endovenosa ou intramuscular, associados à clindamicina.
Malária — O que é LVC na malária?
É a Lâmina de Verificação de Cura, usada para monitorar a parasitemia sanguínea durante várias semanas após o tratamento.
Malária — Como é feita a profilaxia da malária no Brasil segundo o resumo?
Por medidas de proteção individual contra mosquitos e combate aos focos do vetor.
Malária — Há vacina padronizada contra malária disponível no Brasil segundo o resumo?
Não.
Malária — O que é a quimioprofilaxia da malária?
É o uso preventivo de medicamentos como Cloroquina, Mefloquina ou Doxiciclina por viajantes.
Malária — A quimioprofilaxia da malária é recomendada pelas autoridades brasileiras segundo o resumo?
Não.
Leishmaniose — Qual é o agente etiológico das leishmanioses?
Protozoários do gênero Leishmania, pertencentes à família Trypanosomatidae.
Leishmaniose — Qual é o principal vetor das leishmanioses?
Flebotomíneos, como Lutzomyia longipalpis.
Leishmaniose — Como ocorre a principal transmissão da leishmaniose?
Pelo hematofagismo, ou seja, pela picada de insetos flebotomíneos infectados.
Leishmaniose — Quais outras formas de transmissão da leishmaniose são possíveis?
Transfusão de sangue e compartilhamento de agulhas.
Leishmaniose — Quais são as duas principais formas evolutivas da Leishmania?
Amastigota e promastigota metacíclica.
Leishmaniose — Como é a forma amastigota da Leishmania?
É aflagelada, ovoide ou esférica e está presente no hospedeiro vertebrado, dentro de células do sistema fagocítico mononuclear, como macrófagos.
Leishmaniose — Como a forma amastigota da Leishmania se reproduz?
Por divisão binária.
Leishmaniose — Como é a forma promastigota metacíclica da Leishmania?
É flagelada, alongada e corresponde à forma infectante.
Leishmaniose — Onde se desenvolve a forma promastigota metacíclica da Leishmania?
No aparelho digestivo do inseto vetor.
Leishmaniose — O que acontece com a promastigota metacíclica após entrar no hospedeiro vertebrado?
Ela é fagocitada por macrófagos e transforma-se em amastigota.
Leishmaniose — Como é classificado o ciclo biológico da Leishmania?
Heteroxênico.
Leishmaniose — O que acontece quando o flebotomíneo transmite Leishmania ao hospedeiro?
Injeta promastigotas na pele.
Leishmaniose — O que acontece com os promastigotas da Leishmania após serem inoculados?
São fagocitados por macrófagos, transformam-se em amastigotas e começam a se multiplicar.
Leishmaniose — O que acontece quando as células infectadas por Leishmania se rompem?
Os parasitas são liberados e infectam novas células.
Leishmaniose — Como o flebotomíneo adquire Leishmania?
Ao realizar repasto sanguíneo e ingerir macrófagos parasitados.
Leishmaniose — O que ocorre com as amastigotas de Leishmania dentro do inseto vetor?
Transformam-se novamente em promastigotas, reiniciando o ciclo.
Leishmaniose Tegumentar Americana — Quais fatores influenciam a manifestação clínica da LTA?
A espécie de Leishmania infectante e a resposta imune do paciente.
Leishmaniose Tegumentar Americana — Quais espécies são exemplos de agentes da LTA?
Leishmania braziliensis e Leishmania amazonensis.
Leishmaniose Cutânea — Como se caracteriza a leishmaniose cutânea?
Por úlceras únicas ou múltiplas.
Leishmaniose Cutânea — Como começa a lesão da leishmaniose cutânea?
Como uma lesão papular, eritematosa e pruriginosa.
Leishmaniose Cutânea — Como evolui a lesão da leishmaniose cutânea?
Evolui para uma úlcera com bordas arredondadas, delimitadas e elevadas e fundo granular.
Leishmaniose Cutânea — Onde há grande quantidade de parasitas nas fases iniciais da lesão?
Nas bordas da lesão.
Leishmaniose Cutaneomucosa — Quais estruturas são afetadas?
Mucosas e cartilagens, principalmente nariz, faringe, boca e laringe.
Leishmaniose Cutaneomucosa — O que é o chamado "nariz de tapir" na leishmaniose?
É uma alteração nasal característica da leishmaniose cutaneomucosa.
Leishmaniose Cutaneomucosa — Como é o curso da leishmaniose cutaneomucosa?
Crônico.
Leishmaniose Cutânea Difusa — Como se caracteriza a leishmaniose cutânea difusa?
Por lesões difusas não ulceradas e erupções nodulares.
Leishmaniose Cutânea Difusa — Qual fator está associado à leishmaniose cutânea difusa?
Deficiência imunológica do paciente.
Leishmaniose Cutânea Difusa — Como é o curso e a resposta ao tratamento da leishmaniose cutânea difusa?
Tem curso crônico e é pouco responsiva ao tratamento.
Leishmaniose Visceral Americana — Qual é o agente da leishmaniose visceral americana nas Américas?
Leishmania infantum.
Leishmaniose Visceral Americana — Quais órgãos são principalmente afetados pela LVA?
Baço, fígado, medula óssea e linfonodos.
Leishmaniose Visceral Americana — O que a Leishmania causa no baço?
Espessamento da cápsula e congestão.
Leishmaniose Visceral Americana — O que a Leishmania causa no fígado?
Hipertrofia das células de Kupffer e fibrose, podendo causar hipertensão portal e ascite.
Leishmaniose Visceral Americana — O que ocorre na medula óssea na LVA?
Macrófagos parasitados substituem o tecido hematopoético, prejudicando a produção de células sanguíneas.
Leishmaniose Visceral Americana — Por que ocorre plaquetopenia na LVA?
Porque a substituição do tecido hematopoético por macrófagos parasitados inibe a produção de plaquetas.