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MED VET-ICBAS
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funções dos corantes
aumenta a visibilidade
acentuam características morfológicas
permitem a preservação de amostras
o que é fixação e quais os tipos
processo pelo qual os organismos são mortos e firmemente ligados à lâmina de vidro para preservar estruturas internas e externas
fixação pelo calor→ preserva a morfologia geral, mas não as estruturas internas
fixação química→ protege as estruturas subcelulares e a morfologia geral em organismos mais delicados
colorações simples
azul de metileno→ organismos ficam azuis
cristal violeta→ organismos ficam roxos/violetas
fucsina de carbol→ organismos ficam vermelhos
colorações diferenciais-gram
coloração gram = violeta cristal(roxo)+ lugol(fixador)+álcool(descolorante= acetona ou etanol)+ safranina(vermelho)
gram positivas → parede espessa de peptidoglicano→ o álcool não consegue despigmentar→ ficam roxas
ex: Staphylococcus aureus
gram negativas→ parede de peptidoglicanos fina com membrana externa→ álcool dissolve a membrana externa (lípidos)e descolora o organismo→ absorve a safranina depois
ex: Escherichia coli
colorações diferenciais- álcool ácido resistentes ( ziehl-neelsen)
coloração de ziehl- neelsen = fucsina a quente+arrefecimento e lavagem+ álcool ácido+ azul de metileno
fucsina+ calor→ derrete a camada de cera e cora a vermelho, após o arrefecimento a cera endurece e a fucsina está presa dentro
organismos álcool ácido resistentes→ a cera resiste ao efeito do descolorante álcool+ ácido clorídrico, logo mantem o vermelho da fucsina
ex: Mycobacterium tuberculosis e Mycobacterium leprae →
organismos não álcool ácido resistentes→ quando o organismos tem pouca cera é descolorado, e absorve posteriormente o azul
coloração estrutural- endósporo ou schaeffer fulton
coloração endósporo= verde de malaquite a quente+ lavagem com água+ safranina
calor força entrada do verde malaquite
organismos com endósporo→ mantém o verde
ex: clostridium
organismos sem endósporo→ perdem a cor na lavagem e coram com safranina (ros/vermelho)
formas básicas

exemplos espiroquetas
flexíveis= espiroquetas
rígidos= espirilos

exemplo vibrião
forma de vírgula

o que determina a forma da bactéria
a parede celular
agrupamento de bacilos
obtido por divisão

agrupamento de cocos
obtido por divisão
*tétradas

características das bactérias gram negativas e gram positivas
de fora para dent
gram positiva
→ parede de peptidoglicano espessa
→ ácidos teicoicos e lipoteicoicos→ polímeros que atravessam a camada de peptidoglicano→ ancoram a bactéria a célula hospedeira→ fator de virulência
→ espaço periplasmático pequeno
→ membrana plasmática interna
gram negativa
→lipopolissacarídeos→ possui carga negativa; estabiliza a parede; resite aos sais biliares; antigénio O(escape do sist imune); endotoxina
→membrana externa com porinas
→parede de peptidoglicano fina
→espaço periplasmático amplo
→membrana plasmática interna

estrutura das micobactérias
de dentro para fora
1- membrana plasmática interna
2-camada de peptidoglicano
3-camada arabinogalactano→ LAM→ bloqueia a ataques e desativa vias de comunicação das células de defesa
4-camada de ácidos micólicos (cera)
5-lípidos superficiais e porinas

importância da parede celular bacteriana
responsável pela forma da célula
protoplasto→ distituida de parede
esferoplasto→ alguns resíduos de parede
determina o comportamento gram
protege a célula de lise osmótica
pode contribuir para patogenicidade
pode proteger de substâncias tóxicas
estrutura do peptidoglicano
cadeias lineares e longas formados pela alternância de 2 açúcares:
NAG→ N-acetilglicosamina
NAM→ Ácido N-acetilmurâmico
essas cadeias são unidas por pontes de cadeias peptídicas (aminoácidos) cruzadas entre os açúcares NAM (cada Nam tem uma cadeia que se unem no meio do caminho)
subunidade básica do peptidoglicano (imagem)

procariotas sem peptidoglicano
mycoplasma→ não tem parede, são pleumorficas→ incapazes de sintetizar paptidoglicano→ resistentes a penicilina→ tem colesterol obtido do organismo que infetam
Archea→ parede pode ser constituida por proteínas, glicoproteínas ou polissacáridos→ pseudoglicanos
relações entre micobactérias/ gram positivas/ gram negativas

estabilizadores da membrana citoplasmática em eubactérias
como as eubactérias não sintetizam colesterol, usam hopanoides para substituir, aumentando a fluides da membrana
exceto o mycoplasma que não tem parede celular e pode incorporar colesterol na membrana se roubar ao hospedeiro
composição da membrana citoplasmática
bactérias→ composta por bicamada de fosfolípidos
ligação ÉSTER (C-O=C)entre o hidrocarbonetos e o L-glicerol
ligações covalentes entre as moléculas de cada linha da bicamada
cadeias de ácidos gordos lineares e sem ramificações
Archea→ composta por uma monocamada lipídica
ligação ÉTER(C-O-C) entre os hidrocarbonetos e o D-glicerol
não possui ácidos gordos e sim cadeias ramificadas de isopreno com ou sem anéis
os isoprenos de cada lado se fundem, formando uma cadeia contínua→ monocamada

funções da membrana plasmática

cápsula bacteriana
é um fator de virulência
protege contra agentes do sistema imune, fazendo com que não reconheça a bactéria como um agente estranho
contituída por polissacarídeos, podendo ser mista

o que são Biofilmes
comunidades estruturadas de microrganismos (como bactérias ou fungos) que crescem aderidos a uma superfície(biótica ou abiótica) e que estão envolvidos por uma matriz protetora auto-produzida, constituída por polissacaríeos
formação dos biofilmes
1- adesão inicial de bactérias livres em uma superfície biótica ou abiótica
2-produção de polissacarídeos que fazem a fixação irreversível
3-proliferação das bactérias iniciais e incorporação de outras
4-maturação:
diferenciação metabólica
quorum-sensing→ sist de comunicação química usado para monitorizar a densidade da população e coordenar seu comportamento coletivo
transferência de genes
5- formação de um biofilmes que protege as bactérias dos agentes biocidas e do sistema imune
6- pedaços podem desprender-se ou liberta-se uma grande quantidade de novas bactérias livres→ fator de virulência → infeções persistentes e resistêntes
todos os invólucros externos à parede celular
glicocálice
cápsula
slime layers→ formador de biofilme
s-layers→ estrutura formada por proteína que pode substituir a parede nas archaea
outras estruturas que promovem adesão
Fímbrias ou pili:
3-10 nm de espessura com vários μm de comprimento
não são para locomoção
podem conjugar-se e ser ponde de comunicação entre bactérias


classifique os flagelos da imagem
São estruturas de locomoção que podem apresentar várias formas e quantidades
1- monotríquio
2- anfitríquio
3- lofotríquio
4-peritríquio
estruturas de um flagelo
1-filamento feito de flagelina
2-gancho
3-corpo basal→motor rotativo ancorado na parede celular, funciona similar a ATPase
4-Anéis→ gram negativas têm 4 e gram positivas têm 2
5- proteínas mot→ geram torque e fluxo de protões
6- proteínas fili→ funcionam como interuptor que dita o sentido da rotação.
rotação para esquerda → locomoção para frente
rotação para direita→ não saem do síto, só movimentação aleatória
se houver mais de um flagelo, todos giram no mesmo sentido
como funciona a ativação dos flagelos
por quimiotaxia bacteriana
recetores detetam a presença de substâncias químicas no ambiente, atrativas ou repelentes
através da via de comunicação cheA/cheY
constituintes da matriz citoplasmática
nucleóide
não existe invólucro nuclear
60% DNA circular (plasmídeos) + RNA + proteínas (não são histonas)
inclusões ou corpos de inclusão: são grânulos de armazenamento de lípidos, polissacarídeos, polifosfatos, enxofre, páptidos ou magnetossomas
vesículas (vacúolos) de gás constituídos por proteínas→ cianobactérias

Esporos
em microbiologia não são estruturas reprodutivas, são uma camada protetora em condições desfavoráveis
→ cada bactéria da origem a um só esporo
→ é um estado alternativo de vida bacteriana→ latência e sem atividade metabolica
→ forma resistente a condições adversas:
cálcio complexado com ácido dipicolínico
proteínas que protegem o DNA(SASPs)
centro desidratado
invólucro espesso
→ formação de esporos é característica de um grupo de bactérias do filo firmicutes, que inclui Bacillus e clostridium

organização esporos bacterianos
esporo a verde na imagem
forma oval ou redondo
central, sub-terminal ou terminal
esporngeo a bege na imagem
aumentado ou não

processo de esporulação
por invaginação da membrana plasmática→ fissão→ maturação→ libertação

como ocorre o crescimento bacteriano
por fissão binária→ cada bactéria da origem a duas→ crescimento exponencial em condições ótimas
Nt=N0 × 2^n <=> n= [log(Nt) - log(N0)] /log2
n= número de gerações
Quantificação de bactérias
direta (total)
Câmara de neubauer→ lâmina de vidro especial com um xadrez microscópio gravado a laser para contar por quadrantes
contador de partículas→equipamento eletrónico automatizado, contagem por interferencia na corrente elétrica
viáveis (vivas)
plaqueamento de diluições seriadas→ UFC/mL = (nº de colónias)/(volume inicial x fator de diluição)
filtração de membranas→ quando há poucas bactérias filtra-se em uma memb com poros pequenas e dps inoculamos

fases do crescimento em recipiente fechado
1- síntese de novos componentes→ adaptação à nova cultura
2- taxa de crescimento constante→ normalmente exponencial
3- fase estacionária→ células viáveis e metabolicamente ativas, mas sem replicação ou morte
→ formação de esporos entre fases ←
4- fase morte→ escassez de nutrientes, acumulo de subs. inibidoras→ decaimento exponencial com danos irreversíveis
quorum sensing
quimiotaxia bacteriana:
comunicação e cooperação entre bactérias, envolvendo secreção e deteção de sinais químicos, provocando alterações na expressão genética
crescimento de microrganismos em cultura contínua
crescimento em sistema aberto com reposição de nutrientes e remoção de desperdícios→ mantém as bactérias em crescimento exponencial durante longos períodos
ex: quimiostato→ velocidade de entrada de meio fresco= velocidade de remoção do meio

fatores que afetam o crescimento bacteriano
temperatura
oxigénio
disponibilidade de água
pH
pressão
radiação
classificação das bactérias de acordo com sua temperatura ótima de crescimento
psicrófilas→ <15ºC
psicrotróficas/psicrotolerantes→ 20ºC a 30ºC
mesófilas→ 25ºC a 40ºC
termófilas→ 50ºC a 60ºC
hipertermófilas→ >80ºC

classificação das bactérias de acordo com a afinidade com O2
aeróbias obrigatórias→ necessitam obrigatoriamente de O2→ crescem somente próximo a superfície do tubo
anaeróbias facultativas→ crescem melhor e mais rápido na presença de O2, mas conseguem continuar a crescem sem ele→ são as mais adaptáveis→ crescem em maior quantidade na superfície, mas estão por todo o tubo
aerotolerantes→ metabolismo estritamente anaeróbio, mas não morrem na presença de O2→ espalhadas uniformemente no tubo
anaeróbias estritas→ O2 é tóxico→ estão somente na base do tubo
microaerófilas→ precisam de oxigénio em quantidades muito baixas→ fica próximo a superfície do tubo, mas não o mais próximo possível

porque muitos microrganismos tem sensibilidades ao O2
o O2 é facilmente reduzido a produtos tóxicos
superóxido
peróxido de hidrogénio
radical hidroxilo
microrganismos que utilizam do O 2 possuem mecanismos de desintoxicação: enzima catalase
microrganismos adaptados a baixa disponibilidade de água livre
halófilos
necessitam obrigatoriamente de NaCl para crescer→ Na+ estabiliza a estrutura
osmo-tolerantes
não precisam de concentrações elevadas de soluto para viver, mas conseguem tolerar e crescer em ambientes com alta pressão osmótica
para evitar a plasmólise(murchar)→ célula produz solutos compatíveis para equilibrar a pressão osmótica
solutos compatíveis: K+( mais comum), açúcares, glicerol, aminoácidos e outros produtos
classificação das bactérias de acordo com o pH do meio
zonas de crescimento ótimo:
acidófilos→ pH o a 5,5
neutrófilos→ pH 5,5 a 8
alcalófilos→ 8,5 a 11,5
classificação das bactérias com a pressão elevada no meio
barotolerantes→ são afetadas negativamente, mas não gravemente
barofílicos→ precisam ou crescem mais rapidamente
efeitos da radiação as bactérias
raios gama→ radiação ionizante→ lesões do DNA→ mutagénese
raios x→ lesões do DNA→ mutagénese
UV→ radicais tóxicos→ oxigénio singleto
métodos de conservação e esterilização
conservação
frio
desidratação
agentes osmóticos
conservantes químicos
esterilização
calor: seco ou húmido
radiações: raios gama, raios x ou UV
filtração
agentes químicos
classifique as bactérias segundo as suas fontes de energia
fototróficos: luz solar→ energia química
quimiotróficos (transferência de eletrões):
quimioheterotróficos/ quimioorganotróficos: compostos orgânicos reduzidos→ compostos inorgânicos oxidados
quimiolitiotróficos: compostos inorgânicos reduzido→ compostos inorgânicos oxidados
autotróficos: CO2→ compostos inorgânicos
heterotróficos: compostos orgânicos→ energia
Transporte de nutrientes
todos os tipos de transporte→ passivo, facilitado e ativo
2 em especial:
transportadores ABC( ATP-binding cassete)
transporte PEP-PTS( com translocação de grupo)→ exclusivo de procariotas
transportadores ABC( ATP-binding cassete)
transporte ativo primário que usa energia direta da hidrólise do ATP para bombear nutrientes para dentro, mesmo contra o gradiente de concentração→ açúcares aminoácidos e iões
proteína de ligação ao substrato: em gram negativas ligam-se no espaço periplasmático e gram positivas ancoram à face externa da membra
domínio transmembranar (poro): 2 proteínas integrais formam o canal
domínio citoplasmático(cassete): duas proteínas na face interna hidrolizam o ATP

transporte PEP-PTS
transporte por translocação de grupo
PEP= fosfoenolpiruvato→ fonte de energia dadora do grupo fosfato (grupo P)
1-no citoplasma, PEP doa grupo P a enzima EI→ piruvato
2-EI transfere o grupo P → Hpr transfere → EIIA transfere→ EIIB ativa EIIC(poro membranar)→ glicose/manitol no exterior liga-se a EIIC→ glicose/manitol entra já fosforilado

catabolismo
processo de quebra de moléculas para gerar energia ATP
1- degradação extracelular com exoenzimas→ digestão de macromoléculas→ micromoléculas resultantes são transportados pra dentro
2- glicólise: glicose + NAD+→ 2 piruvatos + 2 ATP+2NADH + H+
3- ciclo de krebs e cadeia respiratória: oxidação do piruvato→ 34ATP+ 8NADH+ 2FADH
*cadeia respiratória cria o NAD+ que será usado na glicólise

fermentação
na ausência de cadeia respiratória, NAD+ pode ser obtido por fermentação
lática: 2piruvato + 2NADH→ 2ácido lático + 2NADH + 2ATP
alcoolica: 2piruvato - 2CO2→ 2acetaldeído + 2NADH + 2H+→ 2álcool etílico + 2NAD+
NAD+ vão para glicólise

agentes antibacterianos
compostos químicos usados para tratar infeções provocadas por bactérias. podem matar ou inibe o seu crescimento
antibióticos ou derivados
Paul Ehrlich
bala mágica
→ criador dos corantes químicos que pintavam exclusivamente um tipo de bactéria
→ logo, era possível criar um composto químico que matasse especificamente o microrganismo patogénico
Sahachiro Hato
→salvarsan: primeiro antimicrobiano para sífilis
*estudo juntamente com Paul Ehrlich
Gerhard Domagk, jacques e Teherese Trefouel
descobriram as sulfonamidas→ primeiro antimicrobiotico sintéticos de largo espetro → trava a produção de ácido fólico(essencial para bactérias)
penicilina
descoberta acidental por alexander fleming
eficácia demonstrado por Florey, Chain e Heatley
determinação da suscetibilidade de uma bactéria a um antibiítico
MIC( concentração mínima inibitória): a que concentração a bactéria para de se multiplicar
vários isolamentos com diferentes concentrações progressivas de antibiótico, todas a partir de uma mesma origem
a concentração mais baixa sem proliferação é a MIC
método E-test→ tiras com quantidade crescentes de antibiótico
método kirby-bauer→ discos de antibióticos
MBC( concentração bactericida mínima): a que concentração as bactérias foram efetivamente eliminadas
seleciona-se os teste de MIC sem crescimento visível e fazer uma nova incubação com cada um deles
a concentração mais baixa que apresentar uma ausência total ou redução de 99,9% de bactérias é a MBC
características importantes de quimioterápico
toxicidade seletiva
espectro de ação
capacidade de chegar até os locais de infeção
metabolismo no hospedeiro
duração do tratamento
interação com outros fármacos
mecanismos de ação antibióticos→ cicloserina
cicloserina→ inibidores de peptidoglicano
produzia por Streptomyces
ocorre dentro do citoplasma
inibidor competitivo das enzimas D- alanina racemase e D-alanil-D-alanina sintetase→ NAG não consegue se ligar ao NAM
espectro de ação reduzido→ não é um antibiótico de primeira escolha

mecanismos de ação antibióticos→ bacitracina
bacitracina→ inibidor de peptidoglicano
produzida por Bacillus
espectro de ação reduzido: só gram positivas e Neisseria
usado em aplicação tópica
NAG e NAM sintetizados no citoplasma e precisa sair para juntar à parede → liga-se ao transportador bactoprenol (molécula transportadora do monómero)→ inibe a ação do transportador

mecanismos de ação antibióticos→ vancomicina
vancomicina→ inibidor de peptidoglicano
produzido por Streptomyces
espectro de ação reduzido: só gram positivas e Neisseria
usado para tratar infeções pro Sterptococcus, Staphylococcus e Clostridium
molécula muito grande, não passa a membrana
causa um impedimento estérico ao se ligar ao D-alanil-D-alanina na ponta do percursor do peptidoglicano→ inibidor de D-Ala-D-Ala
mecanismos de ação antibióticos→ beta- lactâmicos
Penicilina e Cefalosporina→ possuem um anel de 4 carbosnos( beta-lactâmico)
anel beta- lactâmico liga-se às enzimas transpeptidases que estão na face externa da membrana→ inativa permanentemente a enzima→ impede que essa enzima faça a ligação dos monómeros vizinhos
ambas são destruídas por beta- lactamases que é um mecanismo de resitência das bactérias
penicilina atua em gram +→ não atravessa memb. ext das gram -
penicilina G via intravenosa ou intramuscular→ destruida no ácido do estômago→IV maior concentração no sangue, mas dura menos tempo/ IM (bezetacil) liberta mais lentamente, menos concentração no sangue, dura mais tempo

outros inibidores de peptidoglicano na família das penicilinas
penicilina G é a original→ destruída por via oral e pelas beta-lactamases, não afeta gram -
penicilina V→ +estável no estómago→ 1ª para via oral
ampicilina→ atravessa a memb. externa das gram - e ativa em via oral
carbenicilina→ oral e espectro alargado nas gram -
meticilina→ resistente às beta-lactamases através de impedimento estérico que protege o anel, mas menos ativa que a penicilina G
ticarcilina→ anti pseudomonas (bactérias com alta resistencia por beta-lactamicos) e mais ativa

outros inibidores de peptidoglicano na família das cefalosporinas
1ª geração
atividade excelente conta gram +, mas pouca para gram -; suscetível a beta- lactamases
2ª geração
impedimento estérico que resiste às beta-lactamases; espectro expande para cobri gram -
3ª geração
aumentam muito a afinidade com gram - ao poder passar pelas porinas da memb. externa
outrso mecanismos de ação antibiótica→ inibição de sintese proteica
inibidores de síntese proteica→ ataque aos ribossomas
aminoglicosídeos (amicacina, canamicina neomicina)→ ligam-se a subunidade 30S→ erro de leitura do mRNA→ proteínas defeituosas que destroem a própria membrana
tetraciclinas( doxiciclina e clorotetraciclina)→ primeiro antibiótico com largo espectro de ação com o mesmo mecanismo anterior
ligam-se ao cálcio, o que diminui a sua atividade e induz descalcificação
muito usado na pecuária como promotores de crescimento→ promove a resistência cruzada
clorofenicol→ liga-se a 50S e bloqueia a síntese→ elevada toxicidade (pouco usado)
macrólidos(eritromicina, calritromicina, azitromicina)→ atingem elevadas concentrações dentro da células eucariotas→ para infeções intracelulares como a Legionella pneumophila
mecanismos de resistência bacteriana
bombas de efluxo:
sistema de ejeção ativa→ bombeiam antibióticos para fora ativamente antes que consigam atingir seu alvo→ eritromicina e tetraciclinas(ação citoplasmática)
existem vários tipos de bombas pertencentes a famílias diferentes
impermeabilidade
extrusão
inativação
alteração do alvo
uso de vias alternativas
antibacterianos sintéticos
Sulfanamidas (sulfametoxazol, trimetropim, dapsone)→ bloqueia produção de ácido fólico por mimetismo da PABA→ essencial para produção de DNA
principal mecanismo de resitência: vias alternativas para obter o ácido fólico
Quinolonas ( ciprofloxacina, levofloxacina, moxifloxacina)→atacam diretamente os ácidos nucleicos, inibindo as enzimas DNA girase e Topoisomerase→ impede desenrolamento do DNA na replicação
largo espectro de atividade, baixas taxas de resistência, muito usado em med e vet
principais mecanismos de resistência: bombas de efluxo e alteração de alvo
origem dos genes de resitência
genes cromossómicos
mutações, geralmente no alvo do antibiótico
plasmídeos
podem ser transferidos entre bactérias diferentes
podem transmitir vários genes de resistência
*em determinados casos a resistência é reversível
tipos de transferência horizontal de genes
transformação→ DNA livre é incorporado por uma bactéria competente→ o DNA livre vem de outra bactéria que sofreu lise
transdução→ DNA é transferido mediante um vírus bacteriófago→ erro onde o vírus introduz DNA bacteriano na sua replicação→ ao infetar novas bactérias transmite os genes da antiga hospedeira
generalizada→ fagos virulentos→ DNA tranferido de qualquer região
especializada→ fagos temperados→ DNA transferido localiza-se no local de incerção do profago
conjugação→ através do pili sexual há transferencia de DNA
bactéria dador (F+) estende o pili até a recetora(F-)→ o pili puxa a bactéria e forma uma ponte citoplasmática→ uma das cadeias de um plasmídeo é cortada e passa para a F- → F- sintetiza a cadeia e passam a ser ambas F+
reversível em alguns casos
ciclo dos bacteriófagos
ciclo lítico→ multiplicação e destruição
1-fixação/adsorção em recetores específicos na parede
2-injeção/penetração do seu material genético (DNA ou RNA) no citoplasma, deixando a cápside fora vazia
3-replicação e transcrição/biossintese→ DNA/RNA do vírus destrói o da bactéria e obriga os ribossomas bacterianos a fabricar proteínas virais e duplicar o seu material genético
4-montagem/maturação→ novas cabeças e caudas dos vírus são montadas e empacotam o DNA duplicado→ vírus temperado
5-lise/libertação→ destruição parcial da parede→ morte bacteriana
ciclo lisogénico→ vírus temperado infeta, mas não destrói
1 e 2 igual
3- integração/formação do profago→ DNA vírus integra-se diretamente no cromossoma
4-replicação→ fissão binária com transmissão do DNA viral
5-indução→ ao detetar perigo(stress ambiental) o profago solta-se do cromossoma bacterianos e entra em ciclo lítico