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Flashcards no estilo vocabulário baseados no Caderno de Erros de Neurologia para revisão de residência médica, cobrindo manobra de Epley, neuroanatomia das síndromes de tronco, critérios de migrânea e protocolo de determinação de morte encefálica.
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Manobra de Epley (passos para VPPB do canal posterior)
Sequência posicional que consiste em: 1) sentar o paciente e girar a cabeça 45^\natural{^\tcirc} para o lado afetado; 2) deitar rapidamente em decúbito dorsal com extensão cervical e cabeça rodada; 3) aguardar a resolução do nistagmo e girar a cabeça 90^\natural{^\tcirc} para o lado oposto; 4) virar o corpo até decúbito lateral com o nariz para baixo; 5) retornar lentamente à posição sentada, mantendo cada posição por cerca de 30–60 segundos ou até a cessação do nistagmo.
Síndrome de Weber
Síndrome de tronco causada por lesão no mesencéfalo que afeta o fascículo do nervo oculomotor (III par) e o trato corticoespinal antes da decussação, caracterizada clinicamente pela associação de paralisia ipsilateral do III par (com ptose, desvio ocular para baixo e para fora e possível midríase) e hemiparesia contralateral.
Nervo oculomotor (III par craniano)
Nervo craniano cujos núcleos situam-se no mesencéfalo na altura do colículo superior e cujas fibras emergem pela fossa interpeduncular; sua lesão aguda cursa com ptose palpebral e midríase ipsilaterais, necessitando de investigação urgente para excluir compressões extrínsecas, como aneurismas.
Regra geral das síndromes alternas do tronco encefálico
Padrão clínico definido pelo acometimento de um ou mais nervos cranianos ipsilaterais ao sítio da lesão encefálica, associado a déficit motor e/ou sensitivo contralateral do corpo decorrente do comprometimento dos tratos longos.
Hemiparesia em lesão mesencefálica
Déficit motor que ocorre no lado contralateral à lesão (por exemplo, no lado direito em lesão no mesencéfalo esquerdo), devido ao fato de o trato corticoespinal ter sido lesado cranialmente à decussação das pirâmides bulbares.
Migrânea sem aura (critérios diagnósticos)
Diagnóstico firmado após pelo menos 5 crises com duração de 4–72 horas (quando não tratadas ou tratadas sem sucesso), que apresentam pelo menos 2 das características da dor (unilateral, pulsátil, intensidade moderada/forte ou agravamento por atividade física rotineira/sua evitação) acompanhadas de náuseas/vômitos ou de fotofobia e fonofobia concomitantes.
Fotofobia isolada na migrânea sem aura
Manifestação clínica que, de forma isolada, não satisfaz os critérios de sintomas associados para o diagnóstico de migrânea sem aura, exigindo-se a presença obrigatória de fonofobia em conjunto ou a ocorrência de náuseas/vômitos.
Exame neurológico na migrânea sem aura
Avaliação clínica habitualmente normal entre as crises e durante a apresentação típica; a presença de déficits focais persistentes ou anormais afasta o diagnóstico puramente típico e requer investigação etiológica adicional.
Migrânea com aura
Quadro migranoso distinguido pela ocorrência de sintomas neurológicos focais completamente reversíveis (sejam visuais, sensitivos, motores ou de linguagem) que progridem gradativamente e duram habitualmente entre 5–60 minutos por sintoma, manifestações estas ausentes na migrânea sem aura.
Pré-requisitos para determinação de morte encefálica
Condições indispensáveis que incluem a demonstração de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível, coma aperceptivo com ausência de reflexos de tronco, exclusão de fatores de confusão (como agentes sedativos, intoxicações exógenas, hipotermia ou distúrbios metabólicos) e cumprimento dos parâmetros fisiológicos e tempo de observação normatizados.
Parâmetros hemodinâmicos e térmicos para protocolo de morte encefálica
Valores basais requeridos em adultos segundo o roteiro apresentado, exigindo temperatura corporal superior a 35,0^\natural{^\tcirc}\text{C} e pressão arterial sistólica superior a 100 mmHg para abertura do protocolo oficial.
Teste de apneia
Etapa diagnóstica protocolar realizada para comprovar a completa ausência de movimentos respiratórios espontâneos do paciente sob estímulo hipercápnico adequado e controlado.
Glasgow 3 pós-parada cardíaca revertida
Condição clínica de coma profundo e ausência de drive ventilatório após reanimação que não autoriza a abertura imediata do protocolo de morte encefálica sem a comprovação de irreversibilidade, respeito ao intervalo de observação e exclusão mandatória de hipotermia, sedação e distúrbios metabólicos.
Hemorragia subaracnoidea (contexto de morte encefálica)
Etiologia neurológica vascular capaz de determinar dano encefálico grave e irreversível; contudo, isoladamente não confirma morte encefálica sem a realização e conformidade de todo o exame clínico, pré-requisitos e testes complementares exigidos pela norma técnica.