Urgência e Emergência Pediátrica - Cartões de Estudo

0.0(0)
Studied by 0 people
call kaiCall Kai
Locked
learnLearn
examPractice Test
spaced repetitionSpaced Repetition
heart puzzleMatch
flashcardsFlashcards
GameKnowt Play
Card Sorting

1/89

flashcard set

Earn XP

Description and Tags

Flashcards em formato de pergunta e resposta abrangendo todo o conteúdo de Urgência e Emergência Pediátrica do material MED 9.

Last updated 1:03 AM on 9/24/26
Name
Mastery
Learn
Test
Matching
Spaced
Call with Kai
Chat

No analytics yet

Send a link to your students to track their progress

90 Terms

1
New cards

Quais são os três vértices do Triângulo de Avaliação Pediátrica (TAP)?

Aparência, Trabalho respiratório e Circulação da pele.

2
New cards

O que avalia o vértice 'Aparência' do TAP?

Reflete a perfusão cerebral e a oxigenação central, avaliando o estado neurológico e o nível de consciência através do tônus, interação com o ambiente, consolabilidade, contato visual e fala/choro.

3
New cards

Como é feita a interpretação global das alterações nos vértices do TAP?

1 vértice alterado indica angústia respiratória, perfusão ou alteração neurológica isolada; 2 vértices alterados indicam comprometimento grave; 3 vértices alterados indicam falência cardiorrespiratória iminente.

4
New cards

Quais são as faixas etárias definidas na Pediatria?

Recém-nascido: 0 a 28 dias; Lactente: 29 dias a 2 anos; Pré-escolar: 2 anos a 6 anos; Escolar: 6 anos a 10 anos; Adolescente: 10 a 18 anos incompletos.

5
New cards

O que significa cada letra do método AMPLE na avaliação secundária?

A: Allergies (Alergias); M: Medications (Medicações em uso); P: Past Medical History (História médica pregressa); L: Last Meal (Última refeição); E: Events / Environment (Eventos e ambiente).

6
New cards

Qual é a fórmula para o cálculo da Pressão Arterial Sistólica (PAS) mínima normal em crianças?

PAS mıˊnima=70+(2×idade em anos)\text{PAS mínima} = 70 + (2 \times \text{idade em anos})

7
New cards

Qual é a fórmula do cálculo do peso estimado para lactentes com até 1 ano de idade?

Peso (kg)=idade em meses2+4\text{Peso (kg)} = \frac{\text{idade em meses}}{2} + 4

8
New cards

Qual é a fórmula do cálculo do peso estimado para crianças de 1 a 5 anos?

Peso (kg)=(idade em anos×2)+8\text{Peso (kg)} = (\text{idade em anos} \times 2) + 8

9
New cards

Qual é a fórmula do cálculo do peso estimado para crianças de 6 a 12 anos?

Peso (kg)=(idade em anos×3)+7\text{Peso (kg)} = (\text{idade em anos} \times 3) + 7

10
New cards

Qual é a fórmula para o cálculo do diâmetro interno do Tubo Orotraqueal (TOT) sem cuff?

Diaˆmetro interno (mm)=idade4+4\text{Diâmetro interno (mm)} = \frac{\text{idade}}{4} + 4

11
New cards

Qual é a fórmula para o cálculo do diâmetro interno do Tubo Orotraqueal (TOT) com cuff?

Diaˆmetro interno (mm)=idade4+3,5\text{Diâmetro interno (mm)} = \frac{\text{idade}}{4} + 3{,}5

12
New cards

Qual é a fórmula alternativa para calcular a profundidade de fixação do TOT?

Fixac¸a˜o (cm)=3×diaˆmetro interno do TOT\text{Fixação (cm)} = 3 \times \text{diâmetro interno do TOT}

13
New cards

Quais são as referências fixas de profundidade de fixação do TOT por faixa etária?

RN: 6-7 cm; Lactente: 8-9 cm; Pré-escolar: 10-11 cm; Escolar: 12-14 cm.

14
New cards

O que é avaliado no vértice 'Trabalho respiratório' do TAP?

Esforço e eficiência ventilatória, incluindo padrão respiratório, presença de gemência, tiragens, batimento de asa nasal, uso de musculatura acessória e postura (ortopneia, cabeça projetada, posição de tripé).

15
New cards

O que indica o vértice 'Circulação da pele' no TAP?

Indica a perfusão periférica através da coloração (palidez, cianose, moteamento, rubor), temperatura e sudorese.

16
New cards

Quais são os principais agentes etiológicos da pneumonia em lactentes menores de 3 meses?

Streptococcus agalactiae, Escherichia coli e vírus respiratórios.

17
New cards

Quais são os principais agentes etiológicos da pneumonia na faixa etária de 3 meses a 5 anos?

Predomínio viral (VSR, influenza, parainfluenza, adenovírus); e bacteriana por Streptococcus pneumoniae.

18
New cards

Quais são os critérios de taquipneia da OMS para diagnosticar pneumonia por faixa etária?

< 2 meses: > 60 irpm; 2-12 meses: > 50 irpm; 1-5 anos: > 40 irpm; > 5 anos: > 30 irpm.
19
New cards

Qual é o tratamento de escolha para pneumonia leve em regime ambulatorial?

Amoxicilina VO 50 mg/kg/dose a cada 8h (ou 90 mg/kg/dia em 2 doses) por 7 a 10 dias.

20
New cards

Qual é a conduta antibiótica na pneumonia moderada tratada em enfermaria hospitalar?

Ampicilina EV 200 mg/kg/dia de 6/6h ou Penicilina Cristalina 200.000-400.000 UI/kg/dia de 4/4h (associar Azitromicina 10 mg/kg/dia se suspeita de atípico).

21
New cards

Qual é o esquema de antibioticoterapia empírica EV indicado na pneumonia grave em UTI/emergência?

Ceftriaxona 100 mg/kg/dia + Oxacilina 200 mg/kg/dia (para cobertura de S. aureus).

22
New cards

Como é administrado o Salbutamol spray em crise de asma leve a moderada?

Salbutamol spray 100 µg/dose com espaçador: 4-8 jatos (1 jato a cada 3 kg) a cada 20 minutos durante 1 hora (até 3 vezes).

23
New cards

Qual é a posologia do corticoide oral precoce recomendado no manejo da crise de asma?

Prednisolona/prednisona 1-2 mg/kg/dia (dose máxima de 40 mg) por via oral durante 3 a 5 dias.

24
New cards

Qual é a dosagem de Brometo de Ipratrópio nebulizado na crise de asma grave?

Para crianças < 10 kg: 10 gotas; para crianças > 10 kg: 20 gotas.

25
New cards

Qual medicação está indicada em casos de crise de asma refratária com ameaça à vida e qual a sua dose?

Sulfato de Magnésio EV na dose de 25 a 50 mg/kg (máximo de 2 g) infundido em 20 minutos.

26
New cards

Segundo a diretriz GINA 2025, qual droga não é mais recomendada de rotina no manejo da asma?

Teofilina.

27
New cards

Qual é o principal agente etiológico da Bronquiolite Aguda e a faixa etária mais acometida?

Vírus Sincicial Respiratório (VSR); mais comum em lactentes < 2 anos, especialmente entre 2 e 6 meses.

28
New cards

Quando está indicada a oxigenioterapia na Bronquiolite Aguda e qual a via preferencial?

Indicada se SatO2 < 92%, preferindo-se o cateter nasal (1-2 L/min).

29
New cards

Qual a orientação sobre o uso de corticoides e antibióticos na Bronquiolite Aguda?

Corticoides sistêmicos ou inalatórios não têm benefício comprovado e não devem ser usados de rotina. Antibióticos são indicados apenas se houver infecção bacteriana associada.

30
New cards

Qual é o agente etiológico mais comum e o sinal radiológico clássico da Crupe (Laringotraqueobronquite)?

Vírus parainfluenza tipo 1; a radiografia de pescoço AP mostra o sinal do 'guia de lápis' ou 'torre de igreja'.

31
New cards

Qual é o tratamento medicamentoso fundamental e universal indicado para Crupe, independente da gravidade?

Dexametasona na dose de 0,15 a 0,6 mg/kg (máximo de 16 mg) por via oral, IM ou EV.

32
New cards

Qual a dose e conduta na nebulização com Adrenalina L 1:1000 para Crupe moderada a grave?

Adrenalina L 1:1000: 0,5 mL/kg/dose (máximo de 5 mL), diluída em 3 mL de SF 0,9% em fluxo de 6-8 L/min. Requer observação hospitalar por no mínimo 2 horas pelo risco de efeito rebote.

33
New cards

Como é realizada a manobra de desobstrução de via aérea em lactentes (< 1 ano) conscientes com OVASCE grave?

Posicionar em decúbito ventral sobre o antebraço com a cabeça mais baixa e aplicar 5 golpes dorsais entre as escápulas; em seguida, virar em decúbito dorsal e aplicar 5 compressões torácicas na linha mamilar, alternando até desobstruir ou o lactente perder a consciência.

34
New cards

Como é realizada a Manobra de Heimlich em crianças maiores de 1 ano conscientes?

Posicionar-se atrás da criança, envolver o abdome, fechar uma mão com o punho entre o umbigo e o apêndice xifoide e realizar compressões bruscas para dentro e para cima.

35
New cards

Qual é a conduta imediata para qualquer paciente que se torna inconsciente durante a manobra de desobstrução de via aérea?

Iniciar RCP imediatamente (relação 30:2) e, a cada abertura de via aérea, inspecionar a cavidade oral para remover o corpo estranho apenas se visível, evitando varredura cega.

36
New cards

Qual é o procedimento considerado padrão-ouro diagnóstico e terapêutico para remoção de corpo estranho em via aérea?

Broncoscopia rígida.

37
New cards

Quais são os mecanismos compensatórios iniciais disparados no choque hipovolêmico?

Taquicardia (para manter o débito cardíaco), vasoconstrição periférica (para manter a pressão) e redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais.

38
New cards

Qual é o sinal clínico mais precoce e o sinal tardio de choque hipovolêmico?

Sinal precoce: taquicardia. Sinal tardio (marcador de choque descompensado): hipotensão arterial.

39
New cards

Como é feita a reposição volêmica inicial no choque hipovolêmico?

Bolus de 20 mL/kg IV/IO de SF 0,9% ou Ringer Lactato em 5 a 10 minutos, podendo repetir até 3 bolus (total de 60 mL/kg) com reavaliação contínua.

40
New cards

Quando está indicada a transfusão de concentrado de hemácias no choque hemorrágico e qual a dose?

Indicada após dois bolus de cristalóide sem resposta satisfatória; dose de 10 a 20 mL/kg.

41
New cards

Qual droga vasoativa é a primeira escolha em choque hipovolêmico frio persistente após 60 mL/kg de volume?

Noradrenalina (0,05 a 1 µg/kg/min).

42
New cards

Qual é o tratamento de primeira linha obrigatório para anafilaxia e qual a sua via, dose e local de aplicação?

Adrenalina IM (1:1000 - 1 mg/mL) na dose de 0,01 mg/kg (0,01 mL/kg), máximo de 0,3 mg (0,3 mL) por dose, aplicada no terço médio da face ântero-lateral da coxa.

43
New cards

Com qual frequência a Adrenalina IM pode ser repetida no manejo da anafilaxia?

A cada 5 a 15 minutos, conforme necessário.

44
New cards

Qual é a diluição e a taxa de infusão inicial da Adrenalina EV no choque anafilático refratário?

Diluir 1 mL de Adrenalina 1:1000 em 100 mL de SF (concentração final 10 µg/mL); infusão inicial de 0,1 µg/kg/min, titulando até 1 µg/kg/min.

45
New cards

Qual é o tempo mínimo de observação recomendado após a melhora de um quadro de anafilaxia?

No mínimo 6 a 8 horas, devido ao risco de reação bifásica.

46
New cards

Qual é a definição diagnóstica de choque séptico segundo as diretrizes do ILCOR / PALS / Surviving Sepsis Campaign 2024?

Suspeita ou confirmação de infecção associada a sinais de hipoperfusão tecidual persistentes (≥2 sinais), mesmo com pressão arterial normal.

47
New cards

Quais são as características clínicas do Choque Séptico Frio?

Resistência vascular aumentada e débito cardíaco reduzido. Apresenta pele fria, pálida ou marmórea, tempo de enchimento capilar prolongado (> 3 segundos), pulsos periféricos fracos/filiformes e extremidades frias.

48
New cards

Quais são as características clínicas do Choque Séptico Quente?

Vasodilatação generalizada e débito cardíaco mantido. Apresenta pele quente, corada e úmida, enchimento capilar muito rápido (< 1 segundo), pulsos periféricos cheios/amplos e extremidades quentes.

49
New cards

Qual é a droga vasoativa de primeira escolha no choque séptico frio e no choque séptico quente?

Choque Frio: Epinefrina (adrenalina) 0,05-0,3 µg/kg/min EV; Choque Quente: Norepinefrina (noradrenalina) 0,05-0,3 µg/kg/min EV.

50
New cards

Qual é o tempo limite recomendado para administração do antibiótico empírico EV no choque séptico?

Em até 1 hora após o reconhecimento do choque ('primeira hora de ouro').

51
New cards

Quando e em qual dose a Hidrocortisona deve ser considerada no choque séptico?

Em choque refratário a catecolaminas ou suspeita de insuficiência adrenal, na dose de 2 mg/kg/dose EV a cada 6 horas.

52
New cards

Qual é a diferença-chave no exame físico do choque cardiogênico em relação ao choque hipovolêmico e séptico?

A presença de sinais de congestão pulmonar (taquipneia, crepitações, sibilos) e congestão sistêmica (hepatomegalia, turgência jugular), associados aos sinais de baixo débito.

53
New cards

Como deve ser realizada a prova de volume em um paciente com suspeita de choque cardiogênico?

Com extrema cautela, utilizando um bolus pequeno de 5 a 10 mL/kg de cristalóide em 10 a 20 minutos, interrompendo imediatamente se houver piora respiratória, estertores ou hepatomegalia.

54
New cards

Qual é a droga inotrópica de primeira escolha no choque cardiogênico e sua posologia?

Dobutamina na dose de 5 a 20 µg/kg/min EV contínuo.

55
New cards

Qual medicação deve ser iniciada imediatamente em um recém-nascido com choque cardiogênico por cardiopatia congênita dependente do canal arterial?

Prostaglandina E1 (alprostadil) na dose de 0,05 a 0,1 µg/kg/min.

56
New cards

Qual é a principal causa subjacente de Parada Cardiorrespiratória (PCR) em pediatria?

Hipóxia e falência respiratória secundária (correspondem a até 90% dos casos).

57
New cards

Quais são as causas reversíveis de PCR metabólicas e sistêmicas conhecidas como os '5H'?

  1. Hipovolemia; 2. Hipóxia; 3. Hidrogênio (Acidose); 4. Hipotermia; 5. Hipo/Hipercalemia.
58
New cards

Quais são as causas reversíveis de PCR mecânicas e tóxicas conhecidas como os '5T'?

  1. Tamponamento cardíaco; 2. TEP (Tromboembolia pulmonar); 3. Trombose coronária; 4. Tensão no tórax (Pneumotórax hipertensivo); 5. Tóxicos.
59
New cards

Qual é o tempo máximo permitido para a avaliação do pulso central ao reconhecer uma PCR na criança?

No máximo 10 segundos.

60
New cards

Quais são as diretrizes de profundidade e frequência para compressões torácicas na RCP pediátrica?

Frequência: 100-120 compressões/minuto. Profundidade: 1/3 do diâmetro anteroposterior do tórax (~4 cm em lactentes e ~5 cm em crianças maiores).

61
New cards

Qual é a relação compressão-ventilação na RCP pediátrica sem via aérea avançada para 1 e 2 reanimadores?

1 reanimador: 30:2; 2 reanimadores: 15:2.

62
New cards

Como devem ser feitas as compressões e ventilações após a instalação de uma via aérea avançada na PCR?

Compressões torácicas contínuas sem interrupção e 1 ventilação a cada 6 segundos (10 ventilações/minuto).

63
New cards

Quais são os ritmos chocáveis na PCR pediátrica?

Fibrilação Ventricular (FV) e Taquicardia Ventricular sem Pulso (TVsp).

64
New cards

Quais são as cargas de energia para desfibrilação em pediatria?

Primeiro choque: 2 J/kg; Segundo choque: 4 J/kg; Choques subsequentes: ≥ 4 J/kg (máximo de 10 J/kg ou dose adulta).

65
New cards

Qual a dose e o momento de administração da Adrenalina nos ritmos chocáveis da PCR?

Dose: 0,01 mg/kg IV/IO (0,1 mL/kg da solução 1:10.000). Deve ser iniciada após a segunda desfibrilação e repetida a cada 3 a 5 minutos.

66
New cards

Qual a dose e indicação da Amiodarona na PCR em ritmos chocáveis refratários?

5 mg/kg IV/IO em bolus lento, administrada após a terceira desfibrilação. Pode ser repetida até 2 vezes (dose máxima total de 15 mg/kg ou 300 mg por dose).

67
New cards

Quais são as três etapas obrigatórias do 'Protocolo da Linha Fina' ao suspeitar de assistolia no monitor?

1) Checar os cabos e conexões; 2) Checar o ganho do monitor (aumentar amplitude); 3) Checar/mudar a derivação no monitor.

68
New cards

Qual é a conduta medicamentosa imediata nos ritmos não chocáveis (Assistolia e AESP) na PCR?

Administrar Adrenalina 0,01 mg/kg IV/IO (1:10.000) o quanto antes e repetir a cada 3 a 5 minutos.

69
New cards

Como se define Status Epilepticus na emergência pediátrica?

Convulsão prolongada com duração > 5 minutos ou presença de ≥ 2 crises sem recuperação completa da consciência entre elas.

70
New cards

Como tratar a hipoglicemia (< 60 mg/dL) acompanhada de crise convulsiva de acordo com a faixa etária?

RN: Glicose 10% (2 mL/kg EV); Lactente/Criança: Glicose 25% (2 mL/kg EV); Adolescente: Glicose 50% (1 mL/kg EV).

71
New cards

Qual é o anticonvulsivante de 1ª linha e sua dose para crise convulsiva ativa (> 5 min) sem acesso venoso?

Midazolam 0,2 mg/kg por via IM, intranasal ou bucal (dose máxima de 10 mg).

72
New cards

Qual é a opção de 1ª linha para crise convulsiva ativa quando há acesso venoso disponível?

Diazepam 0,2-0,5 mg/kg EV (máx. 10 mg) ou Lorazepam 0,1 mg/kg EV (máx. 4 mg).

73
New cards

Quais são as opções de anticonvulsivantes de 2ª linha para status convulsivo (fase de 10-20 min)?

Fenitoína: 20 mg/kg EV em 20 min (máx. 1 g); Fenobarbital: 20 mg/kg EV (máx. 1 g); ou Levetiracetam: 40-60 mg/kg EV em 15 min (máx. 4,5 g).

74
New cards

Quais são as opções de anestésicos em infusão contínua para status convulsivo super-refratário (> 30 min)?

Midazolam (0,1-0,2 mg/kg/h), Tiopental (1-5 mg/kg/h) ou Propofol (1-4 mg/kg/h, apenas para maiores de 3 anos).

75
New cards

Qual é a diferença entre Convulsão Febril Simples e Convulsão Febril Complexa?

Simples: duração < 15 min, tônico-clônica generalizada, sem recorrência em 24h e sem déficit pós-ictal; Complexa: duração > 15 min, ou focal, ou recorrente nas 24h, ou acompanhada de déficit neurológico pós-ictal.

76
New cards

Qual é o risco de evolução para epilepsia após uma convulsão febril simples e complexa comparado à população geral?

População geral: 1%; Convulsão febril simples: 2-4%; Convulsão febril complexa: 6-8%.

77
New cards

Qual é a recomendação quanto à profilaxia contínua para convulsão febril?

Não se recomenda anticonvulsivante contínuo (como fenobarbital) ou intermitente de rotina, sendo reservado apenas para crises muito recorrentes e prolongadas com risco de status.

78
New cards

Quais são os valores de frequência cardíaca de repouso que definem bradicardia em Recém-nascidos, Lactentes e Pré-escolares?

Recém-nascido (0-3m): < 100 bpm; Lactente (3m-2a): < 90 bpm; Pré-escolar (2-6a): < 80 bpm.

79
New cards

Qual é a conduta inicial imediata diante de uma bradicardia com FC < 60 bpm e sinais de má perfusão?

Garantir via aérea, ventilação com oxigênio a 100% e iniciar compressões torácicas (RCP de alta qualidade), mesmo na presença de pulso palpável.

80
New cards

Qual a dose da Atropina na bradicardia sintomática e seus limites por dose?

Dose de 0,02 mg/kg IV/IO. Dose mínima: 0,1 mg; dose máxima: 0,5 mg por dose em crianças (ou 1 mg em adolescentes).

81
New cards

Qual frequência cardíaca sugere o diagnóstico de Taquicardia Supraventricular (TSV) em lactentes e em crianças maiores?

Lactentes: FC > 220 bpm; Crianças maiores: FC > 180 bpm.

82
New cards

Como deve ser administrada a Adenosina na TSV estável e quais as suas doses?

Primeira dose: 0,1 mg/kg (máx. 6 mg) em bolus IV rápido + flush de 5-10 mL de SF 0,9%. Segunda dose (se necessário): 0,2 mg/kg (máx. 12 mg) também com flush.

83
New cards

Quais são as cargas recomendadas para Cardioversão Elétrica Sincronizada em taquiarritmias com pulso e instabilidade hemodinâmica?

Primeira tentativa: 0,5 a 1 J/kg; Segunda tentativa: 2 J/kg (podendo aumentar progressivamente até o máximo de 4 J/kg).

84
New cards

Qual é o tratamento farmacológico de escolha para Torsades de Pointes estável?

Sulfato de Magnésio EV na dose de 25-50 mg/kg (máximo de 2 g), diluído em SF 0,9% e infundido em 10 a 15 minutos.

85
New cards

Como deve ser a participação da criança na comunicação de más notícias de acordo com a idade?

Crianças < 6 anos: geralmente não participam; Crianças de 7 a 10 anos: podem participar parcialmente; Adolescentes (≥ 11 anos): devem ser envolvidos conforme maturidade emocional.

86
New cards

Quais são as três perguntas de avaliação da vitalidade do recém-nascido na sala de parto?

1) A gestação é termo ou pré-termo (< 34 semanas)? 2) O RN respira ou chora? 3) O RN apresenta bom tônus muscular?

87
New cards

Qual o tempo de clampeamento do cordão umbilical para neonatos com boa vitalidade em gestações < 34 semanas e ≥ 34 semanas?

< 34 semanas: clampeamento tardio entre 30 e 60 segundos; ≥ 34 semanas: clampeamento tardio entre 1 e 3 minutos.
88
New cards

Quais são os parâmetros iniciais da Ventilação com Pressão Positiva (VPP) em recém-nascidos?

Pressão inspiratória: 20-25 cmH2O; PEEP: 5 cmH2O; Frequência: 40-60 insuflações/minuto; FiO2 inicial: 21% para ≥ 34 semanas e 30% para < 34 semanas.

89
New cards

Como escolher o diâmetro do tubo endotraqueal (TET) e calcular a profundidade de inserção no neonato?

Diâmetro: < 1.000 g ou < 28 sem: TET 2,5 mm; 1.000-2.000 g ou 28-34 sem: TET 3,0 mm. Profundidade de fixação (cm) = Peso (kg)+6\text{Peso (kg)} + 6.

90
New cards

Qual é a dose e via preferencial de Adrenalina na reanimação neonatal quando a FC permanece < 60 bpm após VPP e compressões?

Via preferencial: Endovenosa (cateter umbilical) na dose de 0,01 a 0,03 mg/kg, utilizando a solução diluída 1:10.000 no volume de 0,1 a 0,3 mL/kg.