Biopat DM1

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Distingue as diferentes fases de Diabetes Melittus tipo 1

Fase 1

  • Presença de autoanticorpos

  • Ausência de disglicemia

  • Decréscimo das células Beta até 50%

Fse 2

  • Presença de autoanticorpos

  • Presença de disglicemia (pode durar até 1 ano)

  • Decréscimo de células Beta até 20%

Fase 3

  • Presença de autoanticorpos

  • Presença de disglicemia

  • Surgimento de sintomas

  • Decréscimo de células Beta até menos de 15%

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HLA-DR3-DQ2

  • Do locus MHC na região HLA

  • Associado a um maior risco de produção de autoanticorpos contra GAD65

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HLA-DR4-DQ8

  • Do Locus MHC na regiãoHLA

  • Associado à resistência à insulina

  • Pode evoluir para produção de autoanticorpors GAD65

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Polimorfismos gene INS

Associado a uma fraca expressão de insulina no timo, fazendo com que linfócitos T autorreativos contra a insulina nãos sejam destruídos e libertados na periferia.

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Polimorfismos genes PTPN22

Contribui para a sobrevivência de linfócitos T autorreativos no timo durante a seleção negativa

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Polimorfismos gene CTLA4

Menor regulação negativa dos linfócitos T autorreativos, promovendo a sua sobrevivência

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Polimorfismos gene ERBB3

Regulação da apoptose das células Beta e na apresentação de antigénios

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Polimorfismos gene UBASH3

Regula negativamente a ativação de células T CD4+

Menor regulação negativa dos linfócitos T

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Polimorfismos gene PTPN2

Aumentam a vulnerabilidade das células Beta à apoptose

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Polimorfismos no gene BACH2

Aumentam a vulnerabilidade das células Beta à apoptose

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Quais os fatores ambientais desencadeadores de diabetes tipo 1?

  • Introdução precoce de leite de vaca, ovo e glúten

  • Destruição da microbiota por uso de antibióticos no bebé

  • Infeções pré-natais (virais especialmente enterovírus)

  • Partos por cesariana

  • Rubéola congénita

  • Idade materna avançada

  • Peso elevado do feto

  • ´Puberdade

  • Traramentos com esteróides

  • Resistência à insulina

  • Stress psicológico

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Quais os fatores de proteção contra diabetes?

  • Elevada ingestão materna de vit. D ou elevadas concentrações desta no final da gravidez

  • Probióticos durante o primeiro mês de vida

  • Elevadas doses de ómega-3

  • Introdução de alimentos sólidos durante a amamentação, após os 4 meses

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Quais são os anticorpos utilizados para diagnóstico diferencial de DM1?

  • ICA

  • IA2

  • IAA ( + frequentemente detetados precocemente juntamente com os GAD65)

  • GADA (incluem os GAD65)

  • ZNT8A

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No diagnóstico de DM1 o que indicam os níveis de péptido C?

Da clivagem da proinsulina resulta a hormona insulina e o péptido C.

Assim, níveis reduzidos de péptido C e insulina indicam que a produção de insulina pelas células Beta se encontra prejudicada

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Diferencia a cetose diabética do estado hiperglicémico hiperosmolar

DAC

  • Deficiência de insulina e hiperglicemia - aumento de hormonas metabólicas (adrenalina, glucagon, cortisol, GH) - Aumenta a lipólise — formação de corpos cetónicos levando a acidose metabólica

  • Há um aumento ainda maior da glicose devido à ação das outras hormonas metabólicas (gliconeogenese, glicogenólise, proteólise)

  • Desidratação moderada

EHH

  • Insulina parcial - bloqueia a cetogénese mas não consegue controlar a glicemia - o excesso de glicose excede o limiar renal - glicusúria e diurese - A perda de água leva a desidratação progressiva e hipotensão, choque volémico

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Acidose Lática

Desidratação e menor fluxo sanguíneo - hipoxia e inibição mitocondrial - piruvato não entra no ciclo de Krebs - conversão em lactato - acumulação e diminuição do PH - Acidose metabólica

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Porque não se aconselha a toma de metformina em casos de acidose metabólica?

Pois inibe ainda mais a gliconeogénese (lactato a glicose), o que faz com que este se acumule ainda mais e agrave a condição

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Hipoglicemia Grave

Excesso de insulina exógena - menos glicose plasmática - menos glucagon e mais adrenalina (mecanismo compensatório falha) - o cérebro fica sem reserva energética própria - sintomas neuroglicopénicos.

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Quais as complicações e manifestações comuns dos diabetes tipo 1?

  • Cetoacidose diabética (+comum)

  • Estado hiperglicémico hiperosmolar

  • Hipoglicemia

  • Acidose láctica

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Etiologia e epidemologia de DMT1

  • Tipo 1a (autoimune)

  • Tipo 1b (natureza desconhecida)

  • Principalmente na infância

  • Incidência heterogénea

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Quais são os vírus mais frequentemente associados a DMT1?

  • Enterovírus (com tropismo para células Beta)

  • Vírus com mimetismos antigénico

  • Coxsackievirus B

  • Echovírus

  • Vírus da rubéola

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Como podem os vírus contribuir para a patogénse de DMT1?

  • Por mimetismo antigénico

  • Destruindo a célula Beta diretamente (citólise)

  • Provocando inflamação (IFN-y — + MCH I — TCD8+)

  • Aumentando a expressão de PKR (degrada MCL-1 e a célula perde proteção contra a apoptose)

  • Forçando a célula a produzir muitas proteínas virais (Stress do RE — UPC — CHOP — apoptose)

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O que é a insulite

Quando linfócitos T CD8+ citotóxicos se inflitram nos ilhéus de Langherhans

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Quais as complicações microvasculares de DMT1?

  • Nefropatia

  • Retinopatia

  • Neuropatia (Principalmente devido a alterações metabólicas induzidas pela hiperglicemia)

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Quais as complicações macrovasculares da DMT1?

  • Aterosclerose acelerada

  • Trombose

(Devido a lesão do endotélio que ativa PKC, AGES e a via dos polióis)

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Quais são os órgãos mais afetados pela patologia de diabetes?

Os órgãos mais afetados são aqueles que têm captação de glicose independente de insulina:

  • M.liso

  • Neurónios

  • Nervos periféricos

  • Cristalino

  • Medula renal

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Via dos polióis

Glicose — Sorbitol — Frutose — consumo de NADPH — diminui a glutationa —aumenta ROS — stress oxidativo — Edema celular e dano osmótico

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Via dos produtos de glicação avançada (AGES)

Glicose reage com lípidos, proteínas e DNA — Forma AGES — ligam-se a RAGEs — Ativam NF-kB — inflamação com produção de citocinas — Fibrose e rigidez ECM 

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Via de ativação da PKC

Mais AGs — Mais DAGs — Ativa PKC — mais endotelina 1, VEGF e proteínas da ECM e menos NO — Disfunção endotelial + hipertensão glomerular, edema ehipóxia

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Via das hexosaminas

Glicose — via das hexosaminas — UDP-N-acetilglucosamina — modifica proteínas, lípidos e fatores de transcrição — mais TGF-b e PAI-1 - favorece a deposição de matriz, rigidez vascular e apoptose

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Quais são os critérios laboratoriais e clínicos necessários para o diagnóstico de diabetes?

  • Ter os sintomas clássicos: poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso inexplicada, fadiga.

  • Sintomas de acidose metabólica: náuseas, vómitos, hálito cetónico…)

Testes à glicose:

  • Glicemia em jejum > 126

  • Glicemia 2h após dose de glicose > 200

  • HbA1c > 6.5%

  • Glicemia plasmática casual > 200

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Quais as estratégias terapêuticas farmacológicas para DMT1?

  • Insulinoterapia

Essencial e vitalícia porque não há mesmo insulina endógena

Bolus basal + bolus antes das refeições

  • Pramlintida (análogos da amilina)

Reduz a variabilidade glicémica e retarda o esvaziamento gástrico, promove a saciedade

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Qual a influência do alelo DRB115-DQB106:02 em DMT1?

É o alelo protetor clássico para DMT1

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O que é a Hipótese da Higiene e como contribui para DMT1?

Esta hipótese diz que a exposição precoce a microrganismos treina o sistema imune, reduzindo o risco de doenças autoimunes. Ajuda o sistema imune a desenvolver tolerância e a evitar respostas autoimunes.
Crianças com maior contato com infecções ou ambientes rurais parecem ter menor risco de desenvolver DMT1.