Biopat - cancro da mama

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Epidemiologia

Neoplasia mais frequente na mulher

Incidência crescente em economias em transição

Em países de alta renda a incidência está aumentar mas com as estratégias de tratamento e diagnóstico a mortalidade diminui

Em PED o aumento dos casos acompanha o crescimento populacional

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Porque é que o cancro da mama tem uma maior incidência que outros cancros?

Pois a glândula mamária está em ciclos contínuos de proliferação, diferenciação e involução

É também um tecido biologicamente sensível e que sofre expressão hormonal cumulativa ao longo da vida

Também por causa do envelhecimento populacional e rastreio eficaz

Fatores metabólicos prevalentes

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Diagnóstico do cancro da mama

Identificação por rastreio ou sintomas (2-2anos)

Imagiologia:

  • Mamografia, com complemento com ecografia como complemento para a deteção de quistos e tumores pequenos

  • Ultrassonografia

  • A RM não é recomendada

Biópsia ou aspiração por agulha fina

Diagnóstico patológico e marcadores moleculares

Estadiamento usando o sistema TMN

Nova abordagem: ctDNA

São analisados a mama, os nódulos linfáticos regionais e as metástases distantes

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Tumures benignos sintomas

  • Massa móvel

  • Suave

  • Bordas suaves

  • Macia

  • Secreção leitosa, verde ou amarela, que apenas aparece com aplicação de pressão; em ductos múltiplos

  • Dor bilateral e difusa

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Tumores malignos sintomas

  • Massa/caroço

  • Fixo/firme

  • Duro

  • Bordas irregulares

  • Secreção sangrenta ou serosa produzida espontâneamente; ducto único

  • Dor focal

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Fatores de risco para o cancro da mama

  • Fatores genéticos

  • Fatores hormonais

  • Estilo de vida

  • Outros:

    • Toma de hormonas há mais de 5 anos

    • Exposição à luz

    • Exposição a radiação

    • Histórico familiar ou pessoal

    • Medicamento dietiltibestrol (DES)

    • Idade (+50anos)

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Fatores genéticos

De alta penetrância

  • BRCA1 e 2 na linha germinativa

  • TP53

  • Modelo two hit

Demoderada penetrância

  • CHEK2

  • PALB2

De baixa penetrância

  • Polimorfismos

  • Genes envolvidos na produção de estrogénio

  • Relevantes quando as alterações são sinérgicas

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Fatores Hormonais

A exposição prolongada ao estrogénio aumenta o número de ciclos replicativos, o que leva a uma maior probabilidade de mutação

  • Menarca precoce

  • Menopausa tardia

  • Menor nº de gravidezes

  • Idade materna tardia

  • Menor duração da amamentação

  • Nuliparidade

A gravidez e lactação parecem ter efeitos protetores

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Estilo de vida

  • Obesidade (aumenta a atividade periférica da aromatase)

  • Sedentarismo

  • Álcool (interfere no metabolismo dos estrogénios)

  • Fumar

  • Disfunção no ciclo circadiano (altera a expressão de clock-genes; altera o ciclo celular; diminui a melatonina e aumenta a resposta inflamatória)

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Interação gene-ambiente

Fatores ambientais podem influenciar a expressão genética

Exemplos:

  • Tabagismo - mutações stop - Impede a formação de fatores de supressão tumoral

  • Resistência à insulina induzida por mutações juntamente com o estilo de vida - Aumenta o risco de cancro da mama de forma dose-dependente

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Diferentes classificações de subtipos de cancro da mama

  • Histológica - onde o tumor se desenvolve

    • Pré-invasivo

    • Invasivo

  • Moleculares - melhor avaliação do prognóstico, imunohistoquímica

    • Luminal A

    • Luminal B

    • HER2+

    • TBC

    • Basal-like

    • Normal-like

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Histologia dos ductos mamários

  • Luminais

Epiteliais

Revestem o interior do ducto

Respondem a hormonas

ER+ e PR+

  • Basais

Mioepiteliais

Camada externa do ducto

Para ejeção do leite

ER- e PR-

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Tumores pré-invasivos

In situ

Não ultrapassa a membrana basal

Pode ser lobular (pode ser bilateral) ou ductal

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Tumores invasivos

As células tumorais invadem os tecidos adjacentes

Podem ser lobulares (fração menor, metástase da víscera abdominal, sempre ER+) ou ductais (resposta fibrosa; metastase pela linfa e sangue)

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Tumor Luminal A

  • Maior frequência

  • ER+ e PR+

  • HER2- e KI67

  • Melhor prognóstico

  • Terapia hormonal

  • Pode ser

    • LAR: recetor de androgénio alto

    • L1: dependente de estrogénio

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Tumor luminal B

  • ER+ e PR+ou-

  • KI67+

  • Pode ser HER2+ou-

  • Prognóstico intermédio

  • Crescimento mais rápido

  • Terapia hormonal + quimioterapia

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Tumores HER2+

  • Menos frequente

  • HER2+ mas HR-

  • Ki67+

  • Mais agressivo

  • Crescimento rápido

  • Terapia direcionada

  • Mais imunogénico

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Tumor TBC

  • Triplo negativo

  • ER-, PR-, HER2-

  • Ki67+

  • O que tem pior prognóstico

  • Maior risco de recidiva

  • Quimioterapia

  • Mais imunogénico

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Tumor basal-like

Por análise genética

  • Frequentemente triplo negativo

  • Perfil genético semelhante às células basais normais

  • Mutações BRCA1

  • Agressivo

  • Pode ser:

    • BLIS: SI suprimido

    • BLIA: SI ativo

    • IM: Forte assinatura imune

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Tumor normal-like

Por análise genética

  • Parecido com tecido mamário normal

  • Baixa proliferação

  • Prognóstico intermédio

  • Menos bem definido (ainda controverso)

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Padrões de metastização do CM

Relaciona-se com as vias de circulação e o tropismo do subtipo de cancro

  • Osso: luminais

  • Fígado: HER2+

  • Pulmão: TNBC

  • Cérebro: TNBC e HER2+

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Disseminação linfática e hematógena

Linfática:

  • Segue a drenagem linfática da mama

    • Axilar

    • Mamário interno

    • Gânglios linfáticos supraclaviculares

  • Fortemente influenciada pela localização do tumor na mama, densidade dos vasos linfáticos e linfangiogénese

Hematógena

  • As células tumorais entram diretamente na corrente sanguínea ou após passarem pelos gânglios linfáticos

  • Conduz metástases em órgãos com fluxo sanguíneo elevado ou micorambientes favpráveis

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Principais vias de sinalização do CM

Vias de proliferação:

  • RAS/RAF - no final ativam MYC - proliferação

  • PI3K/mTOR - no final ativam MYC - proliferação

  • MYC ativa CD1 que ativa CD46

  • CD46 leva à perda de Rb e CD21 - libertação de E2 e promoção do ciclo celular

Silenciamento Epigenético

  • Desliga os supressores tumorais

Vias hormonais

  • Recetores de hormonas (ER, PR, AR)

    • Sobreexpressos

    • Sofrer modificações pós-translacionais

    • Mutações ativadoras

  • São ativados e vão para o núcleo

  • Ligam-se ao DNA

  • Aumentam a transcrição de genes de proliferação

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Alterações moleculares que ativam o tumor

  • Senescência

  • Microambiente tumoral

  • Microbioma

  • Reprogramação metabólica

  • CAFs

  • Reprogramação imune

  • Ritmo circadiano

  • Dormência

  • Stemness

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Marcadores de stemness

  • CD44

  • CD133

  • EPCAM

  • ALDH

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Senescência

Irreversível

  • Células senescentes libertam SASP

    • IL-6

    • IL-8

    • CD80

    • PD-L1

  • Estes:

    • Inibem linfócitos e NKs

    • Ativam CAFs

    • Promovem CSC

    • Plasticidade

    • Inflamação

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CAFs

  • Remodelam o microambiente

  • Inibem NKs

  • Induzem CSC

  • Aumentam a atividade glicolítica

  • Aumentam lactato e TGF-B

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Lactato e TGF-b

Criam um ambiente imunossupressor e promovem a diferenciação de macrófagos TAM

Usam arginase, produzindo ornitina que suprime linfócitos T

A arginina também é essencial para a ativação de Células CD8+

A arginase é a enzima que degrada a arginina

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Microbioma tumoral

Pode tanto ser anti como pró-tumoral

Ajudam as células tumorais a sobreviver no sangue

Enriquecido em imunomodeladores

  • Morte celular

  • Stress do RE

  • Melhoram a resposta das células T CD8+

  • Menor infiltração de células T

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Dormência

O stress oxidativo induz a dormência mas o fator NARF2 (anormalmente ativado nas células cancerígenas) protege as células tumorais

ECM influencia sinais de sobrevivência

O microambiente tumoral produz IFN-Y, CXCL12 e PDGF-C que mantém as células tumorais inativas e as reativa

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Tratamentos - vias de sinalização e hormonais

Para inibir a sinalização RTK

  • Ac’s monoclonais

  • Inibidores de RTK

Para inibir as vias ativadas pela sinalização RTK

  • RAF innibitors, MEK innibitors…

Para os recetores hormonais - terapias hormonais

Sobreexpressão de CD1 - Ac anti-CD1

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Terapias para os tumores HR+

  • Inibidores de CD46

Bloqueiam CD46 - impedem a fosforilação de Rb - Bloqueia G1-S - Interrompe o ciclo celular

É o padrão em casos avançados

Combinado com inibidores da aromatase

  • SERDs

Fase avançada

Fulvestrand

Liga-se ao ER - induz a sua degradação

Bloqueia a sinalização

  • SERMs

Fase inicial

Tamoxifeno

Liga-se ao ER

Impede a ligação ao estrogénio

Impede a sinalização

  • Bloqueadores PD-1/PD-L1 - para TNBC

  • Bloqueadores CTLA-4

  • Inibidores da PARP

Para fenótipos BRACness ou TNBC

As sstrand breaks são reparadas por PARP - acúmulo de mutações - morte celular

Também bloqueia a forquilha de replicação

Em células BRACness a reparação dstarnd do DNA já está comprometida pelo que em conjunto com a inibição de PARP leva à morte celular - letalidade sintética

Olapanib

Talazoparib

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Antibody-drug conjugates (ADCs)

T-DM1

Ac anti HER2 + droga citotóxica

Ac’s ligados a quimioterapia

Entrega seletiva, mais eficaz e menos tóxico

Especialmente após a progressão da doença

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MammaPrint

Analisa 70 genes associados ao risco de recidiva

Prevê o risco de metástase e se é necessária terapia adjuvante ou não

Vê se os pacientes são de alto ou baixo risco

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Oncotype Dx

Analisa 21 genes

Calcula um Recurrence score

  • Risco de recidiva

  • Vê o benefício da terapia hormonal

  • Vê o benefício da quimioterapia

Em tumores ER+, HER2- e de estágio inicial

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Como é que o tumor resiste á terapia hormonal?

  • Ativando vias alternativas como PI3K/AKT/mTOR

  • Ativação independente de ER

  • Silenciamento epigenético de ER

  • Mutações que bloqueiam a ligação SERM ou SERD

  • Sobreexpressão ou superativação ER/EGFR

  • Autofagia

  • Indução de senescência celular

  • Perda de RB1