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Qual a classe e o filo destes parasitas?
Filo - Nematelminta
Classe - Nemátodes
cutícula esbranquiçada
pode apresentar modificações: alas, vesículas, papilas
bolsa copulatória (apenas em alguns grupos e nos machos)
movimentam-se no interior do hospedeiro


Macho ou Fêmea?
Macho - bolsa copulatória

Nemátode Macho ou Fêmea?
Fêmea - ovários e útero com ovos

Fatores que determinam o grau de alterações patológicas numa infeção por nemátodes
Por parte dos parasitas:
severidade da infeção
espécie do parasita
hipobiose
Por parte do hospedeiro:
estado nutricional
estado imunitário
animais parturientes
Hipobiose
Capacidade que alguns nemátodes têm de parar o seu desenvolvimento no interior do corpo dos hospedeiros vertebrados quando as condições climatéricas no meio exterior não são propícias ao seu desenvolvimento.

Ovo de triconstrongilídeo

Ovo de ascaridídeo
Ciclo de vida - Tricostrongilídeos

causa de gastroenterires parasitárias em animais jovens
são particularmente importantes quando em sistemas de criação extensiva por existirem em grande quantidade
vermes pequenos com aspecto de pelo
macho com bolsa copulatória
ovo nas fezes com mórula
estadio infectante: L3
ciclos de vida directos e normal/ não migrador
Tricostrongilídeos
Géneros mais importantes Tricostrongilideos
ostertagia
haemonchus
ditcyocaulus
Onde se desenvolve L3 de Ostertagia?
nas glândulas abomasais de bovinos → levam à sua destruição → aumentam pH → digestão deficiente
Ostertagiose
hipoalbuminemia → edema
falta de apetite
perda de peso
diarreia
mucosa com nódulos típicos pois as larvas em desenvolvimento causam hiperplasia celular
quando os jovens adultos emergem causam lise celular
as células parietais são substituídas por células indiferenciadas

regiões temperadas
importante causa de gastrite
não migrador
glândulas abomasais
Ostertagia

L4 de Ostertagia ostertagi em hipobiose no abomaso

Ostertagia ostertagi no abomaso

Período pré-patente
intervalo de tempo que decorre entre o momento em que o hospedeiro ingere/é infetado pela forma infetante do parasita e o momento em que nós conseguimos detetar a presença desse parasita através de exames laboratoriais
2 tipos de Ostertagia
1 - Gado que pasta pela 1ª vez (Jul-Set):
Causa: Desenvolvimento gradual das larvas direto a adultas
Clínica: Mortalidade baixa; fezes verde-escuras
Lab: COM ovos nas fezes
2 - Gado que esteve estabulado (Mar-Mai):
Causa: Pastou no inverno L3 → L4 em hipobiose Desenvolvimento súbito e em massa de larvas L4 que estavam em hipobiose
Clínica: Sintomas acentuados; mortalidade alta
Lab: SEM ovos nas fezes (são larvas jovens)

Controlo Ostertagia
tratamento rotineiro c/ anti-helmintícos
adequada gestão dos pastos

Haemonchus contortus
regiões tropicais e sub-tropicais
vermes vermelho vivo, 2,3 cm, mucosa do abomaso, não migradores
presença de lanceta na boca com a qual perfuram vasos sanguíneos do hospedeiro → anemia

Ciclo vida - Haemonchus contortus


Haemonchus contortus no abomaso
1 verme retira +/- 0.05 ml sangue/dia
1 ovelha c/ 5000 vermes perde 250ml /dia!
Hemoncose aguda, hiperaguda e crónica
anemia
palidez das membranas e pele
hipoalbuminemia → edema submandibular
falta de apetite
perda de peso

Diagnóstico Haemonchus contortus
sintomas clínicos
ovos nas fezes detetados por flutuação fecal
vermes no abomaso, alterações nos ossos largos
Controlo Haemonchus contortus
administração racional de pastos → evita acumulação de L3 (L3 fica na erva)
anti-helmínticos

não é um tricostrongilídeo típico
→ parasita os pulmões dos bovinos
→ é migrador
Dictyocaulus
ciclo de vida direto
principal causa de bronquite parasitária
apenas em gado que pasta pela 1ª vez
ovovivíparo → L1 nas fezes
Ciclo vida Dictyocaulus viviparus
penetração: dia 1 - 7, sem lesões
pré-patente: dia 8 - 25 (alveolite - resposta às larvas)
patente: dia 26 - 60 (broquite parasitária e insuficiência respiratória - adultos, ovos e L1)
pós-patente: dia 61 - 90 (recuperação dos sintomas, epitelização)


Dictyocaulus - fase patente
bronquite parasitária – eosinófilos obstruindo um bronquíolo com colapso dos alvéolos vizinhos

Dictyocaulus - fase patente
bronquite parasitária – adultos nos bronquios com exsudato e infiltração celular

Dicticaulose
observa-se numerosas larvas e algumas formas adultas de Dictyocaulus, tanto no lúmen dos bronquíolos como infiltrando o próprio parênquima pulmonar
Diagnóstico Dictyocaulus
sintomatologia clínica
L1 nas fezes (método de Baermann)
Lesões provocadas pela resposta do hospedeiro à presença de larvas, adultos, ovos e L1 de Dictyocaulus
grandes reações inflamatórias com formação de exsudados que dificultam a respiração
espessamento do tecido pulmonar impedindo as trocas gasosas (epitelização)
aparecimento concomitante de infeções bacterianas

Sintomatologia clínica - Dictyocaulus
tosse seca e persistente - “tosse do pasto”
dispneia
corrimento nasal
anorexia
broncopneumonia
morte
Controlo Dictyocaulus viviparus
vacinação vacina “viva” composta por larvas atenuadas por irradiação
é imporante vacinar TODOS os animais
rotação de pastagens
evitar superpastagens de risco

Dictyocaulus viviparus no pulmão