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Flashcards de vocabulário focados nos conceitos fundamentais de imunologia do parasitismo, incluindo mecanismos de evasão, imunidade adquirida e inata, e custos metabólicos e imunopatológicos.
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IgE
Classe de imunoglobulina que se liga a receptores em mastócitos e plaquetas; ao encontrar o antígeno, dispara a liberação de mediadores (histamina) causando sintomas alérgicos, sendo também a imunoglobulina-chave no combate a helmintos.
IgM
Classe de imunoglobulina que não se liga a mastócitos nem a plaquetas, permanecendo predominantemente localizada no leito vascular.
IgA
Classe de imunoglobulina encontrada predominantemente em secreções corporais, como a saliva.
Resposta celular (via Th-1)
Segundo braço da resposta adquirida em vertebrados, independente de anticorpos, no qual macrófagos apresentam antígenos via MHC para células CD-4 (Th-1), estimulando a liberação de IL-2 e IFN-γ.
IL-2
Citocina liberada por células Th-1 ativadas que estimula um subconjunto de células T a proliferar e se tornarem citotóxicas (CD-8) para lisar células infectadas.
IFN-γ
Citocina liberada por células Th-1 que ativa macrófagos, aumentando a fagocitose e a produção de enzimas proteolíticas, óxido nítrico, TNF e outras substâncias tóxicas.
Dicotomia Th-1 / Th-2
Padrão de resposta imune em que a predominância de um subtipo suprime o outro; em regra geral, microparasitas e parasitas intracelulares induzem Th-1, enquanto macroparasitas induzem Th-2.
T-regs
Células T reguladoras (antigas T supressoras) que controlam a intensidade de outras respostas imunes para mitigar custos energéticos e imunopatologia.
Hipótese da higiene
Teoria que relaciona a redução de infecções por helmintos (indutores de Th-2) em ambientes assépticos ao aumento de doenças autoimunes do tipo Th-1, tais como esclerose múltipla, artrite reumatoide e psoríase.
Trypanosoma cruzi
Parasita causador da Doença de Chagas que infecta células, inibe a resposta de complemento e a produção de IL-2, podendo induzir autoanticorpos contra proteínas do próprio hospedeiro e causar cardiomegalia.
Trypanosoma brucei
Parasita extracelular causador da tripanossomíase africana que circula livre no sangue e utiliza a variação antigênica da proteína VSG para gerar picos cíclicos de parasitemia a cada 7–10 dias.
Proteína VSG
Glicoproteína variante de superfície expressa por T. brucei; o parasita possui mais de 1000 genes para antígenos de superfície, mas expressa apenas um por vez para escapar do sistema imune.
Imunidade concomitante
Fenômeno no qual a resposta imunológica forte desenvolvida pelo hospedeiro contra vermes adultos é eficaz contra larvas de infecções subsequentes, mas não afeta a população inicial já estabelecida.
Antígenos Solúveis do Ovo (SEA)
Antígenos liberados pelos ovos de Schistosoma que estimulam respostas de células T e B, levando à formação de granulomas no fígado do hospedeiro.
Granuloma (na esquistossomose)
Estrutura formada por células T, macrófagos e eosinófilos ao redor dos ovos de Schistosoma no fígado; previne danos de ovos em locais críticos, mas acarreta cicatrização, deposição de colágeno e hipertensão hepática.
Replicação assexuada rápida
Estratégia de evasão em que o parasita se reproduz mais velozmente do que a resposta clonal de células B e T consegue acompanhar (ex.: Giardia e Cryptosporidium).
Sítios imunologicamente privilegiados
Estratégia parasitária de ocupar locais de difícil acesso para as células imunes (músculo, SNC, hepatócitos e hemácias), como em Plasmodium, T. cruzi e metacercárias de trematódeos.
Mimetismo molecular / disfarce
Mecanismo no qual o parasita absorve moléculas do hospedeiro (glicoproteínas, MHC, antígenos de hemácia) na sua própria superfície, como ocorre nos esquistossomúlos.
Destruição do complemento
Estratégia de evasão na qual o parasita produz uma enzima capaz de destruir as proteínas do sistema complemento do hospedeiro (ex.: esquistossomos adultos).
Imunossupressão bioquímica
Estratégia em que o parasita bloqueia citocinas, cria ruídos na comunicação celular e induz sinais errados nas células T (ex.: T. cruzi, Leishmania, Schistosoma e Plasmodium).
Sistema pró-fenoloxidase
Cascata da imunidade humoral inata em insetos que culmina na produção e deposição de melanina sobre o parasita (melanização).
Cecropinas
Exemplo de peptídeos líticos da resposta humoral de insetos que atuam promovendo a ruptura da membrana de micróbios.
Lamelócitos
Células hemocitárias em insetos responsáveis por envolver e encapsular parasitas de grande porte que não podem ser eliminados por fagocitose.
Polidnavírus (PDVs)
Vírus mutualistas injetados por vespas parasitoides (como Cotesia congregata) junto com os ovos para desativar o sistema imune da lagarta hospedeira, inibindo a fenoloxidase e a encapsulação.
Biomphalaria glabrata
Caramujo hospedeiro do Schistosoma mansoni; em cepas resistentes, seus hemócitos encapsulam e destroem o esporocisto do parasita, enquanto em cepas suscetíveis o tegumento do esporocisto permanece intacto.
Custo energético da imunidade
Aumento do consumo metabólico decorrente da ativação imune; por exemplo, a febre por malária eleva o metabolismo basal em ∼40% e a vacina de febre tifoide em ∼16%.
Imunidade esterilizante
Resposta imune 100% eficaz capaz de erradicar completamente o parasita do organismo, sendo rara na natureza devido aos altos custos energéticos e ao risco de imunopatologia.