Filosofia

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1
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quem foi descartes?

Descartes foi um filósofo racionalista que levou o ceticismo ao extremo, recorrendo á própria duvida como método para provar a impossibilidade co ceticismo.

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Qual era o objetivo de Descartes'?

Estabelecer um conhecimento seguro e indubitável, procurando na razão os fundamentos do conhecimento.

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Quais as 4 Regras do método utilizado por Descartes?

1- Evidência: Aceitar como verdadeiro apenas o que se apresenta à consciência como claro e distinto, sem qualquer margem para duvida;

2-Análise: Dividir as dificuldades em partes até o problema ser realizável;

3-Sintese: Começar pelo mais simples e de fácil compreensão, aumentando gradualmente a complexidade.

4- Enumeração/sintese: Fazer enumerações tão complexas e revisões tão gerais que se tem a certeza de nada omitir.

4
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As regras do método permitem guiar a razão e orientar duas operações fundamentais. Explicita-as.

Intuição- ato de apreensão direta e imediata de noções simples, evidentes e indubitáveis;

Dedução- Encadeamento de intenções, envolvendo um movimento do pensamento, desde os princípios evidentes até às consequências necessárias.aC

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Caracteriza a duvida cartesiana.

-Metódica: É um meio para atingir um fim.

- Provisória: A dúvida à de ser ultrapassada, não é permanente.

- Universal: A duvida aplica-se a todo o conhecimento para se conseguir chegar a uma algo que resista a todas estas dúvidas, uma verdade absoluta.

-Hiperbólica + Radical: A dúvida é exagerada de propósito.


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Quais os níveis/tipos da dúvida cartesiana?

1- A dúvida sobre a capacidade dos sentidos

os sentidos são enganadores e já me enganaram, então eu vou ter os seus conhecimentos como falsos pois a qualquer momento podem voltar a enganar.

2- A dúvida sobre a existência do real

Parece estar acordado mas já ocorreu ter sonhos vividos que pareciam reais. Como posso saber se não estou apenas a sonhar? não possuímos nenhum critério que nos permita distinguir esta vigília-sono.

3- A dúvida que põe em causa os objetos da razão

Nem todos sabem ou aplicam bem a razão, a matemática, a lógica, existem erros de raciocínio. Mas, se podemos cometer erros de raciocínio então não podemos acreditar justificçadamente em crenças com origem no nosso raciocínio.

Descartes põe em causa a possibilidade de existir um génio maligno que o engana e manipula os seus pensamentos.

7
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Como é que Descartes chega ao cogito?

Descartes diz que pode estar a ser enganado por um génio maligno, pelos sentidos e a realidade pode ser apenas um sonho dele, mas, por pensar tudo isto, existe.

“cogito ergu sum”- Penso logo existo ( 1ª verdade absoluta)

Duvidar é apenas pensar sem estar seguro da verdade dos nossos pensamentos.

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Características do cogito

-É um principio evidente e indubitável, uma certeza inabalável.

-Obtém-se por intuição, de modo inteiramente racional ( a priori )

-Apresenta a condição da dúvida e impõe uma exceção à sua universalidade ( triunfo sobre o ceticismo)

-Revela a natureza/essência do sujeito ( res cogitans)

9
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Descartes conclui que é uma substância pensante porquê?

Pode conceber que existe sem corpo, pois este pode ser uma ilusão do génio maligno, mas, não pode conceber que existe sem mente - “cogito ergo sum”

Assim descartes conclui que a mente não é igual ao corpo, que é diferente de tudo, chegando ao Dualismo cartesiano.


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O que é o dualismo cartesiano?

O dualismo cartesiano, é a segunda verdade, que diz que existem duas esferas da realidade com natureza diferente : a mente ( res cogitas) e o corpo ( res extensa).

é uma dedução que não acrescenta nada ao conhecimento de descartes, pois ainda não conseguiu provar nada mais para além do cogito. O dualismo cartesiano é apenas uma constatação.

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Define o critério da verdade.

Só devemos considerar verdadeiro aquilo que, á semelhança do cogito, concebemos de forma absolutamente clara e distinta.

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Quais os 3 tipos de ideias que Descartes conclui existirem?

-Adventicias: Têm origem na experiência sensível, Objetos físicos exteriores á mente etc…

-Facticias: Imaginação

-Inatas: Nascem com a razão, já existem na nossa mente.

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Porque é que Descartes encontra-se preso num solipsismo?

Pois embora que com a 1ªverdade tenha deduzido a 2ª, ainda não conseguiu provar a existência da Res extensa, apenas deduziu a sua possibilidade. Para sair do solipsismo Descartes vai provar a existência de algo fora dele, a existência de Deus, a ideia inata que se destacava na sua mente.

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Quais os Argumentos que provam a existência de Deus?

-Argumento ontológico

-Argumento cosmológico ou da marca


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Define o Argumento ontológico

É um argumento a priori pois é puramente conceptual. Descartes parte do conceito comum de Deus “ Um ser perfeito”.

Ora um ser perfeito não pode NÃO EXISTIR, isso seria uma falha na sua perfeição, logo, é necessário que exista.

“ Da sua essência extrai-se a sua existência.”

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Define o argumento Cosmológico ou Da marca.

Descartes sabe que tem muitas ideias, uma verdade inata e ideias que podem estar a ser manipuladas, mas de entre todas as ideias destaca-se a uma ideia inata, a ideia de Deus ser um ser perfeito. Mas tudo o que existe tem de ter uma causa ( principio da causalidade).

O principio da causalidade diz que a causa tem de ter igual ou maior grandeza que o efeito.

Descartes questiona-se sobre a origem da ideia de perfeição na sua mente, pois não a pode ter criado pelos seus meios, pois sendo Descartes um ser imperfeito, a ideia de perfeição é algo superior a ele e a causa tem de ser pelo menos igual ao efeito, o que não é o causa. Assim Descartes afirma que tem de existir um ser de igual ou maior grandeza que esta ideia, ou seja, afirma que Deus existe, um ser cuja essência é perfeição. E que a ideia está na mente de Descartes foi uma marca deixada por Deus.

Este argumento é a posteriori pois não é puramente conceptual, utiliza o principio da causalidade, um principio visível no cosmos.

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Qual foi a importância da prova da existência de deus no sistema cartesiano?

  • Permite superar o solipsismo

  • Permite excluir o génio maligno, pois um ser perfeito não nos deixaria ser enganados, Deus é a garantia da verdade objetiva das ideias claras e distintas

  • permite superar os argumentos dos céticos radicais ( subjetivismo ) pois prova a existência do mundo exterior.


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Porque é que Descartes finalmente pode afirmar a existência da res extensa?

Pois, quando provou a existência da res divina ganhou confiança na sua razão, e porque nenhum ser perfeito o permitiria ser manipulado a esse ponto.

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Quais os tipos de conhecimento?

  • conhecimento por contacto ou direto- conhecimento direto de alguma realidade, experiências do dia a dia;

  • conhecimento prático ( saber fazer )- a capacidade ou aptidão de fazer alguma coisa, ou seja possuir para além do conhecimento teórico o conhecimento prático que permite resolver os problemas práticos.

  • conhecimento proposicional ( saber que )- tem de ser válido e verdadeiro no momento.


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Qual a definição clássica ou tripartida do conhecimento?

Para que exista conhecimento têm de estar reunidas 3 condições:

  • Crença, temos de acreditar no nosso conhecimento

  • verdade , a crença tem de ser verdadeira e estar de acordo com a realidade

  • e justificação, que tem de ser credível, racional e comportável se possível.

segundo Platão o conhecimento tem de ser uma crença verdadeira justificada, pois ter crenças verdadeiras por sorte não é conhecimento, ou seja, as 3 condições apenas são suficientes para que uma proposição seja um caso de conhecimento quando em conjunto.

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Qual foi a objeção de gettier a Platão?

Para Gettier a definição clássica de Platão embora necessária, não é suficiente pois é possível ter uma crença verdadeira e justificada e isso não ser o suficiente para definir um conhecimento.

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Define o 1º problema gnosiológico.

O problema da possibilidade do conhecimento.

questão filosófica- “ É possível conhecer verdadeiramente a realidade?”

Existem 2 respostas radicais neste problema, o ceticismo e o dogmatismo.

  • Ceticismo: Não é possível chegar a certezas.

  • Dogmatismo: É possível chegar a certezas.


23
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Quais os argumentos dos céticos no 1º problema?

  • Argumento da mudança: “ Como posso ter uma certeza sobre algo, se a realidade está constantemente a mudar?”

  • Argumento da subjetividade: “ O conhecimento é algo subjetivo.”

  • Argumento da regressão ao infinito: Concordância com a definição clássica, mas para justificar algo precisamos de afirmar, e essa afirmação também precisa de ser justificada- loop infinito/regressão ao infinito porque nenhuma afirmação é auto-sustentada, tem de ser justificada.


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Quem foi Pirro?

Um cético que achava que não valia a pena afirmar nada á cerca do mundo. Segundo ele os homens deviam de praticar a Epoché ( suspensão do juízo) pois isso levava á Ataraxia ( tranquilidade de espirito ), e evitava choques e guerra entre as pessoas. Mas, sem a emissão de juízos não há evolução.


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Define o 2º problema gnosiológico.

O problema da origem do conhecimento.

questão filosófica- “ De onde provém o conhecimento?Da razão? Dos sentidos? Ou de ambos?”

Existem 2 respostas radicais neste problema, o empirismo e o Racionalismo.


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Qual a resposta do empirismo no 2º problema?

Diz que o conhecimento provém dos sentidos e que não é possível ter algo na consciência que não provenha destes, pois tudo o que conhecemos acerca do mundo provém de uma experiência sensível, até a nossa imaginação provém de coisas já percebidas ou captadas pelos nossos sentidos.

Uma frase emblemática do empirismo é “ A mente á nascença é uma folha em branco.” e á medida que se experiência o mundo, com os sentidos, vamos preenchendo essa folha.

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Qual a resposta do Racionalismo no 2º problema?

Diz que tudo começa com os sentidos pois sem estes não teríamos consciência, mas, no nacionalismo, o conhecimento tem de ser:

  • universalmente válido

  • logicamente necessário- necessidade lógica para um resultado.

O racionalismo não põe em causa os sentidos, apenas diz que os conhecimentos obtidos por estes não são verdadeiros, é algo subjetivos ao indivíduo.

e que não podemos confiar nos sentidos, pois estes enganam-nos.


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Define o 3º problema gnosiológico.

Problema da essência/natureza do conhecimento.

Questão filosófica: “ O conhecimento depende mais do sujeito que conhece ou do objeto conhecido? Ou de ambos?”

Existem 2 respostas radicais: O Idealismo e o realismo

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Qual a resposta do idealismo no 3º problema?

Diz que o conhecimento provém do sujeito.

E, o idealismo radical- subjetivismo- diz que o conhecimento está todo na CABEÇA do sujeito.

Defende que a realidade depende do sujeito e que o mundo não existe se não tivermos consciência deste.

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Qual a resposta da Realismo no 3º problema?

Diz que o conhecimento provém do objeto.

Que a realidade é independente do conhecimento desta por parte do sujeito. ou seja, os realistas têm noção que o mundo existe independentemente de não termos consciência deste. O objeto está lá mesmo que o sujeito não o conheça.

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Na fase do cogito Descartes era um subjetivista mas no fim ele chega a um nacionalismo critico distinguindo a realidade entre duas qualidades. Quais?

  • Qualidades primárias: Objetivas e quantificáveis- Resultam da Razão

  • Qualidades secundárias: Subjetivas e qualitativas- Resultam dos sentidos


Descartes dia que não é possível conhecer um objeto pelas suas qualidades secundárias pois estas dependem do sujeito, não podem ser classificadas como qualidades do objeto. Logo, no que diz respeito é realidade, podemos conhecer apenas uma parte dela, as qualidades primárias:

  • Extensão- A área de uma mesa, por exemplo

  • Forma

  • Movimento- Prever a trajetória de uma bala, por exemplo


assim chega á 4ª verdade, a da existência do mundo real.