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Caso clínico — Paciente, 45 anos, perda óssea radiográfica de 40% no pior sítio, perdeu 2 dentes por periodontite, PS máxima 7mm, sem radiografias antigas, fumante de 15 cigarros/dia. Qual o estágio?
Estágio III (perda óssea além do terço médio, perda de até 4 dentes, PS ≥6mm = complexidade).
No mesmo caso da pergunta anterior, qual o grau?
Paciente, 45 anos, perda óssea radiográfica de 40% no pior sítio, perdeu 2 dentes por periodontite, PS máxima 7mm, sem radiografias antigas, fumante de 15 cigarros/dia. Qual o estágio
% perda óssea/idade = 40/45 = 0,89 (seria Grau B por esse índice), MAS o tabagismo ≥10 cigarros/dia eleva automaticamente para Grau C.
Por que um único fator de risco (fumo ou diabetes descompensada) pode "sobrepor" o cálculo numérico do grau?
Porque a classificação prioriza o pior indicador disponível — fatores de risco de alto impacto funcionam como "shift" automático para o grau mais grave, mesmo que o índice calculado indicasse grau menor.
Caso clínico — Paciente, 60 anos, com apenas 18 dentes na boca por perdas por periodontite (6 dentes perdidos), mobilidade grau 2 em vários elementos, colapso de mordida posterior. Estágio?
Estágio IV (≥5 dentes perdidos + necessidade de reabilitação complexa por mobilidade e colapso de mordida).
Paciente jovem, 28 anos, com 20% de perda óssea no pior sítio, sem fatores de risco, radiografia antiga de 5 anos atrás mostra progressão de 3mm. Estágio e grau?
Estágio II (perda óssea 15-33%) e Grau C (perda ≥2mm em 5 anos = evidência direta de progressão rápida, mesmo sem fumo/diabetes).
Um estágio mais avançado (III/IV) muda o plano de tratamento como?
Geralmente exige fase corretiva mais complexa (cirurgias ressectivas/regenerativas, avaliação de prognóstico dentário, possível prótese/reabilitação), além da fase etiológica básica
Um grau mais alto (C) muda o plano de tratamento como?
Indica necessidade de reavaliações mais frequentes, controle rigoroso de fatores de risco (cessação do tabagismo, controle glicêmico) e manutenção periodontal (SPT) em intervalos mais curtos.
Quais condições podem mimetizar periodontite e devem ser descartadas antes do diagnóstico?
Recessão gengival por trauma de escovação, lesão cervical não cariosa, fratura radicular, cárie que atinge região cervical — nenhuma dessas é periodontite verdadeira.
Envolvimento de furca — como é classificado (graus)?
Grau I: perda inicial (até 1/3 da largura dental). Grau II: perda parcial (mais de 1/3, mas não completa). Grau III: perda total (transpassante, "de lado a lado").
Além de estágio, grau e extensão, o que mais compõe o diagnóstico final completo?
Status atual da doença (estável, remissão ou instável) — baseado em sangramento à sondagem, PS e presença/ausência de progressão — e o risco individual do paciente.
Existem "modificadores de grau" além de fumo e diabetes?
Sim, biomarcadores inflamatórios (ex: proteína C reativa, IL-1) podem ser usados como fatores adicionais em avaliações mais completas, embora fumo e diabetes sejam os principais na prática clínica.
Progressão lenta. % perda óssea/idade <0,25. Sem perda óssea/PIC em 5 anos. Não fumante, sem diabetes. Muito biofilme, pouca destruição.
Grau A
Progressão rápida. % perda óssea/idade >1,0. Perda ≥2mm em 5 anos. Fumante ≥10 cigarros/dia OU diabético com HbA1c ≥7%.
Grau C
Progressão moderada. % perda óssea/idade entre 0,25 e 1,0. Perda <2mm em 5 anos. Fumante <10 cigarros/dia OU diabético com HbA1c <7%.
Grau A
PIC 1-2mm; perda óssea horizontal <15% (terço coronário); PS máxima ≤4mm; sem perda dentária.
Estágio I
PIC 3-4mm; perda óssea horizontal 15-33%; PS máxima ≤5mm; sem perda dentária.
Estágio II
Igual ao III, porém com perda de ≥5 dentes por periodontite E necessidade de reabilitação complexa.
Estágio III
PIC ≥5mm; perda óssea além do terço médio da raiz; perda de até 4 dentes por periodontite; PS ≥6mm.
Estágio III
Quais fatores de "complexidade" podem elevar um caso do Estágio II para III?
PS ≥6mm, perda óssea vertical ≥3mm, envolvimento de furca grau II ou III, defeito de crista moderado
O que caracteriza a complexidade do Estágio IV além da perda de ≥5 dentes?
Necessidade de reabilitação oral complexa: trauma oclusal secundário, mobilidade ≥2, colapso de mordida posterior, migração dentária, menos de 20 dentes (10 pares oponentes), disfunção mastigatória severa.
Regra prática para definir o estágio de um paciente
Usa-se o pior sítio da boca (dente com maior perda) para definir o estágio inicial, depois ajusta-se pelos fatores de complexidade.
O que é "extensão" (extent) na classificação e como se descreve?
Descreve quantos dentes estão afetados: Localizada (<30% dos dentes), Generalizada (≥30%), ou padrão Molar-Incisivo.
Como se calcula a extensão localizada vs generalizada?
Divide-se o número de dentes com perda de inserção pelo número total de dentes presentes; se ≥30% → generalizada.
Diferença central entre Estágio III e IV
O número de dentes perdidos (até 4 no III, ≥5 no IV) e a presença de necessidade de reabilitação complexa no IV.
Quais são as duas dimensões usadas para classificar a periodontite?
Estadiamento (Staging) — gravidade e complexidade do manejo. Graduação (Grading) — velocidade de progressão e resposta ao tratamento/fatores de risco.
O estadiamento é baseado em quê, principalmente?
Perda de inserção clínica (PIC), perda óssea radiográfica, perda dentária por periodontite e complexidade (bolsas, furca, defeitos ósseos).
A graduação é baseada em quê, principalmente?
Evidência direta ou indireta de progressão (relação perda óssea/idade), fatores de risco (fumo, diabetes) e biomarcadores.
Qual o primeiro passo para diagnosticar periodontite (antes de estagiar)?
Confirmar que é periodontite: PIC interproximal em ≥2 dentes não adjacentes, OU PIC vestibular/lingual ≥3mm com bolsa >3mm em ≥2 dentes, desde que não seja por outra causa (trauma, cárie, etc).
Quais condições podem mimetizar periodontite e devem ser descartadas antes do diagnóstico?
Recessão gengival por trauma de escovação, lesão cervical não cariosa, fratura radicular, cárie que atinge região cervical — nenhuma dessas é periodontite verdadeira
Envolvimento de furca — como é classificado (graus)?
Grau I: perda inicial (até 1/3 da largura dental). Grau II: perda parcial (mais de 1/3, mas não completa). Grau III: perda total (transpassante, "de lado a lado").
Além de estágio, grau e extensão, o que mais compõe o diagnóstico final completo?
Status atual da doença (estável, remissão ou instável) — baseado em sangramento à sondagem, PS e presença/ausência de progressão — e o risco individual do paciente.