Caderno de Erros — Neurologia: Manobra de Epley, Síndromes de Tronco, Cefaleias e Morte Encefálica

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Flashcards no estilo vocabulário baseados no Caderno de Erros de Neurologia para revisão de residência médica, cobrindo manobra de Epley, neuroanatomia das síndromes de tronco, critérios de migrânea e protocolo de determinação de morte encefálica.

Last updated 9:22 PM on 10/9/26
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14 Terms

1
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Manobra de Epley (passos para VPPB do canal posterior)

Sequência posicional que consiste em: 1) sentar o paciente e girar a cabeça 45^\natural{^\tcirc} para o lado afetado; 2) deitar rapidamente em decúbito dorsal com extensão cervical e cabeça rodada; 3) aguardar a resolução do nistagmo e girar a cabeça 90^\natural{^\tcirc} para o lado oposto; 4) virar o corpo até decúbito lateral com o nariz para baixo; 5) retornar lentamente à posição sentada, mantendo cada posição por cerca de 30–60 segundos30\text{--}60\text{ segundos} ou até a cessação do nistagmo.

2
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Síndrome de Weber

Síndrome de tronco causada por lesão no mesencéfalo que afeta o fascículo do nervo oculomotor (III par) e o trato corticoespinal antes da decussação, caracterizada clinicamente pela associação de paralisia ipsilateral do III par (com ptose, desvio ocular para baixo e para fora e possível midríase) e hemiparesia contralateral.

3
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Nervo oculomotor (III par craniano)

Nervo craniano cujos núcleos situam-se no mesencéfalo na altura do colículo superior e cujas fibras emergem pela fossa interpeduncular; sua lesão aguda cursa com ptose palpebral e midríase ipsilaterais, necessitando de investigação urgente para excluir compressões extrínsecas, como aneurismas.

4
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Regra geral das síndromes alternas do tronco encefálico

Padrão clínico definido pelo acometimento de um ou mais nervos cranianos ipsilaterais ao sítio da lesão encefálica, associado a déficit motor e/ou sensitivo contralateral do corpo decorrente do comprometimento dos tratos longos.

5
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Hemiparesia em lesão mesencefálica

Déficit motor que ocorre no lado contralateral à lesão (por exemplo, no lado direito em lesão no mesencéfalo esquerdo), devido ao fato de o trato corticoespinal ter sido lesado cranialmente à decussação das pirâmides bulbares.

6
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Migrânea sem aura (critérios diagnósticos)

Diagnóstico firmado após pelo menos 55 crises com duração de 4–72 horas4\text{--}72\text{ horas} (quando não tratadas ou tratadas sem sucesso), que apresentam pelo menos 22 das características da dor (unilateral, pulsátil, intensidade moderada/forte ou agravamento por atividade física rotineira/sua evitação) acompanhadas de náuseas/vômitos ou de fotofobia e fonofobia concomitantes.

7
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Fotofobia isolada na migrânea sem aura

Manifestação clínica que, de forma isolada, não satisfaz os critérios de sintomas associados para o diagnóstico de migrânea sem aura, exigindo-se a presença obrigatória de fonofobia em conjunto ou a ocorrência de náuseas/vômitos.

8
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Exame neurológico na migrânea sem aura

Avaliação clínica habitualmente normal entre as crises e durante a apresentação típica; a presença de déficits focais persistentes ou anormais afasta o diagnóstico puramente típico e requer investigação etiológica adicional.

9
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Migrânea com aura

Quadro migranoso distinguido pela ocorrência de sintomas neurológicos focais completamente reversíveis (sejam visuais, sensitivos, motores ou de linguagem) que progridem gradativamente e duram habitualmente entre 5–60 minutos5\text{--}60\text{ minutos} por sintoma, manifestações estas ausentes na migrânea sem aura.

10
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Pré-requisitos para determinação de morte encefálica

Condições indispensáveis que incluem a demonstração de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível, coma aperceptivo com ausência de reflexos de tronco, exclusão de fatores de confusão (como agentes sedativos, intoxicações exógenas, hipotermia ou distúrbios metabólicos) e cumprimento dos parâmetros fisiológicos e tempo de observação normatizados.

11
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Parâmetros hemodinâmicos e térmicos para protocolo de morte encefálica

Valores basais requeridos em adultos segundo o roteiro apresentado, exigindo temperatura corporal superior a 35,0^\natural{^\tcirc}\text{C} e pressão arterial sistólica superior a 100 mmHg100\text{ mmHg} para abertura do protocolo oficial.

12
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Teste de apneia

Etapa diagnóstica protocolar realizada para comprovar a completa ausência de movimentos respiratórios espontâneos do paciente sob estímulo hipercápnico adequado e controlado.

13
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Glasgow 3 pós-parada cardíaca revertida

Condição clínica de coma profundo e ausência de drive ventilatório após reanimação que não autoriza a abertura imediata do protocolo de morte encefálica sem a comprovação de irreversibilidade, respeito ao intervalo de observação e exclusão mandatória de hipotermia, sedação e distúrbios metabólicos.

14
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Hemorragia subaracnoidea (contexto de morte encefálica)

Etiologia neurológica vascular capaz de determinar dano encefálico grave e irreversível; contudo, isoladamente não confirma morte encefálica sem a realização e conformidade de todo o exame clínico, pré-requisitos e testes complementares exigidos pela norma técnica.