Diretrizes para Novas Definições de Sepse e Choque Séptico em Pediatria – 2024 Phoenix Sepsis Score
Introdução à Sepse e Choque Séptico em Pediatria
Estima-se que 25 milhões de crianças tiveram sepse em 2017 com mais de 3 milhões de mortes.
OMS enfatiza necessidade de critérios diagnósticos e terapia precoce.
Critérios Diagnósticos
Critérios do International Pediatric Sepsis Consensus Conference (IPSCC) de 2001 caracterizam sepse como infecção com síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS).
Sepse grave: presença de disfunção cardiovascular ou respiratória.
Choque séptico: sepse com hipotenção e necessidade de vasopressores.
Revisões e Limitações
Em 2016, Sepsis-3 revisou critérios para adultos, mas não para crianças.
Diferenças importantes entre sepse em crianças e adultos incluem: sinais vitais específicos, desenvolvimento imunológico, comorbidades e alta mortalidade.
Limitações atuais incluem identificação imprecisa de crianças em risco.
Novos Critérios de Diagnóstico
Phoenix Sepsis Score (PSS) foi desenvolvido através de consenso internacional com revisão de dados de 3 milhões de consultas.
PSS é composto por 4 sistemas orgânicos: cardiovascular, respiratório, neurológico e coagulação.
Um escore de 2 ou mais pontos no PSS tem alto valor preditivo para mortalidade hospitalar.
Escore de Sepse de Phoenix (PSS) - Variáveis
Respiratório: 0 a 3 pontos, conforme parâmetros de oxigenação.
Cardiovascular: 0 a 6 pontos, baseado em lactato e pressão arterial.
Coagulação: 0 a 2 pontos baseado em plaquetas, RNI e fibrinogênio.
Neurológico: 0 a 2 pontos baseado na escala de coma de Glasgow.
Critérios para Choque Séptico
Sepse com ≥ 1 ponto no componente cardiovascular do PSS indica choque séptico.
A mortalidade hospitalar é significativamente maior em locais com poucos recursos.
Considerações Finais
Os novos critérios não devem incluir SIRS ou o termo "sepse grave" devido à redundância.
Critério de sepse do PSS deve ser amplamente aplicado; não se aplica a recém-nascidos com gestação < 37 semanas.
Disfunção orgânica remota aumenta risco de mortalidade.