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Flashcards no estilo vocabulário baseados no conteúdo programático das aulas de Motilidade Gastrointestinal, Digestão e Absorção de Nutrientes, Secreção Digestiva e Sistema Genital Masculino da Faculdade de Medicina/Medicina Dentária do ISCTEM.
Plexo mioentérico (Plexo de Auerbach)
Rede nervosa do sistema nervoso entérico localizada entre as camadas musculares lisa longitudinal e circular da muscular externa, responsável por controlar e coordenar a atividade motora de todo o trato gastrointestinal.
Plexo submucoso (Plexo de Meissner)
Rede nervosa do sistema nervoso entérico situada na camada submucosa, cuja função é inervar as células epiteliais e a camada muscular da mucosa, controlando secreções locais e fluxo sanguíneo.
Células intersticiais de Cajal
Células localizadas entre as camadas musculares gastrointestinais que atuam como marca-passos elétricos intrínsecos, responsáveis por ditar o ritmo básico das ondas lentas.
Ondas lentas gastrointestinais
Variações lentas e ondulantes do potencial de repouso da membrana muscular lisa gastrointestinal induzidas pela entrada de íons sódio (Na+), que não constituem potenciais de ação nem provocam contração diretamente (exceto no estômago), mas determinam o ritmo do disparo dos potenciais em ponta.
Potenciais em ponta (Spike potentials)
Verdadeiros potenciais de ação gerados quando o potencial de membrana atinge cerca de −40mV no ápice de uma onda lenta, desencadeando grande influxo de íons cálcio (Ca2+) nas fibras musculares e provocando a contração muscular.

Estado de engate (Latch-state)
Condição fisiológica no músculo liso que ocorre caso a desfosforilação da cadeia leve de miosina (pela fosfatase de miosina) se dê durante a contração, mantendo a tensão com baixo consumo de energia.
Lei do Intestino
Princípio segundo o qual o reflexo peristáltico (mioentérico) estimulado pela distensão luminal produz uma contração a montante e um relaxamento receptivo a jusante, direcionando a propulsão invariavelmente no sentido anal (bocal-anal).
Músculo pterigóideo lateral
Principal músculo mastigatório responsável pela abertura da boca, tracionando a mandíbula para a frente e para baixo com o auxílio da gravidade e de músculos cervicais.
Fase faríngea da deglutição
Fase involuntária da deglutição em que o bolo alimentar é deslocado da faringe para o esôfago, ocorrendo a elevação do palato mole para vedar a nasofaringe e o rebaixamento da epiglote para bloquear a laringe, impedindo a passagem de alimento para a via respiratória.
Retropulsão gástrica
Mecanismo antral gástrico em que a aproximação de fortes ondas peristálticas diante de um piloro contraído permite a passagem de apenas poucos milímetros de quimo ao duodeno, forçando a maior parte da massa alimentar de volta para o corpo do estômago para sofrer esmagamento e mistura.
Haustrações
Contrações constritivas circulares lentas e segmentadas no cólon que projetam saculações na parede intestinal, promovendo revolvimento contínuo e exposição do conteúdo fecal à mucosa para absorção hídrica.
Reflexo da defecação
Reflexo espinhal parassimpático disparado pela distensão da parede retal que estimula ondas peristálticas no cólon descendente, sigmoide e reto, relaxando o esfíncter anal interno involuntário enquanto a evacuação final depende do controle voluntário do esfíncter anal externo via nervo pudendo.
Balanço de massa gastrointestinal diário
Equilíbrio de fluidos no qual entram cerca de 9L diários no lúmen (2L de ingestão e 7L de secreções: 1,5L de saliva, 2L de suco gástrico, 1,5L pancreático, 0,5L de bile e 1,5L intestinal), sendo removidos 9L (7,5L absorvidos no intestino delgado, 1,4L no intestino grosso e 0,1L excretados nas fezes).
Ptialina (Alfa-amilase salivar)
Enzima digestiva secretada na saliva com taxa basal de cerca de 0,5mL/min que hidrolisa o amido em maltose e polímeros curtos de glicose durante a mastigação e trânsito inicial.
Glândulas oxínticas
Glândulas da mucosa do corpo e fundo gástrico formadas por células mucosas superficiais e do colo, células parietais (produtoras de HCl e fator intrínseco), células principais (produtoras de pepsinogênio e lipase gástrica) e células enterocromafins (produtoras de histamina).
Fator Intrínseco
Glicoproteína secretada pelas células parietais da mucosa gástrica indispensável para formar um complexo com a cobalamina (vitamina B12), permitindo sua absorção específica por endocitose no íleo terminal.
Células parietais gástricas
Células das glândulas oxínticas que secretam ácido clorídrico (HCl) com auxílio da enzima anidrase carbônica e de um trocador HCO3−/Cl−, ativadas por acetilcolina, gastrina e histamina.
Fase cefálica gástrica
Primeira fase da regulação da secreção gástrica, responsável por cerca de 30% a 35% da secreção ácida, estimulada por paladar, olfato, mastigação e deglutição, transmitida via nervos vagos até os plexos entéricos do estômago.
Fase gástrica
Fase secretora ativada diretamente pela presença de quimo no estômago, responsável por cerca de 60% a 65% da resposta secretora ácida, intermediada por reflexos locais, reflexos vagovagais e estimulação hormonal via gastrina produzida pelas células G.
Colecistocinina (CCK)
Hormônio peptídico liberado por células endócrinas da mucosa do intestino delgado em resposta a lipídios e aminoácidos, atuando na contração da vesícula biliar, secreção de enzimas acinares pancreáticas e inibição do esvaziamento gástrico.
Secretina
Hormônio secretado por células da mucosa duodenal estimuladas pela acidez do quimo (HCl), responsável por estimular a secreção de líquido aquoso abundante e bicarbonato de sódio (HCO3−) pelos ductos pancreáticos para neutralizar o pH no lúmen intestinal.
Glândulas de Brunner
Glândulas submucosas do duodeno proximal que secretam muco alcalino em resposta a estímulos vagais, secretina e atrito mecânico, com finalidade de proteger o epitélio duodenal do suco gástrico corrosivo.
Enteropeptidase (Enteroquinase)
Enzima expressa na borda em escova dos enterócitos da mucosa duodenal que cliva especificamente o tripsinogênio pancreático inativo em tripsina ativa, iniciando a cascata de ativação proteolítica intestinal.

Válvulas coniventes (Pregas de Kerckring)
Grandes dobras circulares que se projetam para o lúmen intestinal, particularmente desenvolvidas no duodeno e no jejuno, aumentando em aproximadamente 3 vezes a área de superfície absortiva mucosa.
SGLT1
Proteína de cotransporte apical nos enterócitos que realiza o transporte ativo secundário de moléculas de glicose ou galactose para o citoplasma acopladas ao gradiente eletroquímico de íons sódio (Na+).

Intolerância à lactose
Condição patológica decorrente da deficiência da enzima lactase na borda em escova, impedindo a clivagem da lactose em glicose e galactose, resultando em fermentação bacteriana no cólon, acúmulo de ácidos graxos de cadeia curta, gases (H2, CO2) e diarreia osmótica.
Quilomícron
Partícula lipoproteica montada no retículo endoplasmático e complexo de Golgi das células epiteliais intestinais com triacilgliceróis, colesterol e apoproteínas, secretada por exocitose para o lactífero linfático.
Haptocorrina
Proteína salivar e gástrica que se liga avidamente à vitamina B12 no meio ácido do estômago após sua dissociação das proteínas da dieta pela pepsina, protegendo a vitamina até ser degradada por enzimas pancreáticas no duodeno.
Músculo cremáster
Estrutura muscular esquelética associada à bolsa escrotal que eleva ou abaixa os testículos para regular a temperatura escrotal, mantendo-a na faixa térmica favorável e essencial à espermatogênese.
Túbulos seminíferos
Túbulos enovelados no interior dos lóbulos testiculares onde ocorre a espermatogênese, contendo as células germinativas em proliferação e as células sustentaculares de Sertoli.
Células de Leydig
Células endócrinas situadas no interstício testicular que, estimuladas pelo hormônio luteinizante (LH) proveniente da adenohipófise, sintetizam e secretam testosterona.
Células de Sertoli
Células somáticas de sustentação nos túbulos seminíferos estimuladas pelo hormônio folículo-estimulante (FSH), que nutrem os espermatócitos, coordenam a espermatogênese e sintetizam estrógenos a partir de testosterona.
Espermatogênese
Processo de formação dos espermatozoides dividido em quatro períodos fundamentais: período de multiplicação (iniciado aos 7 anos de idade), período de crescimento (espermatócitos I na puberdade), período de maturação (meioses) e espermiogênese.
Espermiogênese
Etapa final de diferenciação celular na qual espermátides haploides redondas sofrem reorganização citoplasmática, condensação do núcleo, descarte do excesso de citoplasma, montagem do acrossoma a partir do Golgi e elongação flagelar para formar espermatozoides funcionais.

Acrossoma
Estrutura membranosa em formato de capuz derivada do complexo de Golgi localizada sobre o núcleo anterior do espermatozoide, rica em enzimas digestivas hidrolíticas destinadas a penetrar a zona pelúcida do ovócito durante a fertilização.
Peça intermédia do espermatozoide
Região do espermatozoide situada entre a cabeça e a cauda que abriga centríolos e uma bainha de mitocôndrias organizadas em espiral, fornecedoras de trifosfato de adenosina (ATP) para a movimentação do flagelo.
Vesícula seminal
Glândula acessória do aparelho genital masculino que secreta um líquido nutritivo rico em frutose, prostaglandinas e proteínas para prover substrato metabólico aos espermatozoides no meio extracelular.
Próstata
Glândula do sistema genital masculino que produz uma secreção leitosa alcalina, essencial para neutralizar o pH ácido dos fluidos vaginais e assegurar a motilidade e sobrevida dos espermatozoides.
Glândula bulbouretral (Glândula de Cowper)
Pequena glândula acessória que secreta fluido mucoso lubrificante e alcalino na uretra antes da ejaculação, reduzindo a fricção e neutralizando a acidez residual da urina.
Epidídimo
Tubo contorcido aderido à face posterior de cada testículo, que funciona como local obrigatório de armazenamento e maturação fisiológica dos espermatozoides recém-formados.