AUDITORIA FINANCEIRA I INTRODUÇÃO À AUDITORIA
1. Introdução
Importância da informação
Credibilização da informação: papel do auditor
Conceito de auditoria
Evolução histórica da auditoria
Tipos de auditoria
2. Prestação de contas
Relatórios de Gestão
Demonstrações financeiras
Relato da posição financeira e dos resultados da atividade desenvolvida
Desempenho
3. Utilizadores da informação financeira
Acionistas (Sócios)
Administradores/Gestores
Investidores/Financiadores/Bancos
Autoridades supervisoras (CMVM, BP, ISP, etc)
Administração Fiscal
Departamentos governamentais
Fornecedores/Credores/Clientes
Empregados/Sindicatos/Associações empresariais
4. Importância da auditoria
Potencial conflito de interesses
Quem prepara a informação: administradores/gestores
Quem utiliza a informação para efeitos de tomada de decisões
Risco de manipulação da informação/demonstrações financeiras
4.1 Importância da auditoria externa
Dificuldades de acesso à informação
Restrições Legais: confidencialidade
Afastamento geográfico
Multiplicidade de interessados
Falta de qualificação técnica para analisar a informação
4.2 Solução – Intervenção do auditor externo
Mediador entre os autores e utentes da informação
Profissional independente, qualificado tecnicamente e idôneo
4.3 Resultado da informação auditada
Resultado: Credibilização da informação – financeira ou não financeira
Relevante para a tomada de decisão
Resultado da informação não auditada: irrelevante para a tomada de decisão
5. Conceito de auditoria
Exame: consideração atenta, baseada num padrão de referência
Independência e qualificação profissional
Realizado por profissional qualificado exterior à entidade/atividade cuja informação/demonstrações são objeto de exame
País:
Portugal: Revisor Oficial de Contas (ROC)
Reino Unido: Chartered Accountant
EUA: Certified Public Accountant (CPA)
6. Conceito de auditoria externa
Informação: Demonstrações
Padrão de referência
Relatório
Normas de auditoria
Auditor externo
7. Génese e desenvolvimento mundial da Auditoria
Revolução Industrial
Crescimento das organizações
Concentração de capitais
Sociedades anónimas: separação proprietário-gestor e impacto público (Estado, empregados, etc.)
Século XIX – Reino Unido: evolução da auditoria
Século XX: complexidade da gestão, internacionalização dos negócios, globalização
Século XXI: crise de confiança nos mercados e na informação auditada
8. Evolução dos objetivos da auditoria
Originalmente: visa a descoberta de erros e fraudes nas contas das empresas
Atualmente:
Dar uma opinião sobre informação/demonstrações financeiras
"Tendo em vista a verdadeira e apropriada" (posição financeira e resultados das suas operações)
Contribuir para a eficiência operacional da empresa
Detectar erros e fraudes
9. Evolução no método e procedimentos da auditoria
Inicialmente: auditorias abrangiam a generalidade das transações, envolvendo grande número de pessoas
Atualmente:
Trabalho incide sobre uma amostra criteriosamente selecionada
Realizado por um número de técnicos limitado
Inviabilidade económica e física do método original na atualidade
10. Associações Profissionais de Auditores
Objetivo: velar pelo bom nome da profissão através da emissão de normas técnicas e de ética e deontologia profissional, assegurando o bom cumprimento
Portugal: Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) – 1974
EUA: American Institute of Certified Public Accountants (AICPA) – 1886
Reino Unido: Institute of Chartered Accountants of England and Wales (ICAEW) – 1880
11. Auditoria externa em Portugal
1972: Estatuto do ROC (Decreto-Lei nº 1/72, de 3 de Janeiro)
1974: Constituição da Câmara dos Revisores Oficiais de Contas (Portaria nº 83/74, de 6 de Fevereiro)
1986: Código das Sociedades Comerciais
1991: Código do Mercado dos Valores Mobiliários
A partir de 2000 (Decreto-Lei nº 487/99, de 16 de novembro): toda a auditoria é atividade de interesse público, cometida exclusivamente aos ROC (ou SROC)
Período transitório (auditoria convencionada): exercida por pessoas singulares (vitaliciamente) ou coletivas (durante 5 anos) que comprovem junto da OROC que já exerciam no passado essa atividade.
12. Tipos de Auditoria
Quanto ao posicionamento do auditor face à entidade objeto da auditoria:
Auditoria externa: auditor não é empregado da entidade, garantindo INDEPENDÊNCIA e CREDIBILIDADE à opinião
Auditoria interna: auditor integra os quadros de pessoal da entidade, assegurando que políticas e procedimentos estão sendo observados internamente
12.1 Comparação entre auditoria externa e interna
Critério de nomeação:
Auditoria interna: nomeada pelo órgão de gestão (processo de recrutamento de pessoal)
Auditoria externa: nomeada pela Assembleia Geral
Vínculo laboral:
Auditoria interna: empregado na entidade
Auditoria externa: profissional independente
Direitos do auditor:
Auditoria interna: direitos próprios de um empregado
Auditoria externa: direitos consagrados na Lei para proteção de uma função de interesse público (CSC e Estatuto ROC)
Remuneração do auditor:
Auditoria interna: fixada pelo órgão de gestão
Auditoria externa: estabelecida contratualmente
Objetivo essencial:
Auditoria interna: contribuir para a melhoria do desempenho da entidade empregadora
Auditoria externa: emitir uma opinião sobre a informação (contas), conferindo maior credibilidade
Limites à ação do auditor:
Auditoria interna: definidos pelo órgão de gestão
Auditoria externa: nenhum
13. Tipos de Auditoria (continuação)
Quanto à gênese do mandato do auditor:
Auditoria de fonte legal: imposta por lei (revisão legal)
Auditoria voluntária: realizada por vontade dos responsáveis
14. Tipos de Auditoria (amplitude e profundidade)
Auditoria geral: abrange a globalidade da entidade/organização
Auditoria parcial: incide sobre transações específicas
Exemplos: recursos humanos, compras, royalties, vendas, etc.
15. Tipos de Auditoria (profundidade e extensão)
Auditoria integral: inclui todas as operações e registos; raramente realizada
Auditoria por amostragem: incide sobre operações e registos pré-selecionados para representar o universo em apreço
16. Tipos de Auditoria (periodicidade)
Auditoria ocasional ou única: realizada uma única vez, associada a situações específicas
Auditoria contínua ou recorrente: desenvolve-se ao longo de um período, renovada posteriormente
17. Tipos de Auditoria (nível de segurança da opinião do auditor)
Auditoria completa: aplicados todos os procedimentos para uma opinião com nível de segurança aceitável, mas não absoluto
Auditoria limitada ou exame simplificado: procedimentos aplicados apenas para uma opinião com nível de segurança moderado
18. Tipos de Auditoria (posição cronológica da opinião)
Auditoria retrospetiva: objeto da auditoria respeita período de tempo anterior à data da opinião
Auditoria prospetiva: objeto respeita um período futuro, posterior à data da opinião
19. Tipos de Auditoria (natureza do mandato do auditor)
Auditoria pública: realizada por entidades públicas especializadas
Auditoria privada: realizada por entidades privadas especializadas
20. Obrigatoriedade de auditoria
Sociedades anónimas;
Sociedades por quotas: exigência de auditoria considerando determinadas dimensões
Se, durante 2 anos consecutivos, ultrapassam dois dos seguintes limites:
Volume de negócios: 3.000.000 euros;
Total do ativo: 1.500.000 euros;
Número de trabalhadores: 50.