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Flashcards focados na Historia de Pernambuco para o concurso de Bombeiros.
Período que ocorreu a Guerra dos Mascates
1710 a 1711, no governo português sobre a capitania de Pernambuco (século XVIII, já no período colonial)
Os dois lados do conflito na Guerra dos Mascates
Olinda (aristocracia açucareira, os senhores de engenho) contra Recife (comerciantes portugueses, os “mascates”)
A causa imediata da Guerra dos Mascates
A elevação do Recife à condição de vila (1709), com autonomia em relação a Olinda.
A razão de Olinda estar em desvantagem econômica em 1709
Crise do açúcar e endividamento dos senhores de engenho, que deviam aos comerciantes de Recife.
O que Recife ganhou ao virar vila
Câmara Municipal e pelourinho, símbolos de autonomia administrativa e poder.
Símbolo do Pelourinho
A autoridade municipal e a justiça local, ou seja, a emancipação de Recife.
O sentimento de “antilusitanismo” na Guerra dos Mascates
A rejeição da elite de Olinda aos portugueses do reino, especialmente os comerciantes de Recife.
Significado do termo “mascates”
Apelido pejorativo dado pelos olindenses aos comerciantes portugueses de Recife.
Natureza do conflito da Guerra dos Mascates
Pelo poder político em Pernambuco, e não uma luta contra a metrópole.
Cargo de Bernardo Vieira de Melo
Liderança da nobreza de Olinda na revolta.
Reação de Olinda a autonomia de Recife
Invadiu Recife, destruiu o pelourinho, colocou o bispo Manuel Álvares da Costa no governo, tentou perdoar as dívidas de Olinda e anulou a autonomia de Recife.
Ações de Recife no contra-ataque a Olinda na Guerra dos Mascates
Invadiu Olinda e prendeu lideranças da revolta.
Como a Coroa encerrou a Guerra dos Mascates
D. João V nomeou Félix José Machado de Mendonça como governador, que pacificou a região e confirmou a autonomia de Recife.
Vencedor da Guerra dos Mascates
Recife: manteve a condição de vila e o pelourinho e a Câmara foram reconstruídos.
Consequência de longo prazo para Recife após a Guerra dos Mascates
Consolidou-se como principal centro político e comercial, passando a ser a sede da capitania (1714).
Diferença entre a Guerra dos Mascates (1710) e a Insurreição Pernambucana (1654)
1654 foi contra os holandeses (união de elites luso-brasileiras). 1710 foi um conflito interno entre a elite açucareira de Olinda e os comerciantes de Recife.
Relação entre holandeses e portugueses antes da União Ibérica
Parceiros comerciais. Os holandeses financiavam, refinavam e distribuíam o açúcar de Pernambuco, e o crédito holandês impulsionou a produção.
Definição da União Ibérica
Período de 1580 a 1640 em que Portugal ficou sob o mesmo rei da Espanha. Terminou com a Restauração portuguesa (1640).
Primeira grande invasão holandesa ao Brasil
Salvador (Bahia), em 1624. Os holandeses foram expulsos em 1625.
WIC
Companhia das Índias Ocidentais (1621), empresa de comércio financiada por investidores e banqueiros holandeses. Organizou a conquista do açúcar e comandou a Nova Holanda.
Invasão Holandesa
Os holandeses tinham interesse na produção açucareira do Brasil em Pernambuco e invadiram em 1630.
Nova Holanda
Nome do domínio holandês no Nordeste, a partir de Pernambuco, com capital em Recife.
Quem foi Maurício de Nassau
João Maurício de Nassau-Siegen, governador da Nova Holanda nomeado pela WIC. Governou de 1637 a 1644.
Governo de Maurício de Nassau
Fez acordos com os senhores de engenho e financiou a produção açucareira.
Obras urbanas de Nassau em Recife
Cidade Maurícia, drenagem de pântanos, estradas, calçamento, prédios públicos e pontes, além de jardim zoológico, biblioteca e observatório astronômico.
Período e objetivo da Insurreição Pernambucana
1645 a 1654. Expulsar os holandeses.
Causas da Insurreição Pernambucana
Mudança na política financeira da WIC, cobrança das dívidas dos senhores de engenho, aumento de impostos e dificuldades da economia açucareira.
Que grupos participaram da Insurreição
Elites, forças populares, negros e indígenas, que formaram o exército luso-brasileiro.
Batalhas dos Guararapes
Duas vitórias luso-brasileiras (1648 e 1649) decisivas para a expulsão dos holandeses. Ocorreram no Monte dos Guararapes.
Expulsão dos Holandeses do Brasil
Rendição na Campina do Taborda, em janeiro de 1654.
Paz de Haia
Tratado em que a Holanda renunciou ao Brasil e Portugal pagou indenização aos holandeses.
Consequência econômica da expulsão dos holandeses
Crise do açúcar brasileiro. Os holandeses levaram a técnica para as Antilhas e passaram a concorrer com o açúcar do Brasil.
Quando e onde ocorreu a Revolução Praieira
Pernambuco, de 1848 a 1850 (os combates principais foram em 1848 e 1849), no Segundo Reinado de D. Pedro II.
Orientação ideológica do movimento Praieiro
Liberal e federalista, com forte base popular e urbana.
A influência externa que marcou a Praieira
A “Primavera dos Povos” (1848), onda de revoluções liberais e nacionalistas na Europa.
Contra o que os praieiros lutavam
A centralização do poder nas mãos de D. Pedro II, simbolizada pelo Poder Moderador.
Quem eram os praieiros e a origem do nome
Liberais pernambucanos. O nome vem da sede do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife.
Quem eram os Guabirus (Gabirus)
Os conservadores, rivais políticos dos praieiros e ligados à oligarquia agrária de Pernambuco.
Ditado popular que resumia a concentração de poder em Pernambuco
“Em Pernambuco, ou você é Cavalcanti ou é cavalgado”, em referência à família Cavalcanti, dona de grande parte dos engenhos e do controle político da província.
Causas econômicas e sociais da Praieira
Crise do açúcar e do algodão, concentração de terras, pobreza generalizada e antilusitanismo (controle português do comércio a varejo e dos preços).
Elo entre a Revolução Praieira e a Guerra dos Mascates
Nas duas, havia hostilidade contra os comerciantes portugueses. Em 1710 a elite de Olinda os atacava, e em 1848 os praieiros pediam o comércio a retalho só para brasileiros.
Razão de Pernambuco ser visto como “província rebelde”
Pelo histórico de revoltas liberais anteriores, como 1817, 1824 (Confederação do Equador) e a Guerra dos Cabanos (1835).
Estopim para o inicio da Revolução Praieira
A nomeação de um conservador (guabiru) para presidir a província, em 1848, afastando os praieiros do poder.
Onde e quando começou a Revolta Armada da Revolução Praieira
Em Olinda, em novembro de 1848.
O Manifesto ao Mundo
Documento de 1849 que reunia as reivindicações dos praieiros, redigido por Antônio Borges da Fonseca.
Reinvindicações do Manifesto ao Mundo
Voto livre e universal, liberdade de imprensa, trabalho como garantia de vida, comércio a retalho só para brasileiros, federalismo e independência dos poderes (fim do Poder Moderador).
Desfecho da Revolução Praieira
Os rebeldes tomaram o poder momentaneamente e usaram guerrilha, mas foram derrotados pelas forças imperiais (1849 e 1850).
Destino dos líderes da Praieira
Foram condenados à prisão e alguns deportados para Fernando de Noronha. Receberam anistia imperial em 1852.