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IGFs e TGF-b na osteoporose
Igf-1 - fator de crescimento; diferenciação de osteoblastos; crescimento ósseo; ativa a Wnt
TGF-b - manutenção do tecido ósseo; regula os osteoblastos
Citocinas inflamatórias da osteoporose:
IL-6, IL-1, IL-7, TNF-a, PGE2
Na osteoporose, quais as moléculas responsáveis pela ativação de células T?
RANK-L, IFN-y, MCH II
Quais os efeitos da diminuição de estrogénio na osteoporose?
diminui OPG - falha na inibição da RANKL
aumento de citocinas inflamatórias (IL-6, IL-7, IL-1, TNF-a, PGE2)
aumento de RANKL, MCH II, IFN-y - ativação de células T
menor reabsorção intestinal e reabsorção renal de Ca2+
Qual a função dos estrogénios na osteoporose?
Aumentam IGFs e TGD-b
Aumentam a reabsorção renal e absorção intestinal de Ca2+
Diminuem a sensibilidade/efeito à PTH
Diminuem a esclerostina
Aumentam OPG
Diminuem RANKL
Diminuem a produção de mediadores inflamatórios
Qual a função da esclerostina?
A esclerostina:
inibe a via Wnt/B-catenina
Inibe a diferenciação de osteoblastos
Evita a formação óssea excessiva
Na osteoporose, o que faz o BMP-2?
Estimula a diferenciação em osteoblastos
Ativa genes osteogénicos (RunX, osteocalcina, colagénio II)
Na osteoporose secundária, como é inibida a via Wnt/B-catenina?
Pelos inibidores DKK1 e esclerostina
Diminuiução de recetores Wnt
Aumento da PPARy2
Qual a função da IL-11 na osteoporose?
Papel anabólico no osso
Estimula a maturação e atividade dos osteoblastos
Mantém o equilíbrio entre a formação e reabsorção óssea
Regula estes processos via ativação da via JAK/STAT3
Qual a influência da proteína Klotho na osteoporose?
Proteína anti-envelhecimento
Liga-se a Fgf23
Efeitos protetores contra o stress oxidativo e inflamação
Regula o metabolismo de P e vit.D
Aumenta a excreção de P (+Ca2+)
Ativa a vit.D
Inibe a via NF-kB
O que faz a via NF-kB na osteoporose?
Aumenta a inflamação no tecido ósseo
Ativa osteoclastos
Diminui a função osteoblástica
Como se pode diagnosticar osteoporose?
Absorciometria de raios-x/densitmetria
Tomografia computarizada (microarquitetura)
Análises ao sangue e urina (diferencial)
Qual a função do RunX na osteoporose?
Fator de transcrição osteogénico
Ativa genes para formar matriz
Diferenciação dos osteoblastos
Na osteoporose secundária causada por corticosteróides, o que acontece a nível dos osteoclastos?
Diminui a apoptose dos osteoclastos e ativa-os
Aumenta IL-6 e IL-1B
Aumenta RANKL
Aumenta CSF-1 (crescimento e sobrevivência) (monócitos)
Inibe OPG
Qual o mecanismo do RANKL na osteoporose?
Citocina da família TNF produzida por osteoblastos e osteócitos
Liga-se a RANK na superfície de percursores dos osteoclastos - ativa NF-kB - matura os osteoclastos
Quais são as 3 principais ações do estrogénio no osso?
Ativar a remodelação óssea
Inibir a diferenciação osteoclástica e promover a sua apoptose
Promover a diferenciação dos osteoblastos reduzindo a sua apoptose
Na osteoporose secundária causada por CE, o que acontece a nível sistémico?
Menor absorção intestinal de cálcio
Maior excreção urinária de cálcio - hipocalcemia funcional
Hiperparatiroidismo (+PTH) - aumento de RANKL
Menos LH e FSH - menos estrog. e tetost. - perda do efeito protetor
Suplementação de vit. D e cálcio
Vit. D:
Papel fundamental para a homeostase P/Ca2+
Mas não mostra reduzir o risco de fraturas ósseas da OP
Útil apenas em populações de risco
Dosar e suplementar apenas em casos específicos
Cálcio
Sem benefício claro e possível efeito cardiovascular
Preferir ingestão alimentar que suplemento
Cálcio + Vit.D
Pequeno benefício combinado, mas possível risco CV
Preferir da dieta, apenas suplementar se necessário
Que fatores influenciam a escolha do tratamento da OP?
Gravidade da patologia - alvos de tratamento personalizados Escolha inicial: - terapia anabólica (+ rápido da densidade e - risco de fratura); - terapia antirreabsortiva (atua de forma mais lenta)
A escolha de bifosfonatos
A função renal limita a opção de tratamento (hipercalcemia)
Romosozumabe contraindicado em histórico cardiovascular
Bifosfonatos IV e orais
Sem diferença clara em eficácia
A escolha pode depender de tolerância e função renal
Bifosfonatos nitrogenados e não nitrogenados
Bifosfonatos não nitrogenados
metabolizados dentro dos osteoclastos em análogos tóxicos de ATP que inibem enzimas e induzem apoptose
Bifosfonatos nitrogenados
Inibem a enzima FPPS que prenila GTPases que são necessárias para a adesão à matriz e sobrevivência celular. Os osteoclastos tornam-se disfuncionais e morrem.
Desonumab
Anticorpo monoclonal IgG2 que tem como alvo o RANKL, inibindo o desenvolvimento e atividade dos osteoclastos.
Segunda terapia mais prescrita depois dos bifosfonatos
Também usado em oncologia
Não é metabolizado pelos rins logo pode ser usado em pacientes com disfunção renal leve/moderada
Pode causar hipocalcemia em uso prolongado
Efeito rebote ao suspender - Nunca interromper sem transição planeada
Romosozumabe
Anticorpo monoclonal inibidor da esclerostina com efeitos anti-reabsortivos e anabólicos
Calcitonina
Diminui o Ca2+ sérico
Rapidamente libertada em resposta à hipercalcemia
Inibe a reabsorção óssea
Tratamento hormonal com estrogénio
Agentes não esteróides sintéticos (SERMS) ligam-se a ER com efeitos agonistas ou antagonistas dependendo do alvo. Raloxifeno e tamoxifeno
Progestinas sintéticas exercem a sua função em recetores nucleares da progesterona nos osteoblastos, aumentando o seu número e formação óssea
Segurança de terapias anabólicas
Mostraram-se eficientes mas levantam preocupações relativamente a efeitos CV
Abaloparatida → menor probabilidade de eventos cardíacos adversos em relação ao placebo.
Romosozumabe → maior probabilidade de risco cardiovascular em comparação com placebo.
Ácido zoledrónico (ou zoledronato)
Um dos fármacos mais potentes e duradouros da OP
Efeito prolongado devido à ligação à matriz óssea com posterior libertação gradual
Bifosfonato nitrogenado
IV uma vez por ano
Pode causar síndrome pseudogripal (febre, mialgia, atralgia); hipocalcemia transitória e nefropatia.