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O que é predicação verbal?
É a relação que o verbo pode estabelecer com um possível complemento.
Analise a predicação verbal da sentença: “a professora ensinou importantes lições”
Evidencia-se que “ensinou” é verbo e “professora” é sujeito simples.
Assim, tudo que está escrito a partir de “ensinou”, ou seja, “ensinou importantes lições”, é conhecido como predicado.
Há a ação de ensinar, assim como aquilo que é ensinado (importantes lições). Portanto, “ensinou” é um verbo transitivo.
Além disso, nota-se que a professora ensinou algo (importantes lições), mas sem preposição. Nesse caso, não é preciso nenhuma preposição entre o verbo e o complemento para que ocorra a transitividade, e, por isso, a relação entre eles é direta.
De tal maneira, “ensinou” é um verbo transitivo direto, enquanto “importantes lições” é o objeto direto (complemento verbal sem preposição).
Analise a predicação verbal da sentença: “a professora ensinou importantes lições às crianças”
Evidencia-se que “a professora” é o sujeito, enquanto “ensinou” é o verbo.
Além disso, há tanto que a professora ensinou algo, quanto que a professora ensinou a alguém. O verbo transitou, logo, é um verbo transitivo.
Ao pensar que “quem ensina, ensina algo”, percebe-se que existe um complemento na frase que não precisa de preposição, qual seja, “importantes lições”, e, por isso, é considerado um objeto direto.
Contudo, tem-se o cenário, também, em que a professora ensinou algo a alguém, ou seja, “às crianças” é considerado um objeto indireto.
Portanto, “ensinou” é um verbo transitivo direto e indireto, visto que existe na frase tanto o objeto direto quanto o objeto indireto.
Analise a predicação verbal da sentença: “a professora ensinou nesta manhã”
Na oração, percebe-se que os complementos foram retirados.
Assim, não tem mais como o verbo transitar. Por conseguinte, conclui-se que o verbo é intransitivo.
Nesse caso, “A professora” é sujeito, “ensinou” é verbo intransitivo e “nesta manhã” é adjunto adverbial de tempo.
Quem define a transitividade verbal?
É a presença ou não do complemento.
Como relacionar o tipo de verbo aos seus complementos?
Encontrado o verbo transitivo direto, deve-se indicar o objeto direto.
Encontrado o verbo transitivo indireto, deve-se indicar o objeto indireto.
Encontrado o verbo transitivo direto e indireto, deve-se indicar o objeto direto e o objeto indireto.
Não encontrado o objeto direto ou o objeto indireto, significa que o verbo não está transitando. Ou seja, o verbo é intransitivo.
Quais são os principais tipos de adjuntos adverbiais?
Tempo/frequência, lugar, modo, instrumento, companhia, meio, causa, finalidade etc.
A gramática não dá conta de caracterizar todos os tipos de adjuntos adverbiais. Portanto, cabe interpretação.
Qual é a classificação dos verbos de fenômenos da natureza, de estado e de ação?
Todo verbo que indica fenômeno da natureza classifica-se como intransitivo. Exemplos incluem chover, nevar e amanhecer. Os demais verbos exigem análise no interior da sentença.
Apresenta-se a relação tradicional de verbos de estado: ser, estar, parecer, continuar, ficar, permanecer, andar, tornar-se e virar, bem como seus sinônimos.
Apresenta-se a definição de verbos de ação por exclusão.
Em que consiste o verbo intransitivo?
Estabelece-se que verbo intransitivo não corresponde à noção de “verbo de sentido completo”. No entanto, a sintaxe não se ocupa do sentido, mas das relações estabelecidas entre os termos da oração. Portanto, verbo intransitivo consiste no verbo que não estabelece transitividade e não exerce função de ligação.
Exemplo: Ao suprimir os adjuntos da oração “Os diretores permaneceram calados durante a reunião” e manter apenas “Os diretores permaneceram”, percebe-se sensação de incompletude. Ainda assim, mantém-se a classificação como verbo intransitivo, pois não ocorre transitividade nem função de ligação.
Qual a relação entre verbos de estado e verbos de ligação?
Na língua portuguesa, verbos de ligação pertencem sempre ao grupo dos verbos de estado.
Afirma-se apenas que todo verbo de ligação expressa estado. Mas nem todo verbo de estado assume função de ligação, pois o verbo intransitivo caracteriza-se pela ausência de transitividade e de ligação, podendo ocorrer com qualquer tipo de verbo.
Exemplo de verbo de estado que é verbo de ligação: “Maria está cansada”.
O verbo “está” liga o sujeito (“Maria”) ao predicativo do sujeito (“cansada”).
Exemplo de verbo de estado que não é verbo de ligação: “Maria está na sala”.
O verbo “está” é verbo de estado. Mas esse verbo não é de ligação, pois “na sala” é um adjunto adverbial de lugar e não há predicativo do sujeito.
O predicativo do sujeito ocorre exclusivamente com verbos de ligação ou pode ocorrer com verbos transitivos e intransitivos?
Todo verbo de ligação exige predicativo do sujeito, mas o predicativo do sujeito não se restringe aos verbos de ligação. Ele pode ocorrer com verbos intransitivos, transitivos diretos e transitivos indiretos, desde que expresse característica atribuída ao sujeito no predicado.
Exemplo: “o povo manifestava calado em suas casas”.
Identifica-se o verbo “manifestava” e o sujeito “o povo”.
O verbo “manifestar” não indica fenômeno da natureza nem pertence ao grupo dos verbos de estado. Classifica-se, portanto, como verbo de ação. Verbos de ação podem apresentar transitividade ou intransitividade. Nessa construção, a ação não se projeta sobre complemento, caracterizando emprego intransitivo.
O termo “calado” não exerce função de adjunto adverbial de modo. Expressa característica atribuída ao sujeito. A variação de gênero e número confirma essa relação: “a população manifestava calada”. A concordância com o sujeito evidencia função de predicativo do sujeito.
O verbo “manifestava” não estabelece ligação entre sujeito e atributo e não apresenta transitividade, classificando-se como verbo intransitivo.
A expressão “em suas casas” exerce função de adjunto adverbial de lugar.
O que é necessário para identificar a transitividade verbal?
Observar os termos que acompanham o verbo na oração.
Quando o verbo é transitivo direto, exige um objeto direto.
Quando o verbo é transitivo indireto, exige um objeto indireto.
Se o verbo for transitivo direto e indireto, a oração apresentará tanto um objeto direto quanto um objeto indireto.
No caso dos verbos de ligação, o termo essencial a ser identificado é o predicativo do sujeito.
Já os verbos intransitivos não exigem complemento, ou seja, não apresentam objeto direto nem objeto indireto.
O que expressa o predicativo do objeto? Quando ele ocorre?
Uma característica atribuída pelo sujeito ao objeto.
Ele somente ocorre quando há objeto, o que pressupõe a presença de verbo transitivo, já que verbos intransitivos e verbos de ligação não admitem objeto.
Análise o predicativo do objeto na sentença: “a juíza considerou o réu culpado”
O sujeito é “a juíza”, e o verbo “considerou” é transitivo direto: quem considera, considera alguém. O objeto direto é “o réu”.
Nesse caso, “culpado” não é uma característica previamente atribuída ao réu. Trata-se de uma qualidade que o sujeito atribui ao objeto por meio do verbo.
Assim, “culpado” não integra o objeto direto, mas funciona como predicativo do objeto, pois expressa uma característica atribuída pelo sujeito ao objeto.
É possível reescrever a frase sem alteração de sentido: “a juíza considerou culpado o réu”.
O predicado verbal ocorre quando há verbo transitivo direto, verbo transitivo indireto, verbo transitivo direto e indireto ou verbo intransitivo, sem a presença de predicativo. Nessa situação, o núcleo do predicado é o verbo, que indica ação.
Exemplos:
“A professora ensinou às crianças”. Há verbo transitivo indireto e não há predicativo. Trata-se de predicado verbal.
“A professora ensinou importantes lições às crianças”. Há verbo transitivo direto e indireto, sem predicativo. O predicado é verbal.
O predicado nominal ocorre quando há verbo de ligação acompanhado de predicativo do sujeito. Nesse caso, o verbo de ligação não indica ação, mas estabelece uma relação entre o sujeito e uma característica que lhe é atribuída. Assim, a estrutura do predicado nominal é formada por verbo de ligação mais predicativo do sujeito.
Exemplo: “os diretores permaneceram calados durante a reunião”. Há verbo de ligação (“permaneceram”) com predicativo do sujeito (“calados”). O predicado é nominal.
O predicado verbo-nominal resulta da combinação das duas estruturas anteriores. Ele ocorre quando há verbo transitivo (direto, indireto ou direto e indireto) ou verbo intransitivo e, além disso, aparece um predicativo, que pode ser do sujeito ou do objeto. Portanto, há simultaneamente ideia de ação e atribuição de característica.
Exemplo: “a juíza considerou o réu culpado”. Há verbo transitivo e predicativo do objeto (“culpado”). O predicado é verbo-nominal.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: agradar
VTD: no sentido de “fazer carinho”.
Ex.: O esposo agradava a mulher.
VTI: no sentido de “ser agradável”.
Ex.: O assunto não agradou aos convidados.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: ajudar
VTD ou VTI (sem alteração de sentido).
Ex.: O professor ajudou os (aos) alunos.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: atender
VTI ou VTD (sem alteração de sentido).
Ex.: O juiz atendeu (a) todos os advogados.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: aspirar
VTD: no sentido de sorver (o ar), sugar.
Ex.: A diarista aspirou o pó da sala.
VTI: no sentido de desejar, almejar, querer.
Ex.: Ele aspira a um cargo público.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: assistir
VTI: no sentido de dever, presenciar.
Ex.: Eu assisti ao maravilhoso clássico.
VTD (preferencialmente) ou VTI: no sentido de dar assistência, ajudar.
Ex.: O médico assiste os (aos) enfermos.
VI: no sentido de demorar.
Ex.: A família Piquet assiste em Brasília.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: chamar
VTD: no sentido de convocar.
Ex.: A mãe chamou o filho para almoçar.
VTD ou VTI: no sentido de “dar nome” ou “apelidar”.
Ex.: Eles chamavam a (à) mãe de heroína.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: chegar
VI: mas, quando acompanhado de expressões locativas, deve-se usar a preposição “a”.
Ex.: Chegaremos cedo à escola.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: implicar
VTD ou VTI (polêmica): no sentido de “acarretar”, causar.
Ex.: O seu comportamento implica (em) demissão.
A maioria das bancas consideram “implicar” um VTD.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: lembrar / lembrar-se / esquecer / esquecer-se
VTD: lembrar / esquecer (sem o pronome).
Ex.: Meu pai lembra o seu nome. Eu esqueci a sua blusa.
VTI: lembrar-se / esquecer-se (com o pronome).
Ex.: Meu pai se lembra do seu nome. Eu me esqueci da sua blusa.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: obedecer
VTI.
Ex.: Eles não obedecem ao regulamento.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: preferir
VTDI (algo a algo).
Ex.: Prefiro os doces aos salgados.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: proceder
VTI: no sentido de “iniciar”, “executar”.
Ex.: O ator procedeu à apresentação.
VI: no sentido de “ter procedência”, “ser verdadeiro”.
Ex.: A fala do empresário não procede.
DECORAR REGÊNCIA VERBAL ESPECIAL:
Verbo: visar
VTD: no sentido de “mirar”, “ver”.
Ex.: O atirador visou o alvo.
VTI: no sentido de “almejar”, “desejar”.
Ex.: Ele visa a um novo emprego.