Fisiologia do Sistema Digestivo e Sistema Genital Masculino

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Flashcards no estilo vocabulário baseados no conteúdo programático das aulas de Motilidade Gastrointestinal, Digestão e Absorção de Nutrientes, Secreção Digestiva e Sistema Genital Masculino da Faculdade de Medicina/Medicina Dentária do ISCTEM.

40 Terms

1
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Plexo mioentérico (Plexo de Auerbach)

Rede nervosa do sistema nervoso entérico localizada entre as camadas musculares lisa longitudinal e circular da muscular externa, responsável por controlar e coordenar a atividade motora de todo o trato gastrointestinal.

2
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Plexo submucoso (Plexo de Meissner)

Rede nervosa do sistema nervoso entérico situada na camada submucosa, cuja função é inervar as células epiteliais e a camada muscular da mucosa, controlando secreções locais e fluxo sanguíneo.

3
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Células intersticiais de Cajal

Células localizadas entre as camadas musculares gastrointestinais que atuam como marca-passos elétricos intrínsecos, responsáveis por ditar o ritmo básico das ondas lentas.

4
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Ondas lentas gastrointestinais

Variações lentas e ondulantes do potencial de repouso da membrana muscular lisa gastrointestinal induzidas pela entrada de íons sódio (Na+Na^+), que não constituem potenciais de ação nem provocam contração diretamente (exceto no estômago), mas determinam o ritmo do disparo dos potenciais em ponta.

5
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Potenciais em ponta (Spike potentials)

Verdadeiros potenciais de ação gerados quando o potencial de membrana atinge cerca de −40 mV-40\,\text{mV} no ápice de uma onda lenta, desencadeando grande influxo de íons cálcio (Ca2+Ca^{2+}) nas fibras musculares e provocando a contração muscular.

<p>Verdadeiros potenciais de ação gerados quando o potencial de membrana atinge cerca de $$-40\,\text{mV}$$ no ápice de uma onda lenta, desencadeando grande influxo de íons cálcio ($$Ca^{2+}$$) nas fibras musculares e provocando a contração muscular.</p>
6
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Estado de engate (Latch-state)

Condição fisiológica no músculo liso que ocorre caso a desfosforilação da cadeia leve de miosina (pela fosfatase de miosina) se dê durante a contração, mantendo a tensão com baixo consumo de energia.

7
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Lei do Intestino

Princípio segundo o qual o reflexo peristáltico (mioentérico) estimulado pela distensão luminal produz uma contração a montante e um relaxamento receptivo a jusante, direcionando a propulsão invariavelmente no sentido anal (bocal-anal).

8
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Músculo pterigóideo lateral

Principal músculo mastigatório responsável pela abertura da boca, tracionando a mandíbula para a frente e para baixo com o auxílio da gravidade e de músculos cervicais.

9
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Fase faríngea da deglutição

Fase involuntária da deglutição em que o bolo alimentar é deslocado da faringe para o esôfago, ocorrendo a elevação do palato mole para vedar a nasofaringe e o rebaixamento da epiglote para bloquear a laringe, impedindo a passagem de alimento para a via respiratória.

10
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Retropulsão gástrica

Mecanismo antral gástrico em que a aproximação de fortes ondas peristálticas diante de um piloro contraído permite a passagem de apenas poucos milímetros de quimo ao duodeno, forçando a maior parte da massa alimentar de volta para o corpo do estômago para sofrer esmagamento e mistura.

11
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Haustrações

Contrações constritivas circulares lentas e segmentadas no cólon que projetam saculações na parede intestinal, promovendo revolvimento contínuo e exposição do conteúdo fecal à mucosa para absorção hídrica.

12
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Reflexo da defecação

Reflexo espinhal parassimpático disparado pela distensão da parede retal que estimula ondas peristálticas no cólon descendente, sigmoide e reto, relaxando o esfíncter anal interno involuntário enquanto a evacuação final depende do controle voluntário do esfíncter anal externo via nervo pudendo.

13
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Balanço de massa gastrointestinal diário

Equilíbrio de fluidos no qual entram cerca de 9 L9\,\text{L} diários no lúmen (2 L2\,\text{L} de ingestão e 7 L7\,\text{L} de secreções: 1,5 L1{,}5\,\text{L} de saliva, 2 L2\,\text{L} de suco gástrico, 1,5 L1{,}5\,\text{L} pancreático, 0,5 L0{,}5\,\text{L} de bile e 1,5 L1{,}5\,\text{L} intestinal), sendo removidos 9 L9\,\text{L} (7,5 L7{,}5\,\text{L} absorvidos no intestino delgado, 1,4 L1{,}4\,\text{L} no intestino grosso e 0,1 L0{,}1\,\text{L} excretados nas fezes).

14
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Ptialina (Alfa-amilase salivar)

Enzima digestiva secretada na saliva com taxa basal de cerca de 0,5 mL/min0{,}5\,\text{mL/min} que hidrolisa o amido em maltose e polímeros curtos de glicose durante a mastigação e trânsito inicial.

15
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Glândulas oxínticas

Glândulas da mucosa do corpo e fundo gástrico formadas por células mucosas superficiais e do colo, células parietais (produtoras de HClHCl e fator intrínseco), células principais (produtoras de pepsinogênio e lipase gástrica) e células enterocromafins (produtoras de histamina).

16
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Fator Intrínseco

Glicoproteína secretada pelas células parietais da mucosa gástrica indispensável para formar um complexo com a cobalamina (vitamina B12B_{12}), permitindo sua absorção específica por endocitose no íleo terminal.

17
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Células parietais gástricas

Células das glândulas oxínticas que secretam ácido clorídrico (HClHCl) com auxílio da enzima anidrase carbônica e de um trocador HCO3−/Cl−HCO_3^-/Cl^-, ativadas por acetilcolina, gastrina e histamina.

18
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Fase cefálica gástrica

Primeira fase da regulação da secreção gástrica, responsável por cerca de 30%30\% a 35%35\% da secreção ácida, estimulada por paladar, olfato, mastigação e deglutição, transmitida via nervos vagos até os plexos entéricos do estômago.

19
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Fase gástrica

Fase secretora ativada diretamente pela presença de quimo no estômago, responsável por cerca de 60%60\% a 65%65\% da resposta secretora ácida, intermediada por reflexos locais, reflexos vagovagais e estimulação hormonal via gastrina produzida pelas células G.

20
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Colecistocinina (CCK)

Hormônio peptídico liberado por células endócrinas da mucosa do intestino delgado em resposta a lipídios e aminoácidos, atuando na contração da vesícula biliar, secreção de enzimas acinares pancreáticas e inibição do esvaziamento gástrico.

21
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Secretina

Hormônio secretado por células da mucosa duodenal estimuladas pela acidez do quimo (HClHCl), responsável por estimular a secreção de líquido aquoso abundante e bicarbonato de sódio (HCO3−HCO_3^-) pelos ductos pancreáticos para neutralizar o pH no lúmen intestinal.

22
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Glândulas de Brunner

Glândulas submucosas do duodeno proximal que secretam muco alcalino em resposta a estímulos vagais, secretina e atrito mecânico, com finalidade de proteger o epitélio duodenal do suco gástrico corrosivo.

23
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Enteropeptidase (Enteroquinase)

Enzima expressa na borda em escova dos enterócitos da mucosa duodenal que cliva especificamente o tripsinogênio pancreático inativo em tripsina ativa, iniciando a cascata de ativação proteolítica intestinal.

<p>Enzima expressa na borda em escova dos enterócitos da mucosa duodenal que cliva especificamente o tripsinogênio pancreático inativo em tripsina ativa, iniciando a cascata de ativação proteolítica intestinal.</p>
24
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Válvulas coniventes (Pregas de Kerckring)

Grandes dobras circulares que se projetam para o lúmen intestinal, particularmente desenvolvidas no duodeno e no jejuno, aumentando em aproximadamente 33 vezes a área de superfície absortiva mucosa.

25
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SGLT1

Proteína de cotransporte apical nos enterócitos que realiza o transporte ativo secundário de moléculas de glicose ou galactose para o citoplasma acopladas ao gradiente eletroquímico de íons sódio (Na+Na^+).

<p>Proteína de cotransporte apical nos enterócitos que realiza o transporte ativo secundário de moléculas de glicose ou galactose para o citoplasma acopladas ao gradiente eletroquímico de íons sódio ($$Na^+$$).</p>
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Intolerância à lactose

Condição patológica decorrente da deficiência da enzima lactase na borda em escova, impedindo a clivagem da lactose em glicose e galactose, resultando em fermentação bacteriana no cólon, acúmulo de ácidos graxos de cadeia curta, gases (H2H_2, CO2CO_2) e diarreia osmótica.

27
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Quilomícron

Partícula lipoproteica montada no retículo endoplasmático e complexo de Golgi das células epiteliais intestinais com triacilgliceróis, colesterol e apoproteínas, secretada por exocitose para o lactífero linfático.

28
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Haptocorrina

Proteína salivar e gástrica que se liga avidamente à vitamina B12B_{12} no meio ácido do estômago após sua dissociação das proteínas da dieta pela pepsina, protegendo a vitamina até ser degradada por enzimas pancreáticas no duodeno.

29
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Músculo cremáster

Estrutura muscular esquelética associada à bolsa escrotal que eleva ou abaixa os testículos para regular a temperatura escrotal, mantendo-a na faixa térmica favorável e essencial à espermatogênese.

30
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Túbulos seminíferos

Túbulos enovelados no interior dos lóbulos testiculares onde ocorre a espermatogênese, contendo as células germinativas em proliferação e as células sustentaculares de Sertoli.

31
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Células de Leydig

Células endócrinas situadas no interstício testicular que, estimuladas pelo hormônio luteinizante (LHLH) proveniente da adenohipófise, sintetizam e secretam testosterona.

32
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Células de Sertoli

Células somáticas de sustentação nos túbulos seminíferos estimuladas pelo hormônio folículo-estimulante (FSHFSH), que nutrem os espermatócitos, coordenam a espermatogênese e sintetizam estrógenos a partir de testosterona.

33
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Espermatogênese

Processo de formação dos espermatozoides dividido em quatro períodos fundamentais: período de multiplicação (iniciado aos 7 anos de idade), período de crescimento (espermatócitos I na puberdade), período de maturação (meioses) e espermiogênese.

34
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Espermiogênese

Etapa final de diferenciação celular na qual espermátides haploides redondas sofrem reorganização citoplasmática, condensação do núcleo, descarte do excesso de citoplasma, montagem do acrossoma a partir do Golgi e elongação flagelar para formar espermatozoides funcionais.

<p>Etapa final de diferenciação celular na qual espermátides haploides redondas sofrem reorganização citoplasmática, condensação do núcleo, descarte do excesso de citoplasma, montagem do acrossoma a partir do Golgi e elongação flagelar para formar espermatozoides funcionais.</p>
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Acrossoma

Estrutura membranosa em formato de capuz derivada do complexo de Golgi localizada sobre o núcleo anterior do espermatozoide, rica em enzimas digestivas hidrolíticas destinadas a penetrar a zona pelúcida do ovócito durante a fertilização.

36
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Peça intermédia do espermatozoide

Região do espermatozoide situada entre a cabeça e a cauda que abriga centríolos e uma bainha de mitocôndrias organizadas em espiral, fornecedoras de trifosfato de adenosina (ATPATP) para a movimentação do flagelo.

37
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Vesícula seminal

Glândula acessória do aparelho genital masculino que secreta um líquido nutritivo rico em frutose, prostaglandinas e proteínas para prover substrato metabólico aos espermatozoides no meio extracelular.

38
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Próstata

Glândula do sistema genital masculino que produz uma secreção leitosa alcalina, essencial para neutralizar o pH ácido dos fluidos vaginais e assegurar a motilidade e sobrevida dos espermatozoides.

39
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Glândula bulbouretral (Glândula de Cowper)

Pequena glândula acessória que secreta fluido mucoso lubrificante e alcalino na uretra antes da ejaculação, reduzindo a fricção e neutralizando a acidez residual da urina.

40
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Epidídimo

Tubo contorcido aderido à face posterior de cada testículo, que funciona como local obrigatório de armazenamento e maturação fisiológica dos espermatozoides recém-formados.