1/34
Looks like no tags are added yet.
Name | Mastery | Learn | Test | Matching | Spaced | Call with Kai |
|---|
No analytics yet
Send a link to your students to track their progress
Do que depende a escolha de um imunossupressor?
Da doença, do doente e da duração
Quais as perguntas obrigatórias antes da prescrição?
Se é necessário
Se é apropriado
Se é seguro
Se é exequível
Como devemos monitorizar
Se o tutor compreende os riscos, a duração e os sinais de aleta
Como organizamos os fármacos imunossupressores?
De acordo com o alvo:
Linfócito T
Síntese de purinas
DNA
Citocinas
Quais os fármacos que têm como principal alvo a inibição da ativação linfocitária (alvo principal é o linfócito T)?
Ciclosporina
O que acontece quando um recetor da célula T é ativado?
Ativação da calcineurina
Translocação do NFAT (nucleo factor of activeted T-cells)
Produção de interleucinas 2 que ativam os linfócitos
Qual o mecanismo de ação da ciclosporina?
Liga-se à ciclofilina e vai bloquear a ação da cálcineurina que é a enzima absolutamente necessária para a fosforilação deste fator nuclear e a sua ativação (NFAT)
Sem o NFAT no núcleo a célula não vai produzir interleucina de forma eficaz e não se processa a ativação das células T
Quais as características farmacocinéticas da ciclosporina?
Absorção variável
Formulação vai ter impacto (preferível as microemulsionadas)
Interações através do CYP3A
A glicoproteína P (P-gp) vai influenciar (afetada pela mutação MDR1)
Monitorização deve ser individualizada
Quais os efeitos adversos da ciclosporina?
Gastrointestinais (diarreia)
Hiperplasia gengival
Infeções oportunistas
Quais os fármacos cujo mecanismo de ação é bloquear a proliferação celular (o alvo é a expansão clonal)?
Azatioprina (AZA)
Micofenolato (MMF)
Clorambucilo
Qual o mecanismo de ação destes fármacos?
Quando há uma resposta imunitária os linfócitos ativados precisam de proliferar e para proliferar precisam de sintetizar DNA, por isso os fármacos que vão interferir com as purinas ou DNA atingem sobretudo células em divisão, incluindo os linfócitos ativados
Todos os fármacos interferem com a proliferação dos linfócitos, mas todos por um mecanismo de ação diferente
Qual o mecanismo de ação da AZA?
É um pró-fármaco
No organismo é convertida em 6 - mercaptopurina
A 6 - mercaptopurina é convertida em metabolitos ativos
Os metabolitos vão inibir a síntese de purinas, que são necessárias para a síntese de DNA e RNA
Bloqueiam enzimas da via da síntese das purina e diminuem os nucleótidos disponíveis
Célula não consegue replicar o DNA
Necessidade de monitorização (animais com elevadas quantidades de enzimas TPMT, mais inativação, menos efeito farmacológico e vice-versa)
Quais os efeitos adversos da azatioprina?
Mielossupressão
Hepatotoxicidade nos cães
Interação com alopurinol
Evitar em gatos
Quando é usada a Azatioprina?
Usada sobretudo como poupadora de corticoides em doença imuno-mediadas
Qual o mecanismo de ação do MMF?
O micofenelato mofetil é convertido em ácido micofenólico
Este metabolito ativo inibe o IMPDH, que é uma enzima necessária À síntese de guanina
Como os linfócitos B e T dependem muito da síntese de purinas, o bloqueio desta enzima vai diminuir a sua proliferação
Quais os efeitos adversos do MMF?
Efeitos gastrointestinais, como diarreia
Para gato é necessário utilizar com cautela e monitorização
Para cão pode ser útil, mas não é a primeira abordagem
Qual o mecanismo de ação dos clorambucilo?
É um agente alquilante (adiciona grupos alquilos às bases do DNA), o que danifica o DNA
Ocorre cross-linking, com formação de pontes entre cadeias de DNA
Morte celular, sobretudo em células linfóides
Em que animais é mais utilizado o clorambucilo?
gat
Quais os efeitos adversos da utilização do Clorambucilo?
Gastrointestinais, mielossupressão
Quais os fármacos que pertencem ao grupo de terapias dirigidas?
Inibidores de JAK, modulam sinais, não bloqueiam apenas células
O que caracteriza a imunossupressão clássica?
Interfere com ativação/proliferação celular
Eficaz, mas frequentemente dependente de monitorização mais ou menos intensiva
O que caracteriza as terapias dirigidas?
Interferem com vias de sinalização específicas
Podem ser mais rápidas e seletivas, mas não são isentas de risco
Ser mais específico não significa que seja mias seguro
Como funcionam os Jaks?
As citocinas ligam-se a um recetor, constituído por duas porções distintas
Os Jaks são ativados pela ligação das citocinas aos recetores
A ativação dos Jacks ativa a ligação das citocinas aos recetores, isto permite a ligação das STAT
Quando ativadas as STAT levam a mensagem que a interleucina quer que seja transmitida ao núcleo
As mensagens incluem inflamação, disfunção de barreira cutânea e produção IgE
Como funcionam os inibidores de Jak?
Bloqueiam as enzimas Jak, não matamos a células nem interferimos diretamente com o DNA, mas interrompemos a mensagem que seria transmitida e que pró-inflamatória
Quais os tipos de Jak que s ligam ao recetor das citoquinas EPO (eritropoetina), TPO, GM-CSF, IL-3, IL-5?
Jak 2 e Jak 2
Quais os tipos de Jak que se ligam aos recetores onde se liga a IL-12 e IL-23?
Jak 2 e Tyk2 (jak 4)
Quais os tipos de Jak que se ligam aos recetores onde se liga o IFN-y?
Jak 2 e Jak 1
Quais os tipos de Jak que se ligam aos recetores onde liga a IL-6, IL-11, IL-13, IL-25, IL-27, IL-31?
Jak 2, Tyk 2
Jak 1
Quais os tipo de Jak que se ligam aos recetores onde se liga a IL-10, IL-22, tipo 1 IFNs (a e b)?
Tyk2 e Jak 1
Quais os tipos de Jak que se ligam aos recetores onde se ligam as IL-2, IL-4, IL-7, IL-9, IL-15, IL-21?
Jak 3 e Jak 1
Nos inibidores de JAK não podemos falar de seletividade de uma forma fácil, porquê?
Porque a ligação a Jak 1 e Jak 2 varia consoante a dose.
Numa baixa dose, atuamos sobre o Jak 1, numa dose mais elevada atuamos também sobre o Jak 2
Quais os inibidores de Jak?
Oclacitib
Ilunocitinib
Atinvicitinib
Quais as consequências da utilização da dose autorizada de inibidores de Jak? E se for uma dose superior?
Mais direcionada para citocinas associadas a alergia, inflamação e prurido
Imunossupressão mais evidente, em doses elevadas
Quais as vantagens da utilização dos inibidores de Jak?
Rápido início de ação
Administração oral
Perfil geralmente bem tolerado em cão
Interesse para doença
Quais as limitações da utilização dos inibidores de Jak?
Segurança de longo prazo poderá depender da dose, duração e contexto
Pode causar infeções, papilomas ou pneumonias
Não pode ser utilizado em gatos
Como escolher a estratégia?
Qual é a doença?
Qual é o alvo biológico?
Qual é o risco do doente?
Consigo monitorizar?