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Flashcards de vocabulário e conceitos-chave sobre a evolução da SAU, o impacto da PAC, as regiões agrárias e as principais produções agrícolas em Portugal para a disciplina de Geografia A (11.º ano).
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Superfície Agrícola Utilizada (SAU)
Área efetivamente utilizada para a atividade agrícola em Portugal.
Terras aráveis
Terrenos agrícolas destinados a culturas temporárias (como cereais, batata e hortícolas) e terrenos em pousio.
Culturas permanentes
Culturas que permanecem no terreno durante vários anos, como a vinha, o olival e os pomares.
Pastagens permanentes
Terrenos agrícolas utilizados durante cinco ou mais anos especificamente para alimentar o gado.
Hortas familiares
Pequenas áreas destinadas à produção agrícola, voltadas maioritariamente para o autoconsumo.
Fatores da diminuição das terras aráveis
Êxodo rural, envelhecimento da população agrícola, baixa rentabilidade de certas culturas (especialmente cereais) e reconversão das terras em pastagens ou culturas permanentes.
Causas do aumento das pastagens permanentes
Expansão da pecuária extensiva (sobretudo no Alentejo), apoios da PAC, reconversão de antigas áreas de cereais e aproveitamento de terrenos menos férteis.
Fatores de expansão das culturas permanentes
Modernização com novas tecnologias, desenvolvimento do regadio (com destaque para o Alqueva), investimento em culturas rentáveis (como olival intensivo e superintensivo) e aumento das exportações.
Fatores da redução das hortas familiares
Envelhecimento da população rural, declínio da agricultura de subsistência, abandono de pequenas explorações e avanços na urbanização e novos hábitos de consumo.
Desligamento das ajudas à produção (PAC)
Mecanismo introduzido nas reformas da PAC (em especial em 2003) em que as ajudas deixaram de exigir uma produção específica, baseando a decisão produtiva na rentabilidade de mercado e na sustentabilidade.
Principal transformação da SAU portuguesa
Perda de importância relativa das terras aráveis a favor das pastagens permanentes, acompanhada pela expansão e modernização das culturas permanentes.
Região agrária de Entre Douro e Minho
Região caracterizada por terras aráveis e pastagens, destacando-se o milho, batata, forragens, bovinicultura e a produção de Vinho Verde favorecida pelo clima atlântico.
Região agrária de Trás-os-Montes
Região com predomínio de culturas permanentes e pastagens, sobressaindo o olival, amendoal, castanheiro e a Região Demarcada do Douro (Vinho do Porto e vinhos do Douro).
Região agrária da Beira Litoral
Região com destaque para terras aráveis (arroz, milho e hortícolas), pomares (maçã, pera, pêssego e kiwi) e a vitivinicultura na Bairrada (vinhos e espumantes).
Região agrária da Beira Interior
Região focada em culturas permanentes e pastagens, com relevo para olival, vinha, pastoreio, castanheiro e frutos frescos (cereja, pêssego, maçã e pera na Cova da Beira, Fundão e Gardunha).
Região agrária de Ribatejo e Oeste
Região marcada por terras aráveis e culturas permanentes, liderando a produção hortícola (tomate para indústria), arroz, milho, vinha e frutos frescos (pera-rocha e maçã de Alcobaça).
Região agrária do Alentejo
Região caracterizada por pastagens permanentes, culturas permanentes e terras aráveis, sendo líder na pecuária extensiva, produção de azeite, trigo e amêndoa.
Região agrária do Algarve
Região dominada por culturas permanentes, com forte especialização em citrinos (laranja, tangerina, clementina e limão), amendoeira, figueira e alfarrobeira.
Região agrária dos Açores
Região fortemente marcada por pastagens permanentes, beneficiando de condições climáticas que favorecem a bovinicultura leiteira.
Região agrária da Madeira
Região caracterizada por culturas permanentes e temporárias cultivadas em socalcos (poios), destacando-se a bananeira, batata, hortícolas e o Vinho da Madeira (DOP).
Auto-suficiência em azeite em Portugal
Estatuto atingido pelo país desde 2014, tendo a produção de azeite alcançado 149,9 mil toneladas na campanha de 2019-2020.
Indicação Geográfica Protegida (IGP)
Certificação de qualidade da União Europeia que identifica produtos agrícolas e alimentares cuja reputação, características ou qualidade estão ligadas à sua origem geográfica específica.
Exemplos portugueses de produtos com IGP
Maçã de Alcobaça IGP, Cereja da Cova da Beira IGP, Alheira de Mirandela IGP e Ovos Moles de Aveiro IGP.
Pequenos frutos no Litoral Alentejano
Produção intensiva orientada à exportação (framboesas, mirtilos, amoras e morangos) localizada no concelho de Odemira, impulsionada pelo clima e pelo regadio.
Cereais na Região Centro
Representam 22% da produção nacional de cereais, com destaque para o milho para grão (27% do total nacional) e o arroz (21% do total nacional, incluindo o Arroz Carolino do Baixo Mondego IGP).
Cereais praganosos
Cereais que possuem prolongamentos finos, rígidos e pontiagudos em forma de agulha (ex.: trigo), cuja produção se concentra quase na totalidade no Alentejo (mais de 50% da área nacional).
Socalcos (poios)
Degraus construídos nas encostas da Madeira devido ao relevo acidentado para possibilitar a exploração agrícola, nomeadamente do Vinho da Madeira (DOP).
Tomate para indústria em Portugal
Cultura hortícola de grande relevo concentrada no Ribatejo e Oeste que atingiu 1.255,3 mil toneladas em 2020, correspondendo a 51% de toda a produção nacional de hortícolas.
Montado de sobro e azinho
Sistema agroflorestal de uso múltiplo típico do Alentejo que associa pastagens para pecuária extensiva, exploração de cortiça, produção de bolota e conservação da biodiversidade.
Representatividade das pastagens permanentes na SAU
Componente maioritária da SAU portuguesa que registou um crescimento de 14% (INE, 2020) e passou a representar cerca de 60% da área agrícola utilizada do país.
Prados temporários e culturas forrageiras
Superfícies destinadas à alimentação animal que cresceram 24% e passaram a ocupar a maioria das terras aráveis em Portugal (59%).