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Flashcards de vocabulário baseados na aula de Trauma - Avaliação Inicial e Vias Aéreas, focados nos critérios do ATLS 10ª edição.
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ATLS
Método que preconiza o atendimento hierarquizado e sistemático à vítima de trauma, priorizando as condições que representam maior ameaça à vida.
Distribuição trimodal das mortes
Padrão de mortalidade relacionado ao trauma que ocorre em três picos distintos ao longo da linha do tempo.
Primeiro pico de mortalidade
Ocorre em segundos a minutos após o trauma, geralmente por lesões cerebrais extensas, do tronco encefálico, medula espinal alta, rotura cardíaca ou laceração de grandes vasos.
Segundo pico de mortalidade
Ocorre dentro de minutos a algumas horas, sendo causado por sangramentos intracranianos, pneumotórax hipertensivo, hipovolemia e múltiplas lesões.
Terceiro pico de mortalidade
Acontece dentro de dias a semanas, associado a complicações como pneumonia, sepse e disfunção múltipla de órgãos.
Foco do ATLS no segundo pico
Aplicação sistematizada de condutas para reduzir a morbidade e mortalidade que ocorrem minutos a horas após o trauma.
Hora de ouro (GoldenHour)
Intervalo da primeira hora após o trauma onde o diagnóstico e reanimação adequados melhoram muito o prognóstico.
Mnemônico ABCDE
Sistema hierarquizado para identificar e resolver problemas de maior risco de morte no trauma.
Etapa "A" do ABCDE
Airway: Proteção das vias aéreas e imobilização da coluna cervical.
Etapa "B" do ABCDE
Breathing: Respiração e ventilação.
Etapa "C" do ABCDE
Circulation: Circulação com controle de hemorragia.
Etapa "D" do ABCDE
Disability: Avaliação do estado neurológico.
Etapa "E" do ABCDE
Exposure: Exposição e controle ambiental, evitando a hipotermia.
Avaliação inicial rápida
Perguntar o nome ao paciente; uma resposta apropriada sugere vias aéreas pérvias e consciência mantida.
Equipamentos para proteção cervical
Aplicação de colar cervical, headblocks e prancha rígida.
Inspeção visual no "B"
Avaliação de expansibilidade pulmonar, posicionamento da traqueia e estase jugular.
Reposição volêmica inicial
Administração de 1000ml de Ringer lactato aquecido através de dois acessos de calibre 18g.
Principal causa de morte prevenível no trauma
Hemorragia.
Status da reposição volêmica agresiva
Segundo o ATLS, não substitui o controle definitivo da hemorragia.
Escala de Coma de Glasgow (GCS)
Método rápido para avaliar o nível de consciência através de respostas ocular, verbal e motora.
Pontuação Glasgow para trauma leve
Entre 13 e 15 pontos.
Pontuação Glasgow para trauma moderado
Entre 9 e 12 pontos.
Pontuação Glasgow para trauma grave
Entre 3 e 8 pontos, com indicação imediata de intubação.
Glasgow: Abertura ocular espontânea
4 pontos.
Glasgow: Abertura ocular à fala
3 pontos.
Glasgow: Resposta verbal orientada
5 pontos.
Glasgow: Resposta verbal confusa
4 pontos.
Glasgow: Melhor resposta motora que obedece comandos
6 pontos.
Glasgow: Flexão anormal (decorticação)
3 pontos.
Glasgow: Extensão anormal (descerebração)
2 pontos.
Tríade letal do trauma
Composta por hipotermia, coagulopatia e acidose.
Temperatura ideal dos fluidos de reanimação
39∘C.
Regra de progressão do ABCDE
Só prosseguir para a próxima etapa se a anterior estiver concluída.
Pneumotórax hipertensivo
Lesão com risco imediato de morte que deve ser diagnosticada na avaliação primária.
Hemotórax maciço
Condição letal que exige diagnóstico obrigatório durante a etapa "B" da avaliação primária.
Eletrocardiograma no trauma
Útil para diagnosticar arritmias em contusão cardíaca e atividade elétrica sem pulso.
Capnografia
Método não invasivo para avaliação de trocas gasosas e confirmação do posicionamento de sondas traqueais.
Sonda gástrica
Indicada para descompressão estomacal e redução do risco de broncoaspiração.
Contraindicação para sonda nasal
Suspeita de fratura de base de crânio.
Sonda urinária
Indicador sensível de perfusão periférica através do débito urinário.
Contraindicação para sondagem vesical
Suspeita de trauma de uretra, indicada por sangue no meato ou equimose perineal.
Radiografias da avaliação primária
Tórax AP e Pelve AP realizados na sala de trauma.
Radiografia de coluna cervical
Não faz parte da avaliação primária.
Exames radiológicos em gestantes
Não possuem contraindicação em cenários de trauma.
FAST / eFAST
Ultrassonografia direcionada para diagnóstico de líquido livre intra-abdominal, pneumotórax ou tamponamento cardíaco.
Início da avaliação secundária
Apenas após o término da avaliação primária e com o paciente estável.
Mnemônico AMPLA
Roteiro de anamnese direcionada: Alergias, Medicações, Passado médico, Líquidos/alimentos, Ambiente/Mecanismo.
Tomografia Computadorizada (TC) no trauma
Medida auxiliar da avaliação secundária, proibida para pacientes instáveis.
Pneumotórax simples
Considerado uma lesão com risco potencial de morte, diagnosticada na avaliação secundária.
Rotura traumática de aorta
Lesão de risco potencial detectada tipicamente na avaliação secundária.
Oxigenação passiva inicial
Máscara não reinalante com reservatório e fluxo de 10−15L/min.
Causa mais comum de obstrução de via aérea
Queda da base da língua com obstrução da hipofaringe.
Manobra Jaw-thrust
Tração anterior da mandíbula para desobstrução da via aérea mantendo a coluna cervical neutra.
Manobra Chin Lift
Elevação do mento para abertura de via aérea, evitando a hiperextensão cervical no trauma.
Cânula de Guedel
Dispositivo orofaríngeo para auxiliar na manutenção da perviedade da via aérea em pacientes inconscientes.
Via aérea definitiva
Sonda traqueal com balonete (cuff) insuflado abaixo das pregas vocais, conectada a ventilação assistida.
Indicação de via aérea: Glasgow ≤8
Indicação para proteção de via aérea em pacientes inconscientes.
Indicação de via aérea: Trauma facial
Fraturas de face com risco iminente de comprometimento respiratório.
Intubação Orotraqueal (IOT)
Método de escolha inicial para obtenção de via aérea definitiva no trauma.
Distorções anatômicas do pescoço
Contraindicação para intubação orotraqueal e nasotraqueal (vias não cirúrgicas).
Intubação nasotraqueal
Indicada apenas para pacientes com respiração espontânea e sem suspeita de fratura de base de crânio.
Sinal de Battle
Hematoma retroauricular indicativo de fratura de base de crânio.
Sinal do Guaxinim
Equimose periorbital indicativa de fratura de base de crânio.
Otoliquorreia ou Rinorreia
Sinais de fratura de base de crânio que contraindicam sondas nasais.
Sequência Rápida de Intubação (SRI)
Técnica de escolha no trauma usando sedativo e bloqueador neuromuscular para reduzir risco de broncoaspiração.
Etomidato
Agente sedativo indutor potente recomendado pelo ATLS para a SRI na dose de 0,3mg/kg.
Succinilcolina
Bloqueador neuromuscular que predispõe à hipercalemia, contraindicado em grandes queimados.
Manobra de Sellick
Pressão digital sobre a cricoide para evitar broncoaspiração durante a intubação.
Vias aéreas cirúrgicas definitivas
Cricotireoidostomia cirúrgica e traqueostomia.
Cricotireoidostomia cirúrgica
Via aérea cirúrgica de escolha no trauma por ser rápida e simples.
Contraindicação relativa da cricotireoidostomia
Crianças com idade inferior a 12 anos ou fratura de laringe.
Local da incisão na cricotireoidostomia
Membrana cricotireóidea, entre as cartilagens tireoide e cricoide.
Traqueostomia no trauma
Procedimento de exceção, indicado em fraturas de laringe ou crianças pequenas quando IOT falha.
Traqueostomia percutânea
Proscrita no trauma pois exige hiperextensão do pescoço.
Máscara laríngea (ML)
Dispositivo supraglótico útil no insucesso da intubação, mas não é via aérea definitiva por não ter cuff traqueal.
Cricotireoidostomia por punção
Via aérea provisória (não definitiva) para oxigenação de emergência por curto período.
Tempo máximo da cricotireoidostomia por punção
30 a 40 minutos devido ao acúmulo de CO2 (hipercapnia).
Barotrauma
Risco associado à cricotireoidostomia por punção, especialmente em obstruções completas.
Cenário de múltiplas vítimas
Situação que excede a capacidade de atendimento simultâneo, exigindo triagem.
Método SALT
Sistema de triagem em cinco classes: Imediato, Retardado, Mínimo, Expectante e Óbito.
Prioridade na triagem SALT
Vítimas mais graves que podem ser salvas com os recursos disponíveis.
Atendimento imediato (SALT)
Vítimas com risco de vida, mas com prognóstico de sobrevida.
Conduta expectante (SALT)
Vítimas com lesões tão graves que dificilmente sobreviverão mesmo com recursos.
Agitação psicomotora no trauma
Pode ser um sinal precoce de hipoxemia.
Preceptor Antonio Rivas
Instrutor do ATLS e médico formado pela UFSC com residência na USP.
Prêmio Farid Hakme
Concedido ao primeiro colocado nacional da prova de título em Cirurgia Plástica.
Objetivo do ATLS em segundos e minutos
Focar na prevenção, já que a maioria dessas mortes (1º pico) não pode ser evitada no hospital.
Impacto da hospitalização no trauma
Refletido principalmente na redução de mortes do terceiro pico (sepse, pneumonia).
Ausculta pulmonar diminuída no trauma
Pode indicar pneumotórax ou hemotórax.
Compressão local
Medida inicial para controle de hemorragia externa na etapa "C".
Ringer Lactato aquecido
Cristaloide de escolha na reanimação volêmica inicial.
Uretrografia retrógrada
Exame da avaliação secundária para diagnóstico de lesão uretral.
Glasgow ocular: À pressão
2 pontos (antigamente referido como estímulo doloroso).
Glasgow verbal: Sons incompreensíveis
2 pontos.
Glasgow motor: Localiza estímulo tátil
5 pontos.
Glasgow motor: Nenhuma resposta
1 ponto.
Glasgow motor: Flexão normal (retirada)
4 pontos.
Pneumotórax aberto
Lesão que deve ser diagnosticada e tratada no "B" da avaliação primária.
Contusão cardíaca grave
Pode causar choque cardiogênico, avaliado no "C".
Trauma raquimedular
Causa neurogênica de comprometimento hemodinâmico avaliada no "C".