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Alcaloides derivados do triptofano
Triptaminas

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O biopercursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Diferença entre as duas
Qual a classe: derivados simples do triptofano
TRIPTAMINAS
O biopercursor/ via de síntese: triptofano, via dos aminoácidos.
Ação farmacológica: psicodisléptico e alucinogénico
É agonista parcial dos recetores seratoninérgicos
Diferença entre as duas: a psilocibina (só ativa in vitro) como tem o grupo fosfato e a amina protonada é mais hidrofila, não passa a barreira hematoencefálica, a psilocina é mais lipofílica passando a BHE, sendo ativa tanto in vitro como in vivo.

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O biopercursor/ via de síntese
Parte usada
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Fisostigmina ou eserina
Qual a classe: alcaloides triciclicos (têm o nucleo indolico comum e mais um heterociclo com N e 5C)
TRIPTAMINAS
O biopercursor/ via de síntese: triptofano, via dos aminoácidos
Parte usada: sementes
Ação farmacológica e o mecanismo associado: inibidor reversível das colinesterases (parassimpatomimético indireto), é antidoto para alcaloides simpatomiméticos/parassimpatoliticos, antagonistas dos recetores colinérgicos nicotinicos ou muscarinicos
NOTA: foi substituido por análogos, porque este tem ação tanto no SNC como SNP, pq é lipofilo e sem carga.

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Uso terapeutico
Análogos da fisostigmina/eserina
Qual a classe: assemelham-se aos derivados simples, mas nem têm o nucleo indolico comum, só têm um anel aromático o N está protonado, mas continuam a pertencer aos alcaloides triciclicos.
TRIPTAMINAS
O percursor/ via de síntese: é sintético, não tem (stora tbm n disse mecanismo de sintese)
Ação farmacológica e o mecanismo associado: inibidor reversível das colinesterases (parassimpatomimético indireto), é antidoto para alcaloides simpatomiméticos, antagonistas dos recetores colinérgicos nicotinicos ou muscarinicos
Uso terapeutico: miastenias, do ileo paralitico, na parelesia vesical, glaucoma e antagonistas curarizantes.
Antidoto em intoxicações com:
Estramónio, meimendro, beladona
Atropina (hiosciamina), escopolamina
ergolinas

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Ergolina
Qual a classe: ergolinas, derivados de núcleo tetraciclico, octahidro-indoloquinoleico.
O percursor/ via de síntese: triptofano (núcleo indoleinico), ácido mevalónico (adiciona mais carbonos e por isso o anel extra) , metionina (só adiciona um metil no azoto em N6)
Ação farmacológica e o mecanismo associado: ERGOTISMO
Tipo gangrenoso: inflamação dolorosa das extremidades, entorpecimento, arrefecimento, queda espontânea de membros pelas articulações. (vasoconstrição muito forte)
Tipo convulsivo: agitação mental, delírio, e perturbações sensoriais.


Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Qual a classe: ERGINAS ou amidas simples (tem uma amida ligada ao ultimo anel e tem o núcleo do ergolina)
O percursor/ via de síntese: triptofano (núcleo indoleinico), ácido mevalónico (adiciona mais carbonos e por isso o anel extra) , metionina (só adiciona um metil no azoto em N6)
Ação farmacológica e o mecanismo associado: ERGOTISMO

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
Ação farmacológica
Uso terapêutico
Ergometrina é da classe das erginas e é o alcaloide mais importante da classe
Ação farmacológica: Estimula os receptores adrenérgicos alfa do miométrio (útero). Possui intensa acção ocitócica (contracção das fibras musculares do útero). Usado antes em obstetrícia, para evitar a hemorragia pósparto (ou pós-aborto).
Uso terapêutico: descontinuada.

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Metilergometrina
Qual a classe: erginas (derivado de semissíntese da ergometrina:
Obtenção: isolamos a ergometrina e metilamos.
O percursor de síntese: ergometrina
Ação farmacológica e o mecanismo associado: tem efeito igual à ergometrina mas mais potente, substitui-a na obstetricia para evitar a hemorragia pósparto (ou pós-aborto).

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Metisergida/ metilsergida
Qual a classe: erginas
O percursor de síntese: ergometrina e metilergometrina
Obtenção: isola-se a ergometrina metila-se para obter metilergometrina e depois metilamos o N indólico (semissíntese)
Ação farmacológica e o mecanismo associado: antagonista serotoninérgico e é desprovida de ação vasoconstritora.
Uso: na enxaqueca, não é vasoconstritora, mas a inibição da serotonina permite uma inibição da permeabilização dos vasos e saída de plasma e proteinas para o espaço periplamático que iriam ativar os recetores da dor por libertação de histamina tbm pelos mastócitos.

Explica este mecanismo e a sua importância
Indica a aplicação deste composto e a sua classe
O LSD (dietilamida do ácido lisérgico) é obtido por semissíntese apartir do ácido lisérgico.
O ácido lisérgico por sua vez é obtido da hidrólise da ergotamina, apesar de prtecencer à classe das ERGINAS.
Este composto n tem aplicação terapeutica apenas recreativa, e tem ação poderosa psicodisléptico, modificando a atividade mental normal.

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
O percursor/ via de síntese
Ação farmacológica e o mecanismo associado
Qual a classe: ERGOPEPTINAS (tem uma amida ligada ao ultimo anel, mas ligada a ela tem peptidos (aminoácidos) e tem o núcleo do ergolina, se a hidrolisarmos obtemos vários aminoácidos)
O percursor/ via de síntese: triptofano (núcleo indoleinico), ácido mevalónico (adiciona mais carbonos e por isso o anel extra) , metionina (só adiciona um metil no azoto em N6)
Ação farmacológica e o mecanismo associado: ERGOTISMO

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
Ação farmacológica
Uso
ERGOTAMINA
Qual a classe: ergopeptinas
É a mais representativa da classe
Ação farmacológica: agonista parcial dos receptores adrenérgicos: provoca vasoconstrição periférica e contração da musculatura lisa (útero, intestinos, brônquios, etc.) e como agonista parcial dos receptores serotoninérgicos: constrição dos vasos cranianos
Uso: tratamento da enxaqueca
NOTA: doses elevadas fazem antagonismo tanto adrenérgico alfa como serotoninérgico

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
Ação farmacológica
Ergocristina (hexahidro-indoloquinoleico)
Classe: ergopeptinas
Ação farmacológica: actividade agonista parcial dos receptores adrenérgicos e serotoninérgicos

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
Ação farmacológica
Uso
Di-hidroergocristina (octahidro-indoloquinoleico)
Qual a classe: ergopeptina (derivados dihidrogenados)
Ação farmacológica: A hidrogenação em c9 e c10 diminui a atividade agonista adrenégica alfa (diminui a acção contracturante da musculatura lisa, menor contracção uterina) e aumenta a tividade antagonista nos recetores serotoninérgicos e adrenérgicos alfa
Uso: vasoreguladores, mais ativo nas veias do que nas artérias

Identifica o composto e diz:
Qual a classe
Ação farmacológica
Uso
Bromocriptina
Qual a classe: ergopeptina
Ação farmacológica: Acção dopaminérgica no SNC no aparelho cardiovascular no eixo hipófise-hipotálamo e no tracto gastro-intestinal.
Obtenção: partir da bromação da -ergocriptina (uma ergopeptina isolada da cravagem do centeio)
Uso: supressão da lactação em mães que não desejem amamentar. usada em casos de hiperprolactinemia usada na doença de Parkinson
Como é que se faz a produção de alcaloides (erginas e ergopeptinas) para uso terapeutico?
Estes alcaloides são derivados da cravagem do centeio, pela contaminação por fungos.
Então a produção vai ser por contaminação/infestação artificial dos cereais do centeio com fungos, por fermentação industrial:
O fungo Claviceps é desenvolvido em meio sintético
O C.paspali produz 2 intermediários: ácido paspálico e hidroxietilamida do ácido lisérgico. O ácido lisérgico vai originar apenas ERGINAS (alcaloides não peptídicos como a ergometrina)
O C.purpurea produz diretamente ERGOPEPTINAS.
Explica a ação farmacológica e o uso terapêutico das erginas e das ergopeptinas
Têm semelhança estrutural com as aminas biogénicas, que também têm semelhança estrutural com a noradrenalina, seratonina e dopamina. Assim vão ter efeito agonista nestas.
Ação principal agonista nos recetores adrenérgicos alfa (noradrenalina), dopaminérgicos e seratoninérgicos.

Para que é usada a associação de Dihidroergocornina + dihidroergocristina + dihidroergocriptina?
Melhora do metabolismo central, quando há problemas de irrigação cerebral. Usados em casos de demência.
São derivados dihidrogenados.
Os alcaloides derivados do triptofano indolo-monoterpenicos são obtidos porque via de síntese
Como o nome indica estes compostos têm uma via biossíntética mista:
Indolo: vem do triptofano, via dos aminoacidos.
Monoterpénicos: vem dos monoterpeno da via da desoxixilulose fosfato, mais especificamente da secologanina, um secoiridoide que tem como biopercursor o geraniol.


Identifica o composto e indica a sua função
É a estrictosidina que é o intermediário de todos os alcaloides derivados do triptofano indolo-monoterpenicos.


Identifica o composto e diz:
Classe
A sua obtenção
A sua basicidade
Intermediários
Ação farmacológica
Classe: Alcaloide indolo-monoterpénico
A sua obtenção: frutos e nas cascas dos caules e das raízes da Camptotheca acuminata Decn
A sua basicidade: é praticamente neutra, normalmente as moléculas com núcleo QUINOLEINICO são mais básicas, mas esta como tem uma amida interna que puxa os eletrões, dimimuindo a sus disponibilidade, é menos básica.
Intermediários: Estrictosidina e estrictosamida (obtida pelo fecho da cadeina da estrictosidina num anel com uma amida interna)
Ação farmacológica: inibe a topoismoerase 1

Identifica a molécula e explica porque mecanismo ela se forma.
É a camptotecina, mas com o anel lactónico aberto, por causa da ação das esterases em meio básico, o sangue.
Devido à abertura do anel lactónico a camptotecina perde a sua atividade in vivo, só tem in vitro.
Necessidade de descobrir análogos.

Identifica os compostos e indica o seu uso terapeutico
São análogos da camptotecina, com atividade in vivo.
O totecan tem ação direta na topoisomerase 1.
O irinotecan é um pró-fármaco do SN-38, que necessita da ação de uma carboxilase para remover a cadeia em c-10 e execer a sua ação.
Ambos são usados no cancro, mas em diferentes tipos.
De onde são obtido os alcalóides do tipo corinanteano?
Partes aéreas do Catharanthus roseus G. Don ou Vinca rosea L.

Identifique o composto e diga:
A classe:
A ação farmacológica
Ajmalicina
A classe: Alcalóides do tipo corinanteano
A ação farmacológica: Anti-espasmódico, bloqueador adrenérgico alfa, moderador da actividade dos centros vasomotores, usada (em associação com outros fármacos) em problemas de senescência e em acidentes vasculares cerebrais.

Identifique o composto e diga:
A classe:
A ação farmacológica
Serpentina
Classe: Alcalóides do tipo corinanteano
Ação: Inibe a Topoisomerase tipo II

Identifique o composto e diga:
A classe:
Nucleo
Tabersonina
Classe: Alcalóides do tipo aspidospermano
Nucleo: aspidospermano (anel heterociclo com N e 5C)


Identifique o composto e diga:
A classe
O núcleo
Catarantina
Classe: Alcalóides do tipo ibogano
Nucleo: ibogano (cotovelos de 9C)

Há dímeros nas raízes do Catharanthus roseus?
Nas raizes pode existir tabersonina e cataratina.
A vindolina existe apenas nas folhas, pq as enzimas necessarias há sua formação estão nos cloroplastos.

Identifica e diz:
Classe
Obtenção
São respetivamente a vimblastina e a desacetilvimblastina, permitem a obtenção de derivados semi-sintéticos
Classe: dimero (alcaloide bis-indólico)
Obtenção: a vimblastina é obtida através da catarantina e da vindolina

Identifica e diz:
Classe
Obtenção
Vindesina
Classe: dimero (alcaloide bis-indólico), derivado semi-sintético
Obtenção: obtido da vimblastina ou da desacetilvimblastina. É igual à desacetilvimblastina, não tem o acetil tem OH e tem a AMIDA.

Identifica e diz:
Classe
Obtenção
Anidrovimblastina
Classe: dimero (alcaloide bis-indólico), derivado semi-sintético
Obtenção: apartir da vindesina, é igual à vimblastina mas sem o OH no anel depois dos 9 átomos.

Identifica e diz:
Classe
Obtenção
Vinorelbina
Classe: dimero (alcaloide bis-indólico), derivado semi-sintético
Obtenção: apartir da anidrovimblastina (abre o anel de 9 átomos da parte da catarantina e retira 1c, passando de 9c a 8c- cotovelo)

Identifica e diz:
Classe
Obtenção
Vinflunina
Classe: dimero (alcaloide bis-indólico), derivado semi-sintético
Obtenção: apartir da vinorelbina, acrescentamos os fluores e retiramos a dupla (tbm te o cotovelo, 8c)

RESUMO
Qual é o mecanismo de ação?
Diz o uso e toxicidade
Os alcalóides da vinca são antimitóticos: fixam-se sobre a tubulina e evitam a formação de microtúbulos.
Uso: Usados em quimioterapia do carcinoma, especialmente em associações com outros fármacos.
Toxicidade: elevada

Identifica o alcaloide e diz:
A obtenção
O núcleo
Ação farmacológica
Uso
Vincamina
A obtenção: extraida da vinca minor
O núcleo: aspidospermano (CUIDADO, não tem 5C como a tabersonina, tem 6C)
Ação farmacológica: Não tem praticamente propriedades adrenolíticas, mas actua como ligeiro moderador de catecolaminas e serotonina. Tem actividade metabólica, com reforço da oxigenação dos tecidos que resulta num melhor débito circulatório cerebral e melhoria da irrigação cerebral.
Uso: tratamento do déficit cognitivo ligeiro associado à idade.

Identifica o composto e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
C-toxiferina
A origem: Alcaloides indólicos das Loganiaceae
A classe: Alcaloides bisindolínicos-monoterpénicos simétricos do género Strychnos
Nucleo: strychnos
Ação farmacológica: ação curarizante

Identifica o composto e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Brucina
Classe: Alcaloides indólicos das Loganiaceae
Origem: Noz vómica das sementes
Núcleo: Strychnos
Ação farmacológica: Sem interesse terapêutico, mas têm grande importância toxicológica, usados para eliminação de pragas. Como é metilada é menos tóxica

Identifica o composto e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Classe: Alcaloides indólicos das Loganiaceae
Origem: Noz vómica das sementes
Núcleo: Strychnos
Ação farmacológica: Antagonista dos receptores de glicina na medula espinal, a perda de inibição nervosa conduz a convulsões.
morte por estricnina: Crises tetânicas com contração dos músculos dos dedos, das pernas e da cara a face uma expressão própria (parece que se está a rir). O doente deitado fica arqueado, assente sobre a cama unicamente pelos calcanhares e cabeça (posição opistótona).
A morte dá-se por asfixia devido à contração do diafragma.
Sem interesse terapêutico, mas têm grande importância toxicológica, usados para eliminação de pragas.

Identifica o composto e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Reserpina
origem: alcaloides indólicos das Apocynaceae, alcaloides da Rauvólfia das raizes
classe: alcaloides indolo-monoterpenicos, são obtidos apartir da secologanina e triptamina e têm como intermediário a estrictosidina
núcleo: Indolo-monotrpénico pentaciclico
ação farmacológica: A actividade depletiva periférica de noradrenalina provoca hipotensão, pois a ação do sistema nervoso simpático é frenada, pelo que é usada como anti-hipertensor. Acção depletiva de mediadores (noradrenalina, dopamina e serotonina) ao nível do sistema nervoso central explica a sua atividade sedativa e antipsicótica.

Identifica o composto e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Ajmalicina
origem: alcaloides indólicos das Apocynaceae, alcaloides da Rauvólfia das raizes
classe: alcaloides indolo-monoterpenicos, são obtidos apartir da secologanina e triptamina e têm como intermediário a estrictosidina
núcleo: Indolo-monotrpénico pentaciclico
ação farmacológica: anti-espasmódico, bloqueador adrenérgico alfa, moderador da actividade dos centros vasomotores, usada (em associação com outros fármacos) em problemas de senescência e em acidentes vasculares cerebrais.
Como se dá a biossínte dos Alcalóides quinoleínicos?
A partir do triptofano e do secologanósido, com rearranjo que transforma o núcleo indólico inicial numa quinoleína e numa quinuclidina.
O que é a malaria, qual é o agente patogénico, qual o agente intermedário e explique suscintamente o ciclo de vida.
A malária é uma doença provocada por algumas espécies de protozoários pertencentes ao género PLASMODIUM, sendo o mais grave o falciparum.
O modo de transmissão evolve um hospedeiro intermediário obrigatório o ANOPHELES, antes de infetar o homem.
O mosquito infeta o homem por uma picada, alcançando o sangue, na forma assexuada do protozoário. Rapidamente atinge o figado onde se vai multiplicar e fazer mitoses, formando uma forma multinucleada, que ao romper liberta vários merozoitos na corrente sanguinea que vao invadir os eritrocitos (fase onde se sentem os sintomas) que devido à continua multiplicaçao dos protozoarios vai romper originando mais dissiminação. Dentro do eritrocitos os merozoitos podem se diferenciar em gametocitos e atingir a corrente sanguinea, um mosquito que pique nesta fase fica infetado. No mosquito os eritrocitos que contem os gametocitos sao digeridos e libertam se os gametocitos no inseto, comecando o ciclo sexuado que culmina quando eles ficam maduros e alcançam as glandulas salivares do mosquito, para infetar um novo humano.
Quais são os sintomas mais comuns da malária?
ocorrem durante a fase de infecção dos eritrócitos, cerca de 10 a 16 dias após a entrada do protozoário no organismo. Ocorrem ciclos de febres altas, suor, dores musculares e de cabeça, tornando o doente fraco, exausto e anémico.

Identifica o composto, sabendo que tem esteroquimica 8S,9R e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Quinina
origem: Quina, casca de Cinchona
classe: Alcalóides quinoleínicos
núcleo: quinoleinico
ação farmacológica: acção antimalárica. fármacos de eleição para casos graves e de resistência às 4-aminoquinoleínas.A intoxicação crónica tem o nome de cinchonismo.

Identifica o composto, sabendo que tem esteroquimica 8R,9S e diz:
origem
classe
núcleo
ação farmacológica
Quinidina
origem: Quina, casca de Cinchona
classe: Alcalóides quinoleínicos
núcleo: quinoleinico
ação farmacológica: anti-arrítmico.
Qual o mecanismo de ação da quinina?
A quinina inibe a heme polimarase, que tranforma a hemoglobolina em hemozoína, via de desintoxicação de heme. O heme citotóxico livre agrega se provocando morte do parasita.
Quais as medidas preventivas que podemos adotar para evitar malária?
Erradicar os mosquitos
Evitar as suas picadas, usando repelentes
Adminstração de medicamentos como medida de profilaxia e de prevenção no caso de viagens para zonas endémicas de malária.
De onde são obtidos os antimaláricos com biossíntese via mevalonato?
Da artemisina chinesa
Como é a biossintese dos antimaláricos com biossíntese via mevalonato?
É de via mista, pq um pirofosfato de geranilo vem da via mevlonato e outro vem da via da desoxixilulose, para formar o pirofosfato de farnesilo com 15C.
Dá- a obtenção de sesquiterpenos e da lactona sesquiterpenica.

Qual a importância desta composto?
Uma vez que há pouca quantidade da lactona sesquiterpenica na planta, retira-se o ácido artemisinico e por fecho do ácido carboxilico em anel lactonico formamos a lactona sesquiterpenica, a artemisina, por semissíntese.


Identifica o análogo da artemisina
Artenusato (ácido em vez de carbonilo)

Identifica o análogo da artemisina
Artemeter (tem um eter em vez do carbonilo)

Identifica o análogo da artemisina
Dihidroartemisina pq tem OH em vez do carbonilo (tem mais 2 H porque n tem uma dupla)
Qual o mecanismo de ação dos análogos e da artemisina?
Clivagem, mediada por ferro, da ponte endoperóxido e geração de radicais livres. Os radicais causam danos ao nível macromolecular do P. falciparum e a sua morte. Deve ser administrada em associação para n promover resistências. São só usados em tratamento curativo
Pseudoalcaloides
Incluem os teixos, que engloba várias espécies. Ele é tóxico devido aos diterpenos triciclicos de núcleo taxano.

Desacetilbacatina III
é a mais simples

identifica
Taxol
Tem um anel aromático e uma amida

Identifica o composto.
Taxina B
tem uma cadeia lateral grande
São cardiotoxicas pq inibem os canais de sódio e cálcio. (antagonistas)

Identifica o composto e indica
obtenção
ação farmacológica
uso
Paclitaxel
Obtenção: cascas de T. brevifolia
Ação farmacológica: Estimulam a polimerização da tubulina com consequente bloqueio da dissociação dos microtúbulos (estabilizam-nos).
Uso: Interrompem a mitose e impedem a replicação de células neoplásicas, por isso são usados como antineoplásicos em diversos carcinomas.

Identifica o composto e indica
obtenção
ação farmacológica
uso
Docetaxel
Obenção: Por semi-síntese a partir da desacetilbacatina III isolada das folhas T. baccata
Ação farmacológica: Estimulam a polimerização da tubulina com consequente bloqueio da dissociação dos microtúbulos (estabilizam-nos).
Uso: Interrompem a mitose e impedem a replicação de células neoplásicas, por isso são usados como antineoplásicos em diversos carcinomas.
toxicidade sobreponível ao paclitaxel, mas com reacções de hipersensibilidade menores e é 2 vezes mais potente que o paclitaxel.
Porque é que as xantinas não são consideradas alcaloides?
Por serem anfotéricas e pela sua estrutura. Mas podem ser consideradas alcaloides purinicos porque derivam de nucleotidos purinicos.
Qual é o percursor das metilxantinas? Porque vias ocorre a biossintese?
Xantosina
• via adenosina monofosfato
• via guanosina monofosfato
• via síntese das purinas

1,3,7-trimetilxantina
No sistema nervoso central:
Estimulante cortical, aumenta a vigília, diminui a sensação de fadiga.
Doses elevadas provocam nervosismo, insónia e tremores. Estimulante do centro respiratório bulbar.
No sistema cardiovascular:
Acção inotropa positiva (aumento da força de contracção do miocárdio), taquicardia, aumento ligeiro do débito, ligeira acção vasodilatadora periférica e ligeira actividade diurética.
A cafeína é muitas vezes usado na celulite.

3,7-dimetilxantina
Não tem uso indicado

1,3-dimetilxantina
Principal mecanismo: inibidor das fosfodiesterases, logo há um aumento de AMPc , logo broncodilatação. Acção broncopulmonar e respiratória: relaxamento da musculatura lisa brônquica. Estimulante respiratório.
É usada na asma e em certas broncopneumopatias obstrutivas crónicas.
Qual o principal mecanismo de ação das metilxantinas?
Antagonistas dos receptores de adenosina (adenosina é responsável pela indução do sono)
Inibidores das fosfodiesterases, logo há um aumento de AMPc (Adenosina monofosfato cíclico).