1/52
Looks like no tags are added yet.
Name | Mastery | Learn | Test | Matching | Spaced | Call with Kai |
|---|
No analytics yet
Send a link to your students to track their progress
Quais as características dos Beta-Lactâmicos?
Baixa toxicidade
Elevada eficácia
Baixo custo
Disponibilidade em diversas formas farmacêuticas
Qual o mecanismo de ação dos Beta-Lactâmicos?
As bactérias possuem uma parede celular de formada por peptidoglicanos. Os peptidoglicanos são constituídos por cadeias de açúcar NAG (N-acetilglucosamina) e NAM (ácido N-acetilmurâmico).
As enzimas transpeptidases e D-alanina-carboxipeptidases, conhecidas como PLPs fazem a ligação entre os peptidoglicanos.
Os B-lactâmicos são semelhantes à parte terminal dos precursores do peptidoglicano. Por causa dessa semelhança o antibiótico “engana” as enzimas bacterianas e liga-se a elas, impedindo a transpeptidação
O que é a transpeptidação?
Reação química que faz as ligações cruzadas entre os peptidoglicanos
A diferente afinidade que os B-lactâmicos têm às PLPs implicam o quê?
Espetros de ação diferentes
PLP 1 - lise bacteriana
PLP 2 - esferoblastos
PLP 3 - formas filamentosas
O que causa a ação do antimicrobiano?
Instabilidade da parede, permitindo lise da bactéria
Os B-lactâmicos atuam em que fase do ciclo de replicação das bactérias?
Durante a divisão celular, inibindo a síntese da parede bacteriana
São eficazes na fase exponencial do crescimento bacteriano, pois sendo bactericidas necessitam que as bactérias se encontrem em divisão
O que causa a acumulação dos precursores da D-alanina?
Aparecimento de autolisinas, ocorre ativação do sistema autolítico endógeno. As autolisinas vão tornar a parede celular cada vez mais frágil permitindo a ocorrência da lise osmótica bacteriana pois as bactérias apresentam um meio interno hipertónico que irá contactar com o meio externo hipotónico
Os B-lactâmicos atuam de forma diferente consoante as bactérias serem Gram+ ou Gram-?
Sim, atuando com maior facilidade nas Gram+, pois as Gram- possuem uma membrana que dificulta a sua passagem por ter uma camada lipopolissacárida extra e espaço periplasmático. Para além disso têm que atravessar a membrana através de porinas.
A ação também varia devido à posição das B-lactamases, como estas enzimas nas Gram- se encontram no espaço periplasmático, antes do antibiótico conseguir chegar à parede celular tem que passar por estas enzimas
Quais os mecanismos de resistência que as bactérias têm contra os B-lactâmicos?
Modificação ou diferentes PLPs
Efluxo através de bombas específicas (removem substâncias tóxicas da bactéria)
Impermeabilidade da membrana exterior por alteração ou perda de porinas
Produção de betalactamases
Hidrólise da união cíclica amídica do anel betalactâmica
Qual a origem das B-lactamases?
Origem cromossomal - específicas de espécie e género e induzíveis pela presença de antibióticos betalactâmicos, mais associado a Gram+
Origem plasmídica - transferíveis na mesma e entre espécies, por conjugação ou por transformação - Gram+ e Gram-
As bactérias podem produzir B-lactamase de que forma?
Constitutiva - produz de forma contínua, mais comum em Gram-
Induzida - a produção aumenta na presença de fármacos, ocorre tanto em Gram+ como Gram-
Quais as características farmacodinâmicas dos B-Lactâmicos?
Ação dependente do tempo acima da CMI
Acetilação das PBPs - acetilação máxima - efeito bactericida
Maior eficácia - administração frequente da mesma dose diária
Doses muito elevadas não significam maior eficácia
Efeito pós-antibiótico moderado, mas baixo contra Gram -
Quais as características farmacocinéticas dos Beta-lactâmicos?
Ácidos gordos fracos, o que favorece a absorção oral
Administração parentérica, pois na administração oral há inativação por hidrólise no meio ácido gástrico
Volume de distribuição baixo, fração ionizada no plasma elevada
Distribuição no espaço extracelular
Não atravessam a barreira hemato-encefálica
Excreção renal
Tempo de semi-vida curto
Pelo que se caracteriza a toxicidade primária dos Beta-Lactâmicos?
Toxicidade baixa
Reações de hipersensibilidade
Anemia hemolítica em cavalos
Efeitos por ação direta - ação irritante nos tecidos
Desiquilíbrios eletrolíticos e efeitos tóxicos
Inibição do GABA
Efeitos devido à própria atividade antimicrobiana
Contra-indicado em herbívoros
Quais os sintomas das reações de hipersensibilidade?
Dermatites, Urticária, Máculas, Pápulas, Febre, Broncospasmo, Vasculite, Anafilaxia
Quais os sintomas da irritação nos tecidos?
Flebite e tromboflebite nas administrações intravenosas
Dor e reações inflamatórias estéreis na administração IM
Sintomas dispépticos na via oral
Aracnoide ou encefalopatia após uma administração de grandes volumes por via parentérica
Inibição da primeira fase de agregação plaquetária aquando da administração de amidinopenicilinas
Quais os sintomas da toxicidade?
Desequilíbrios eletrolíticos
Alucinações
Reações alérgicas e cefaleias
Quais os sintomas das disbacterioses (desiquilíbrio no microflora intestinal) ?
Intestinais e super-infeções
O que caracteriza a toxicidade secundária dos Beta-Lactâmicos?
Efeitos indiretos causados pelo uso dos antibióticos
Intervalos de segurança têm que ser respeitados
Presença de resíduos betalactâmicos no leite e na carne
Quais as principais interações que os Beta-Lactâmicos estabelecem?
Sinergismo com os aminoglicosídeos
Sinergismo com os inibidores das betalactamases
Antagonismo com bacteriost
Quais os principais Beta-Lactâmicos?
Penicilinas
Inibidores das B-lactamases
Cefalosporinas
Cefamicinas
Oxacefalosporinas
Carbapenemos
Quais os grupos de Penicilina que existem?
Naturais
Biossintéticas
Semi-sintéticas
Inibidores das betalactamases
Dentro das Penicilinas de origem natural quais temos?
De ação rápida - Penicilina G, sódica ou potássica
De ação retardada - Penicilina G procaínica, Penicilina G benzantinica
Propeniciclina G - Iohidrato de Penetamato
Qual a Penicilina de origem Biossintética?
Penicilina V
Dentro das Penicilinas Semi-sintéticas que grupos temos?
Resistentes às penicílinases
De espetro alargado
De espetro dirigido
Dentro das Penicilinas resistentes às penicílinases quais temos?
Metacilina, Nafcilina
Isoxazolil penicilinas - Oxacilina, Dicloxacilina, Cloxacilina, Floxacilina
Amino penicilinas - Ampicilina, Amoxicilina
Dentro das Penicilinas de espetro alargado que grupo temos?
Proampicilinas - Bacampicilina, Pivampicilina, Etacilina
Dentro das Penicilinas de espetro dirigido que grupos temos?
Carboxipenicilinas - Carbenicilina, Ticarcilina
Ureidopenicilinas - Piperacilina, Mezlocilina, Azlocilina
Quais os inibidores das betalactamases?
Ácido clavulânico
Sulbactam
Qual a via de administração da Penicilina G (Benzilpenicilina)?
Quando combinada com Sal sódico ou potássico - administração IV, IM, SC
Quando combinada com sal procaína ou benzantinica - IM, SC
Qual a via de administração da Penicilina V?
Oral, é estável no pH gástrico
Qual o espetro de ação das Penicilinas Naturais (Penicilina G e Penicilina V)?
Bactérias Gram positivas aeróbias
Bactérias anaeróbias
Que interações farmacológicas têm a Penicilina G e a Penicilina V?
Sinergia com aminoglícosideos
Sinergia com os inibidores das B-lactamases
Antagonismo com os antibióticos que inibem a síntese proteica
Qual o espetro de ação da Amoxicilina e Ampicilina?
Espetro de ação alargado (Gram+ e Gram-)
Facilidade em atravessar a membrana celular dos Gram negativos
Eficaz contra E.coli e algumas estirpes de Salmonella
Eficaz contra aneróbicos
Qual a via de administração da Amoxicilina e Ampicilina?
Oral
A amoxicilina e ampicilina têm uma toxicidade elevada?
Não
Como podemos aumentar a eficácia da Amoxicilina e Ampicilina?
Associação com os inibidores das B-lactamases
Quais as Penicilinas Antiestafilocócicas?
Isoxazolilpenicilinas que incluem a Cloxacilina, Dicloxacina e Oxacilina e os derivados sintéticos Meticilina e Nafcilina
As Isoxazolilpenicilinas são resistentes às B-lactamases do Staphylococus aureus?
Sim, tratamento de infeções a S. aureus em especial em mamites bovinas em administração intramamária
As Isoxazolilpenicilinas têm ação contra Gram-?
Não
Qual a via de administração das Isoxazolilpenicilinas?
Oral e parentérica
Quais as Penicilinas antipseudomonas?
Carboxipenicilinas - Carbenicilina, Ticarcilina
Ureidopenicilinas - Piperacilina, Azlocilina e Mezlocilina
As Penicilinas Antipseudomonas tem que tipo de espetro de ação?
Largo, com facilidade em atravessar a membrana celular de Gram- resistentes
Em animais de companhia é utilizada como tratamento para infeções por Gram- resistentes a outros ABs
Qual a via de administração das Penicilinas Antipseudomonas?
Parentérica
Quais os inibidores das Betalactamases?
Ácido clavulânico
Sulbactam
Tazobactam
Qual o mecanismo de ação dos inibidores das Betalactamases?
Promovem aumento da atividade antimicrobiana das penicilinas contra bactérias com resistências adquirida por plasmídeos
Ligam-se irreversivelmente às betalactamases permitindo a ligação das Penicilinas às PLPs
Com que fármacos associamos os inibidores das Betalactamases?
Amoxicilina, Ampicilina, Ticarcilina
Em que animais devemos ter precauções ao administrar os Inibidores das Betalactamases?
Herbívoros, pode provocar diarreia
A associação de Amoxicilina com ácido clavulânico tem uma boa absorção oral?
Sim
Quais os efeitos secundários da associação da Amoxicilina com o Ácido clavulânico?
Efeitos gastro-intestinais
A amoxicilina mais o ácido clavulânico é utilizado em que terapêuticas?
Terapêutica empírica das infeções urinárias em cão e gato
Qual a via de administração da Amoxicilina mais o ácido clavulânico em animais de produção?
Administração parenteral
Quais as principais associações feitas dos inibidores das Betalactamases?
Amoxicilina + Ácido clavulânico
Ticarcilina + Ácido clavulânico
Ampicilina + Sulbactam
Piperacilina + Tazobactam