Expansão do Canto gregoriano-- Tropos

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Como ocorre a expansão do canto gregoriano?

Criação do repertório final do IX- era já definido repertório.

Considerado sagrado n pode ser mudado- substituição das melodias estabelecidas era pensado como impensável- ainda assim expandir o repertório- novas festas litúrgicas com recenete instituição (novos santos, novas igrejas) aproveitaram a novidade para expandir repertório.

Principal forma de expansão- processo conhecido como tropação- todos os géneros de canto mas sobretudo as do ordinarium da missa.

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O que é um tropo (tropus)?

Um tropo é uma adição e/ou textual a um canto preexistente (interpolados no fim, início, etc.)

Enquadrado no novo mas o original não mudava

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Quais são as categorias de tropos?

Tropo de uma frase musical

  • Tropo de um texto aplicado a melisma pré-existente (prosula)- particularmente frequente nos alemias (aleluias???) (tipologia de canto); tbm nos do ofertório, gradual da missa- carácter mais solístico

  • Tropo de um novo verso ou versos, consistindo de texto e música (tropus, laudes, versus, farsa- terminologia nas fontes medievais é inconsistente, que se mantém de alguma forma nas edições modernas, ainda que se tente simplificar)

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Século IX e X- contexto?

Menção específica mais antiga conhecida de tropos é um decreto do Concílio de Meaux (848)

Ataques normandos a Jumièges: 951 e 962

  • Um dos monges que fugiu dessa abadia para a de S. Galo levou consigo um livro contendo várias prosulae (tropos da segunda categoria, ou seja, só texto acrescentado).

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Porque se criam os tropos? (Visão geral histórica)

Presume se que a composição de tropos tenha sido iniciada na 1.º metado do IX

  • Repertorio parece ter conhecido um crescimento significativo, pelo menos em alguns centros entre 850 e 950

  • N houve uma instituição central que decidiu criação de tropos- localmente para novos santos, nova igreja, altar, etc.- nestes novos momentos houve a necessidade de criar novas composições e tropos. Tropos mais antigos- forma de manter viva tradição local e adaptá-la às novas necessidades.

  • Tropos e movimentos de reformas monásticas

  • cluniacenses- que eliminaram por completo os tropos

  • Cistercicenses fizeram reforma de seu canto que n previa qualquer lugar para os tropos

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Sobre os Cantos do Ordinário da Missa e Tropos. Dê um exemplo.

Cantos do Ordinário: Continuaram igualmente a expandir se após o IX.

Cantos do ordinário não eram escritos por serem simples, repetidos e todos sabiam de cor. N eram consideradas parte das composições de gregório, e portanto n eram santas.

Os Tropos

  • Maioria de origem muito antiga mesmo- mas sem estrutura salmónida.

  • Menos elaborados do que cantos da missa, graduale, comunhão.

  • Estes cantos foram objeto de origem a muitas missas polifónicas no final da idade média- usadas como base a elaborações sucessivas.

Exemplo: Gloria in excelsis Deo

  • Tropo de um Gloria.

  • Vozes femininas que aqui cantam o original e masculinas os tropos.

  • Neste caso intercalado com o texto origem (Verso original/tropos/ etc.)

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Comentários. Comente sobre o conceito de “glosa”.

  • Quando identificamos um tropo é muito difícil determinar a datação relativa dos tropos- acréscimos forma feitos em camadas- estas edições à liturgia constituem formas de comentários sobre a litúrgia mas também sobre os textos em si- acrescentar significado textual, mas tbm momento especifico da liturgia. Quando cantos do ordinário começaram a ser escritos no X- começaram a ser acompanhados por comentários. Temos exemplo importante em relação à tradição exegética (séc IV,...). Nesta altura no X encontramos tendência para a produção de versões glosadas da bíblia e salmos.

  • Conceito de “glosa” é crucial:

    • Glosa- comentário mas mais breve- tradição exegética clássica. Edições pontuais que explicam frases- quase como as notas académicas. Entre linhas ou nas margens. Explicar palavras mais complicadas ou estruturas gramáticas complexas, conceitos teológicos que podiam ser ambíguos. Tentativa de entender melhor foi muito comum nesta altura

 

Página de St. Gall 159 com gloses interlineares escritas pela mão de Ekkehard IV (980-c. 1060), que escreveu uma historia do mosteiro, incluindo descirções de Notker e seus companheiros

  • Prov feito para leitura durante as refeições- acrescentar muitas gloses a partir de sua perspetiva- incluir correções, esclarecimentos, introdução de pontuação. Tornar a leitura mais clara e acessível.

  • Coloca na interlinha e nas margens

  • A nível paleográfico se estudarmos como letra é escrita podemos identificar continuidade a escrever as várias glosas- ou seja livro de uso pessoal.

  • Adição de glopsas tornou se amplamente difundida a parir do X

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Kyrie e o conceito de glosas.

Frequentemente objeto de glosas

  • “Kyrie eleison

  • Christe eleison

  • Kyrie eleison”

  • Eleison piedade. Lyrie senhor.

  • Melisma longo- propicio à inserção de texto- associado a penitênciais. Texto grego original tripartido era efetivamente uma súplica.

  • Kyrie tinha estrutura estável com forma musical AAABBBCCC (ou CCD)

  • Grande melisma entre kyrie e “E(leison) e ainda outro grande melisma entre (-leison)

  • Entre estes grandes melismas, mantendo o melisma, adiciona-se texto.

  • Alguns dos melismas adicionados no ordinário forma tão bem conhceicodos que começaram a circular como formas melódicas- reutilização em outros textos

  • Kyrie Cunctipotens genitor- melodia utilizada para o it missa est (que conclui missa) e para terminar as horas de ofício.

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Gloria e Tropos.

  • Também um texto ordinário, segue imediatamente o Kyrie na liturgia da Missa, sem intervalo, é uma oração jubilosa e não é cantada nas estações penitenciais do Advento e da Quaresma.

  • Até hoje sobrevivem liber usualis- recorre às mais comuns melodias do canto gregoriano latim- c. 50 melodias de gloria

  • Liber usualis para identificar ..., kyries e glórias

  • Gloria- predominantemente silábico

  •  

  • Gloria IIII (Liber Usualis)

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Credo e Tropos

Credo- parte do ordinarium

Como funciona- credo são silábicas (aquele que expõe princípios fundamentais da fé cristã e portanto n foram adicionados muitos tropos; acrescento que tem problemas de ortodoxia, heresia. Algo muito delicado

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Sanctus e Tropos

Também parte do ordinarium (junto com agnus dei, n referido noutros cartões)

Sanctus- associado sobretudo à comunhão

Duas partes: Sanctus e Benedictus

Sanctus, Sanctus, Sanctus Dominus Deus Sabaoth

Pleni sunt cæli et terra gloria tua

Hasana in excelsis!

Benedictus qui venit in nomine Domini

Hosane in excelsis!

 

Este mesmo texto é tbm entoado na liturgia judaíca

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Glosas- Aleluia

  • Alleluia posicionado imediatamente antes da proclamação do Evangelho, um dos momentos mais significativos da missa. Leitura do Evangelho lida como receção de procissão na igreja- trazer livro dentro da igreja. Livro como objeto de luxo. Momento da procissão- propicio a desenvolvimento musical mais elevado.

  • Alleluia tem algumas carateristicas especificas- mais flexibilidade. Estrutura tripartida: aleluia, verso, aleluia. Aleluia é o grande melisma- que tem nome específico- jubilus.

  • É um canto solístico

  • Valorizado por músicos medievais- espaço para demonstração da capacidade do solista

  • Podia ser desafiante para coro. Existe capacidade de retenção auditiva e domínio técnico. Se queremos aprender nova melodia é mais fácil em texto.

 

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Introduza Notker balbulsu (Notker, o Gago) de S. Galo (c.840-912)

  • Poeta, escriba, historiador, cantor, compositor- descrito como “fraco de corpo, embora não de espirito, gago na voz mas não no espírito” e “muito competente na decoração, leitura e composição”

  • Forma normal era aleluia, versículo (tipicamente dos salmos), aleluia. Forma de aleluia mudou nas grandes festas- igual no inicio mas n se volta a repetir aleluia mas uma nova melodia muito mais extensa- Notker escreveu seu livro de composições musicais- coleção de textos para estes grandes melismas do aleluia.

  • Notker relata que um monge fugia dos ataque snormandos a Jumièges, chegou a S~\ao Galo com um livro contendo textos que ele tinha composto para estas longas melogias

  • Notker começou a compor textos para as melodias e reuniu estas sequências no LIber hymnorum(n eram hinos though, eram sequências).

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Sequências atribuídas a Notker Balbulsu

As duas linhas e cada estrofe são colocadas na mesma melodia, resultando na forma musical ABBCCDD

Consideradas obras de poesia litúrgica.

Melodias das primeiras prosas são menos ornamentadas

Notker colocou novas palavras em melodias que teria aprendido a oeste do Reno

Em Sancti Spiritus assit nobis gratia, Notker adaptou o texto à longa melodia chamada Occidentana, que também foi usada no repertório de sequências da Francia Ocidental para a sequência Rex omnipotens die hodierna.

 

Melodias_ até cerca do ano 1000 conhecemos c. de 150 melodias, mas só 30 tinham deslocação internacional. Ocidentana é uma destas.

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Quem foi Adémar de Chabannes

Também um monge que teve papel importante na expansão do canto gregoriano

  • Centenas de comentários musicais estavam a ser cimpostos nos séculos X e XI

  • Manuscrito do século XI paros, BN lat. 1121

  • Manuscrito tem formato reduzido- manuscrito destinado a uso individual. Todos os cânticos copiados- tropos, tractus, ofertorium-pressupõem todos um solista

  • Notação aquitana (encontra se na peninsula ibérica desde o XI ao XV).

  • Monge residente na Abadia de S. Marcial em Limoges.

  • Alguns destes cantos aparecem com alturas especificas agora neste documento litúrgico

  • Ler a altura especifica das notas- e reconstruir melodias

  •  

  • Os tropos para o introito Resurrexi e a importância de Quem quaeritis

  • O Introito gregoriano Ressurrexi, destinado ao Domingo de Páscoa, é um entre muitoos cânticos do próprio da missa que forma transformados por meio da adição de tropos nos manuscritos

  •  

  • Quaem quaris- tem história de grande desenvolvimento, e voltaremos- dar origem a drama litúrgico

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Inovação e criativadade nos séculos X e XI. Relações com a notação musical

Os séculos X e ínicio do XI foram tempos extraordinariamente criativos para a música: os músicos escreveram novos Ofícios, melodias para o Ordinário da Missa, tropos, sequênicas e dramas litúrgicos

 

Foi provavelmente a presença de tanta nova música que causou a necessidade de meios mais precisos para a notação musical.

Mosteiro de Limoge muito importante- difusão de nova técnica.

N significa que música tinha deixado de ser uma arte da memória mas permitiu a crescente possibilidade de aumentar o repertório sem um excessivo esforço de memória

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Defina uma sequência

  • A sequência é uma categoria de canto latino medieval que floresceu aproximadamente entre 850 e 1150

  • A sequência destacou-se tanto pela sua relevância musical como pelo seu valor literário.

  • Após ano 1000 n.º de manuscritos com sequências aumentou

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Prosa: definição

  • “Prosa” é o nome do texto para uma sequência. O termo era por vezes usado em fontes medievais para textos de outros tipos de cânticos, por exemplo Kyries, ou para texto sob melismas (um fenómeno melhor referido como “Prosula”). Inconsistência na terminologia.

  • Uma prosa é um texto latino construído principalmente em dísticos- ou seja pares de linhas textuais cantadas sobre a mesma frase textual- frases textuais contém mesmo número de silabas. Dísticos podiam ter comprimento variável

Notação: neuma, figura que desce. Linha melódica que se repete.  Repetição da música aplicada a um dístico- como se traduz nos manuscritos. ´