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O que é choque circulatório?
Estado de hipoperfusão tecidual, no qual a oferta de oxigênio não atende às necessidades dos tecidos.
Quais são os principais sinais clínicos de choque?
Taquicardia, extremidades frias, palidez, sudorese, enchimento capilar prolongado, oligúria e alteração da consciência.
O paciente precisa apresentar hipotensão para estar em choque?
Não. A hipotensão pode ser tardia; pode haver choque com pressão arterial inicialmente preservada.
Qual débito urinário sugere oligúria no choque?
Abaixo de 0,5 mL/kg/h.
Qual exame laboratorial pode indicar hipoperfusão tecidual?
Lactato elevado.
Quais são os quatro principais tipos de choque?
Hipovolêmico, cardiogênico, distributivo e obstrutivo.
Qual é o problema central do choque hipovolêmico?
Redução do volume circulante.
Qual é o problema central do choque cardiogênico?
Falência da bomba cardíaca.
Qual é o problema central do choque distributivo?
Vasodilatação periférica e má distribuição do fluxo sanguíneo.
Qual é o problema central do choque obstrutivo?
Obstrução mecânica ao fluxo sanguíneo.
Quais são as causas clássicas de choque hipovolêmico?
Hemorragia e perdas de líquidos por vômitos, diarreia ou outras causas.
Qual é o perfil hemodinâmico do choque hipovolêmico?
Débito cardíaco reduzido, PVC reduzida, pressão capilar pulmonar reduzida e resistência vascular sistêmica elevada.
Qual é o tratamento do choque hipovolêmico?
Controle da perda, reposição volêmica e hemoderivados quando indicados.
Qual é a proporção de hemocomponentes citada no material para hemorragia maciça?
1:1:1 de concentrado de hemácias, plasma e plaquetas.
Qual é o problema central do choque cardiogênico?
O coração não consegue bombear sangue suficiente para manter a perfusão.
Quais são as causas clássicas de choque cardiogênico?
IAM e insuficiência cardíaca grave.
Qual é o perfil hemodinâmico do choque cardiogênico?
Débito cardíaco reduzido, PVC elevada, pressão capilar pulmonar elevada e resistência vascular sistêmica elevada.
Qual é o achado ecocardiográfico que pode sugerir choque cardiogênico?
Disfunção ventricular, com redução da contratilidade e possível dilatação ventricular.
Qual é o tratamento do choque cardiogênico?
Tratar a causa, oferecer suporte hemodinâmico e considerar inotrópico, vasopressor e revascularização quando indicada.
Qual é o papel da dobutamina no choque cardiogênico?
Aumentar a contratilidade e o débito cardíaco em pacientes selecionados com baixo débito.
Qual é o papel da noradrenalina no choque cardiogênico?
Elevar a pressão arterial quando há hipotensão importante, permitindo manter a perfusão.
Por que evitar excesso de volume no choque cardiogênico?
Porque pode agravar a congestão pulmonar e a insuficiência cardíaca.
Quais são exemplos de choque distributivo?
Séptico, anafilático e neurogênico.
Qual é o perfil hemodinâmico do choque distributivo?
Resistência vascular sistêmica reduzida, com débito cardíaco frequentemente elevado no início e podendo cair tardiamente.
Como é a pele no choque séptico inicial, também chamado de fase quente?
Pode estar quente, com pulso amplo e vasodilatação periférica.
Como pode ficar a pele no choque séptico tardio?
Fria, com sinais de hipoperfusão e disfunção orgânica.
Qual é o tratamento inicial do choque séptico descrito no material?
Antibiótico precoce, cristaloide e noradrenalina quando persistir hipotensão.
Qual é o volume inicial de cristaloide citado no material para choque séptico?
30 mL/kg, com reavaliação frequente da resposta e da tolerância a volume.
Qual é o vasopressor de primeira linha no choque séptico?
Noradrenalina.
Qual é a meta de PAM citada no choque séptico?
≥65 mmHg.
Quais vasopressores podem ser associados se a noradrenalina for insuficiente?
Vasopressina ou adrenalina, conforme a situação clínica.
Quando considerar dobutamina no choque séptico?
Quando há disfunção cardíaca e hipoperfusão persistente apesar de volume e pressão adequados.
Quando considerar hidrocortisona no choque séptico?
No choque séptico refratário, especialmente quando há necessidade persistente de vasopressor.
Quais são as causas clássicas de choque obstrutivo?
TEP maciço, tamponamento cardíaco e pneumotórax hipertensivo.
Qual é a tríade de Beck?
Hipotensão, turgência jugular e bulhas cardíacas abafadas.
Qual é o tratamento do tamponamento cardíaco?
Descompressão pericárdica, geralmente por pericardiocentese como medida inicial em situações apropriadas, seguida de tratamento definitivo.
Qual é o tratamento do pneumotórax hipertensivo com choque?
Descompressão imediata e drenagem torácica.
Qual é o tratamento do TEP maciço com choque?
Suporte hemodinâmico e estratégia de reperfusão, como trombólise sistêmica quando indicada.