Sépsis — Exame Medicina Interna IFE | SSC 2026

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45 cartões em português europeu. Revistos em 12/10/2026. Tema 3 do programa IFE, 1.º ano (lista de dezembro de 2022). Foco nos conceitos centrais e decisões clínicas, sem previsão das perguntas do exame. NOVO = novidade; ATUALIZAÇÃO = alteração/reformulação da recomendação; EVIDÊNCIA = resultado de ensaio com ano. SSC 2026 é a referência atual. S6 conserva a fonte dos pontos de base e detalhes de dose, confrontados com a atualização de 2026. SOFA original e SOFA-2 são distinguidos. Resultados compostos e mortalidade isolada não são equivalentes. Protocolos antibióticos locais, função renal, peso e microbiologia devem orientar esquemas completos. FONTES: S1 — Sepsis-3, JAMA 2016: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492881 S2 — Critérios de choque séptico, JAMA 2016: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492876 S3 — Validação de critérios clínicos, JAMA 2016: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2492875 S4 — SOFA-2, JAMA 2025: https://doi.org/10.1001/jama.2025.20516 ; consenso metodológico: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2840786 S5 — SSC 2026, recomendações oficiais: https://www.sccm.org/clinical-resources/guidelines/guidelines/surviving-sepsis-campaign-international-guidelines-for-management-of-sepsis-and-septic-shock-2026 S6 — SSC 2021, pontos de base confrontados com SSC 2026: https://sccm.org/clinical-resources/guidelines/guidelines/surviving-sepsis-guidelines-2021 S7 — CLASSIC, NEJM 2022: https://doi.org/10.1056/NEJMoa2202707 S8 — CLOVERS, NEJM 2023: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36688507/ S9 — BLING III, JAMA 2024: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2819971 S10 — ANDROMEDA-SHOCK-2, JAMA 2025: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2840823 S11 — BICARICU-2, JAMA 2025: https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2840824 S12 — EAU, infeções urológicas: https://uroweb.org/guidelines/urological-infections/chapter/the-guideline ; síntese oficial 2024: https://doi.org/10.1016/j.eururo.2024.03.035 S13 — IDSA, tecidos moles 2014: https://www.idsociety.org/practice-guideline/skin-and-soft-tissue-infections/ S14 — OMS, meningite 2025: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK614844/ S15 — IDSA, resistência antimicrobiana 2026: https://www.idsociety.org/practice-guideline/amr-guidance S16 — IDSA, diarreia infeciosa 2017: https://www.idsociety.org/practice-guideline/infectious-diarrhea Ensaios de fluidos iniciaram após fluidoterapia inicial. Resultados neutros não provam equivalência. BICARICU-2 não era exclusivo de sépsis. Referências antigas mantidas para conceitos estáveis, com ano explícito. Base nos apontamentos pessoais de Sépsis, revista com fontes primárias.

45 Terms

1
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[SEP01] O que é sépsis (Sepsis-3)?
Disfunção orgânica potencialmente fatal por resposta desregulada à infeção. [S1]
2
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[SEP02] Qual o critério operacional de disfunção orgânica no Sepsis-3?
Aumento agudo do SOFA original ≥2 pontos atribuível à infeção; considerar disfunção prévia. [S1]
3
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[SEP03] Quais os critérios de choque séptico no Sepsis-3?
Sépsis, vasopressores para PAM ≥65 mmHg e lactato >2 mmol/L, apesar de reposição volémica adequada. [S2]
4
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[SEP04] Quais os três critérios qSOFA?
FR ≥22/min, PAS ≤100 mmHg e alteração do estado mental; ≥2 assinalam maior risco. [S1]
5
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[SEP05] qSOFA negativo exclui sépsis?
Não. É um marcador prognóstico; não substitui avaliação clínica nem avaliação da disfunção orgânica. [S1/S3]
6
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[SEP06] Quais os seis sistemas do SOFA original?
Respiratório, coagulação, hepático, cardiovascular, neurológico e renal. [S1]
7
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[SEP07] NOVO — 2025: o que é SOFA-2?
Atualização da avaliação de disfunção orgânica em cuidados intensivos. Distinguir da versão original usada no Sepsis-3; não substituir automaticamente os seus limiares. [S4]
8
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[SEP08] Qual a relação entre SIRS e sépsis?
SIRS pode acompanhar infeções ou causas não infeciosas. SIRS isolado não define sépsis pelo Sepsis-3. [S1]
9
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[SEP09] SSC 2026: que ferramenta preferir no rastreio hospitalar?
NEWS/NEWS2, MEWS ou SIRS, em vez de qSOFA isolado. [S5]
10
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[SEP10] Qual o prazo para antibiótico no choque ou sépsis provável/definida?
Imediatamente; idealmente ≤1 hora. [S5]
11
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[SEP11] E na sépsis apenas possível, sem choque?
Avaliação rápida; antibiótico ≤3 horas se persistir suspeita de infeção. [S5]
12
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[SEP12] Como colher hemoculturas?
O mais cedo possível, idealmente antes do antibiótico, sem atrasar tratamento urgente. [S5]
13
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[SEP13] Qual a referência inicial de volume na hipoperfusão/choque?
Sugestão: ≥30 mL/kg IV em 3 horas, individualizando e reavaliando frequentemente. [S5]
14
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[SEP14] Que fluido preferir?
Cristaloide equilibrado; no traumatismo cranioencefálico, considerar NaCl 0,9%. [S5]
15
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[SEP15] NOVO — SSC 2026: albumina é rotina?
Não; ponderar após grandes volumes de cristaloide ou na cirrose. [S5]
16
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[SEP16] Que medidas ajudam a orientar novos bólus?
Resposta dinâmica a elevação passiva das pernas/bólus, perfusão periférica e evolução do lactato. Evitar volume até normalização obrigatória do lactato. [S5]
17
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[SEP17] Qual a PAM inicial no choque?
65 mmHg; SSC 2026 sugere 60–65 mmHg nos ≥65 anos. [S5]
18
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[SEP18] ATUALIZAÇÃO — SSC 2026: quando controlar o foco?
Idealmente ≤6 horas quando necessário; lesões emergentes exigem intervenção urgente. [S5]
19
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[SEP19] Qual o vasopressor de primeira linha habitual?
Noradrenalina. [S6]
20
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[SEP20] Como escalar vasopressores?
Adicionar vasopressina à noradrenalina; depois adrenalina se PAM continuar inadequada. [S6]
21
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[SEP21] Deve esperar-se por acesso central para iniciar vasopressor?
Não. Pode iniciar-se por acesso periférico apropriado, com vigilância e protocolo local. [S6]
22
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[SEP22] Quando considerar dobutamina?
Disfunção cardíaca e hipoperfusão persistente, apesar de volume e pressão adequados; adicionar à noradrenalina. [S6]
23
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[SEP23] Qual a dose habitual de hidrocortisona no choque com vasopressores persistentes?
200 mg/dia IV: 50 mg de 6/6 h ou perfusão contínua. [S6]
24
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[SEP24] Qual a estratégia transfusional habitual?
Restritiva, referência Hb 7 g/dL; individualizar na hemorragia, isquemia ou hipoxemia grave. [S6]
25
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[SEP25] Que ventilação protetora usar na SDRA?
Volume corrente cerca de 6 mL/kg de peso predito; pressão de plateau ≤30 cmH2O. [S6]
26
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[SEP26] Quando iniciar insulina?
Glicemia ≥180 mg/dL; alvo habitual após início 144–180 mg/dL. [S6]
27
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[SEP27] Como usar procalcitonina na antibioterapia?
Não decide isoladamente o início. Pode ajudar a suspensão, com avaliação clínica e controlo de foco adequado. [S6]
28
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[SEP28] EVIDÊNCIA — CLASSIC 2022: restringir fluidos reduziu mortalidade?
Não aos 90 dias, em choque séptico na UCI após fluidoterapia inicial. Não estudou omitir toda a ressuscitação inicial. [S7]
29
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[SEP29] EVIDÊNCIA — CLOVERS 2023: qual a conclusão prática?
Após 1–3 L, estratégia restritiva com vasopressores precoces não alterou significativamente mortalidade antes da alta para casa até 90 dias. [S8]
30
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[SEP30] EVIDÊNCIA — BLING III 2024: perfusão contínua provou menor mortalidade?
O resultado primário não ajustado aos 90 dias não foi significativo (P=0,08). Distinguir este ensaio da síntese de evidência das recomendações. [S9]
31
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[SEP31] EVIDÊNCIA — ANDROMEDA-SHOCK-2 2025: qual o benefício?
Ressuscitação personalizada por preenchimento capilar melhorou o desfecho composto hierárquico, sobretudo pela menor duração de suporte vital; mortalidade isolada não diferiu. [S10]
32
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[SEP32] EVIDÊNCIA — BICARICU-2 2025: bicarbonato reduziu mortalidade?
Não aos 90 dias em acidemia metabólica grave com lesão renal aguda moderada/grave; reduziu utilização de substituição renal. Não era exclusivo de sépsis. [S11]
33
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[SEP33] Na urossépsis com obstrução, basta antibiótico?
Não. Descomprimir a obstrução e drenar abcessos quando indicado, com avaliação urológica urgente. [S12]
34
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[SEP34] Qual a prioridade na suspeita de infeção necrosante?
Avaliação cirúrgica urgente e antibioterapia ampla; não esperar gás nem atrasar desbridamento por exames. [S13]
35
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[SEP35] Que esquema empírico exemplifica cobertura numa infeção necrosante?
Vancomicina/linezolida + piperacilina-tazobactam ou carbapenem, ajustando ao contexto. Não é esquema universal de sépsis. [S13]
36
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[SEP36] Meningite bacteriana: a punção lombar pode atrasar antibiótico?
Não. Colher antes quando seguro e exequível; iniciar tratamento urgente se houver atraso ou contraindicação. [S14]
37
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[SEP37] Na meningite comunitária, quando acrescentar cobertura de Listeria?
À ceftriaxona/cefotaxima, acrescentar ampicilina/amoxicilina se idade >60 anos, gravidez ou imunocompromisso. [S14]
38
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[SEP38] IDSA 2026: que carbapenem preferir na infeção invasiva ESBL do doente crítico?
Meropenem ou imipenem-cilastatina, sobretudo com hipoalbuminémia; preferíveis a ertapenem neste contexto. [S15]
39
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[SEP39] Qual a exceção importante aos antibióticos na diarreia por STEC?
Evitar em STEC O157, produtor de toxina Shiga 2 ou genótipo desconhecido, pelo risco de dano. [S16]
40
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[SEP40] Como escolher e ajustar antibioterapia empírica?
Integrar foco, gravidade, culturas anteriores, resistências locais, alergias e função renal; ajustar ao agente e suscetibilidade. [S15]
41
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[SEP41] ATUALIZAÇÃO — SSC 2026: como administrar beta-lactâmicos de manutenção?
Perfusão prolongada após dose de carga; recomendação agora forte. [S5]
42
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[SEP42] O que significa desescalar antibioterapia?
Suspender agentes desnecessários ou estreitar cobertura segundo microbiologia e evolução; reavaliar diariamente. [S6]
43
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[SEP43] Que profilaxia de tromboembolismo usar?
Farmacológica, preferindo heparina de baixo peso molecular, salvo contraindicação. [S6]
44
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[SEP44] Bicarbonato é rotina na acidose láctica do choque?
Não para melhorar hemodinâmica. Ponderar se pH ≤7,2 e lesão renal aguda AKIN 2/3. [S6; S11]
45
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[SEP45] Que problemas procurar após alta por sépsis?
Limitações físicas, cognitivas e emocionais; explicar o diagnóstico, rever medicação e organizar seguimento/reabilitação. [S6]