epiglotite

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O que é epiglotite?

Infecção/inflamação aguda da epiglote e estruturas supraglóticas, causando edema importante e podendo levar à obstrução rápida e potencialmente fatal da via aérea.

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Qual é o principal agente historicamente associado à epiglotite infantil?

Haemophilus influenzae tipo b (Hib), embora a epidemiologia tenha mudado significativamente após a vacinação.

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Quais outros agentes podem causar epiglotite?

Outras bactérias, além de vírus e, mais raramente, fungos, dependendo do contexto clínico e imunológico.

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Qual é a principal alteração fisiopatológica da epiglotite?

Infecção/inflamação supraglótica → edema intenso → estreitamento progressivo da via aérea → risco de obstrução completa.

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Por que a epiglotite é uma emergência médica?

Porque o edema supraglótico pode evoluir rapidamente para obstrução completa da via aérea e insuficiência respiratória.

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Qual faixa etária era classicamente mais acometida pela epiglotite por Hib?

Crianças pequenas, classicamente aproximadamente 2–6 anos; atualmente a doença é muito menos frequente nessa faixa devido à vacinação contra Hib.

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Qual é a principal medida de prevenção da epiglotite por Hib?

Vacinação contra Haemophilus influenzae tipo b.

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Como costuma ser o início da epiglotite?

Abrupto, com progressão rápida ao longo de horas.

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Qual é a velocidade de progressão típica da epiglotite?

Pode haver deterioração importante em poucas horas, com progressão rápida da obstrução da via aérea.

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Qual é a tríade clássica da epiglotite?

Febre alta, dispneia e irritabilidade, frequentemente associadas a intensa odinofagia/disfagia.

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Quais são os principais sintomas da epiglotite?

Febre alta, dor de garganta intensa, disfagia, odinofagia, sialorreia, dispneia, estridor, voz abafada e toxemia.

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Qual achado é especialmente característico da epiglotite em relação à deglutição?

Disfagia intensa com sialorreia, frequentemente com recusa de líquidos/alimentos.

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Por que ocorre sialorreia na epiglotite?

A inflamação supraglótica causa dor e dificuldade importante para deglutir, levando o paciente a não conseguir manejar adequadamente as secreções.

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Como costuma ser a voz na epiglotite?

Abafada, frequentemente descrita como voz de "batata quente"; pode haver rouquidão.

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Como costuma estar o estado geral da criança com epiglotite?

Geralmente toxêmica, irritada, ansiosa ou assustada e com aparência de doença grave.

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Qual posição a criança com epiglotite costuma assumir espontaneamente?

Posição de tripé, sentada, inclinada para frente, com pescoço estendido e queixo projetado para frente, tentando maximizar a passagem de ar.

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Por que a criança com epiglotite assume a posição de tripé?

Para aumentar o diâmetro das vias aéreas e facilitar a entrada de ar diante da obstrução supraglótica.

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Quais sinais indicam hipóxia/gravidade na epiglotite?

Desaturação, cianose, aumento do trabalho respiratório, alteração do nível de consciência e sinais de exaustão.

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A tosse ladrante é típica da epiglotite?

Não. A ausência de tosse ladrante é uma pista importante para diferenciar epiglotite de crupe.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto ao início?

Epiglotite: início abrupto e rápida progressão. Crupe: geralmente começa após sintomas de IVAS e evolui de forma mais gradual.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto à febre?

Epiglotite costuma apresentar febre alta e toxemia; crupe geralmente apresenta febre baixa ou moderada e criança com estado geral relativamente preservado.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto à tosse?

Epiglotite geralmente não apresenta tosse ladrante característica; crupe apresenta tosse típica "de cachorro"/ladrante/metálica.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto à dor de garganta?

Na epiglotite, odinofagia/disfagia costuma ser intensa; no crupe, dor de garganta geralmente não é o sintoma predominante.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto à sialorreia?

Sialorreia é muito sugestiva de epiglotite, enquanto não é característica do crupe.

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Qual é a diferença clássica entre epiglotite e crupe quanto à posição?

Epiglotite: criança pode ficar sentada em posição de tripé, inclinada para frente e com pescoço estendido. No crupe isso não é típico.

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Qual é a diferença anatômica entre epiglotite e crupe?

Epiglotite acomete principalmente estruturas supraglóticas; crupe acomete principalmente a região subglótica.

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Qual é o diagnóstico da epiglotite?

É principalmente clínico e deve ser feito rapidamente, priorizando a segurança da via aérea.

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Deve-se realizar laringoscopia direta de rotina em uma criança com suspeita de epiglotite?

Não. Manipulação da via aérea pode precipitar obstrução completa; se necessária, deve ocorrer em ambiente controlado e preparado para manejo avançado da via aérea.

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Qual é a regra mais importante diante de suspeita de epiglotite?

Não agitar ou manipular desnecessariamente a criança e não tentar examinar profundamente a orofaringe; a prioridade é garantir uma via aérea segura.

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Qual achado pode aparecer na radiografia lateral do pescoço na epiglotite?

Sinal do polegar ("thumb sign"), causado pelo espessamento/edema da epiglote.

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A radiografia deve atrasar o manejo da via aérea na epiglotite?

Não. Se houver sinais importantes de obstrução, a prioridade é estabilizar e proteger a via aérea.

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Qual é a principal conduta inicial na epiglotite com comprometimento importante da via aérea?

Proteção da via aérea, geralmente com intubação orotraqueal em ambiente controlado, além de antibioticoterapia intravenosa.

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Qual antibiótico é classicamente utilizado no tratamento da epiglotite bacteriana?

Ceftriaxona, por via intravenosa, em dose pediátrica apropriada.

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Qual dose de ceftriaxona consta no resumo para epiglotite?

50–75 mg/kg/dia, geralmente uma vez ao dia, conforme o contexto clínico.

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Deve-se coletar cultura na epiglotite?

Sim, quando possível e sem atrasar a estabilização da via aérea; podem ser obtidas culturas de sangue e/ou de secreções conforme as condições de segurança.

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Quais são os principais diagnósticos diferenciais da epiglotite?

Crupe/laringotraqueíte viral, traqueíte bacteriana, difteria, corpo estranho de via aérea, laringoespasmo e angioedema.

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Caso clínico: criança de 4 anos com febre alta, sialorreia, disfagia intensa, voz abafada, estridor e posição de tripé. Qual diagnóstico?

Epiglotite aguda.

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Caso clínico: criança com febre alta, aparência tóxica e dificuldade respiratória evita deitar e fica inclinada para frente. O que isso sugere?

Epiglotite com obstrução supraglótica.

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Caso clínico: criança com estridor começa a apresentar tosse ladrante, rouquidão e sintomas de resfriado prévios. Qual diagnóstico é mais provável?

Crupe/laringotraqueíte viral.

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Caso clínico: criança com estridor, febre alta, sialorreia e ausência de tosse ladrante. Qual diagnóstico deve ser priorizado?

Epiglotite, até prova em contrário.

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Caso clínico: criança com suspeita de epiglotite está estável, mas ansiosa. Você deve tentar abaixar a língua com espátula para visualizar a epiglote?

Não. A manipulação da orofaringe pode precipitar obstrução completa da via aérea.