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Polimorfismos no gene FTO
Fat mass and obesity-associated gene
regula o metabolismo genético e o apetite
Influencia o metabolismo lipídico e diferenciação de adipócitos
Polimorfismos podem levar a maior acúmulo de gordura e resistência à insulina (maior risco de DM2)
Polimorfismos no gene IRS1
Condicionam a resistência à sinalização desencadeada pela insulina no seu recetor (levam a resistência insulínica)
Polimorfismos no gene TCF7L2
Faz parte da via de sinalização Wnt/beta catenina
Diminui a secreção de insulina
Diminui a produção de GLP-1
Menor proliferação e sobrevivência de células beta
Diminui a inibição de glucagon
Polimorfismos nos genes CDKAL1, CDKN2A e CDKN2B
Redução da massa e capacidade de regeneração das células Beta
Disfunção das células β (menor secreção de insulina em resposta à glicose)
Polimorfismos no gene HHEX
menor secreção de insulina
menor proliferação das células β
IGFB2P2
Este gene codifica a proteína de ligação do IGF-2
Polimorfismos levam à resistência à insulina e diminuem a função das células Beta
GCKR
Proteína reguladora da glucocinase
Polimorfismos levam a:
Redução da inibição da glucocinase
Maior captação hepática de glicose
Maior lipogénese
SLC30A8
Transportador de Zinco necessário para o armazenamento de insulina
Polimorfismos levam a:
menor maturação e armazenamento de insulina
menor secreção de insulina estimulada por glicose
hiperglicemia
Relativamente à prevalência e etiologia da DM2:
Forma mais comum de diabéticos (90% dos casos)
É hereditária e acumula-se nas famílias
De etiologia multifatorial
90% dos casos seriam evitáveis através do controlo do IMC, dieta e exercício moderado
Maior prevalência em países em desenvolvimento
Quais são os sintomas do estado hiperglicémico hiperosmolar?
Polidipsia
Poliúria
Polifagia
Náuseas
Letargia
Confusão
Convulsões
Coma
Que outras condições podem originar DM2?
Acromegalia (níveis elevados de hormona do crescimento)
Síndrome de Cushing (níveis elavados de cortisol)
Feocromocitoma (níveis elevados de adrenalina)
Hiper e hipoparatiroidismo
Mutações no gene da insulina
Mutações no DNA mitocondrial
(ovários policísticos e síndrome metabólica também são fatores de risco)
Como ocorre o processo fisiológico de reconhecimento da insulina?
Ligação da insulina ao recetor — Ativação IRS-1 e 2 — Ativação da cinase PIK3— Translocação do transportador GLUT4 para a membrana e captação da glicose
Quais os mecanismos que levam à aquisição de resistência à insulina na DMT2?
Acúmulo de lípidos — aumento de DAG — ativa PKC — fosforila os resíduos de serina das IRS
Disfunção mitocondrial
TA: interfere na secreção de adiponectina
Outros: maiores níveis de ROS — ativam serinas cinases sensíveis a ROS que fosforilam IRS
Inflamação (IL-6 e TNF-a) —ativa cinases como (JNK1, IKKB) — contribuem para a fosforilação em IRS
Stress do RE — UPR — IRE1a — ativa a JNK1 — fosforila as IRS
Quais os diferentes tipos de PKC?
PKC teta
PKC delta e E
Qual a principal diferença entre o modelo do octeto ominoso e do deleterion dozen?
O modelo deleterion dozen tem, para além das 8 anomalias do octeto:
Inflamação crónica de baixo grau
Disfunção imunitária
Alterações GI e disbiose
Deposição de amilóide no pâncreas
No decurso da doença podem coexistir hiperinsulinémia e hiperglicémia?
Sim.
Inicialmente existe uma disfunção qualitativa em que há uma elevada resistência à insulina. Assim, mesmo que esta esteja presente, as células não conseguem captar glicose do sangue. Isto leva a um estado de hiperglicemia. Numa tentativa de reverter esta, as células Beta produzem ainda mais insulina, ficando sobrecarregadas, e levando a um estado de hiperinsulinemia.
Essa sobrecarga leva então à disfunção quantitativa. As células Beta, ao tentarem compensar o excesso de glicose com a produção intensificada de insulina, sofrem stress do RE, que provocará apoptose. Assim, as células Beta diminuem em quantidade. A hiperglicemia mantém-se.
Qual a relação entre DMT2 e obesidade?
É a causa ambiental dominante, especialmente a gordura visceral.
Obesidade — Acúmulo de gordura ectópica e e aumento de AGs em circulação, o que leva a:
Lipotoxicidade - aumenta o stress oxidativo e a inflamação sistémica
Estado de inflamação crónica de baixo grau - TNF-a; IL-6
Disfunção do tecido adiposo
Leptina elevada mas o doente é resistente à sua ação
Resistina aumenta
Adiponectina diminui - aumento da gluconeogenese, diminuição da captação de glicose e inibição da promoção da saciedade
Hipoxia local e stress do RE (ativa JUNK1)
Aumento das citocinas
Ativação da PKC (fosforila IRS)
Aumenta a resistência à insulina (ou diminui a sensibilidade)
Aumento de RPB-4 e PAI-1 (resistência à insulina)
É um ciclo vicioso:
Excesso de energia - acúmulo de gordura - mais lipólise que liberta AGs e aumenta a resistência à insulina - Hiperinsulinemia - aumenta a glicemia - produção de mais insulina para compensar - sobrecarga das células Beta e morte - volta ao início
Quais são as complicações microvasculares de DMT2?
Retinopatia
Nefropatia
Neuropatia
Microangiopatia
Macroangiopatia
Quais são as complicações macrovasculares da DMT2?
Doença coronária
AVC
Doença arterial periférica
Dentro da formação de AGEs, quais processos são mediados por recetores e quais não são?
Mediados por recetores
Disfunção endotelial
Inflamação
Indução da proliferação celular
Não mediados por recetores
A nível da ECM (cross-linking colagénio, aprisionamento de LDL, componentes da matriz)
Função de proteínas reguladoras
Modificações nas lipoproteínas
Relativamente à nefropatia diabética
O pico de incidência ocorre entre os 10-20 anos de diagnóstico
Albuminúria (proteinúria) persistente e confirmada em pelo menos 2 ocasiões num intervalo de 3-6meses
A sua incidência começa a aumentar a partir dos 5 anos de duração da doença.
Caracterizada por:
Espessamento da membrana basal dos capilares glomerulares
Aumento difuso da matriz mesengial
Deposição de matriz laminar na periferia dos glomérulos
Aterosclerose renal
Declínio progressivo da função renal
Como se pode diagnosticar a nefropatia diabética?
Ecografia Renal
Albuminúria 24h
Doseamento de creatinina e ionograma séricos
Relação albumina/creatinina numa amostra de urina matinal
Avaliação da TFG (pelos níveis de creatinina sérica)
Mecanismo da nefropatia diabética
Hiperglicemia - aumento TGF-b, VEGF, fibropectina e colagénio - estimula a produção de matriz mesengial
Efeitos da toxicidade da glucose (hiperosmolaridade, maior permebailidade, maior volume celular, stress oxidativo, inflamação) - aumento da espessura da membrana basal e dos poros - filtração de proteínas - proteinúria
Glicosilação não enzimática - interfere com proteoglicanos - menor carga negativa do endotélio - passagem de albumina
Mecanismo da Neuropatia Diabética
Hiperglicemia - aumento do sorbitol - diminuição de mio-inositol - inativação da Na/K Atpase - defeito da condução neural
Hiperglicemia - microangiopatia - irrigação deficiente das fibras nervosas - degeneração
Mecanismo da Retinopatia Diabética
Espessamento da membrana basal dos pequenos vasos
Aumento de HIF-1a, VEGF, IGF - Aumento da permeabilidade vascular
Rutura da barreita hemato-retiniana - passagem do conteúdo intravascular para a retina - edema macular
Neovascularização
Mecanismo das cataratas
Acumulação de frutose e sorbitol a nível do cristalino - aumento da osmolaridade - stress osmótico - alteração da natureza eletroquímica da membrana - inativação da bomba Na/K - hiperhidratação das células do cristalino - Edema - Fibras liquefazem-se e rompem - Perda do equilíbrio osmótico - entrada de água e sódio - opacificações no cristalino
Qual a primeira linha no tratamento de DMT2?
Metformina
Reduz produção hepática de glicose
Qual o tratamento de 2ª linha?
Pode ser de 1ª linha em caso de comorbidades
Tratamento guiado pelo perfil do doente.
GLP-1 RA, SGLT2i, Sulfonilureias, Tiazolidinedionas
Qual o tratamento de 3ª linha na DMT2?
Insulinoterapia.
É administrada se a HbA1c permanece >9% ou se houver sintomas de hiperglicemia.
Pode ser iniciada com insulina basal com posterior intensificação conforme a necessidade.