Doença Arterial Coronariana Crônica (DAC)

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Flashcards de pergunta e resposta abrangendo a Fisiopatologia, Diagnóstico, Métodos Complementares e Tratamento Clínico/Invasivo da Doença Arterial Coronariana Crônica baseados na aula.

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1
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Qual é a diferença fundamental no processo fisiopatológico da Doença Arterial Coronariana (DAC) crônica em relação à DAC aguda?

A DAC crônica envolve um processo de remodelamento crônico do vaso com fibrose, epitélio e calcificação progressiva, enquanto a doença aguda é caracterizada por uma complicação súbita, como a formação de um coágulo/trombo agudo após instabilização da placa.

2
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Quais elementos histológicos/morfológicos são observados no remodelamento do vaso na DAC crônica, conforme demonstrado na lâmina da aula?

São observados epitélio, fibrose, cálcio (representado em roxo na lâmina histológica) e deposição de gordura.

3
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Quais são os fatores de risco cardiovasculares clássicos listados para o desenvolvimento de DAC crônica?

Hipertensão, idade avançada, diabetes, LDL elevado ("macro LDL"), gorduras em geral, obesidade e inflamação.

4
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De que forma a Doença Renal Crônica contribui para o desenvolvimento da aterosclerose coronariana?

A Doença Renal Crônica está implicada no processo porque causa inflamação sistêmica crônica, acelerando a formação de entupimentos coronarianos.

5
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Por que mulheres que realizam radioterapia para tratamento de câncer na mama esquerda podem desenvolver aterosclerose coronariana?

Porque a radiação emitida na mama esquerda machuca o epitélio vascular das coronárias, podendo induzir fibrose e entupimentos arteriais locais.

6
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Quais causas incomuns ou menos frequentes de entupimento coronariano foram mencionadas na aula além da radioterapia?

Quimioterapia e vasculites (como a doença de Kawasaki, referida no texto como "doença de carro azar").

7
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No caso clínico citado do paciente de 65 anos, qual era a queixa principal ao subir até o 3º andar para visitar a filha?

Sensação estranha/desconforto no peito e ombro ao fazer o esforço de subir as escadas, necessitando ficar quieto por 3 a 4 minutos para passar.

8
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Qual o nome dado à queixa clínica clássica de dor ou desconforto torácico provocada por isquemia miocárdica?

Angina.

9
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Em uma angiotomografia coronariana, como são visualizados a gordura e o cálcio em uma placa na artéria descendente anterior?

A gordura é visualizada como uma placa preta dentro do vaso, enquanto o cálcio é identificado pela cor branca.

10
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Como um paciente pode apresentar uma oclusão arterial coronariana total crônica por aterosclerose e nunca ter infartado?

Através do desenvolvimento de circulação colateral, onde outros vasos reperfundem a área após a obstrução lenta e crônica.

11
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Quais são as três formas de manifestação clínica que a Doença Arterial Coronariana (DAC) crônica pode apresentar no paciente?

Angina (dor clássica), dispneia (cansaço/falta de ar) ou apresentação totalmente assintomática.

12
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Qual o mecanismo bioquímico causador da dor na angina miocárdica durante a isquemia?

A falta de oxigênio induz a via anaeróbica, levando à liberação de ácido lático e acidose no tecido cardíaco.

13
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O que significa dizer que a DAC crônica é um "contínuo" que pode virar uma doença aguda?

Significa que a presença de placas ativas e do processo inflamatório pode levar ao surgimento rápido ou instabilização de novas placas, desencadeando um infarto agudo.

14
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Quais variáveis hemodinâmicas influenciam diretamente o limiar de angina em um paciente?

A pressão arterial e a frequência cardíaca (que determinam o consumo de oxigênio pelo miocárdio).

15
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Por que uma paciente com DAC que desenvolve taquicardia supraventricular com frequência cardíaca de 150 bpm150\,\text{bpm} passa a apresentar angina intensa?

Porque a frequência cardíaca elevada de 150 bpm150\,\text{bpm} aumenta excessivamente o consumo de oxigênio pelo miocárdio, gerando déficit de perfusão e isquemia.

16
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Quais são os três critérios clássicos que definem a dor da angina típica?

1) Desconforto retrosternal difuso de duração típica; 2) Desencadeada pelo esforço físico ou estresse; 3) Aliviada pelo repouso ou uso de nitrato.

17
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Quais são as regiões para onde a dor de angina típica pode se irradiar no corpo?

Mandíbula/maxilar, braço esquerdo, braço direito, região epigástrica, dorso (costas) e, raramente, região umbilical.

18
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Qual é o padrão de localização da dor anginosa descrito no exame físico e anamnese?

É uma dor difusa e esparramada (geralmente demonstrada com a mão aberta sobre o peito), e nunca uma dor pontual indicada com um só dedo.

19
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Qual é a duração habitual da dor anginosa estável clássica antes de ceder com o repouso?

A dor dura em média até 1010 a 15 minutos15\,\text{minutos}.

20
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Se um paciente relata dor no peito contínua há 3 dias, qual a probabilidade de ser uma angina de origem cardíaca?

Muito improvável; dores com duração de dias geralmente são de origem não cardíaca (muscular, esofágica, etc.).

21
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O que é dor torácica atípica?

É aquela que preenche apenas 2 dos 3 critérios da dor anginosa típica.

22
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O que é dor torácica não anginosa?

É aquela que preenche apenas 1 ou nenhum dos 3 critérios da dor anginosa típica.

23
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Por que pacientes diabéticos podem apresentar sintomas anginosos mascarados ou atenuados?

Devido à neuropatia diabética, que compromete a inervação e reduz a percepção sensitiva da dor isquêmica.

24
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Qual a manifestação atípica mais frequente de equivalência anginosa observada em mulheres idosas?

Dispneia (falta de ar ou cansaço aos esforços) em vez de dor torácica.

25
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Qual a recomendação médica se a dor torácica do paciente não passar após 15 minutos15\,\text{minutos} de repouso?

Realizar eletrocardiograma e avaliação hospitalar imediata, pois pode indicar instabilização de placa (síndrome coronariana aguda) ou outra emergência.

26
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Qual a diferença observada na morfologia da placa aterosclerótica em pacientes fumantes em comparação aos diabéticos?

O tabagismo tende a causar placas mais focais, gordinhas e de rápida expansão (mais associadas a infarto agudo), enquanto o diabetes gera lesões mais longas e extensas.

27
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Qual dos fatores de risco cardiovasculares é o mais fortemente implicado na ocorrência de eventos coronarianos agudos?

O tabagismo.

28
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Anatomicamente, quais são as duas artérias coronárias principais que se originam da aorta?

Coronária esquerda e coronária direita.

29
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Como a artéria coronária esquerda se divide anatomicamente?

Ela se divide em artéria descendente anterior e artéria circunflexa.

30
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Qual a porcentagem do fluxo sanguíneo cardíaco total sob responsabilidade da artéria coronária esquerda?

A coronária esquerda responde por cerca de 60%60\% a 65%65\% do fluxo sanguíneo miocárdico.

31
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Por que na cardiologia clínica e hemodinâmica considera-se a existência de "3 vasos coronarianos"?

Porque a coronária esquerda divide-se em duas grandes artérias (descendente anterior e circunflexa), que juntas com a coronária direita perfundem as três principais regiões do coração.

32
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Qual a porcentagem mínima de estenose em um vaso coronariano epicárdico que, como regra geral, costuma provocar angina ao esforço?

Estenoses acima de 70%70\%.

33
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O que é o tronco da coronária esquerda (TCE)?

É o segmento inicial da artéria coronária esquerda antes da sua bifurcação nas artérias descendente anterior e circunflexa.

34
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A partir de qual porcentagem de obstrução uma lesão no Tronco da Coronária Esquerda (TCE) já é capaz de causar angina e relevância clínica?

A partir de 50%50\% de estenose.

35
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Por que uma lesão de 50%50\% no tronco da coronária esquerda é tão crítica quanto uma lesão de 70%70\% nos outros vasos?

Porque pelo tronco passa o fluxo sanguíneo que irriga uma enorme massa de miocárdio (aproximadamente 60−65%60-65\% do coração).

36
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O que é a angina por doença microvascular?

É a ocorrência de isquemia e dor anginosa causada pela obstrução de microvasos e capilares coronarianos, sem a presença de lesões obstrutivas nas grandes artérias epicárdicas.

37
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Como o aumento do tamanho do coração (hipertrofia miocárdica grave) pode provocar angina na ausência de placas coronarianas obstrutivas?

A grande massa muscular consome muito oxigênio e a rede vascular existente não consegue perfundir adequadamente todo o miocárdio hipertrofiado no esforço.

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O que é a Angina de Classe Funcional I?

Angina que ocorre apenas com esforços físicos muito intensos, prolongados ou rápidos; ausente em atividades habituais.

39
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O que é a Angina de Classe Funcional II?

Angina que ocorre com limitação leve para atividades habituais, como caminhar rápido ou subir mais de um lance de escadas (ex.: visitar a filha no 3º andar).

40
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O que é a Angina de Classe Funcional III?

Angina que impõe limitação acentuada às atividades físicas habituais, surgindo ao caminhar um ou dois quarteirões ou subir um único lance de escadas.

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O que é a Angina de Classe Funcional IV?

Angina que provoca incapacidade de realizar qualquer atividade sem desconforto, podendo estar presente no repouso ou aos mínimos esforços (como vestir-se ou levantar da cama).

42
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O que ocorre com a mecânica ventricular do miocárdio submetido à isquemia aguda durante o esforço?

O segmento miocárdico isquêmico para de contrair (fica acinético ou hipocinético) para reduzir o gasto de oxigênio, gerando perda temporária da força sistólica.

43
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Qual a principal alteração observada no segmento ST do eletrocardiograma durante a isquemia provocada por teste de esforço?

Infradesnivelamento do segmento ST (o segmento ST vai para baixo na repolarização).

44
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Quais variáveis são cruzadas na tabela de probabilidade pré-teste da diretriz brasileira para avaliar a chance de DAC?

Sexo (homem vs. mulher), faixa etária e a caracterização da dor torácica (típica, atípica, não anginosa ou dispneia).

45
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Como se compara a prevalência da Doença Arterial Coronariana entre homens e mulheres de mesma idade?

A prevalência de DAC é consideravelmente maior em homens do que em mulheres, especialmente nas faixas etárias mais jovens.

46
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Qual a conduta indicada para pacientes cuja probabilidade pré-teste de DAC seja menor que 5%5\%?

Pelas diretrizes, não se recomenda prosseguir com a investigação complementar para DAC, pois a chance de doença é muito baixa.

47
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Qual o intervalo numérico que define a probabilidade pré-teste de baixo risco para DAC?

Entre 5%5\% e 15%15\%.

48
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Quais exames de investigação são adequados para um paciente classificado com probabilidade pré-teste de baixo risco (5%5\% a 15%15\%)?

Teste Ergométrico ou Angiotomografia Coronariana.

49
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Qual o intervalo numérico que define a probabilidade pré-teste de risco intermediário/moderado para DAC?

Entre 15%15\% e 85%85\%.

50
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Qual o exame de imagem preferencialmente recomendado pelas diretrizes internacionais para investigar pacientes de probabilidade intermediária (15%15\% a 85%85\%)?

Angiotomografia coronariana.

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Qual o valor percentual que define a alta probabilidade pré-teste de DAC?

Probabilidade pré-teste acima de 85%85\%.

52
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Em um paciente de alta probabilidade pré-teste (>85%>85\%) e sintomas muito típicos, qual conduta diagnóstica direta pode ser adotada?

Encaminhamento direto para o Cateterismo Cardíaco (Cineangiocoronariografia) diagnóstico.

53
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Quais são as duas principais limitações do Teste Ergométrico simples no diagnóstico da DAC?

Não visualiza placas anatômicas diretamente e apresenta uma elevada taxa de resultados falsos positivos (além de exigir ECG basal normal).

54
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Como o Ecocardiograma com Estresse identifica a isquemia miocárdica induzida?

Observando em tempo real se alguma parede do ventrículo esquerdo apresenta alteração da contratilidade (para de contrair) durante o estresse físico ou farmacológico.

55
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Quais fármacos podem ser utilizados para realizar o estresse farmacológico no Ecocardiograma?

Dobutamina ou dipiridamol.

56
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Qual o valor médio aproximado de um ecocardiograma com estresse na rede particular citado na palestra?

Entre R800,00800,00 e R900,00900,00.

57
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Como a Cintilografia Miocárdica (SPECT) demonstra a presença de isquemia miocárdica?

Comparando as imagens de perfusão do miocárdio no repouso com as imagens no estresse; áreas com captação reduzida no estresse que normalizam no repouso indicam isquemia.

58
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Quais são as principais desvantagens logísticas do exame de Cintilografia Miocárdica?

É um exame caro (R2000,002000,00 a R3000,003000,00), exige dois dias/momentos de comparecimento do paciente e necessita de radiofármacos de armazenamento complexo.

59
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Quais são as principais vantagens da Ressonância Magnética Cardíaca no estudo da DAC?

Excelente qualidade de imagem anatômica, capacidade de avaliar perfusão no estresse, anatomia valvar, grandes vasos e presença de fibrose/cicatriz.

60
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Por que a Angiotomografia Coronariana é considerada um exame revolucionário na prevenção cardiovascular em relação aos testes funcionais de estresse?

Porque ela consegue visualizar anatomicamente placas ateroscleróticas leves e não obstrutivas (ex.: 20%20\% a 40%40\%), que não causam isquemia nos testes funcionais, mas aumentam o risco cardiovascular.

61
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O que acontece quando o médico identifica múltiplas placas não obstrutivas na Angiotomografia Coronariana de um paciente assintomático?

O médico reclassifica o risco cardiovascular do paciente e intensifica o tratamento preventivo (ex.: uso de estatina em alta dose), reduzindo futuros eventos agudos.

62
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Qual é o primeiro pilar fundamental do tratamento farmacológico da DAC crônica com placas acima de 50%50\% para prevenir infarto?

Uso de Ácido Acetilsalicílico (AAS) na dose de 100 mg100\,\text{mg} ao dia.

63
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Qual fármaco antiplaquetário é a alternativa de escolha para pacientes intolerantes ou alérgicos ao AAS?

Clopidogrel.

64
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Quais são as duas estatinas de alta potência citadas para uso contínuo na DAC crônica?

Rosuvastatina (doses de 20 mg20\,\text{mg} a 40 mg40\,\text{mg}) e Atorvastatina.

65
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Conforme as novas diretrizes citadas na aula, qual é a meta de LDL-colesterol para pacientes com DAC crônica estabelecida?

LDL abaixo de 50 mg/dL50\,\text{mg/dL}.

66
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Qual classe de antidiabéticos deve ser prescrita para pacientes diabéticos portadores de DAC devido à comprovação de redução de eventos cardiovasculares?

Inibidores do SGLT2.

67
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Para pacientes obesos com DAC crônica, qual classe terapêutica reduz eventos cardiovasculares e deve ser considerada?

Agonistas do receptor de GLP-1.

68
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Em quais pacientes portadores de DAC crônica indica-se o uso de inibidores da PCSK9 injetáveis?

Em pacientes com níveis extremamente elevados de LDL-colesterol que não atingem a meta mesmo com doses máximas de estatinas e ezetimiba.

69
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Qual a razão do interesse do uso da Colchicina no tratamento da DAC crônica?

A Colchicina possui propriedade anti-inflamatória, ajudando a diminuir a inflamação vascular no processo aterosclerótico (embora seja tema ainda sob debate).

70
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Quando se deve associar um inibidor da ECA (iECA) ou um Bloqueador do Receptor de Angiotensina (BRA, ex.: Losartana) ao tratamento do paciente com DAC crônica?

Quando o paciente apresenta hipertensão arterial associada, disfunção ventricular ou histórico de infarto prévio.

71
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Quais são os fármacos de primeira escolha para o tratamento sintomático e alívio da angina estável?

Betabloqueadores ou Bloqueadores dos Canais de Cálcio.

72
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Qual a faixa de frequência cardíaca de repouso almejada ao titular a dose de um Betabloqueador para controle da angina?

Frequência cardíaca entre 6060 e 70 bpm70\,\text{bpm}.

73
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Qual Bloqueador do Canal de Cálcio di-hidropiridínico é frequentemente prescrito para angina devido ao baixo custo e boa eficácia?

Anlodipino.

74
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É clinicamente aceitável combinar um Betabloqueador e um Bloqueador de Canal de Cálcio no mesmo paciente para controle de angina?

Sim, em casos de controle inadequado dos sintomas, é possível e seguro utilizar ambas as classes simultaneamente.

75
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Qual o papel dos nitratos de longa duração no manejo do paciente anginoso?

São fármacos de segunda ou terceira linha para controle sintomático crônico da dor no peito.

76
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O que é o Lisordil e como ele deve ser administrado na crise de angina?

É o dinitrato de isosorbida em apresentação sublingual, administrado embaixo da língua no momento exato em que o paciente sente a dor anginosa.

77
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Quantas vezes o paciente pode repetir o uso do nitrato sublingual durante uma crise antes de procurar atendimento de emergência?

Pode utilizar até 2 vezes; se a dor persistir após 1010 a 15 minutos15\,\text{minutos}, deve ir ao hospital.

78
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Por que a combinação de nitratos (ex.: Lisordil) e medicamentos para disfunção erétil (ex.: Viagra/sildenafila) é absolutamente contraindicada?

Porque a interação medicamentosa causa uma vasodilatação profunda e hipotensão grave, podendo precipitar choque e infarto do miocárdio.

79
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O uso de antianginosos como Betabloqueadores e nitratos reduz a mortalidade por si só em pacientes com DAC crônica?

Não; os antianginosos tratam apenas os sintomas de dor, enquanto o controle dos fatores de risco, AAS e estatina é que reduzem a mortalidade.

80
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Qual a sobrevida em 5 anos de um paciente que possui DAC acometendo apenas 1 vaso coronariano?

A sobrevida em 5 anos é praticamente igual à da população geral sem a doença.

81
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O que acontece com a sobrevida do paciente de DAC crônica quando a doença atinge 3 vasos arteriais?

A taxa de sobrevida diminui significativamente em relação à população saudável.

82
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Por que a obstrução da artéria Descendente Anterior (DA) na sua porção proximal é considerada de pior prognóstico entre as lesões de vaso único?

Porque a Descendente Anterior proximal irriga a parede anterior e uma porção muito grande da massa muscular do ventrículo esquerdo.

83
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Qual foi a principal conclusão do estudo clínico ISCHEMIA sobre o tratamento de pacientes com DAC estável?

Demonstrou que, em pacientes estáveis com isquemia moderada/grave, o tratamento clínico otimizado apresentou curvas de sobrevida semelhantes ao tratamento invasivo (revascularização por stent ou cirurgia).

84
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Quais são os dois critérios clínicos/anatômicos principais que indicam a necessidade de revascularizar (abrir) vasos coronarianos na DAC crônica?

1) Angina refratária e limitante mesmo com tratamento clínico otimizado; 2) Lesões anatômicas de alto risco (Tronco da Coronária Esquerda ≥50%\ge 50\% ou triarterial ≥70%\ge 70\%).

85
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Qual a conduta indicada para um paciente com lesão de 50%50\% ou mais no Tronco da Coronária Esquerda (TCE)?

Indicação de revascularização miocárdica (cirúrgica ou angioplastia), devido ao alto risco de infarto grave e morte súbita.

86
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O que é o "Heart Team" na abordagem das doenças coronarianas complexas?

É a reunião multidisciplinar entre o cardiologista clínico, o cirurgião cardíaco e o hemodinamicista para decidir a melhor estratégia de revascularização para o paciente.

87
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O que avalia o Escore SYNTAX na cardiologia intervencionista?

Avalia a complexidade anatômica das lesões coronarianas visíveis no cateterismo para definir se o caso é mais favorável a Stent ou a Cirurgia.

88
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Em que tipo de anatomia coronariana o uso de Stent é extremamente favorável e simples?

Em lesões únicas, curtas, focais e sem acometimento de bifurcações (baixo escore SYNTAX).

89
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Por que uma lesão aterosclerótica que acomete uma bifurcação ou trifurcação arterial é de difícil tratamento com Stent?

Porque é impossível implantar stents bifurcados/trifurcados sem correr o risco de ocluir ou esmagar o fluxo de um dos ramos adjacentes.

90
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Qual a principal limitação crônica associada ao implante de Stents nas artérias coronárias?

A ocorrência de reestenose (novo entupimento dentro do stent) ao longo do tempo.

91
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Qual o tempo médio de duração do procedimento de implante de Stent coronariano em uma lesão focal simples?

Cerca de 2020 a 30 minutos30\,\text{minutos}.

92
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Quais são as indicações clássicas em que a Cirurgia de Revascularização Miocárdica (CRM) é superior ao Stent?

Lesões complexas do Tronco da Coronária Esquerda, doença arterial coronariana de múltiplos vasos (triarterial) com alta complexidade (alto SYNTAX) ou em pacientes diabéticos graves.

93
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Como é feito o fechamento da caixa torácica ao término de uma cirurgia de revascularização miocárdica com esternotomia?

O osso esterno é reaproximado e amarrado com fios de aço inoxidável.

94
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Em que consiste a técnica da ponte (enxerto) na cirurgia de revascularização miocárdica?

Consiste em criar um desvio (bypass) conectando um conduto vascular após a área do entupimento, sem remover a placa de dentro da artéria nativa.

95
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Por que o cirurgião não "desentopa" ou raspa a placa de dentro das artérias coronárias diretamente?

Porque manipular o interior do vaso machuca gravemente o endotélio, levando à formação imediata de trombos e reestenose.

96
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Qual o enxerto arterial de escolha na CRM por apresentar maior patência e sobrevida em longo prazo?

A Artéria Torácica Interna Esquerda (conhecida como artéria mamária esquerda).

97
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Onde está localizada a Artéria Torácica Interna Esquerda no corpo humano?

Ela corre paralelamente ao osso esterno na parede interna do tórax.

98
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Para qual artéria coronária a Artéria Torácica Interna Esquerda é rotineiramente anastomosada na CRM?

Para a artéria Descendente Anterior (DA).

99
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O que significa a sigla RITA na cirurgia cardíaca?

Artéria Torácica Interna Direita (Right Internal Thoracic Artery).

100
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Como é obtida e utilizada a Artéria Radial na cirurgia de revascularização?

É colhida através de uma incisão no antebraço do paciente e enxertada entre a aorta e uma artéria coronária.