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Caracteróisticas Estrongilídeos
grande maioria são parasitas do intestino de animais domésticos e aves
macho com bolsa copulatória
cápsula bucal proeminente c/ “dentes” ou placas cortantes
ovo nas fezes em fase inicial de segmentação
estadio infectante: L3
migradores e não migradores
patologia pode ser causada pelas larvas e/ou adultos
verme em gancho pequeno do intestino delgado
Ancilostoma ou Estrongilo?
Ancilostomas
Estrongilo - grandes e pequenos estrongilos do intestino grosso

Caso clínico
tinha mastigado plantas
fezes escuras bem formadas
vómitos
desidratação
mucosas claras e acizentadas
Diagnóstico
Anemia sugestiva de infeção parasitária
Resultado?
Resultado flutuações fecais: positivo para ovos de ancilostomídeos
Exame necropsial
mucosa e músculo pálidos
intestino delgado com hemorragias
jejuno e íleo destendidos com nemátodes adultos
parasitas diagnosticados como Ancylostoma caninum


Cortes transversais do íleo com adultos e ovos de ancilostomídeos

estrongilídeos de cão e gato
parasitam intestino delgado
3 pares de dentes na boca
acinzentados
1cm
áreas tropicais e sub-tropicais
Ancilostomídeos (vermes em gancho)

adultos de ancilostomídeos agarrados às vilosidades intestinais
Patologia por Ancilostomídeos
anemia hemorrágica aguda ou crónica
vermes produzem fator anticoagulante
cada verme retira até 0,1mL de sangue

Ancylostoma caninum


cortes histológicos de adulto de Ancylostoma caninum agarrado à mucosa intestinal de um cão
Ciclo evolutivo - Ancylostoma caninum

Vias de infeção por Ancylostoma caninum
Ingestão de L3
Infeção transmamária por L3
Penetração pela pele
V ou F?
A Ancilostomíase é uma hemorragia aguda ou crónica observada principalmente em cachorros por terem menores reservas de ferro.
Verdadeiro - este quadro é agravado se estiverem a ser amamentados por cadelas cujas reservas de ferro tb são baixas
3 fases da patogénese - Ancylostoma caninum
1 - fase de penetração da pele
2 - fase respiratória
3 - fase intestinal
Diagnóstico Ancylostoma caninum
sintomatologia clínica (diarreia, lassidão, vómitos, …)
idade dos animais (início: 2-3 semanas após o nascimento)
amamentação
sangue nas fezes, sangue vivo
exames hematológicos
exames coprológico
Controlo Ancylostoma caninum
tratar a cada 3 meses
cadelas grávidas: tratar pelo menos 1 vez durante a gravidez
evitar infecção transmamária com aplicação de fembendazol / moxidectina.
cachorros lactentes: 1, 2 e 4 semanas com fármaco próprio
anemia muito intensa pode requerer transfusão sanguínea
limpar bem os pisos de canis com hipoclorito de sódio, evitar frestas, de forma a evitar acumulação de ovos (estes não são extraordinariamente resistentes mas fêmeas são muito proliferas)

fenómeno da Larva Migrante Cutânea no Homem
Ancylostoma braziliens
doença auto-limitante
pode causar prurido intenso e aumentam risco de infeção
Ancylostoma braziliensis é um verme de cão e gato muito relevante pois, apesar de não haver infeção transmamária, é hematófago
Falso - não é hematófago nem ocorre infeção transmamária - pouca relevância
o que parasita Strongylus?
cego e cólon dos cavalos e burros
vermes corpulentos
ciclo direto
migradores
patologia devido às larvas e adultos
são comuns infeções mistas com pequenos estrongilos
Espécies do género Strongylus

Ciclo evolutivo - Strongylus vulgaris

Patologia associada a Strongylus vulgaris
migração das larvas → aneurismas e trombos → bloqueio circulação intestinal → pode ser fatal
adultos → úlceras no intestino grosso e hemorragias
redução do crescimento

tratos fibróticos (arterite fibrinosa) na artéria devido a larvas migradoras de S. vulgaris

S. vulgaris agarrados à mucosa do intestino grosso. As setas indicam os locais onde os vermes se alimentaram
Diagnóstico Strongylus vulgaris
contagem ovos nas fezes
lesões na necrópsia

arterite crónica por larvas migradoras de S. vulgaris – as lesões caracterizam-se pelo aparecimento de tratos fibróticos na parede da artéria, formação de trombos e presença de larvas no interior do lúmen do vaso

estrongilos não migradores → menos grave
danos na mucosa intestinal
podem causar úlceras (espécies que se alimentam em grupo)
Triodontophorus

pequenos estrongilídeos que fazem hipobiose de L3
< 1,5 cm
invadem intestino grosso
Trichonema
Ciclo evolutivo - Trichonema
L3 invade parede do intestino grosso e muda a L4
L4 emergem no lúmen e passam a L5, adultos.
algumas sp penetram camada muscular e desenvolvem-se na submucosa


cólon de animal infetado com trichonema
Patogénese - Trichonema
penetração das larvas na mucosa ou submucosa provoca reação inflamatória com formação de nódulos
emergência simultânea de um grande número de larvas leva a enterite hemorrágica com destruição celular e das junções entre as células
erosão da parede intestinal pelos adultos

larva de Trichonema em desenvolvimento enquistada no cólon de um cavalo
V ou F?
As infeções por pequenos e grandes estrongilos em cavalos são sobretudo um problema de cavalos mais velhos
Falso - nos adultos não constitui normalmente um problema muito sério (já podem ser resistentes) contudo, estes podem manter uma carga parasitária grande, pelo que eliminam ovos e desempenham um papel importante na epidemiologia destas infecções (não são apenas as éguas parturientes as importantes!)
Fontes de infeção por pequenos e grandes estrongilos em cavalos
larvas L3 da estação anterior que resistiram no solo
larvas que se desenvolveram dos ovos eliminados na nova estação
Controlo - Infeções por estrongilos em cavalos
tratar todos os animais com anti-helmínticos (cuidado c/ resistências!)
tratar mesmo na altura em que os animais estão estabulados por causa da hipobiose
éguas lactentes e potros não devem pastar no mesmo local dois anos sucessivos

estrongilo de ruminantes e do porco
q a 2 cm
áreas tropicais e sub-tropicais
Género Oesophagostomum

Ciclo evolutivo - Oseophagostomum dentatum

Patologia associada a Oesophagostomum
adultos → enterite grave
larvas → formação de nódulos
perdas proteicas e hemorragia → hipoalbuminémia e anemia
anorexia
ausência de ganho de peso

Nódulos formados pelas larvas de Oesophagostomum no intestino e ceco
Diagnóstico Oesophagostomum
sintomatologia e exame à necrópsia.
na infecção crónica: ovos e L3 após cultura
Controlo: tratamento
Anatomia Oesophagostomum


Género Syngamos
adultos na traqueia de pássaros
universal
macho e fêmea em cópula permanente
cápsula bucal grande e funda podendo ter até 10 “dentes”

Syngamus trachea
1 - macho
2 - fêmea
Patologia associada a S. trachea
migrações pulmonares → pneumonia
adultos → traqueite hemorrágica e oclusão da traqueia
Doença principalmente em aves jovens mas adultos podem ser portadores

Ciclo evolutivo - Syngamus trachea

Diagnóstico Syngamus
sintomatologia clínica
ovos nas fezes
exame necropsial
Controlo Syngamus
não criar jovens com adultos
impedir acesso ao solo e a hospedeiros de transporte
profilaxia com anti-helminticos
Caso Clínico
região centro de Portugal
tosse, intolerância ao exercício, hemorragias espontâneas
auscultação pulmonar → crepitação difusa
brinca em jardins húmidos
caça lesmas e caracóis
Angiostrongylus vasorum
HD → cão e canídeos selvagens
HI → gastrópodes

Ciclo de vida - Angiostrongylus vasorum
expele L1 nas fezes

Patologia associada a Angiostrongylus vasorum
infeção do coração direito e artérias pulmonares → hipertensão pulmonar, trombose, insuficiência cardíaca
resposta inflamatória intensa à presença dos ovos e larvas nas arteríolas e capilares pulmonares
distúrbios na coagulação

Manifestações clínicas - Angiostrongylus vasorum
respiratórias: tosse crónica, dispneia, intolerância ao exercício
coagulatórias: epistaxe, hematomas, hemorragias internas
sistémicas: letargia, perda de peso
neurológicas (casos avançados): ataxia, convulsões
Diagnóstico - Angiostrongylus vasorum
coprologia por Baermann (presença de larvas L1 nas fezes)
radiografia torácica: procurar infiltrações intersticiais/broncointersticiais
hemograma: eosinofilia, anemia, trombocitopenia
testes rápidos antigénicos e serológicos
PCR em fezes (mais sensível)
Controlo - Angiostrongylus vasorum
evitar acesso de cães a caracóis/lesmas
uso regular de antiparasitários de amplo espetro
educação dos tutores