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Flashcards abrangentes sobre os temas de anestesia geral, regional, farmacologia dos anestésicos locais, sedação e bloqueadores neuromusculares baseados na aula.
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Anestesia Geral
Estado reversível de inconsciência, amnésia, analgesia e imobilidade.
Os 4 Pilares da Anestesia
Inconsciência (hipnose), analgesia, imobilidade e estabilidade autonômica.
GABA
Neurotransmissor inibitório sobre o qual agem os anestésicos inalatórios e o propofol, potencializando a inibição cerebral.
NMDA
Receptor excitatório do cérebro; anestésicos que agem aqui cortam a comunicação entre o corpo e o cérebro.
Avaliação Pré-Anestésica
Fase inicial para conhecer comorbidades do paciente e reduzir ansiedade, podendo incluir benzodiazepínicos.
Indução Anestésica
Momento crítico dentro do centro cirúrgico onde se induz o coma, o paciente perde reflexos de proteção e é realizada a entubação.
Recuperação Anestésica
Fase em que o paciente retoma os sentidos, reflexos de tosse e respiração espontânea, culminando na extubação.
Anestesia Inalatória
Técnica onde o gás entra pelo pulmão e atinge o cérebro via vaporizadores; comum em crianças devido à dificuldade de acesso venoso.
Anestesia Intravenosa Total (TIVA)
Administração de anestesia exclusivamente pela veia através de bombas de infusão, como o propofol.
BIS (Índice Bispectral)
Monitorização obrigatória na anestesia venosa total para avaliar a profundidade anestésica; alvo cirúrgico é 40−60.
Anestesia Balanceada
Técnica que combina indução venosa com manutenção inalatória para usar doses menores de cada droga.
Manobra de Sellick
Compressão da traqueia realizada em induções de sequência rápida para pacientes que não estão em jejum.
Linha de Tuffier (Intercristal)
Linha imaginária entre as espinhas ilíacas superiores que passa sobre L4 e L5, guiando a punção do neuroeixo.
Raquianestesia
Punção da dura-máter com injeção de anestésico (2 a 4ml) no líquor, gerando bloqueio motor denso e início rápido.
Solução Hiperbárica
Anestésico com densidade maior que o líquor devido à presença de glicose, sendo altamente dependente da gravidade para sua dispersão.
Trendelenburg
Posição com cabeça mais baixa que os pés que faz a solução hiperbárica migrar para níveis mais altos.
Tríade da Hipotensão
Conjunto de queda da resistência vascular sistêmica, queda do débito cardíaco e bradicardia no bloqueio de fibras simpáticas.
Peridural
Técnica que não perfura a dura-máter, utilizando volumes de 20−40ml de anestésico que atinge a raiz nervosa por difusão.
Hanging Drop
Técnica para identificar o espaço peridural onde uma gota na agulha é sugada após atingir o referido espaço.
Cefaleia Pós-Punção
Complicação exclusiva da raquianestesia por perda de líquor; trata-se com o "blood patch" (injeção de sangue no espaço peridural).
LAST (Toxicidade Sistêmica)
Toxicidade por anestésico local caracterizada por gosto metálico, zumbido, agitação, convulsão e risco de morte.
Hematoma Peridural
Acúmulo de sangue por lesão vascular no neuroeixo; contraindicação absoluta para pacientes em uso de anticoagulantes.
Anestesia Regional
Técnica que causa apenas analgesia e relaxamento muscular unilateral sem perda da consciência, como no plexo braquial.
Plexo Braquial
Estrutura nervosa de C5 a T1 (podendo variar de C4 a T2) responsável pela inervação do membro superior.
Bloqueio Interescalênico
Acesso ao plexo braquial entre os músculos escalenos (C5−C7), com risco de paralisia temporária do nervo frênico.
Síndrome de Horner
Complicação por bloqueio da cadeia simpática cervical que causa ptose, miose e anidrose.
Mecanismo de Ação dos Anestésicos Locais
Bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes no lado interno do neurônio, impedindo a despolarização.
Ésteres
Classe de anestésicos locais com metabolismo plasmático e maior potencial alérgico devido à produção de PABA.
Latência Anestésica
Propriedade determinada pelo pH que define o tempo para o início da ação do anestésico.
Lidocaína
Anestésico local versátil de latência rápida; dose máxima de 4,5mg/kg. Proibida em raquianestesia.
Bupivacaína
Anestésico de longa duração (6−8 horas) indicado para peridural, mas com risco de cardiotoxicidade; dose máxima de 3mg/kg.
Ropivacaína
Anestésico local semelhante à bupivacaína, mas com perfil de maior segurança para o coração; dose máxima de 5mg/kg.
SRAA (Sistema Reticular Ativador Ascendente)
Rede de neurônios no tronco encefálico que mantém o estado de alerta, vigília e atenção.
Benzodiazepínicos
Moduladores positivos dos receptores GABA que induzem o sono e promovem amnésia anterógrada.
Cetamina
Anestésico dissociativo e antagonista NMDA que mantém o drive respiratório e reflexos, além de possuir efeito analgésico.
Dexmedetomidina
Agonista alfa-2-adrenérico que atua no locus coeruleus, promovendo sedação cooperativa semelhante ao sono fisiológico.
Classificação ASA
Escala de risco cirúrgico que vai de I (saudável) a VI (morte cerebral); grávidas são sempre ASA II.
SOAPME
Equipamentos obrigatórios para sedação: Aspirador, Oxigênio, Via Aérea, Drogas emergências, Monitorização e Desfibrilador.
Escala de Ramsay
Escala usada no centro cirúrgico e UTI para avaliar o nível de consciência do paciente.
CAM (Concentração Alveolar Mínima)
Medida de potência de anestésicos inalatórios; quanto menor o valor, mais potente é o gás.
Sevoflurano
Anestésico inalatório moderno com odor agradável, ideal para indução em crianças por não irritar as vias aéreas.
Desflurano
Gás de despertar mais rápido, porém irritativo para as vias aéreas, podendo causar laringoespasmo.
Óxido Nitroso
Único gás não halogenado utilizado para analgesia; contraindicado em cavidades aéreas fechadas pelo risco de pneumotórax.
Hipertermia Maligna
Crise genética desencadeada por gases halogenados com febre >40∘C, rigidez muscular e urina cor de coca-cola.
Dantrolene
Único antídoto para a hipertermia maligna, agindo para estacionar a destruição muscular.
Receptores Mu ($\mu$)
Principais receptores opioides na anestesia, responsáveis pela analgesia supraespinhal e depressão respiratória.
Remifentanil
Opioide de metabolismo plasmático e meia-vida curta, ideal para infusão contínua em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Naloxona
Antídoto antagonista puro de receptores opioides indicado para reversão de depressão respiratória grave.
Succinilcolina
Bloqueador neuromuscular despolarizante de início ultrarrápido (30−60 segundos), podendo causar fasciculações e hipercalemia.
Rocurônio
Bloqueador neuromuscular não despolarizante de início rápido, reversível especificamente pelo Sugamadex.
Eliminação de Hofmann
Degradação química independente de rins e fígado, característica do atracúrio e cisatracúrio.
Neostigmina
Inibidor da acetilcolinesterase usado na reversão de bloqueadores neuromusculares, devendo ser administrado com atropina.
Sugamadex
Estrutura sintética que encapsula moléculas de rocurônio ou vecurônio no plasma para reversão rápida do bloqueio.