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A Antiga litúrgica hispânica: delimitação terminológica, origem, evolução
Várias maneiras de se referir ao canto em questão.
Canto hispânico- realmente a melhor- liturgia na província romana de Hispania.
Canto visigótico (visigórico-moçárabe). Começa se a desenvolver desde o III e IV (visigodos)
Canto moçárabe- uma das mais típicas, mas incorreto para toda a região. Conquista Afonso VI- permite que se mantenha liturgia 6 paróquias de Toledo
Canto neo-moçárabe
Evolução até VII do Canto Hispano
População que era Cristã ou Ariana- maneira de professar cristianismo que era considerada herética
Séc VII- grandes figuras e padres da ligreja espanhola (São Isidoro de Sevilha- escrever tratado entre outras coisas música e São Ildefonso de Toledo, toledo como capital do reino de toledo)
Portugal e Galicia - até ao VII- Reino Suevo, S. Martinho de Dume- costume de Roma
Refira as Diferenças entre canto gregoriano e o canto hispano.
Monólido, a serviço da palavra. Alternância canto antifonal.
Base das liturgias é a mesma- a bíblia e o canto mais ou menos adornados- mas sempre com a função de passar a palavra sagrada.
Solista: muito normal no canto litúrgica. Canto gregoriano sobre só uma nota. Duas cordas de recitação no canto hispânico.
(Notação n nos dá as notas, alturas)
Evolução do Canto hispano entre VIII e XI
Invasão árabes- cai reino visgodo- dois núcleos de resistência- nas astúrias um primeiro de resistência- reino asturiano e posteriormente Gallicia Leon. Ainda marca hispânica (Norte da atual catalunha)- Algum controle carolíngio. Entrada da liturgia gregoriana no IX.
Supressão importante- Gregório VII e Bernardo de Sédirac, um monge de Cluny, por privilegio de afonso VI em Toledo se permite que façam 6 paroquias da liturgia já suprimida. Comunidade moçárabe vai perdendo poder e vai diminuindo demograficamente.
Canto Hispano- século XVI
Cardeal Francisco Jiménez de Cisneros- final do XV- canto muito reduzido a estas 6 paroquias, julga que se deve recuperar este canto. Pouco tem que ver com códices mais antigos
Tem textos mas música já se havia perdido- notação n dá as notas, alturas.
É este o que hoje se domina como neomoçárabe
Por iniciativa de Cisneros copiam se 4 cantorales
Este canto é perfeitamente possível de transcrever
Tradições litúrgicas e a notação- Canto Hispano
Base da liturgia hispânica- bastante definida- alguns elementos que variam- maneira de ordenar nos textos, tbm série de meodias, Sebtri da Liturgia hispânica há 2 tradições
Tradição A: Leão e La Rioja
Notação hispânica de tipo vertical
Tradição B: Toledo
Apesar e associação a Toledo pensa se que a origem seja Sevilha (sul), por perseguições árabes tenham fugido a norte, pensa-se.
Tipo horizontal de notação
Maioria destes manuscritos copiados no X e XI.
Tendência clara da verricalidade- neumas. Muitos acentos.
Tradição da Notação A
Acento grave (`) e agudo (´) (som ascendente); e também pontos.
Notaçã adiastemática- ou em campo aberto- não nos dá as alturas, o que nos dá é o contorno silábico, e quantas notas tem em cada sílaba. Repertório de mais de 7000 melodias,e. de rara possibilidade de transcrição
Como todo o repertorio nascido da oralidade- utilização de muitos motivos que se repetem.
Mesmas agrupações neumáticas- mas n sabemos as alturas.
Fragmento de lamego- em Portugal.
Diferentes neumas- 2/3 notas- representados de modo diferente- pensa-se que possam haver nuances sonoros entre cada neuma.
Padrões melódicos que se vão combinando
Agudo ´ = Pega
. = Ponto
Grave e Agudo `´= pes
Ponto mais perga .´= pes
Porque n escrever tudo igual- pensa se que hajam diferenças rítmicas.
Agudo e grave, ou tractus ´`= clivis
Primeiro um grave, depois um agudo e de novo um grave ´= torpus
Notação da Tradição B
Muitos problemas com este tipo de notação- por ser mais tosca, menos cuidada, pensou-se ser muito antiga, do século IX, e houvesse quem dissesse ser a mais antiga notação neumática.
Copiar no XI e XIII- comunidade moçárabe nas paroquias querem preservar rito. Tem menos recursos- ent menos cuidada.
Notação n reflete alturas igualmente
Maioria do repertório n é possível reproduzir. Um grupo reduzido de 21 melodias que posteriormente se escreveram em notação Aquitânia- esta sim se pode transcrever- pontos a várias alturas- esta sim se pode ler.
Análise musical
Grupo de estudo na Universidade de Bristol. Emma Hornby. Alguns anos- sitema para identificar os padrões recorrentes: Sistema NSHL
N- Neutral: primeiro som de cada neuma e os sons cuja altura é desconhecida em relação ao anterior
S- Same: mesma altura
H- High: som mais agudo do que o anterior
L- Low: som mais grave do que anterior
Dois pontos- NS
Pes o podatus- NH
Livros litúrgicos
Missa
Liber Commicus
Liber Missarium (Manuale)
Variado
Antiphonarium O que MAIS nos interessa
Liber misticus
Liber ordinum. Tbm este nos interessa.
Ofício Divino
Psalterium
Liber canticorum
Liber Hymnorum´Liber orationum (Orationale)
Liber horarum
Principais Fontes
50 fontes entre códices e fragmentos- alguns mais completos como é o caso de:
E-L: Leão, biblioteca da Catedral, ms. 8 Antifonário de Leão
Século X e XI principalmente- testemunhos já bastante tardios
2.º metade do X. Cruz gemada- simbolo de vitoria contra arabes.
Antifonario de leão
Antiofonario de Leão
Monograma de Fernando I (f. 1r)
Monograma de seus filhos (f. 4v)
Porquê- reinvindicar que a monarquia é por graça de deus
Géneros de canto litúrgico
Esquemas litúrgicos
Ordo Monasticus
Ad nocturnos
Ordo pecularis
Prima et secunda
Tertia
Quarta et quinta-feira sexta-feira Septima et Octava
Nona
Decima
Undecima et Duodecima
Ad Completas
Ordo Cathedralis
matutinum
Vespertinum
Comum
Misa
Géneros musicais
Cantos do Oficio
Verspertinum
Sono
Antifonas
Himnos
Psallendum
Preces
Responsórios
Cantos da missa
Próprio (mudam entre calendário e situações especificas)
Prelegendum
Benedictiones
Psallendum
....
Ordinário (fixos e constantes)
Gloria
Graecum
Preces
Etc
Preces- um canto de penitência em que se implora misericórdia- tempo de quaresma. N se pode cantar neste tempo aleluia.
Melodias conservadas n são melismáticas. Na prece em questão mais aguda- dó, mais grave ré.
Introdução do canto romano-franco (gregoriano) no espaço da península ibérica- Contexto
Portugal que começa a ser condado. Reino de Leon, Navarra, Aragão (unir com território da marca hispânica, que é uma série de condados).
Precedente: canto romano-franco já tinha entrado no IX na Marca Hispânica
Territórios conquistados aos árabes pelos caronlíngios.
Territórios do império carolíngio passaram a celebrar a mesma liturgia como forma de união política pelo território.
Monastérios benedictinos- repopulando.
Uma das peculariedades esta forma de norte de catalunha- tem tbm a sua prorpia notaçõa- evolução da notação hispânica (de tipo vertical como misto de outras notações; menos acentos, mais pontos; vai se simplificando, perde figuras gráficas, mas ganha representação de alturas; parecenaç na ultima fase a notação aquitânia).
Finais do Xi- Romanização dos reinos cristãos da Peninsula Ibérica
Sancho Ramirez, rei de Aragão
Alfonso Vi, Rei de Castela, Leão e Galiza
¾ Interesse em abrir se à restante europa
¾ Suspeita de heresia. Interesse em ter melhor relação com a santa sede, roma.
Henrique de Borgonha, conde de Portugal
Papa Gregório VII
¾ Interesse em subordinar igrejas e poder temporal a Roma.
Hugo de Cluny
Bernardo de Toledo
¾ Vêm clérigos francos que vão colocando na cabeça dos bispados
S. Geraldo de Braga
¾ Monge vindo de França
D. Maurício
¾ Antipapa Gregório VIII
Papas que querem poder sobre tudo o que é espiritual e personagens cluniesenses- incutem sua maneira de celebrar lturia
Concilio de Burgos 1080- entrada oficial.
Fatores que influenciam a codificação das tradições litúrgico-musicais
Processo de passagem a nova liturgia é muito lento. Povo na sua maioria n quer nova liturgia.
Resistência que chega a matar gente
Apelar a justiça de Deus: Escolher dois cavalheiros com 2 ritos hispânico e romano-frnaco- ganha o hispânico. Narrado na cronica Najerense (XII)
Defesa ao rito moçárabe
Há que ter em conta a proveniência dos clérigos e dos livros litúrgicos.
Sobretudo vindos do sul da atual frnaça
Principais tipos de livros de canto gromano-frnco
Missa: Ofício Divino
Gradual Antifonário
Missal Breviário
Tropário-prosário processional Repertórios essenciais
Povo espanhol que tem os sues próprios santos, devoções e estrangeiros que querem impor santos, liturgia, etc. Livros de fora n trazem cultos locais.
Notação Aquitana nos espaço ibérico. Introdução
Fontes e repertórios ibéricos que começam a ser escritos em notação aquitana
Aquitânia ocidente sul francês- mas notação expandiu-se a todo o sul, e por isso há autores que consideram mais correto chamar de notação meridional
Séc. XI- manuscritos mais conhecidos desta notação
Centros de produção + importante: moseiro de Limoges (conhecido por ter polifonia), e mais a sul, Albi
Caraterísticas da notação aquitana (comparação com notação hispana
Na notação hispana o mais importante eram os acentos, aqui:
Notação diastemática- ou seja indica alturas dos sons (notas)
Disgregada.
Sobreposição de pontos muito caraterística.
A nível gráfico muito menos grafismos em relação a outras escrituras. Mas alguns aspetos:
Quilisma- símbolo em oblíquo que sai uma proteberância (neuma de condução, conduz a outra mais importante)
Ajuda nos a entender de que notas se tratam- alturas são especificas mas que notas especificas são, é incerto. Quilisma que indica que a nota é aquela diretamente a seguir (?)
Eixo de Escrito (ductus)
Manuscritos mais antigos são a ponta seca- não se vê a pauta- pauta/linha, produto de quando prepatam manuscrito à cópia. Mise-em-page.
Reservar uma linha para texto, outra para música, outra para texto, etc, etc.
A partir do XIII dá se cor à linha, principalmente a vermlho, porque progressivamente a pauta foi sendo uma referência mais importante. Conseguiu se combinar oralidade com leitura, e tornou se imediata
Que nota representa a pauta- depende. Não representa sempre a mesma nota.
Modos na notação aquitana
Modos autênticos
o Sempre uma 3.º acima da linha
o Vão mais acima e portanto linha mais acima- mais agudos
Modos plagales
o Nota final, ou finalis, coincide com a altura da pauta
o Mais graves e portanto linha sobre a linha final, exceção do modo IV.
Modo IV
o Nota Final em Mi- altura da pauta deve ser mi. Mas quando a ultima nota está debaixo da pauta- pauta representa um fá
o Avanço no tempo- pauta em fá
Ir a modo final para entender de que modo se trata
Modo I- Fá
Modo II- Ré
Modo III- Sol
Modo IV- Mi (Fá)
Modo V- Lá
Modo VI- Fá
Modo VII- Si
Modo VIII- Sol
Pauta nunca representa Dó
Monge que se habitua a isto é fácil, mas para quem aprende (rapaz) n é tão fácil assim
Área catalã- dupla pauta das cores vermelho (fá) e amarelo (dó)
Particularidade da notação nas fontes portuguesas:
Puctum romboide em posições debaixo do semitom . Pode equivaler a Si e a Lá.
Não só em pt mas noutros manuscritos em França e espanha.
No entanto provavelmente decorre de portugal
Evolução da notação aquitana
Final desta notação com o concílio de trento- unificar liturgia- mudar liturgia, e portanto cantos também- notação dominante era a quadrada- escritura que perdura por VI séculos na península ibérica- vai mudando a escrita e modo de interpretar
Notação aquitana pura.
· Sécs. X, princípios de XI.
· Apenas pontos
Notação Aquitana evoluída
· Meados do XII
· Começa a adquirir contornos geométricos. Maneira de escrever muda e, portanto, muda a notação
· Notas primeiras são pontos romboide, finais quadradas.
Vírgula que parece ponto, ou seja parece duas notas, mas é uma
· Quilisma muito provável que esteja debaixo d eum semitom, nem sempre.
Notação aquitana tardia
· A partir do XIV.
· Já se marca a pauta muito bem, pontos são maiores. Progressivamente maior dependência da leitura direta. Cantores dependentes.
Pes e Torculus. Vai evoluíndo
Epiphonus
Contextos ascendentes chamam se de Epiphonus, distinguir na notação aquitana por um traço
Cephalicus
Plicas descendentes
Exemplos: notação aquitana
Exemplo: Introito Terribilis
Fonte Francesa- F-Pn lat. 903: Gradual de Saint Yrieix, séc. XI. 2.º metade.
Introito- entrada na missa
In dedicatione eccle. Introitus (Em dedicação à igreja).
Modo plagal- nota final coincide com a pauta
Tem epiphonus
Exemplo: introito laetetur Cor
Fonte portuguesa: Missal, sécs. XII-XIII
Modo Plagal
Quirisma de novo.
Modo segundo
Introito Resurrexi
Variante portuguesa. Modo IV
Fontes Ibéricas em Notação Aquitana
Introdução de rito romano-franco. Fonte francesa- Hinário, XI- catedral de buesca, prov vindo do mosteiro e São pedro de Muasac (?). Pontos diminutos de contornos irregulares. Muito poucos os hinários que se conservam com notação
Outra fonte prov frnacesa- séc X ex-Xi med.- é a na catedral de Toledo- importante pq estudos posteriores entendem que foi tomada como referencia na introdução do canto franco romano na península
Pensa-se que vêm de Auch, Bernardo de Toledo, cluniesense que foi Bispo de toledo
Missal de um dos mosteiros + impt das idade média San millán de la Cogolla, séc. XI
Escrita é visigótica. Testemunho temperano. Mão do escriba. Seguramente algum francês escreveu a música, no entanto
Fontes portuguesas em Notação Aquitana
Ex: Missal de Mateus, séc. XII, 1.º metade. Pouca notação. Inclui Exultet. Pensa se que foi copiado em Limuge, e trazido de Assad (?), cluny.
Em Pt perdurou escrita visigótica muito mais do que noutras partes da penínsual
fragmento de Natifonário, séc. XII ex.- XIII in.
F- no incio- indica nos ser em fá. Mas é pouco frequente.
Breviário fragmentário, séc. XIII
Porto
Progressiva importância que pautas vão adquirindo
Gradual de Santa Cruz de Coimbra, séc. XIII ex- XIV
Pontos maiores e mais quadrados
Repertórios ibéricos em notação aquitana- Composição ibérica de cantochão: o aleluia da missa
· Aleluia, próprio da missa, muito adornado. Jubilus. Género- frequente intercâmbio entre música e texto. Mesma melodia com diversos textos
· Dentro da peninsula ibérica pesquisa mais ambiciosa sobre o assunto- Océane Boudeau, aqui na NOVA fcsh.
· 58 aleluias próprios do repertório aquitano
· 8 aleluias, difundidos principalmente em manuscritos da Aquitânia, mas tbm conhecidos num pequeno número de manuscritos do norte de França
· 24 aleluias difundidos no repertorio aquitano e ou fontes francesas
· Etc. Etc.
· Adaptação dos aleluiais ibéricos- 25 melodias conhecidas aplicadas a novos textos.
· Melodias conhecidas mas adaptadas a textos novos.
· Adaptação nas aleluias ibéricas- com variações melódicas.
Repertórios ibéricos em notação aquitana- Os Ofícios próprios
Associados ao oficio divino.
Momentos/horas que monges se unem para rezar.
Oficios ibéricos: 334
Ofícios em prosa: 258
Ofícios em verso: 69 (Sécs XII, XIII, muitos em verso, nesses séculos trovadores, compõe se cantigas, que são repertórios em verso)
....
Cronologia dos ofícios ibéricos
2 apenas no XI, XII 13, XIII 6, e depois obre 61/84/168. Oficios próprios para santos locais.
Maioria destas composições desaparece pós trento.
Testemunho mais antiso: oficio de Santo DOminho de Silos, Séc. XI- atualmente em londres. Notação hispana- particularidade. Tbm a escrita é visigótica.
Oficio de S. Milano de la Cogolla, s. XI ex. Começa em Notação hispânica vertical e termina em aquitana
Distribuição dos ofícios ibéricos- sobretudo santos (237), segue 32 dedicados à virgem, etc.
Difusão dos ofícios:
Espaha: 259 ofícios
Portugal: 44 ofícios
Espanha e Portugal: 29
Duvidosos: 2
Se a nível politico há divisão, a nível eclesiástico, há uma ligação muito importante
Mais composição em Aragão, catalunha.
Territorios do norte- entrada do rito-romano no século IX. Maior parte de textos e melodias únicas à ibérica são fontes de sanfona.
Muito poucos com notação musical: 13.
Notação n é hispana- vêm da região de Lorena,
Meado de XII
Repertórios ibéricos em notação aquitana— Composição de hinos
Textos- comuns ao resto da europa (255); conhecidos apenas por fontes ibéricas(90), r46 prov de composição ibérica
Melodias- comuns à europa, e peninsulares.
Repertórios ibéricos em notação aquitana— Tropos e Sequências
Mais tropos de kyrie, apenas alguns com melodias q n vem do sul de frança.