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212 Terms

1
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D-glucose

  • ose simples

  • obtida através da hidrólise enzimática do amido

  • administração parentérica

  • funções vão depender da percentagem presente:

    • 5 a 10%: na prevenção da desidratação intra e extracelular, hidratação, profilaxia e tratamento de cetose (desnutrição), aporte calórico e como veículo de aporte terapêutico

    • 15, 20, 30 e 50%: nutrição parentérica e hipoglicemia; é de perfusão lenta, sendo utilizada em casos de glicosúria, acetonúria e caliemia, e faz suplementação de insulina e potássio

2
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D-frutose

  • ose simples

  • obtida por hidrólise da inulina, ou a partir do açúcar invertido

  • É utilizada na alimentação parentérica de diabéticos e desportistas

  • edulcorante

3
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D-sorbitol

  • ose simples

  • Hidrogenação da glucose

  • Laxativo osmótico (retenção de água e eletrólitos)

  • Ácidos estimulantes do peristaltismo

  • Colecistocinético

  • Administração parentérica (5, 10%) = glucose

  • Edulcorante (E420)

  • Diabéticos (-> frutose -> glicogénio)

  • Farmacotecnia: regulador de humidade (pós), retardamento da cristalização, textura (formas pastosas

4
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Xilitol

  • ose simples

  • Edulcorante (E967)

  • Xaropes

  • Não acidogéneo

  • Ação sobre Streptococcus mutans (saliva, placa dentária),

  • Prevenção da cárie, estimulação do fluxo salivar

  • Problemas gastrointestinais por consumo excessivo (flatulência, diarreia)

5
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D- sorbitol, uso:

Obstipação, dispepsia

Fermentação lenta, baixa o pH cavidade bucal

6
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D- sorbitol, Contra-indicações:

Colonopatia inflamatória
Síndrome oclusivo
Síndrome doloroso abdominal

7
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Xilitol, Contra-indicação

< 3 anos

8
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D-manitol

  • ose simples

  • Diurético osmótico (via parentérica) - filtração glomerular, sem reabsorção tubular

  • Doses elevadas: + excreção Na+, Cl-, K+

  • Soluções hipertónicas (perfusão) – oligoanúria, edema cerebral, hipertensão intraocular

  • Edulcorante (E421)

  • Laxativo osmótico/ Colecistocinético -> Obstipação, dispepsia (via oral)

9
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Maná

  • ose simples

  • Manitol (70%), glucose, frutose, oligossacáridos

  • Obstipação

  • Fissuras anais, hemorroidas, cirurgia retal/anal

  • Náuseas, cólicas

  • Pode ser usado em pediatria

10
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D-glucosamina

  • ose simples

  • Estimulação das células formadoras de cartilagem -> Osteoartrose

  • Hipersensibilidade (crustáceos?)

11
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Ácido fítico

  • Antioxidante

  • Diminui o Colesterol

  • Diminui a absorção de Ca2+ -> Hipercalciúria – regime alimentar, calciúria, Litíase cálcica, Metabolismo do cálcio

12
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Lactose vs Lactulose

Lactose - Tem poder redutor, é um diluente
Lactulose - Não tem poder redutor, é principalmente um Laxante osmótico, mas é usado para obstipação
encefalopatia hepática (diminui a absorção e ajuda na eliminação do amoníaco)

13
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Amido

Encapsulamento molecular (não covalente), leva a:
- Estabilidade (térmica, química)
- Solubilidade e dispersibilidade
- Biodisponibilidade
- Interações
- Degradação (gástrica, ocular)
- Sabor, odor

Serve para:
- Princípios ativos
- Aroma e cor
- Cromatografia – moléculas quirais

14
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Sugamadex

ciclodextrina

Rocurónio, vecurónio -> Bloqueio neuromuscular

Serve para despertar após anestesias! Diminui o efeito dos neurobloqueadores.

15
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Acarbose

Formado por: Acarviosina + maltose
Sintetizado com: Actinoplanes sp. SE50
Serve para: Inibe a alfa-glucosidase, usado na diabetes tipo ii.

16
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Dextranos

alfa-D-glucopiranose

Produzido por: Lactobacillus, Streptococcus

Dextrano 70 em solução a 6%:
- Viscosidade e osmolaridade próximas da do plasma
(Possibilidade de ocorrência de reações de hipersensibilidade)

Dextrano 1
Prevenção de reações anafiláticas (bloqueio de anticorpos)
Colírios: insuficiência lacrimal, lentes de contacto

17
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Dextrano 70 em solução a 6%, Indicações:

Choque hemorrágico, traumático, toxi-infecioso, desidratação,
queimaduras graves

18
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“Goma” xantana

Vem de uma couve, Xanthomonas campestris.

  • Estabilizante

  • Gelificante

  • E415

  • Saliva artificial

19
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Lentinano

Vem de cogumelos, como Lentinus edodes (Shiitake), Schizophyllum commune (Esquizofilano) e Coriolus versicolor (Krestin).

Imunoestimulante (Dectina-1)
- Proliferação de linfócitos
- Atividade dos macrófagos
- Produção de citoquinas

Usado no Cancro, como associação.

20
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Algas castanhas

Exemplos, Laminaria, Macrocystis, Fucus.

Sofrem lavagem ácida, Maceração a quente e precipitam com uma solução de alginato sódico, antes de serem usadas.
Depois deste processo obtemos Ácido algínico e alginatos.

21
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Usos de Algas castanhas na forma de Ácido algínico e alginatos.

Usados como excipiente em:
- Formulações retard e gastrorresistentes
- Espessante, ligante, desagregante
- Leites protetores (dermocosmética)
ex: Biafine.

Usados como Substância ativa em:
- Patologia digestiva (NaHCO3 , Al(OH)3)
Refluxo gastroesofágico, isofagite, pirose
- Compressas per- e pós-cirúrgicas e feridas crónicas Ca2+ : absorção de serosidades e desbridamento
- Hemostático
Feridas, úlceras hemorrágicas, odontologia
Ex: Gaviscon e proteses dentárias.

Usados como Aditivo alimentar em:
Ácido algínico (E400)
Alginatos: Na (E401), K (E402), NH4 (E403), Ca (E404)

22
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Algas vermelhas, Carrageninas

Excipiente
- Cremes, emulsões, pastas
- Cosmética

Terapêutica
- Obstipação
- Úlcera gástrica (neutralização da pepsina)
- Regimes de restrição
- Resfriados (carragenina: hidratação da mucosa nasal)

Indústria alimentar
- E407
- Estabilizantes, gelificantes, inibidores de cristalização
(produtos lácteos)

23
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Alga vermelha, Agar-agar (gelose)

Vêm de Gelidium, Gracilaria.
São usadas como:
- Pomadas, cremes, suspensões, emulsões
- Proteção gástrica
- Laxante mecânico
- Meio de cultura
- Espessante (E406)

24
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Inulina

Não tem poder redutor e é um bifinogenico, ou seja, uma fibra.

25
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Frutanas

Substância de reserva, Órgãos subterrâneos.
Não têm poder redutor, como a inulina e são pré-bioticos.

  • Colerético (produção de líquido vesicular) e colagogo (libertaçãode líquido vesicular)

  • Eliminação renal de água

  • Tratamento de distúrbios digestivos

26
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Gomas

São Polissacáridos heterogéneos e ramificados, Ácidos urónicos.
Vêm de um traumatismo
(polissacáridos da parede, amido), que é exsudado e depois passa por secagem.

27
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Goma estercúlia

Vem de Sterculia spp., S. urens, S. tomentosa.
Serve para:
Obstipação
Regimes de emagrecimento
Aparelhos de colostomia
Próteses dentárias

28
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Goma arábica

Vem de Acacia spp., A. senegal, A. seyal.

Serve para:
- Emoliente e béquico
- Estabilizante e emulsionante (E414)
- Encapsulamento de aromas

Incompatível com gelatina, sais de ferro, fenóis!!!

29
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Goma adraganta

Vem de Astragalus spp., A. gummifer.
Serve para:
Obstipação
Estabilizante (suspensões, emulsões)
Espessante (E413)

30
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Mucilagens

Formações histológicas especializadas

Retenção de água → desidratação das sementes → Germinação

31
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“Goma” de alfarroba

Vem de Ceratonia siliqua.
É uma mucilagem neutra.
É uma Galactomanana, tem 1 galactose (G) e 4 M.
Serve para:
- Regurgitamento do lactente
- Diarreia do lactente
- Regimes de emagrecimento
- Produtos lácteos (E410)

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<p></p>

“Goma” de guar

Vem de Cyamopsis tetragonolobus.
É uma mucilagem neutra.
É uma Galactomanana, tem 1 galactose (G) e 2 M.
Serve para:
- Baixar Hiperglicemia e insulinemia pós-prandial (insuficiente para diabéticos)
- Viscosidade: esvaziamento gástrico, absorção intestinal de açúcares
- Baixar Colesterolemia e LDL
- Afeções esogastroduodenais (Al, Mg)
- Refluxo gatroesofágico
- Espessante (E412)

Cuidado!!!
Ingestão desadequada de líquidos:
Obstrução esofágica
Oclusão intestinal

33
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Konjac

Vem de Amorphophallus konjac.
É uma mucilagem neutra.
Serve para:
- Regimes hipocalóricos
- Baixar Colesterolemia e LDLc
-Obstipação, antiácido
- Espessante (E425)

34
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Tília

É uma mucilagem ácida.
Constituída por 5 frações: D-galactose, L-arabinose, L-ramnose, ácidos urónicos.
Serve para:
- Problemas menores do sono
- Afeções dermatológicas
- Diaforético (causa transpiração)
- Afeções das vias respiratórias

35
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Alteia e Malva

São mucilagens ácidas.
Constituidas por Ramnogalacturonana, ácidos urónicos, galactose (pectinas).
São Anti-inflamatórios, Emolientes, Béquicos.
Usadas em:
- Tratamento sintomático da tosse
- Problemas digestivos
- Afeções dermatológicas
- Afeções da cavidade bucal

36
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Plantago

Vem de Tanchagem-maior P. major e Tanchagem-menor P. lanceolata.
É uma mucilagem ácida.
É um Emoliente e Anti-inflamatório (iridoides).
Usado em:
- Afeções dermatológicas (calmante, antipruriginoso)
- Irritação / desconforto ocular
- Afeções das vias respiratórias e orofaringe

37
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Linho

Vem de Linum usitatissimum.

Tem mucilagens, que fazem com que Absorção de água - aumenta a massa, humidade, acidez do bolo fecal, o que aumenta o peristaltismo.

Usado como:
- Laxante mecânico
(H2O)
- Emoliente
- Proteção (inflamação)~

Mas também tem lenhanhas e interolenhanhas com efeito estrogénico.


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Linho, Contraindicações:

Afeção do esófago
Oclusão intestinal
Hemorragia
< 12 anos
Grávidas, aleitamento
Cancro hormono-dependente

39
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Péctinas

Existem dois tipos distinguidos pela sua metilação.
Tipo 1 - ramificadas
Tipo 2 - líneares

  • Baixam a Colesterolemia e LDLc

  • Baixam Absorção de glucose

  • Aumentam Excreção de ácidos biliares

  • Biodisponibilidade de vitaminas

Uso:
Espessante do conteúdo gástrico
Obstipação
Regurgitamento do recém-nascido
Estabilizante e gelificante (E440)

40
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Lípidos

  • Ésteres de ácidos gordos e de um álcool ou de um poliol

  • Constituintes das membranas celulares, proteção e revestimento, reserva energética

  • Substâncias hidrófobas, solúveis nos solventes orgânicos apolares ou pouco polares, não voláteis

41
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Ácidos gordos ómega-3

Doença cardiovascular
Cancro
Doença de Alzheimer, demência e função cognitiva
Degeneração macular
Artrite reumatoide
Diabetes
Problemas de pele

Interações:
Anticoagulantes, antiagregantes plaquetários
Anti-hipertensores

42
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Lípidos complexos

C, H, O, N, P

ex: Amino-álcoois (Lecitinas), Polióis
(Fosfatidil-inositóis), Polióis fosfatados
(Fosfoinositósidos), Ácido α-glicerofosfórico.

43
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Lípidos simples

C, H, O

  • Acilgliceróis = Glicéridos
    Glicerol
    Simples / Mistos
    Triacilgliceróis

  • Céridos
    Álcoois alifáticos de PM médio e elevado
    Mono-hidroxilados, lineares, saturados (C14-C36), mono-insaturados (C14-C20)
    Ceras (proteção, revestimento)
    Reserva energética

  • Estéridos
    Álcoois com o núcleo fundamental do ciclopentano-per-hidrofenantreno

44
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Metabolitos lipídicos com importância fisiológica

Eicosanoides (C20)

45
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Corpos gordos

Misturas homogéneas nas quais predominam os lípidos (>90%)
* insolúveis na água, solúveis em solventes orgânicos apolares e nas soluções aquosas alcalinas
* densidade inferior à unidade

Estado físico:
Óleos - líquidos à T ambiente
Gorduras – consistência mole, fundem a T < 45ºC
Ceras – duras (…), fundem a T > 60 ºC, amolece entre os dedos

46
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Composição
química, Óleos e Gorduras

Maioritariamente glicéridos.
Sólidos – ácidos gordos saturados
Líquidos - ácidos gordos insaturados
Insaponificável < 1

47
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Composição
química, Ceras

Predominância de céridos.
Sólidas – álcoois e ácidos saturados
Líquidas - álcoois e ácidos insaturados
Insaponificável elevado

Estado físico vs composição: Óleo de jojoba

48
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Corpos gordos, Identificação de constituintes

  • Ácidos gordos, glicéridos

  • Insaponificável – constituintes não voláteis a 100-105 ºC, não neutralizáveis, não hidrolisáveis em meio alcalino (carotenos, esteróis, álcoois triterpénicos, tocoferóis, …)
    *Adição de óleos estranhos

TLC, GC, HPLC

49
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Corpos gordos, Índices físicos

PF, ponto de solidificação, densidade, índice de refracção, poder rotatório

50
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Corpos gordos, Índices químicos

  • Índice de saponificação (IS)

  • Índice de ácido (IA)

  • Índice de éster (IE)

  • Índice de iodo

  • Índice de peróxido (IP)

  • Insaponificável

51
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Corpos gordos, Índices químicos - Índice de saponificação (IS)

Nº de mg de KOH necessários para neutralizar os ácidos livres e hidrolisar os ésteres presentes em 1 g de corpo gordo
< PM -> > IS

52
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Corpos gordos, Índices químicos - Índice de ácido (IA)

Nº de mg de KOH necessários para neutralizar os ácidos livrespresentes em 1 g de corpo gordo
Valores elevados -> Decomposição de ésteres

53
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Corpos gordos, Índices químicos - Índice de éster (IE)

Nº de mg de KOH necessários para saponificar os ésteres presentesem 1 g de corpo gordo
IE = IS – IA

54
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Corpos gordos, Índices químicos - Índice de peróxido (IP)

Nº de meq de oxigénio activo correspondente à
quantidade de peróxidos presentes em 1000 g de corpo gordo -> Aldeídos de baixo PM

55
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Corpos gordos, Índices químicos - Índice de iodo

Nº de g de halogéneo, calculada em iodo, adicionada pelas insaturações de 100 gde corpo gordo
Ésteres de ácidos gordos insaturados

56
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Corpos gordos, Índices químicos - Insaponificável

Fração de constituintes não voláteis a 100-105ºC extraíveis com solvente orgânico após saponificação do corpo gordo.
Expresso em % (m/m)

57
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corpos gordos, Com interesse em farmácia, Azeite

Olea europaea
Propriedades:
colagogo, emoliente; via parentérica

58
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Óleo de amêndoas

Prunus dulcis var. dulcis e var. amara.
Propriedades:
inflamações da pele, protector solar; via parentérica

59
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Óleo de rícino

Ricinus communis.
Propriedades:
purgativo; pomadas e cremes farmacêuticos e cosméticos (PF)

60
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Cera de carnaúba

Copernicia cerifera.
Propriedades:
polimento de drageias

61
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Óleo de jojoba

Simmondsia chinensis.
Propriedades:
emoliente, protector da pele ; pomadas e cremes

62
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Lanolina

Ovies aries.
Propriedades:
emoliente; emulsionante (fármacos hidrófilos)

63
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Óleo de fígado de bacalhau

Gadus spp.
Propriedades:
raquitismo (Vit D3), baixar colesterolemia

64
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Corpos gordos, Com interesse em farmácia, Esparmacete

Physeter macrocephalus.
Propriedades:
emoliente, protetor da pele

65
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Péptidos e proteínas, Biossíntese

Processo de transcrição semelhante, diferindo na tradução.
RPS: os ribossomas descodificam o mRNA para sintetizar o
peptídeo ativo.
NRPS: ribossomas descodificam o mRNA, resultando na
síntese da peptídeo sintetase não ribossomal, que
sintetiza o peptídeo ativo.

66
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Enzimas proteolíticas, Bromelaína

Vem de Ananas comosus.
Constituído por Glicoproteínas (2)
Proteases (6).
Ação anti-inflamatória
Ação imunomoduladora (TNF-⍺, Il-1β, Il-6, Il-8)

Especialidades farmacêuticas: Nexobrid

67
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Outras enzimas, L-Asparaginase

Vem de Escherichia coli ou de Erwinia chrysanthemi.
Leucemia linfoblástica aguda.
Especialidades farmacêuticas: Spectrila

68
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Outras enzimas, Ciclosporina

Vem de Tolypocladium inflatum ou de Cylindrocarpon lucidum.
Faz inibição da ativação de linfócitos T, o que a torna um imunossupressor.

69
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Antibióticos beta-Lactâmicos, Penicilinas

Vêm de Penicillium chrysogenum.
Podem conter Ácido fenilacético / Ácido fenoxiacético, degradados a pH Ácido e por beta-Lactamases.

70
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Antibióticos beta-Lactâmicos, Cefalosporinas

Vêm de Cephalosporium acremonium.
Gram +, Gram –
beta-Lactamases
Hipersensibilidade

71
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Antibióticos beta-Lactâmicos

nibição da síntese de peptidoglicano
(parede celular)

72
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Antibióticos polipeptídicos, Polimixina B (B1 + B2)
Colistina = Polimixina E (A + B)

  • Aminoácidos D e L -> não administrados por via oral

  • Maior atividade sobre Gram +

  • Produção: misturas (1/2 a.a.) vs seleção de estirpes

Produzidas por Paenibacillus polymoxa.

10 a.a. (6 = ác. L-α,gama-diaminobutírico)
Basicidade -> Permeabilidade membranar (detergente)

Gram -
Pseudomonas aeruginosa
Acinetobacter baumannii
Klebsiella pneuminiae

Nefrotoxicidade!

73
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Antibióticos polipeptídicos, Daptomicina

Produzida por Streptomyces roseosporus.
13 a.a.
Ácido decanoico
Infeções da pele (Gram +)
Bacteremia e endocardite por Staphylococcus aureus

74
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Antibióticos polipeptídicos, Dactinomicina

Produzido por Streptomyces parvullus.
Pentapéptidos
Ácido fenoxazinona dicarboxílico.
Citotóxico
(inibição de RNA polimerases dependentes de DNA)
Neoplasias pediátricas - tumor de Wilms (nefroblastoma)
Carcinoma de testítculos, útero.

75
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Antibióticos polipeptídicos, Vancomicina

Produzido por Streptomyces orientalis.
Heterósido, Aglícona tricíclica.
Infeções por Gram +
Staphylococci.
Via endovenosa
Via oral: colite pseudomembranosa (Clostridium difficile).

76
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Compostos fenólicos

Os compostos fenólicos são compostos que possuem pelo menos um hidroxilo ligado ao anel aromático, não possuem azoto e em que a sua aromatização ocorre através da via chiquimato ou da via acetato.

77
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Corpos fenólicos

Os corpos fenólicos são compostos que possuem pelo menos um hidroxilo ligado a um anel aromático. Este hidroxilo pode estar na forma livre ou na forma de éter, éster ou associado a um heterósido.
Do ponto de vista químico, eles são fenóis, mas do ponto de vista fitoquímico, eles não são fenóis, pois depende da sua biossíntese (esta definição não é suficiente para
caracterizar estes compostos).

78
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Compostos fenólicos, Via chiquimato

Ocorre a formação de ácidos cinâmicos e derivados; durante este
processo, ocorre a formação de ácido chiquímico, que, por ser muito complexo, é difícil de obter em laboratório. O produto final é um anel com uma cadeia de 3 carbonos (que pode sofrer encurtamento), e ocorre oxigenação no local oposto à
cadeia; as oxigenações futuras que possam ocorrer não irão ser em posições alternadas, mas sim nos carbonos que estão ao lado.

79
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Compostos fenólicos, Via acetato

Ocorre a adição de dois carbonos de cada vez, levando a uma hidroxilação alternada do anel

80
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Compostos fenólicos, Mistura de ambas as vias

Surgem estruturas que sofreram ação de ambas as vias
biossintéticas, possuindo as características acima descritas de ambas as vias. Estes
compostos são:
- Acetato + Chiquimato
- Chiquimato + Mevalonato
- Acetato + Mevalonato

81
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Compostos fenólicos, Rutura homolítica

Estes compostos podem sofrer uma rutura homolítica, em que ocorre a quebra do hidroxilo fenólico, pois comporta-se como um ácido fraco, e ele vai oxidar e originar um composto radicalar. Este composto é muito reativo, pois tem um eletrão desemparelhado, e apresentam boa atividade antioxidante porque, apesar de possuírem o eletrão desemparelhado, são menos reativos do que outras espécies oxidantes. Assim, reagem com as outras espécies, emparelhando o eletrão, mas não propagam a formação das cadeias de radicais.

82
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Compostos fenólicos, Estabilização por ressonância leva a:

• Reações de cor
• Instabilidade
• Incompatibilidade
(Últimos 2, Farmacotécnica)

83
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Compostos fenólicos, podem sofrer um acoplamento oxidativo:

• Intermolecular – formam-se polímeros
• Intramolecular – formam-se ciclos

84
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Compostos fenólicos, Oxidação do anel aromático:

Estes compostos podem sofrer uma oxidação do anel aromático, que, dependendo de qual a enzima responsável por este processo, pode ou não haver clivagem do oxigénio.

85
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compostos fenólicos, Acidez

Estes compostos comportam-se como ácidos fracos, em que o ião fenato (fenolato) é estabilizado por ressonância.

86
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Compostos fenólicos, processos gerais de identificação

E, para identificar estes compostos, podemos fazer os seguintes processos gerais de
identificação:
• Reações diretas
• Exposição UV
• Reações de cor
• Cromatografia

87
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Compostos fenólicos, processos gerais de identificação, Exposição UV

Reveladas por exposição direta por radiação UV ou por vapores de
amoníaco.

88
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Compostos fenólicos, processos gerais de identificação, Reações de cor

Utiliza-se cloreto férrico (FeCl3), vanilina em meio ácido e fosfomolibdato-fosfotungstato (método de Folin-Ciocalteu)
- Nesta última reação, ela é uma reação de oxidação-redução que origina um composto azul, em que a
intensidade da cor é proporcional à sua concentração;
- Os hidroxilos fenólicos, em determinadas posições, vão quelatizar o ferro;
- A velocidade e a cor obtida podem ser critérios para determinar para
determinar qual a substância a ser avaliada, mas não são determinantes.

89
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Compostos fenólicos, processos gerais de identificação, Cromatografia

É o método de eleição, e é feita por HPLC, tendo a seguinte deteção.
- UV – como são estruturas muito complexas, elas absorvem em comprimento de onda no ultra-violeta; este detetor apenas deteta um comprimento de onda;
- DAD (detetor de arranjo de díodos) – faz o varrimento de diversos comprimentos de onda, e como vantagem ele permite obter o espetro de UV do composto, que nos dá a sua forma (máximos) e nos pode indicar qual o tipo de composto em causa, conseguindo identificá-lo sem ter de o isolar;
- MS (espectrometria de massa) – permite detetar a massa.

90
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O piruvato pode ser sintetizado por diversas vias:

Na via acetato, a Acetil CoA atua como precursor, e a Malonil CoA é a molécula elongadora. Cada vez que se junta uma unidade desta molécula, há a saída de uma molécula de CO2 e, por isso, o balanço geral da reação é a adição de dois carbonos.

Pode ocorrer a ciclização do β-policetoéster que, dependendo da forma como esta
ocorre, pode originar diferentes compostos.

91
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Lactulose - Não tem poder redutor, é principalmente um Laxante osmótico, mas é usado para obstipação
encefalopatia hepática (diminui a absorção e ajuda na eliminação do amoníaco)

92
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Quinonas

As quinonas são compostos que possuem pelo menos um anel aromático com duas funções cetónicas. Também são agentes de oxidação suaves, que se podem converter em hidroquinonas
através da adição de nucleófilos.

93
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Quinonas, biossintese

A biossíntese deste composto pode ocorrer por diversas vias:
• Via acetato/malonato;
• Via ácidos mevalónico e corísmico;
• Via ácido p-hidroxibenzóico.

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Quinonas, biossintese, Via acetato/malonato

É iniciada com a acetil-CoA e prolongada com o malonil-
CoA, formando uma cadeia poliacetometilénica, na qual ocorre uma ciclização, originando um sistema de 3 anéis (uma antrona). A antrona é posteriormente oxidada
a antraquinona (forma oxidada), de modo a formar o segundo grupo cetona no carbono 10. De seguida, ocorre a descarboxilação com a retirada do grupo ácido.
As consequências da via acetato/malato implicam a distribuição dos grupos hidroxilo pelos carbonos 1 e 8, um radical no carbono 3 e um grupo hidroxilo (livre ou não) no
carbono 6.

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Quinonas, biossintese, Via ácidos mevalónico e corísmico

Esta via parte do ácido isocorísmico e do ácido cetoglutárico; o ácido 1,4-dihidroxi-2-naftóico (intermediário) é considerado o composto chave porque é o precursor direto das naftoquinonas. Permite ainda a obtenção de antraquinonas, caso exista um grupo prenilo (5 átomos
de carbono).

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Quinonas, biossintese, Via ácido p-hidroxibenzóico

Esta via parte do ácido p-hidroxibenzóico e origina a
naftoquinonas.

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Quinonas, Solubilidade

Devido à presença de açúcares (que aumenta a polaridade), vão surgir
diferentes solubilidades.
- Compostos livres (sem açúcares) – são solúveis em solventes orgânicos;
- Heterósidos (têm uma parte açucarada) – são solúveis em solventes polares (soluções aquosas e hidroalcoólicos).

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Quinonas, Caracterização

Elas são doseadas pela Reação de Borntraeger (que também é usada associada a TLC) ou por HPLC (com visualização em UV/Vis).

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Quinonas, Doseamento

Elas podem ser doseadas por HPLC.

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Quinonas, Propriedades biológicas

Elas possuem as diferentes propriedades biológicas:
- Naftoquinonas – antimicrobiana (principalmente anti-fúngica) e citotóxica;
- Derivados de 1,8-di-hidroxiantracénicos – laxativos (mas ação laxativa diferente dos polissacáridos);
- Corantes – alguns exemplos de corantes a alizarina, uma quinona produzida na espécie Rubia tinctorium e o ácido carmínico (cochonilha) é produzido na espécie Dactylopius coccus.