Sintaxe: Conceitos iniciais, Período Simples e Sujeito

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1
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O que significa a sintaxe?

Em quais partes a sintaxe é dividida?

  • Estudar a função e a posição de palavras e termos, isto é, saber “o que a palavra faz”.

  • Concordância nominal e verbal; regência verbal e nominal; colocação (pronominal).

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O que é uma frase?

É uma sentença organizada de palavras.

Essas palavras estão organizadas de uma forma compreensível. Assim, tem-se a presença de uma frase.

Se as palavras não estiverem em ordem compreensível, então não há uma frase.

3
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O que é uma oração?

É um tipo de frase dotada de verbo.

É correto afirmar que toda oração é uma frase, mas nem toda frase é uma oração.

4
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O que é um período?

É um espaço do texto em prosa, ou seja, em parágrafos.

O espaço do texto é iniciado com letra maiúscula e o período vai até uma pontuação (ponto final, ponto de interrogação e ponto de exclamação). As reticências podem ou não encerrar um período.

5
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O que é período simples e período composto?

Período simples: caracteriza-se por possuir apenas uma oração.

Período composto: é constituído por mais de uma oração.

6
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Qual é a organização padrão dos termos de uma oração em língua portuguesa?

Sujeito + Verbo + Complemento + adjunto adverbial.

No entanto, é possível ter inversões.

7
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De acordo com a sintaxe, o que é sujeito?

Termo com o qual o verbo estabelece concordância (concordância verbal).

8
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Quais perguntas ao verbo ajudam a identificar o sujeito?

  • Perguntar ao verbo: quem? / o que?

  • Exemplo: “o aumento dos preços dos alimentos assustou os brasileiros”.

    • Verbo: “assustou”.

      • Pergunta: “o que assustou?”
        Resposta: “o aumento dos preços dos alimentos” (sujeito).

9
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Como identificar o núcleo do sujeito?

  • Identifica-se a partir de um substantivo sem preposição. O núcleo do sujeito não pode ser preposicionado.

  • Exemplo: “o aumento dos preços dos alimentos assustou os brasileiros”.

    • Sujeito: “o aumento dos preços dos alimentos”.

      • “preços” e “alimentos” estão preposicionados, então não pode ser o núcleo do sujeito.

      • Núcleo do sujeito: “aumento”.

10
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Como funciona a concordância verbal em relação ao sujeito?

O verbo concorda com o núcleo do sujeito e se subordina a ele.

11
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O sujeito pode ser separado do verbo pelo uso de vírgula?

Não se separa o sujeito do verbo com o uso de uma vírgula.

12
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O que é predicado?

Todo o conteúdo da sentença que não for sujeito.

13
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Qual é o sujeito da sentença: “cabe às autoridades a aprovação dos projetos”?

  • Verbo: “cabe”.

  • “`às autoridades” está preposicionado e não concorda com o verbo “cabe” em número, então não pode ser sujeito.

  • Sujeito: “a aprovação dos projetos”.

    • Núcleo do sujeito: “aprovação”.

14
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O sujeito pode conter dois núcleos?

  • Sim. Analise a sentença como sujeito posposto (depois do verbo):

    • “Nas cidades do interior, vivem em paz os homens e as mulheres de bem”.

  • Sujeito: “os homens e as mulheres de bem”.

    • Núcleos: “homens” e “mulheres”.

15
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O núcleo do sujeito pode ser um verbo? Como isso se chama?

  • Sim. E quando o núcleo do sujeito é um verbo, chama-se de sujeito oracional.

    • Exemplo: “cabe às autoridades aprovar os projetos”.

      • Sujeito: “aprovar os projetos”.

        • Núcleo do sujeito: “aprovar”.

16
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O verbo que possui sujeito oracional (quando o sujeito é um verbo) fica no singular ou no plural?

O verbo que possui sujeito oracional deve ficar no singular.

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O Sujeito Expresso pode ser simples ou composto.

O que são sujeitos simples e composto?

  • Sujeito Simples: dotado de apenas um núcleo.

    • Exemplo: "o aumento do preço dos alimentos assustou os brasileiros”.

      • Sujeito com um núcleo (simples): “aumento”.

  • Sujeito Composto: tem mais de um núcleo.

    • Exemplo: “nas cidades do interior, vivem em paz os homens e as mulheres de bem”.

      • Sujeito com dois núcleos (composto): “homens” e “mulheres”.

18
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O que é Sujeito Elíptico/Desinencial/Oculto?

  • Sujeito que, apesar de não expresso, pode ser identificado pelo texto ou pelo discurso (o final do verbo determina quem é o sujeito).

19
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Analise a sentença: “Ouvi os poetas. Disseram palavras de amor”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

  • “Ouvi” é um verbo. Quem ouviu os poetas? “Eu”. “Eu” não está explícito, logo há um sujeito elíptico oculto ou desinencial.

  • Quem “disseram palavras de amor”? “Eles”. No texto é possível saber quem são “eles”, isto é, “os poetas”. “Disseram” é um verbo na 3ª pessoa do plural com referente textual, sendo assim, é mais um exemplo de sujeito elíptico, oculto ou desinencial.

20
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O que é um sujeito indeterminado?

  • Sujeito que não é identificável pelo texto ou pelo discurso.

  • Verbo na 3ª pessoa do plural SEM referente textual.

21
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Analise a sentença: “Disseram palavras de amor”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

  • Quem “disseram palavras de amor”?

    • Não se sabe, portanto é um sujeito indeterminado.

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Analise a sentença: “É preciso confiar em Deus”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

  • Tem-se os verbos “é” e “confiar”. Quando se tem dois verbos, tem-se dois possíveis sujeitos.

    • “Confiar em Deus” é o sujeito do verbo “é”. Esse sujeito, inclusive, é um sujeito oracional.

    • “Confiar” é um verbo que termina em “ar”, ou seja, está no infinitivo.

      • Não dá para saber quem é que confia em Deus. Quando se diz “é preciso confiar em Deus”, quer-se dizer que é preciso que qualquer pessoa confie em Deus – essa é a semântica dessa frase.

        • Esse infinitivo, portanto, não se refere a ninguém – tem-se um infinitivo impessoal, que é traço de sujeito indeterminado.

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Analise a sentença: “É preciso confiar em Deus”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

  • Tem-se os verbos “é” e “confiar”. Quando se tem dois verbos, tem-se dois possíveis sujeitos.

    • “Confiar em Deus” é o sujeito do verbo “é”. Esse sujeito, inclusive, é um sujeito oracional.

    • “Confiar” é um verbo que termina em “ar”, ou seja, está no infinitivo.

      • Não dá para saber quem é que confia em Deus. Quando se diz “é preciso confiar em Deus”, quer-se dizer que é preciso que qualquer pessoa confie em Deus – essa é a semântica dessa frase.

        • Esse infinitivo, portanto, não se refere a ninguém – tem-se um infinitivo impessoal, que é traço de sujeito indeterminado.

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O que são orações sem sujeito?

  • São orações em que os verbos que não admitem a posição do sujeito – ela não é ocupada, pois o verbo não permite que ocorra um sujeito.

  • Existe oração sem sujeito, mas não existe oração sem predicado, pois não existe oração sem verbo, e o verbo já é o predicado.

25
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Analise as sentenças:

“Choveu durante a cerimônia”.

“Choveu confete durante a cerimônia”.

Quais são os tipos de sujeitos das sentenças?

  • “Choveu durante a cerimônia”: tem-se o verbo “chover”. Quem choveu durante a cerimônia? O que choveu durante a cerimônia? Não se sabe. Os verbos impessoais indicam fenômenos da natureza. “Choveu” é um verbo impessoal. Sendo assim, tem-se um caso de oração sem sujeito, ou sujeito inexistente.

  • “Choveu confete durante a cerimônia”: o verbo “chover” não tem um sentido de fenômeno da natureza. A ideia é a de que caiu confete durante a cerimônia. O que choveu durante a cerimônia? Confete. “Confete” é sujeito simples. O verbo “choveu”, aqui, é um verbo pessoal, admitindo sujeito.

26
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Analise a sentença: “havia plantas na varanda”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

É admitida a frase: “haviam plantas na varanda”?

  • O verbo “haver” foi empregado com o sentido de “existir”. É o mesmo que dizer “existiam plantas na varanda”. O verbo “existir” é um verbo pessoal. Significa dizer que ele admite sujeito.

  • No entanto, “haver”, no sentido de “existir”, é um verbo impessoal que marca uma oração sem sujeito. Por isso, ele só pode ficar no singular.

  • Ou seja, além de ser uma sentença sem sujeito, não se pode dizer “haviam plantas na varanda”.

  • Quando se tem uma sentença com locução verbal e o verbo principal é impessoal, a locução inteira é impessoal. Assim, o auxiliar só pode ficar no singular.

    • “Deve haver plantas na varanda” e não “devem haver plantas na varanda”.

27
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Analise a sentença: “faz oito meses que eles esperam a criança”.

Qual é o tipo de sujeito da sentença?

É admitida a frase: “fazem oito meses que eles esperam a criança”?

O verbo é impessoal e é uma oração sem sujeito, por isso só pode ficar no singular. A gramática da língua portuguesa não aceita substituir o “faz” por “fazem”.

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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Expressões partitivas (uma parte de, a metade de, uma porção de...) OU coletivos especificados (um bando de, um grupo de, uma multidão de...)

  • A concordância pode ser feita com o núcleo do sujeito ou com o termo que especifica o núcleo.

    • Exemplo: Uma parte dos candidatos reclamou/reclamaram da estrutura das salas.

29
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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Sujeito com numerais percentuais e fracionários.

  • É possível concordar com a porcentagem (que é o núcleo do sujeito) ou com o termo que especifica o núcleo.

    • Exemplo: “20% de todo o montante serão doados/será doado àquela creche”.

      • Pode-se concordar com “20%” ou com “o montante”.

  • Quando há uma fração, deve-se concordar com o numerador ou com o termo que especifica o sujeito.

    • Exemplo: ¼ dos médicos está/estão em greve.

      • Pode-se concordar com “¼” ou com “médicos”.

30
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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Quantidades aproximadas

  • É preciso concordar com o núcleo do sujeito.

    • Exemplo: “cerca de 30 pessoas falaram com os manifestantes”.

      • Núcleo do sujeito: “pessoas”.

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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Expressão “mais de um”

  • É preciso concordar com com o núcleo do sujeito.

    • Exemplo: “mais de um deputado será candidato à reeleição”.

      • Núcleo do sujeito: “deputado”.

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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Sujeito com palavras pluralizadas

  • Se houver um artigo, é preciso concordar com o artigo.

    • Exemplo: “os Estados Unidos pautam a economia mundial”.

  • Se não houver um artigo, o verbo fica no singular.

    • Exemplo: “Minas Gerais integra a região Sudeste”.

33
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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Sujeito composto

  • Ordem direta: verbo no plural.

    • Exemplo: “o homem e a mulher batalham por melhorias”.

  • Ordem indireta: é possível concordar com os dois núcleos ou com o núcleo mais próximo.

    • Exemplo: “batalham/batalha por melhorias o homem e a mulher”.

  • Ordem indireta: se o verbo for tiver “reciprocidade”, só é possível concordar com os dois núcleos.

    • Exemplo: “beijaram-se ardentemente o homem e a mulher”.

  • Se o sujeito tiver a conjunção “ou”, concordar com um núcleo ou com os dois núcleos muda o sentido da sentença.

    • Exemplo: “Ana ou Joana casará/casarão nesta manhã”.

      • “Ana ou Joana” “casará” ou “casarão”, ambas as concordâncias estão corretas, mas com sentidos diferentes. Uma delas casará ou as duas podem se casar (“casarão”).

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CONCORDÂNCIA VERBAL:

Verbo SER

  • É preciso concordar com o pronome do caso reto ou pessoa.

    • Exemplo: “nós somos o futuro” / “João era as preocupações de todos”

  • Quando não há pronome do caso reto pessoa, pode concordar com sujeito ou com o predicativo.

    • Exemplo: “tudo na vida é/são flores”.

  • Na ideia de quantidade, a concordância é feita com a quantidade.

    • Exemplo: “trezentos reais é muito para uma jovem”.

      • Concordância feita com a quantidade (“muito”).