1/39
Flashcards de vocabulário cobrindo a estrutura de proteínas, cinética enzimática, bioeletricidade axonal, transporte membranar e fisiologia cardíaca com base na Sebenta de Biofísica 2025/2026.
Name | Mastery | Learn | Test | Matching | Spaced | Call with Kai | Chat |
|---|
No analytics yet
Send a link to your students to track their progress
Proteínas
Polímeros abundantes e versáteis compostos por cadeias de aminoácidos unidos por ligações peptídicas.
Aminoácidos
Blocos de construção das proteínas constituídos por um carbono central (α) ligado a um grupo amina, um grupo carboxilo, um hidrogénio e um grupo lateral R.
Glicina
O único aminoácido comum que não possui um carbono quiral, apresentando um átomo de hidrogénio como grupo R.
L-aminoácidos
Configuração estereoisomérica exclusiva das proteínas nos seres vivos.
Prolina
Aminoácido de estrutura rígida que atua como "quebra-hélices", sendo comum em zonas de curva ou β−turns.
Zwitterião
Estado de ião dipolar em que a molécula está totalmente ionizada mas com carga elétrica global nula.
Ponto Isoelétrico (pI)
Valor de pH específico no qual o aminoácido apresenta uma carga elétrica global nula.
Substâncias anfotéricas
Moléculas que podem atuar tanto como ácidos (dadores de protões) como bases (aceitadores de protões).
Equação de Henderson-Hasselbalch
pH=pKR−log([Forma Protonada][Forma Desprotonada])
Ligação Peptídica
Ligação covalente rígida e planar com carácter de dupla ligação parcial, formada por uma reação de condensação entre o grupo α-carboxilo e o grupo α-amino.
Estrutura Primária
Sequência linear de aminoácidos que determina o enrolamento e a conformação final da proteína.
Estrutura Secundária
Padrões de enrolamento locais e regulares, como a hélice α e a folha β.
Hélice Alfa (α)
Estrutura cilíndrica estabilizada por pontes de hidrogénio internas entre o oxigénio do grupo carbonilo do resíduo i e o hidrogénio do grupo amida do resíduo i+4.
Folha Beta (β)
Estrutura em ziguezague pregueada estabilizada por pontes de hidrogénio transversais entre segmentos adjacentes.
Interações Hidrofóbicas
Principal motor termodinâmico do enrolamento proteico, onde o agrupamento de resíduos apolares liberta moléculas de água da camada de solvatação, aumentando a entropia.
Pontes Dissulfureto
Ligações covalentes resultantes da oxidação dos grupos sulfidrilo (−SH) de duas Cisteínas, conferindo estabilidade estrutural extra.
Cristalografia de Raios-X
Técnica de resolução atómica que utiliza o padrão de difração de raios-X em cristais para gerar mapas de densidade eletrónica.
Ressonância Magnética Nuclear (RMN)
Técnica que permite estudar a dinâmica de proteínas em solução baseando-se no spin nuclear de isótopos como 1H, 13C ou 15N.
Crio-Microscopia Eletrónica (Crio−EM)
Técnica revolucionária que utiliza congelamento ultrarrápido (plungefreezing) para preservar estruturas nativas em gelo vítreo.
Energia de Ativação (ΔG‡)
Barreira energética de uma reação que as enzimas diminuem para aumentar a velocidade catalítica.
Modelo de Encaixe Induzido
Modelo proposto por Daniel Koshland onde a enzima sofre alterações conformacionais ao ligar-se ao substrato para otimizar o posicionamento catalítico.
Catálise Ácido-Base
Mecanismo que utiliza dadores ou aceitadores de protões, frequentemente envolvendo resíduos de Histidina devido ao seu pKR≈6.0.
Equação de Michaelis-Menten
V0=Km+[S]Vmax[S]
Constante de Michaelis (Km)
Concentração de substrato necessária para atingir 1/2Vmax, servindo como medida de afinidade enzima-substrato.
Gráfico de Lineweaver-Burk
Representação linear do duplo inverso da velocidade (1/V0) vs. o inverso da concentração de substrato (1/[S]).
Mecanismo de Ping-Pong
Reação enzimática de duplo deslocamento onde o primeiro produto é libertado antes de o segundo substrato se ligar à enzima modificada.
Inibidor Competitivo
Agente que compete pelo centro ativo, aumentando o Km aparente enquanto mantém a Vmax inalterada.
Inibidor Anti-competitivo
Agente que se liga apenas ao complexo Enzima-Substrato (ES), resultando em retas paralelas no gráfico de Lineweaver-Burk.
Regulação Alostérica
Modulação da atividade enzimática por efetores que se ligam a locais distintos do centro ativo, resultando em curvas de velocidade sigmóides.
Fosforilação
Modificação covalente reversível mediada por cinases que adicionam grupos fosfato a resíduos de Serina, Treonina ou Tirosina.
Equação de Nernst
Vi−V0=ZekTln(CiC0). Determina o potencial em que o fluxo de um ião atinge o equilíbrio elétro-químico.
Constante de Espaço (λ)
Distância que um sinal elétrico viaja passivamente antes de se dissipar; aumentada pela mielina via aumento da resistência da membrana (Rm).
Período Refratário Absoluto
Fase em que os canais de sódio estão inativos, impedindo a geração de um novo potencial de ação e garantindo a unidirecionalidade do sinal.
Bomba de Sódio e Potássio
Transporte ativo primário que utiliza ATP para trocar 3Na+ (para fora) por 2K+ (para dentro).
Filtro Seletivo do Canal de K+
Região estreita do canal contendo a sequência Thr−Val−Gly−Tyr−Gly que mimetiza a hidratação do ião através de oxigénios de grupos carbonilo.
Sinapses Elétricas
Comunicação rápida e bidirecional através de gapjunctions que unem fisicamente os citoplasmas das células.
Proteínas SNARE
Maquinaria molecular (incluindo v−SNARE, t−SNARE e SNAP25) responsável pela fusão das vesículas sinápticas com a membrana.
Canais HCN (Funny channels)
Canais que permitem a corrente marca-passo no coração, gerando despolarizações automáticas sem estímulo externo.
Fase 2 (Platô Cardiaco)
Fase do potencial de ação do cardiomiócito onde a entrada de Ca2+ compensa a saída de K+, prevenindo o tétano muscular.
Troponina
Proteína sensível ao cálcio que desloca a tropomiosina para permitir a ligação entre a miosina e a actina no sarcómero.