Insuficiência Cardíaca — Exame Medicina Interna | ESC 2026 v2

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60 cartões em português europeu. Revistos em 12/10/2026 para o exame final de Medicina Interna em Portugal. NOVO = mudança de recomendação/terminologia; EVIDÊNCIA = ensaio e ano. IDs conservados do v1; saltos são intencionais. Limiares de classificação, ensaios, dispositivos e RCM não são equivalentes. A discrepância ESC/EMA sobre ivabradina está explicitada no IC41. Fontes dos cartões: S1 — ESC 2026, guideline: https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehag100 S2 — ESC 2026, comunicado oficial: https://www.escardio.org/news/press/press-releases/major-changes-made-to-the-esc-guidelines-on-heart-failure/ S3 — ESC 2021, guideline: https://doi.org/10.1093/eurheartj/ehab368 S4 — ACC/AHA/HFSA 2022, síntese ACC: https://www.acc.org/latest-in-cardiology/ten-points-to-remember/2022/03/29/19/53/2022-aha-acc-hfsa-heart-failure-guideline-gl-hf S5 — ACC 2024, HFrEF: https://www.acc.org/latest-in-cardiology/ten-points-to-remember/2024/03/06/19/22/2024-acc-expert-consensus-hfref S6 — ACC 2023, diagnóstico HFpEF: https://www.acc.org/latest-in-cardiology/ten-points-to-remember/2023/04/17/16/40/2023-acc-expert-consensus-on-hfpef S7 — NICE NG106, atualização 2025: https://www.nice.org.uk/guidance/ng106/chapter/recommendations S8 — NICE CG187: https://www.nice.org.uk/guidance/cg187/chapter/recommendations S9 — ACC, guia de medicamentos/SGLT2i: https://www.acc.org/-/media/Non-Clinical/Files-PDFs-Excel-MS-Word-etc/Tools-and-Practice-Support/Clinical-Solutions/B23054-SGLT2is-Pocket-Guide.pdf S10 — EMA, Entresto RCM: https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/entresto-epar-product-information_en.pdf S11 — ACC/AHA/HFSA 2022, original: https://doi.org/10.1161/CIR.0000000000001063 S12 — Definição universal 2021: https://www.acc.org/latest-in-cardiology/articles/2021/07/12/12/31/universal-definition-and-classification-of-heart-failure S13 — Merck Manual Professional, etiologia/IC. S14 — Merck Manual Professional, IC crónica: https://www.merckmanuals.com/professional/cardiovascular-disorders/heart-failure/chronic-heart-failure S15 — Merck Manual Professional, IC aguda: https://www.merckmanuals.com/professional/cardiovascular-disorders/heart-failure/acute-heart-failure S16 — ESC 2021, pacing/CRT (fonte histórica v1; atualizada por S23). S17 — FINEARTS-HF, NEJM 2024: https://doi.org/10.1056/NEJMoa2407107 S18 — ADVOR, NEJM 2022: https://doi.org/10.1056/NEJMoa2203094 S19 — STRONG-HF, Lancet 2022: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36356631/ S20 — DELIVER, NEJM 2022: https://doi.org/10.1056/NEJMoa2206286 S21 — ACC HFpEF 2026: https://doi.org/10.1016/j.jacc.2026.06.018 S22 — SUMMIT, online 2024 / edição NEJM 2025: https://doi.org/10.1056/NEJMoa2410027 S23 — ESC 2026, slides oficiais: https://dam-assets.escardio.org/download/b2e587389baa11f185de06bdfb3e4be9 S24 — EMA, ivabradina RCM: https://www.ema.europa.eu/en/documents/product-information/ivabradine-accord-epar-product-information_en.pdf S25 — ACC, ADVOR: https://www.acc.org/Latest-in-Cardiology/Clinical-Trials/2022/08/26/04/07/ADVOR S26 — ACC 2024, IC no internamento: https://www.acc.org/Latest-in-Cardiology/Articles/2024/08/07/10/16/New-ECDP-Updates-Guidance-on-HF-Management-Treatment Prioridade ESC 2026; fontes anteriores mantidas para pontos básicos ou comparação explícita. O conteúdo não garante quais perguntas serão feitas no exame. Alguns textos integrais tinham restrições de acesso; recomendações novas verificadas no texto indexado e materiais oficiais.

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[IC01] Qual é a definição clínica de insuficiência cardíaca (IC)?
Síndrome de sintomas/sinais por anomalia cardíaca estrutural ou funcional, corroborada por péptidos natriuréticos elevados e/ou congestão pulmonar ou sistémica objetiva. [Fonte: S12]
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[IC02] NOVO — ESC 2026: como se classifica a IC pela FEVE?
FE reduzida: <50%; FE preservada: ≥50%. HFmrEF deixou de ser categoria separada. Esta mudança de classificação NÃO altera automaticamente os limiares dos ensaios ou dos dispositivos. [S2 — ESC 2026]
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[IC03] Qual era a classificação pela FEVE na ESC 2021/2023 e na ACC/AHA 2022?
HFrEF: ≤40%; HFmrEF: 41–49%; HFpEF: ≥50%. Ao responder, indicar a guideline e o ano: a ESC mudou a classificação em 2026. [Fonte: S4]
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[IC04] O que distinguem os estádios A–D da IC?
A: em risco, sem sintomas/sinais nem alterações estruturais/biomarcadores; B: pré-IC, sem sintomas atuais ou prévios, mas alterações cardíacas ou biomarcadores; C: sintomas/sinais atuais ou prévios de IC; D: IC avançada, refratária, exigindo avaliação especializada. [S12 — consenso 2021; enquadramento adotado pela ESC 2026]
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[IC05] Como distinguir as classes funcionais NYHA I–IV?
I: sem limitação; II: sintomas com atividade habitual; III: sintomas com atividade inferior à habitual; IV: sintomas em repouso/incapacidade de atividade sem sintomas. [Fonte: S11]
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[IC07] Indique cinco grupos de causas de IC.
Doença isquémica; hipertensão; valvulopatias; cardiomiopatias/miocardite; arritmias. Considerar também toxicidade, amiloidose e outras doenças infiltrativas. [Fonte: S13]
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[IC10] Quais os sintomas típicos de IC e como distinguir ortopneia de dispneia paroxística noturna?
Dispneia de esforço, fadiga e edema. Ortopneia: dispneia ao deitar, aliviada ao sentar; dispneia paroxística noturna: desperta o doente após algum tempo a dormir. Sintomas isolados não confirmam IC. [S14 — referência clínica, revista em 2026]
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[IC11] Quais os achados clínicos que apoiam IC/congestão?
Ingurgitamento jugular, crepitações, edema periférico e terceiro som. Nenhum achado isolado confirma o diagnóstico. [Fonte: S15]
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[IC12] Quais são alguns indicadores de mau prognóstico na IC?
Internamentos repetidos, NYHA III–IV, disfunção renal, hiponatrémia, péptidos natriuréticos elevados e baixa capacidade funcional. [Fonte: S14]
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[IC13] Que causas urgentes de descompensação recorda o acrónimo CHAMPIT?
Síndrome coronária aguda; emergência hipertensiva; arritmia; causa mecânica aguda; embolia pulmonar; infeção; tamponamento. [Fonte: S3]
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[IC15] Qual o exame de imagem de primeira linha na suspeita de IC?
Ecocardiograma transtorácico: FEVE, função diastólica, válvulas e alterações estruturais/etiologia. ECG e radiografia do tórax complementam a avaliação; resultados normais não excluem IC isoladamente. [S7 — NICE 2025; S11 — ACC/AHA/HFSA 2022]
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[IC18] Que análises ajudam a identificar causas ou agravantes de IC crónica?
Hemograma, função renal e eletrólitos, função hepática, TSH, HbA1c, perfil lipídico e estudo do ferro (ferritina/TSAT); complementar conforme a hipótese clínica. [Fonte: S7; S23 — ESC 2026]
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[IC19] Quais eram os limiares clássicos ESC 2021 de exclusão de IC em ambulatório?
BNP <35 pg/mL ou NT-proBNP <125 pg/mL tornam IC menos provável; interpretar no contexto clínico. [Fonte: S3]
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[IC20] NOVO NO ENQUADRAMENTO ESC 2026: quais os limiares etários de NT-proBNP em ambulatório?
IC provável: ≥125 pg/mL (<50 anos), ≥250 (50–75 anos), ≥500 (>75 anos). São limiares sugeridos de probabilidade, não confirmação isolada; não confundir com descompensação. [S1 — ESC 2026, §5.1.3]
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[IC21] Quais são os limiares de exclusão de IC descompensada para BNP/NT-proBNP?
BNP <100 pg/mL ou NT-proBNP <300 pg/mL tornam o diagnóstico menos provável; não o excluem em todas as situações. [Fonte: S3]
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[IC22] Que fatores dificultam interpretar BNP/NT-proBNP?
Obesidade e tratamento podem reduzir valores; disfunção renal, idade e outras doenças podem aumentá-los. Não distinguem os fenótipos de FEVE. [Fonte: S7]
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[IC23] Uma FEVE de 60% exclui IC?
Não. HFpEF exige um quadro clínico compatível e evidência objetiva de alterações cardíacas/pressões de enchimento elevadas; FEVE preservada não basta para confirmar ou excluir. [Fonte: S6]
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[IC24] Que ferramentas ajudam numa suspeita de HFpEF de diagnóstico incerto?
H2FPEF e HFA-PEFF estimam a probabilidade; resultados intermédios podem justificar avaliação funcional/hemodinâmica especializada. [Fonte: S6]
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[IC25] Quais são as quatro classes fundamentais na IC com FEVE ≤40%?
ARNI (ou IECA/ARA quando indicado), beta-bloqueante com evidência, MRA esteroide e SGLT2i. Na ESC 2026 o fenótipo HFrEF inclui FEVE <50%; não extrapolar automaticamente todos os dados de FEVE ≤40% aos 41–49%. [S5 — ACC 2024; S1 — ESC 2026]
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[IC26] É necessário atingir a dose máxima de um pilar antes de iniciar os restantes?
Não. Favorecer início precoce das quatro classes em doses toleradas e titulação rápida, individualizada pela estabilidade e tolerância. [Fonte: S5]
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[IC27] Indique três beta-bloqueantes com evidência na IC com FE reduzida.
Bisoprolol, carvedilol e metoprolol succinato de libertação prolongada; não confundir com metoprolol tartarato. [Fonte: S9]
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[IC28] Quando iniciar ou aumentar um beta-bloqueante na IC?
Quando o doente está compensado e hemodinamicamente estável. Adiar início/aumento durante descompensação instável. [Fonte: S5]
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[IC29] Deve suspender-se sempre o beta-bloqueante numa descompensação de IC?
Não. Habitualmente continuar; suspender/reduzir conforme avaliação, sobretudo com choque, bradicardia <50/min ou bloqueio AV de segundo/terceiro grau. [Fonte: S8]
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[IC30] Ao trocar IECA por ARNI, qual o intervalo e quais as associações proibidas?
Aguardar pelo menos 36 horas após a última dose do IECA para reduzir angioedema. Não associar sacubitril/valsartan a IECA nem a outro ARA: já contém valsartan. [S10 — RCM EMA]
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[IC31] Qual é a dose-alvo habitual de sacubitril/valsartan no adulto?
97/103 mg duas vezes por dia, se tolerada. Iniciar mais baixo conforme pressão arterial, função renal e tratamento prévio. [Fonte: S10]
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[IC32] Que valores permitem iniciar espironolactona/eplerenona na IC, segundo ACC/AHA 2022?
TFGe >30 mL/min/1,73 m² e K+ <5,0 mmol/L, com vigilância estreita. Estes critérios referem-se a MRA esteroides. [Fonte: S11]
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[IC33] Quando controlar função renal e eletrólitos com IECA/ARA/ARNI/MRA?
Antes do início; 1–2 semanas após início e cada aumento; depois periodicamente (NICE 2025: 3–6 meses se estável). Antecipar em doentes de risco ou intercorrências. [S7 — NICE, atualização 2025]
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[IC34] Quais as doses habituais de dapagliflozina e empagliflozina para IC?
Dapagliflozina 10 mg uma vez/dia; empagliflozina 10 mg uma vez/dia. O benefício na IC não exige diabetes. [Fonte: S9]
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[IC35] Que riscos e precauções recordar com inibidores SGLT2?
Infeções genitais, depleção volémica e cetoacidose, por vezes euglicémica. Interromper temporariamente perante jejum prolongado/cirurgia ou doença aguda com perdas/redução da ingestão. [Fonte: S9]
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[IC36] Qual é o objetivo dos diuréticos de ansa na IC?
Controlar congestão; ajustar à volemia. Não substituem tratamento de base. [Fonte: S1]
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[IC37] NOVO — ESC 2026: o que mudou nos MRA?
Classe I na IC sintomática independentemente da FEVE. Selecionar agente e vigiar potássio/função renal; finerenona não está demonstrada como substituto dos MRA esteroides na FEVE <40%. [S2 — ESC 2026; S17 — FINEARTS-HF 2024]
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[IC38] EVIDÊNCIA 2024 — FINEARTS-HF: o que demonstrou a finerenona?
FEVE ≥40%: reduziu eventos totais de agravamento de IC + morte cardiovascular (razão de taxas 0,84). Não reduziu significativamente a morte cardiovascular isolada; aumentou hipercaliémia. [S17 — NEJM 2024]
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[IC39] NOVO — ESC 2026: que definição de ferropenia é apoiada?
TSAT <20%. Antes: ferritina <100 ng/mL, ou 100–299 com TSAT <20%. A ESC apoia a definição por TSAT e reconhece necessidade de novos ensaios com este critério. [S1 — ESC 2026, §10.4]
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[IC40] Qual o papel do ferro intravenoso na IC com FE reduzida e ferropenia?
Melhora sintomas/qualidade de vida; considerar para reduzir internamentos. Benefício na mortalidade não está estabelecido. [Fonte: S1]
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[IC41] ESC 2026: quando considerar ivabradina como terapêutica adicional?
Tabela 5: IC sintomática, FEVE ≤35%, ritmo sinusal, FC de repouso >70/min, apesar de tratamento fundamental máximo tolerado. Atenção: texto §6.1.5.1 usa ≥70/min; indicação EMA usa ≥75/min. Não memorizar estes limiares como equivalentes. [S1 — ESC 2026; S24 — EMA]
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[IC42] Que fármacos podem agravar IC com FE reduzida?
AINE, tiazolidinedionas e verapamil/diltiazem; podem causar retenção hidrossalina, disfunção renal ou efeito inotrópico negativo. [Fonte: S11]
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[IC43] Qual o perfil para CDI em prevenção primária na IC isquémica?
FEVE ≤35%, NYHA II–III, apesar de ≥3 meses de tratamento otimizado; não implantar nos primeiros 40 dias após enfarte; sobrevida prevista >1 ano com bom estado funcional. [S23 — ESC 2026, tabela 6]
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[IC44] Qual o perfil com indicação forte para CRT?
IC sintomática apesar de tratamento otimizado, FEVE ≤35%, ritmo sinusal, BRE e QRS ≥150 ms. A nova definição de HFrEF (<50%) não aumenta este limite de FEVE para dispositivos. [S23 — ESC 2026, tabela 7]
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[IC45] Deve suspender-se o tratamento quando a FEVE melhora?
Não por rotina: manter para prevenir recaída. NOVO — ESC 2026: suspensão gradual só pode ser ponderada em casos altamente selecionados de causa reversível tratada e normalização completa, sob vigilância especializada. [S4 — ACC/AHA/HFSA 2022; S1 — ESC 2026, tabela 5]
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[IC46] Que monitorização é essencial durante diurético intravenoso?
Diurese, peso, função renal, eletrólitos e evolução clínica/hemodinâmica; ajustar doses à resposta e congestão. [Fonte: S8]
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[IC47] Quando administrar oxigénio na IC descompensada?
Se SpO2 <90% ou PaO2 <60 mmHg. Não usar rotineiramente em normoxemia. [Fonte: S3]
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[IC48] Quando considerar VNI no edema agudo do pulmão cardiogénico?
Com dificuldade respiratória, especialmente FR >25/min e SpO2 <90%, se apropriada e tolerada; vigiar hipotensão. [Fonte: S3]
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[IC49] Quando considerar intubação na IC aguda?
Falência respiratória persistente apesar do tratamento, diminuição da consciência ou exaustão; não atrasar perante deterioração. [Fonte: S8]
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[IC50] ATUALIZAÇÃO — ESC 2026: qual a referência inicial de furosemida IV?
Sem diurético prévio: 40 mg IV. Se já medicado: considerar dose IV equivalente a cerca de 2× a dose oral diária habitual, ajustando à resposta. Não é dose universal nem dispensa vigilância. [S1 — ESC 2026, §7.3]
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[IC52] EVIDÊNCIA 2022 — ADVOR: qual o papel da acetazolamida?
500 mg IV/dia, adicionados ao diurético de ansa, aumentaram descongestão aos 3 dias; sem benefício demonstrado em morte/reinternamento. Excluiu TFGe <20, PAS <90 e SGLT2i: estas exclusões do ensaio não são automaticamente contraindicações permanentes. [S18 — ADVOR 2022; S25 — síntese ACC]
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[IC53] Que princípio prático apoia STRONG-HF após internamento por IC?
Início/otimização precoce do tratamento com consultas próximas e monitorização clínica/laboratorial; a titulação intensiva reduziu morte ou reinternamento por IC aos 180 dias. [Fonte: S19]
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[IC54] Como classificar o perfil hemodinâmico pela perfusão e congestão?
Quente/frio: perfusão mantida/hipoperfusão. Seco/húmido: ausência/presença de congestão. Cruzar os dois eixos orienta a abordagem. [Fonte: S15]
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[IC55] Que achados sugerem hipoperfusão na IC?
Extremidades frias, confusão, oligúria e lactato elevado; pode existir hipotensão. Avaliar urgentemente perfusão e disfunção de órgãos, sem depender apenas da pressão arterial. [S15 — referência clínica; S23 — ESC 2026]
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[IC56] Qual a prioridade na suspeita de choque cardiogénico?
Avaliação urgente em cuidados intensivos, tratar a causa e restaurar perfusão; pode exigir inotrópicos e suporte circulatório selecionado. [Fonte: S15]
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[IC57] Quando considerar vasodilatador IV na IC descompensada?
PAS >110 mmHg, sobretudo com congestão/hipertensão; monitorizar e evitar se hipotensão. [Fonte: S1]
51
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[IC58] Quando iniciar/otimizar o tratamento fundamental durante internamento por IC?
Após estabilização, iniciar/otimizar antes da alta quando possível, com seguimento precoce e monitorização. Evitar iniciar ou aumentar beta-bloqueante enquanto descompensado/instável. [S5 — ACC 2024; S26 — consenso de internamento ACC 2024]
52
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[IC59] Quais os componentes essenciais da educação e seguimento na IC?
Adesão, sinais de agravamento, plano de acesso à equipa, reabilitação e revisão de medicação; adaptar orientação ao doente. [Fonte: S7]
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[IC71] NOVO — ESC 2026 / ACC 2026: qual a abordagem terapêutica da HFpEF?
SGLT2i e MRA, diurético se congestão e controlo de comorbilidades. ACC 2026 favorece finerenona como MRA na HFpEF. Com SGLT2i, a principal evidência na HFpEF é redução de eventos/internamentos, não redução isolada comprovada da mortalidade cardiovascular. [S21 — ACC 2026; S23 — ESC 2026]
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[IC72] NOVO — ESC 2026: qual o papel de semaglutido/tirzepatida na HFpEF com obesidade?
Devem ser considerados em HFpEF com obesidade (classe IIa), além da abordagem global. Não extrapolar automaticamente para HFrEF. [S2 — ESC 2026; S21 — ACC 2026]
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[IC73] EVIDÊNCIA 2024/2025 — SUMMIT: o que demonstrou a tirzepatida?
Em FEVE ≥50% e IMC ≥30, reduziu morte cardiovascular ou agravamento de IC (HR 0,62) e melhorou estado de saúde. Benefício sobretudo por menos agravamentos; não provou redução isolada de morte cardiovascular. Publicado online em 2024, edição NEJM 2025. [S22]
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[IC74] NOVO — ESC 2026: quando considerar digoxina/digitoxina?
IC sintomática, FEVE ≤40%, apesar de tratamento fundamental otimizado: classe IIa para reduzir internamentos por IC. Terapêutica adicional, com vigilância de níveis/toxicidade; não substitui os pilares. [S23 — ESC 2026, tabela 5]
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[IC75] NOVO — ESC 2026: qual a nova terminologia para agudização e terapêuticas?
A ESC usa IC descompensada em vez de IC aguda. Distingue terapêutica médica fundamental, médica adicional e intervenções orientadas pelas recomendações. O novo termo inclui agravamento gradual. [S2 — ESC 2026]
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[IC76] Qual a mensagem de DELIVER e EMPEROR-Preserved para o exame?
SGLT2i beneficiam IC com FEVE >40%, independentemente de diabetes, sobretudo reduzindo agravamentos/internamentos. DELIVER não mostrou redução significativa da morte cardiovascular isolada. [S20 — DELIVER 2022; S11 — ACC/AHA/HFSA 2022]
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[IC77] Na suspeita de amiloidose cardíaca, pode a cintigrafia confirmar ATTR sem excluir AL?
Não. Pesquisar cadeias leves livres séricas e imunofixação sérica/urinária; componente monoclonal exige avaliação especializada para excluir AL. Cintigrafia positiva não deve ser interpretada isoladamente como ATTR. [S4/S11 — ACC/AHA/HFSA 2022]
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[IC78] IC com FE reduzida e ritmo sinusal exige anticoagulação crónica por rotina?
Não, sem indicação específica (por exemplo, FA, tromboembolismo ou fonte cardioembólica). Distinguir anticoagulação terapêutica de profilaxia de tromboembolismo no internamento. [S11 — ACC/AHA/HFSA 2022]