Historia de Pernambuco

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Flashcards focados na Historia de Pernambuco para o concurso de Bombeiros.

48 Terms

1
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Período que ocorreu a Guerra dos Mascates

1710 a 1711, no governo português sobre a capitania de Pernambuco (século XVIII, já no período colonial)

2
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Os dois lados do conflito na Guerra dos Mascates

Olinda (aristocracia açucareira, os senhores de engenho) contra Recife (comerciantes portugueses, os “mascates”)

3
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A causa imediata da Guerra dos Mascates

A elevação do Recife à condição de vila (1709), com autonomia em relação a Olinda.

4
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A razão de Olinda estar em desvantagem econômica em 1709

Crise do açúcar e endividamento dos senhores de engenho, que deviam aos comerciantes de Recife.

5
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O que Recife ganhou ao virar vila

Câmara Municipal e pelourinho, símbolos de autonomia administrativa e poder.

6
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Símbolo do Pelourinho

A autoridade municipal e a justiça local, ou seja, a emancipação de Recife.

7
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O sentimento de “antilusitanismo” na Guerra dos Mascates

A rejeição da elite de Olinda aos portugueses do reino, especialmente os comerciantes de Recife.

8
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Significado do termo “mascates”

Apelido pejorativo dado pelos olindenses aos comerciantes portugueses de Recife.

9
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Natureza do conflito da Guerra dos Mascates

Pelo poder político em Pernambuco, e não uma luta contra a metrópole.

10
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Cargo de Bernardo Vieira de Melo

Liderança da nobreza de Olinda na revolta.

11
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Reação de Olinda a autonomia de Recife

Invadiu Recife, destruiu o pelourinho, colocou o bispo Manuel Álvares da Costa no governo, tentou perdoar as dívidas de Olinda e anulou a autonomia de Recife.

12
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Ações de Recife no contra-ataque a Olinda na Guerra dos Mascates

Invadiu Olinda e prendeu lideranças da revolta.

13
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Como a Coroa encerrou a Guerra dos Mascates

D. João V nomeou Félix José Machado de Mendonça como governador, que pacificou a região e confirmou a autonomia de Recife.

14
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Vencedor da Guerra dos Mascates

Recife: manteve a condição de vila e o pelourinho e a Câmara foram reconstruídos.

15
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Consequência de longo prazo para Recife após a Guerra dos Mascates

Consolidou-se como principal centro político e comercial, passando a ser a sede da capitania (1714).

16
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Diferença entre a Guerra dos Mascates (1710) e a Insurreição Pernambucana (1654)

1654 foi contra os holandeses (união de elites luso-brasileiras). 1710 foi um conflito interno entre a elite açucareira de Olinda e os comerciantes de Recife.

17
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Relação entre holandeses e portugueses antes da União Ibérica

Parceiros comerciais. Os holandeses financiavam, refinavam e distribuíam o açúcar de Pernambuco, e o crédito holandês impulsionou a produção.

18
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Definição da União Ibérica

Período de 1580 a 1640 em que Portugal ficou sob o mesmo rei da Espanha. Terminou com a Restauração portuguesa (1640).

19
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Primeira grande invasão holandesa ao Brasil

Salvador (Bahia), em 1624. Os holandeses foram expulsos em 1625.

20
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WIC

Companhia das Índias Ocidentais (1621), empresa de comércio financiada por investidores e banqueiros holandeses. Organizou a conquista do açúcar e comandou a Nova Holanda.

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Invasão Holandesa

Os holandeses tinham interesse na produção açucareira do Brasil em Pernambuco e invadiram em 1630.

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Nova Holanda

Nome do domínio holandês no Nordeste, a partir de Pernambuco, com capital em Recife.

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Quem foi Maurício de Nassau

João Maurício de Nassau-Siegen, governador da Nova Holanda nomeado pela WIC. Governou de 1637 a 1644.

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Governo de Maurício de Nassau

Fez acordos com os senhores de engenho e financiou a produção açucareira.

25
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Obras urbanas de Nassau em Recife

Cidade Maurícia, drenagem de pântanos, estradas, calçamento, prédios públicos e pontes, além de jardim zoológico, biblioteca e observatório astronômico.

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Período e objetivo da Insurreição Pernambucana

1645 a 1654. Expulsar os holandeses.

27
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Causas da Insurreição Pernambucana

Mudança na política financeira da WIC, cobrança das dívidas dos senhores de engenho, aumento de impostos e dificuldades da economia açucareira.

28
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Que grupos participaram da Insurreição

Elites, forças populares, negros e indígenas, que formaram o exército luso-brasileiro.

29
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Batalhas dos Guararapes

Duas vitórias luso-brasileiras (1648 e 1649) decisivas para a expulsão dos holandeses. Ocorreram no Monte dos Guararapes.

30
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Expulsão dos Holandeses do Brasil

Rendição na Campina do Taborda, em janeiro de 1654.

31
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Paz de Haia

Tratado em que a Holanda renunciou ao Brasil e Portugal pagou indenização aos holandeses.

32
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Consequência econômica da expulsão dos holandeses

Crise do açúcar brasileiro. Os holandeses levaram a técnica para as Antilhas e passaram a concorrer com o açúcar do Brasil.

33
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Quando e onde ocorreu a Revolução Praieira

Pernambuco, de 1848 a 1850 (os combates principais foram em 1848 e 1849), no Segundo Reinado de D. Pedro II.

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Orientação ideológica do movimento Praieiro

Liberal e federalista, com forte base popular e urbana.

35
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A influência externa que marcou a Praieira

A “Primavera dos Povos” (1848), onda de revoluções liberais e nacionalistas na Europa.

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Contra o que os praieiros lutavam

A centralização do poder nas mãos de D. Pedro II, simbolizada pelo Poder Moderador.

37
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Quem eram os praieiros e a origem do nome

Liberais pernambucanos. O nome vem da sede do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife.

38
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Quem eram os Guabirus (Gabirus)

Os conservadores, rivais políticos dos praieiros e ligados à oligarquia agrária de Pernambuco.

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Ditado popular que resumia a concentração de poder em Pernambuco

“Em Pernambuco, ou você é Cavalcanti ou é cavalgado”, em referência à família Cavalcanti, dona de grande parte dos engenhos e do controle político da província.

40
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Causas econômicas e sociais da Praieira

Crise do açúcar e do algodão, concentração de terras, pobreza generalizada e antilusitanismo (controle português do comércio a varejo e dos preços).

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Elo entre a Revolução Praieira e a Guerra dos Mascates

Nas duas, havia hostilidade contra os comerciantes portugueses. Em 1710 a elite de Olinda os atacava, e em 1848 os praieiros pediam o comércio a retalho só para brasileiros.

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Razão de Pernambuco ser visto como “província rebelde”

Pelo histórico de revoltas liberais anteriores, como 1817, 1824 (Confederação do Equador) e a Guerra dos Cabanos (1835).

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Estopim para o inicio da Revolução Praieira

A nomeação de um conservador (guabiru) para presidir a província, em 1848, afastando os praieiros do poder.

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Onde e quando começou a Revolta Armada da Revolução Praieira

Em Olinda, em novembro de 1848.

45
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O Manifesto ao Mundo

Documento de 1849 que reunia as reivindicações dos praieiros, redigido por Antônio Borges da Fonseca.

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Reinvindicações do Manifesto ao Mundo

Voto livre e universal, liberdade de imprensa, trabalho como garantia de vida, comércio a retalho só para brasileiros, federalismo e independência dos poderes (fim do Poder Moderador).

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Desfecho da Revolução Praieira

Os rebeldes tomaram o poder momentaneamente e usaram guerrilha, mas foram derrotados pelas forças imperiais (1849 e 1850).

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Destino dos líderes da Praieira

Foram condenados à prisão e alguns deportados para Fernando de Noronha. Receberam anistia imperial em 1852.