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Descrever a metodologia ABP
Segundo a UEL, a ABP é uma metodologia centrada no estudante, na qual a aprendizagem ocorre a partir da discussão de problemas previamente elaborados para estimular a construção do conhecimento. A prática se sobrepõe a teoria, estudo de forma ativa, o aluno identifica o q precisa aprender, busca informações e discute coletivamente sobre o tema. O professor atua como tutor, orientando e estimulando o raciocínio sem dar respostas prontas.
vigilância sanitária e segurança do paciente
A Vigilância Sanitária (VISA) atua para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde relacionados a produtos, serviços, ambientes e processos que possam afetar a população.
Ela está muito presente no nosso cotidiano.
Exemplos:
Produtos
medicamentos;
alimentos;
cosméticos;
produtos para saúde;
saneantes.
Serviços
hospitais;
clínicas;
laboratórios;
serviços de vacinação;
estabelecimentos de saúde.
Ambientes
estabelecimentos que manipulam alimentos;
ambientes de assistência à saúde;
outros locais sujeitos a riscos sanitários.
A VISA pode, por exemplo, inspecionar estabelecimentos, fiscalizar produtos, estabelecer normas e adotar medidas quando existe risco à saúde.
🛡 Segurança do paciente
Aqui existe uma ligação muito importante:
Vigilância Sanitária → redução de riscos → serviços mais seguros → maior proteção do paciente.
Segurança do paciente significa reduzir o risco de danos desnecessários associados à assistência à saúde.
Exemplos de problemas que podem ser prevenidos:
erro de identificação do paciente;
erro de medicação;
infecções relacionadas à assistência;
falhas na comunicação entre profissionais;
quedas;
problemas durante procedimentos cirúrgicos.
Exemplo
Imagine que um hospital apresenta aumento de infecções relacionadas à assistência.
A vigilância e os serviços de saúde podem investigar:
higiene das mãos;
esterilização;
limpeza;
protocolos;
estrutura;
uso adequado de equipamentos;
processos de trabalho.
O objetivo não é simplesmente “achar um culpado”, mas identificar onde existe risco e como evitar que o evento aconteça novamente.
vigilância epidemiológica
É a parte da Vigilância em Saúde responsável por acompanhar continuamente doenças e agravos, identificando mudanças no seu comportamento para que medidas de prevenção e controle possam ser tomadas.
Segundo a lógica do SUS, ela envolve:
coletar → analisar → interpretar → divulgar informações → agir.
Objetivos principais
Detectar surtos e epidemias rapidamente;
Identificar mudanças na ocorrência das doenças;
Conhecer quem está adoecendo, onde e quando;
Identificar fatores de risco;
Orientar medidas de prevenção e controle;
Avaliar se as medidas adotadas estão funcionando;
Subsidiar políticas públicas.
👉 A vigilância não serve apenas para “contar doentes”. Ela transforma dados em ações de saúde.
Notificação compulsória e subnotificação
É a comunicação obrigatória à autoridade de saúde sobre determinados casos suspeitos ou confirmados de doenças, agravos ou eventos de saúde pública que estão definidos na legislação.
⚠ Importante: não significa que toda doença precisa ser notificada. Existe uma lista oficial de eventos de notificação compulsória, que pode ser atualizada pelo Ministério da Saúde.
A notificação pode ser:
imediata: comunicação em prazo muito curto, geralmente diante de eventos que exigem resposta rápida;
semanal: comunicação dentro do prazo estabelecido para os eventos dessa categoria.
Exemplos
Dependendo da situação e da lista vigente, podem envolver doenças e eventos como:
dengue e outras arboviroses;
meningites;
sarampo;
tuberculose;
violência;
acidentes por animais peçonhentos;
surtos;
eventos de saúde pública de importância.
Por que notificar?
Porque uma única informação pode ajudar a perceber um problema maior.
Caso → notificação → informação → análise → investigação → ação de saúde pública.
Descrever a Vigilância em Saúde, sua importância e sua função
A Vigilância em Saúde é um conjunto de ações voltadas para identificar, monitorar, prevenir e controlar riscos, doenças e agravos que podem afetar a população.
Ela não olha apenas para quem já está doente. Ela procura entender o que está acontecendo na população e quais fatores podem causar problemas de saúde.
Vigilância Epidemiológica: acompanha doenças e agravos, surtos e epidemias.
Vigilância Sanitária: controla produtos, serviços e ambientes que podem oferecer riscos à saúde.
Vigilância Ambiental: monitora fatores ambientais, como água, ar, solo, desastres e vetores.
Vigilância em Saúde do Trabalhador: acompanha riscos e doenças relacionados ao trabalho.
A ideia principal é:
Vigilância em Saúde → coleta informações → analisa → identifica riscos → toma medidas para proteger a população.
Exemplo: começam a aparecer muitos casos de dengue em determinada região. A vigilância identifica o aumento, investiga a situação e orienta ações de controle do mosquito e assistência à população.
Relatar a importância da ética em pesquisa e do TCLE
o conhecimento científico não pode ser obtido às custas da violação dos direitos dos participantes, respeitando os principios de autonomia, beneficência, não maleficencia e justiça.
TCLE: termo de onsentimento livre e esclarecido, o participante recebe informaçoes sobre a pesquisa e manifesta sua decisao de participar. Respeita a autonoma do paciente. Ele foi sendo construído ao longo da história, principalmente em resposta a abusos cometidos em pesquisas com seres humanos. Após a Segunda Guerra Mundial, foram julgados médicos envolvidos em experimentos realizados em prisioneiros nos campos de concentração nazistas. O julgamento levou à criação do Código de Nuremberg, que estabeleceu princípios éticos para pesquisas com seres humanos.
Caracterizar índices e indicadores em epidemiologia e diferenciá-los
Indicador: monitora e aavalia a situação de saude de uma população.
Indice: sintetiza diferentes informações em uma medida
Taxa: representa velocidade ou ocorencia de um evento em uma população ao longo de determinado periodo.
Incidencia: mede a ocorencia de casos novos em uma população sob risco durante determinado período.
Prevalencia: quantas pessoas tem a doença em uma populaçao.
Mortalidade: ocorrência de óbitos em uma população.
Letalidade: óbitos pela doença.
Morbidade: ocorrencia de doenças e agravos em uma população.
tipos de estudos epidemiógicos
Observacionais:
Transversal: fotografia da população em um determinado momento, mostra frequência e prevalência de doenças por exemplo.
Caso-controle: compara pessoas com e sem doenças, analisando a exposição.
Coorte: analisa quem foi exposto e acompanha quem vai ter a doença.
Ecológico: analisa grupo ou população, comparando regiões.
Experimentais:
Ensaio clinico randomizado: os participantes são distribuídos aleatoriamente em grupos (ex.: grupo intervenção e controle) e depois acompanhados para comparar resultados. Ex.: testar eficacia de um novo medicamento
diferenciar pandemia, endemia, epidemia
Endemia: ocorrencia esperada e habitual de uma doença em uma população ou região.
Epidemia: ocorrencia de casos de uma doença acima do esperado em determinada populçao, regiao e periodo.
Pandemia: epidemia com ampla disseminaçao geografica, atingindo varios paises ou continentes
Surto: aumento de casos restrito a area, grupo, instituiçao, comunidade ou local especifico.
Caso esporadico: casos que aparecem ocasionalmente e sem padrao.
Epizootia: epidemia em animais.
Sindemia: sinergia(efeito conjunto) mais epidemia, Condições de saúde + interação entre elas + contexto social/ambiental → agravamento do problema.Durante a COVID-19, discutiu-se o conceito de sindemia porque a pandemia não afetava as pessoas de maneira isolada.
pacto pela saúde
pacto pela vida
pacto pela defesa do sus
pacto de gestão do sus
modelo Flexneriano e Integralidade
Flexneriano: organização do estudo focado na doença e nas causas hospitalares, sem analisar o indivíduo como um todo. Divide o corpo humano e o saber médico em pequenas partes e especializações. Afasta o profissional da realidade social da população atendida.
Integralidade: analisa todo o contexto do indivíduo, a doença, o social, o ambiente, a cultura, integra várias áreas do conhecimento para poder também prevenir e cuidar como um todo.
Origem da ABP
UEL - ABP, surgiu no final da década de 1960, na Faculdade de Medicina da Universidade McMaster, no Canadá. Ela foi criada como uma resposta às limitações do ensino tradicional e à insatisfação dos educadores da época, que perceberam que um modelo baseado principalmente na memorização de conteúdos não preparava adequadamente os estudantes para enfrentar os desafios da prática profissional. A ABP busca integrar teoria e prática, preparando o estudante de forma ativa desde o início da formação acadêmica. A intenção era reformular o ensino médico, tornando o currículo mais integrado e preparando profissionais mais capacitados para enfrentar os desafios da prática clínica.
Diferença entre ABP e método tradicional
Método trad foca na transmissão e memorização de conhecimentos, professor responsável por transmiti-los, teoria acima da prática.
ABP integra prática e teoria de forma ativa no estudo, proporcionando a formação de profissionais capacitados para a resolução efetiva de problemas cotidianos na vida profissional.
surgimento das primeiras escolas médicas no mundo e no brasil
primeiras escolas médicas surgiram na idade média, principalmente na grécia, como a univ de Salerno itália. no Brasil foi com a chegada da família real, na bahia e no rio de janeiro, antes tinha europeus médicos, curandeiros, religiosos etc, práticas empíricas populares.
diretrizes curriculares nacionais de 2014
Redefinem a formação médica no Brasil, q deve ser generalista, humanista, critica, reflexiva e ética, voltada às necessidades de saúde da população e aos princípios do SUS. Antes a formação era pautada em doenças e hospitais, com prática no final do curso, sem compreender problemas intrínsecos à sociedade.
Quem foi Hipócrites e quais foram suas principais contribuições
Médico grego, “Pai da medicina”, ajudou a transformar a medicina em uma prática baseada na observação e na razão, em vez de explicações exclusivamente religiosas ou sobrenaturais. Separou medicina de religião e superstição (doenças poderiam ter causas naturais e tratamentos racionais), valorizou observação clínica (análise de sintomas e estudo), ética da profissão (juramento de Hipocrates), relação entre hábitos e saúde.
Analisar como o perfil dos indivíduos influencia na relação medico-paciente
Médico e paciente possuem seus valores, crenças, experiências pessoais e expectativas diferentes.
Médico: conhecimento científico, experiência profissional, valores e crenças pessoais, cultura, comunicação, possíveis preconceitos.
Paciente: cultura, religião, conhecimento popular, crenças e valores, medo, expectativas, experiências pessoais.
Diferentes pacientes com mesmas doenças precisam de análises individuais para uma conduta efetiva. O médico n precisa concordar, mas precisa respeitar e estabelecer uma boca comunicação
Descrever os fatores que impactam o processo saúde-doença — antropologia médica
A antropologia médica analisa n só os fatores biológicos, mas o perfil social do paciente (cultura, crenças, hábitos, condições fin.).
A cultura, a religião e as crenças influenciam em como o paciente enxerga a doença, quando procurar tratamento, quais profissionais ouvir, quais tratamentos aceita. As condições financeiras contribuem para a adoção do tratamento, o custeio de consultas e medicamentos, precisar trabalhar ou não (repouso), distancia aos centros de saude. A escolaridade influencia o entendimento da condição e até mesmo na manutenção do tratamento prescrito. Experiências anteriores podem trazer medo, desconfiança, resistência a seguir orientações.
Comparar medicina tradicional, medicina popular e PICS
Tradicional: baseada no modelo biomédico e nas práticas científicas institucionalizadas. Medicamentos, cirurgias , exames laboratoriais, tratamentos farmacológicos…
Popular: conjunto de saberes e práticas de saúde de determinada sociedade/ cultura. Pode envolver plantas, chás, benzeduras, práticas tradicionais.
PICS: Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. São práticas que podem ser utilizadas como formas complementares de cuidado. Acumputura, homeopatia, meditação, yoga…
No Brwsil existem PICS incorporadas ao sus, são reconhecidas e organizadas dentro de políticas de saúde.
PICS não significa abandonar a medicina convencional.
origem e evolução da saúde pública e do sus
Antes do sus, só tinha direito a atendimento médico que tinha carteira de trabalho assinada, os demais eram considerados indigentes na saúde e precisavam recorrer a centros filantrópicos. A reforma sanitária buscou mudar a lógica autoritária e excludente da saúde, a oitava Conferência Nacional de Saúde foi a primeira aberta a participação do povo e foi um marco da reforma sanitária. Estabeleceram as bases para a Constituição de 1988 no quesito saúde.
Marcos legais do SUS ( constituição, leis 8080 e 8142)
Art 196 A saúde é o direito de todos e um dever do estado
Art 198 Princípios organizacionais do sus (Descentralização, Integralidade e participação popular)
Art 200 Apresenta competências do sus, como vigilância sanitária e epidemiológica, ações de saneamento, saúde do trabalhador, fiscalização de alimentos e água etc
Lei 8080: Proposta por Collor que não queria participação popular e nem distribuição automática de recursos. Organização e funcionamento do sus, Responsabilidades dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, cada esfera com sua direção única.
Lei 8142 complementa a outra, participação da comunidade, a cada quatro anos a sociedade avalia as condições de saúde e o serviços, Transferências Inter governamentais de recursos financeiros, a lei determina que 70 por cento dos recursos devem ir para os municípios e apenas 30 por cento fiquem com o estado.
princípios do sus
Princípio doutrinário/ideológico: representam o coração do sistema, as ideias que fundamentam o direito à saúde, são a universalidade, a integralidade e a equidade.
Princípio organizacional/operativo: explicam como o sistema deve-se a estruturar fisicamente para colocar as ideias acima em prática, Isso é pautado na descentralização, regionalização/hierarquização(atencao 1, 2 e 3) E participação da comunidade.
funcionamento e gestão do sus
Direção única: apenas um comando em cada esfera de governo (federal:OMS, estadual: secretaria estadual da saúde, municipal: secretaria municipal da saúde) (evitar conflitos, facilitar decisões, fixar responsabilidades).
Questão tripartite CIT: Ministério da Saúde, Estados e municípios Decidem os rumos nacionais do sus por concurso obrigatório, Sem votação por maioria.
Questão bipartite CIB: comissão entre secretaria estadual e municipal para adaptar as regras a realidade local. Plano de saúde com metas a cada 4 anos, Conselho de saúde que é mantido ao longo do tempo E relatório de gestão( prestação de contas). Contrapartida financeira é uma responsabilidade compartilhada, uma vez que os municípios devem gastar seus impostos na saúde, não apenas o estado.
controle social do sus
Participação da sociedade civil no planejamento e na fiscalização do sistema de saúde, regra da paridade(Aceito os compostos por 50% do povo e 50% trabalhador da saúde e prestador de serviço). conselhos de saúde com reuniões mensais fixas e conferências de saúde que acontecem a cada quatro anos.
Discutir os níveis de atenção e os diferentes pontos de atenção à saúde
1- APS porta de entrada do sus, nível mais próximo da população. Esf, Ubs, vacinação, pré-natal.
2- + COMPLEXIDADE, profissionais+ especializados, policlínicas, procedimentos + específicos.
3- serviços de alta complexidade, maior tecnologia e estrutura, hospitais de grande porte, UTI, Cirurgias complexas, transplantes, etc.
Pontos de atenção= UBS, CAPS, hospital, maternidade, ambulatório especializado.
Analisar a organização e a importância das Redes de Atenção à Saúde
Redes de Atenção à Saúde — RAS são uma forma de organizar os diferentes serviços do SUS para que eles funcionem de maneira integrada. Garantir que o paciente tenha cuidado contínuo,integral, encaminhamento quando necessário. a operacionalização da RAS acontece pela interação de três elementos constitutivos:
RAS =
População + Região de Saúde
Estrutura operacional(Pontos de atenção + sistemas de apoio + sistemas logísticos + governança.)
Modelo de atenção à saúde
Explicar os mecanismos de planejamento, pactuação, regulação e organização da assistência à saúde
Planejamento: o que a população precisa e como atender a essas necessidades.
Pactuação: o união, estados e municípios trabalhando de forma articulada. Responsabilidade, metas, ações e organização dos serviços. Ex encaminhar um paciente de um município a outro.
Regulação: organizar e controlar o acesso aos serviços de saúde, garantir que o paciente seja caminhado para o serviço adequado. Evita que determinados serviços fiquem sobrecarregados e outros fiquem subutilizados.
Organização da assistência: fazer com que os serviços estejam estruturados e articulados para atender às necessidades da população.
Relatar os processos de referência e contrarreferência
Referência: quando o paciente é encaminhado para outros serviço ou profissional de maior especialização ou complexidade.
Contrarreferência: quando paciente retorna ao serviço de origem, levando informações sobre o atendimento realizado
Protocolo de Manchester
O Protocolo de Manchester é uma ferramenta de classificação de risco utilizada nos serviços de urgência e emergência. Ele estabelece uma linha de raciocínio para avaliar a gravidade e a prioridade de atendimento dos pacientes, a partir da queixa principal, dos sinais, sintomas e dos chamados discriminadores. A partir dessa avaliação, o paciente é classificado em uma das cinco categorias de prioridade, representadas pelas cores vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. O protocolo não tem como objetivo estabelecer um diagnóstico, mas identificar o grau de urgência e organizar o atendimento de acordo com a necessidade clínica, e não pela ordem de chegada.
o que as DCNs de 2014 queriam mudar na formação médica
As DCNs de 2014 orientam a formação de um médico generalista, humanista, crítico, reflexivo e ético, preparado para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde e alinhado às necessidades da população e do SUS, não apenas focado nas demandas hospitalares e no tratamentode doenças.
PDR PPI NOBs
PDR (Plano diretor de regionalização): mapa do sus, o que cada região precisa e quais serviços possui
PPI (Programação pactuada e integrada): quem vai atender quem e quanto de atendimento será disponibilizado
NOBs (Normas operacionais básicas): regulamentam gestão, responsabilidade de cada estação e financiamento