Apuntes sobre el estado científico de la psicología
Estatuto científico da psicologia
Itens Iniciais
- Propósito: Compreender a Psicologia como ciência, separada de outras formas de conhecimento, considerando seus contextos de concepção e consolidação científica.
- Preparação: Utilizar um dicionário de Psicologia para buscar conceitos específicos. Sugestões:
- APA Dictionary of Psychology (inglês).
- Diccionario de Psicología de Umberto Galimberti (espanhol).
- Objetivos:
- Distinguir conhecimento empírico, religioso, filosófico e científico.
- Reconhecer pontos comuns e divergentes nas abordagens iniciais da Psicologia como ciência independente.
- Identificar as principais abordagens teóricas e seus objetos de estudo.
- Introdução: O conhecimento é adquirido através da experiência corporal, subjetiva, cognitiva, cultural e social. Conhecer envolve a relação entre o sujeito que conhece e o objeto conhecido. Para um psicólogo, é essencial situar as informações em um contexto sociocultural, internalizando-as e atrelando-as a um significado subjetivo para promover ações transformadoras. É necessário refletir sobre o contexto histórico da Psicologia, suas práticas e o conhecimento produzido.
Distinguindo Conhecimentos
- Tipos de conhecimento:
- Empírico ou senso comum
- Religioso
- Filosófico
- Científico
- Os conhecimentos não são hierarquizados, mas sim distintos por suas características.
Conhecimento empírico ou senso comum
- É o conhecimento popular e superficial, resultante do conhecimento científico, usado para compreender situações cotidianas.
- Ideias elaboradas no cotidiano, aceitas e naturalizadas.
- Teoria do Complexo: Teoria científica de Carl Gustav Jung (1875-1961). Os complexos são constituintes da psique e fonte de emoções, ligando representações, pensamentos e lembranças. Jung agrupou os complexos em: complexo materno, paterno, de poder e de inferioridade.
- Conhecimento corrente e espontâneo, baseado em hábitos, preconceitos e tradições culturalmente cristalizadas.
- Essencial para a convivência cotidiana em sociedade. Exemplo: diálogo simples em um bar.
- O conhecimento empírico pode levar a preconceitos, necessitando do bom senso.
Conhecimento religioso
- Baseado na fé e na interpretação da fé, muitas vezes vista como verdade absoluta.
- Durante milênios, foi a única fonte de conhecimento sistematizado de diversas civilizações.
- Busca explicações para fenômenos não explicados por causas naturais mediante a fé, mitos e entidades divinas.
- Produto da fé humana na existência de entidades divinas.
- Mitos como origem, mas religiões passam pelo crivo da razão, fundamentadas na crença de que a mente humana pode alcançar a ideia de divindade.
- A razão conecta o indivíduo a Deus; a mente humana, livre de falibilidades, pode compreender Deus.
Conhecimento filosófico
- Busca dar sentido aos fenômenos gerais da existência humana.
- Vários conceitos científicos se originaram de reflexões filosóficas.
- Busca da razão pura no questionamento dos problemas humanos.
- Analisa ideias, relações conceituais e exigências lógicas não materiais.
- Utiliza a razão e o processo dedutivo, que antecede a experiência; não exige confirmação experimental, apenas lógica.
- Procura responder às grandes indagações do espírito humano, buscando uma concepção unificada do universo.
- Fruto do raciocínio e da reflexão humana, especulativo sobre fenômenos da vida.
- Os gregos sistematizaram o conhecimento com base em perguntas.
- A história do nascimento da Filosofia (séculos VI a.C.-V d.C.): antes de Sócrates (pré-socráticos) e após Sócrates (Sócrates, Platão e Aristóteles).
- Conhecimento filosófico grego confunde-se com a cultura ocidental, influenciado pelo conhecimento latino (romano) e religioso (cristão).
- Cronologia da Filosofia:
- Filosofia Medieval (séculos V-XV)
- Filosofia Moderna (séculos XV-XVIII)
- Filosofia Contemporânea (século XVIII até os dias atuais)
- Base para o conhecimento científico (Ciências da Natureza e Humanas).
Conhecimento científico
- Sempre inserido no conhecimento filosófico, ambos buscando a compreensão da realidade com base em elementos lógicos e na sistematização do conhecimento.
- Na Filosofia Moderna, o conhecimento científico ganhou autonomia, desenvolvendo uma teoria experimental.
- O conhecimento científico é baseado em fatos, estabelecendo leis e padrões, enquanto a Filosofia é especulativa, baseada na argumentação.
- As perguntas da ciência incluem “Por que um corpo cai?” e “Por que alguém morre?”.
- As perguntas da Filosofia incluem “Existe alma?” e “O que é liberdade?”.
- A ciência é um conjunto de conhecimentos sobre a realidade, expressos por meio de linguagem rigorosa, obtidos de maneira programada, sistemática e controlada.
- Resulta de trabalho racional, baseado em pesquisas e investigações metódicas.
- Características básicas:
- Objeto específico
- Linguagem rigorosa
- Objetividade
- Métodos e técnicas específicas
- Processo cumulativo de conhecimento
- Dirigido ao conhecimento sistemático, com objetivo limitado e submetido à verificação.
- Emerge de contextos socioculturais específicos.
- A criação de uma nova ciência requer um objeto próprio, métodos adequados e capacidade de se firmar como independente de outras áreas do saber.
Comparação entre os tipos de conhecimento
| Conhecimento | Empírico/Senso Comum | Religioso | Filosófico | Científico |
|---|
| Valorativo | Sim | Sim | Sim | Não (Real/Factual) |
| Reflexivo | Sim | Não | Sim | Contingente |
| Inspiracional | Não | Sim | Não | Sistemático |
| Racional | Não | Não | Sim | Verificável |
| Sistemático | Não | Sim | Sim | Falível |
| Verificável | Sim (Subjetivo) | Não | Não | Aproximadamente Exato |
| Falível | Sim | Não | Não | |
| Infalível | Não | Sim | Sim | |
| Exato | Não | Sim | Sim | |
| Aproximadamente exato | Não | Não | Não | Sim |
- Conhecimento empírico/senso comum:
- Valorativo: influenciado por emoções.
- Reflexivo: não instiga a formulação de padrões.
- Assistemático: organização subjetiva.
- Verificável: subjetivamente.
- Falível: não busca a verdade.
- Inexato: não permite hipóteses verificáveis.
- Conhecimento religioso:
- Valorativo: baseado em dogmas.
- Inspiracional: revelado pelo sobrenatural.
- Sistemático: conhecimento organizado do mundo.
- Não verificável: depende da fé.
- Infalível e exato: dogmas não podem ser discutidos.
- Conhecimento filosófico:
- Valorativo: baseado na experiência e argumentação.
- Racional: enunciados logicamente relacionados.
- Sistemático: busca uma representação coerente da realidade.
- Não verificável: hipóteses não podem ser confirmadas.
- Infalível e exato: exige coerência e lógica, dispensando experimentação.
- Conhecimento científico:
- Real (factual): lida com ocorrências e fatos.
- Contingente: hipóteses validadas ou descartadas pela experimentação.
- Sistemático: busca a formulação de ideias correlacionadas ao objeto de estudo.
- Verificável: hipóteses não comprovadas são descartadas.
- Falível: nenhuma verdade é definitiva e absoluta.
- Aproximadamente exato: novas proposições e tecnologias podem reformular o conhecimento existente.
Origem da Psicologia: Convergências e Diferenças
- Psicologia: desenvolvimento e ascensão: Relação entre Psicologia e ciência. Estudos psicológicos se relacionam com ciências naturais e sociais.
- A Psicologia ser considerada como ciência foi um processo lento. A psique não é observável, não se enquadrando nas exigências da cientificidade vigente.
- Psique significa o 'sopro' que anima um corpo; os latinos traduziram como anima.
- Panorama do pensamento de filósofos que contribuíram para o desenvolvimento da Psicologia.
Filosofia Clássica
- Filósofos se preocupavam em entender a natureza humana.
- Sócrates (469 a.C.-399 a.C.):
- Conhecimento imperfeito através dos sentidos.
- O conhecimento do próprio eu é o único necessário.
- "Conheça a ti mesmo”.
- Consciência da própria ignorância é o ponto de partida da ciência e do conhecimento.
- Crítico das tradições, usos e costumes da época, do regime democrático e da religião.
- Platão (428 a.C.-347 a.C.):
- Conhecimento que vem dos sentidos é imperfeito.
- Existência de um reino das ideias permanente e perfeito.
- Homem é dualista: mente e corpo.
- Mente associada ao belo e ao bem, enquanto a matéria representa a parte inferior.
- Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.):
- Não acreditava em ideias inatas nem no mundo das ideias.
- A criança não traz conhecimento ao nascer, adquire conhecimento através da experiência.
- Identificou os primeiros degraus na aquisição do conhecimento:
- Órgãos dos sentidos: estimulados, provocam sensações.
- Sensações: elementos mais simples e primitivo do conhecimento.
- Escreveu tratados sistemáticos de Psicologia, que eram essencialmente filosóficos.
Filosofia da Idade Média
- Novos paradigmas se impuseram, devido à hegemonia do cristianismo.
- Santo Agostinho e São Tomás de Aquino tiveram destaque em suas teorias.
- Racionalidade ganhou o status de manifestação divina no homem.
- Santo Agostinho (354-430): Foi professor de retórica e Bispo que condensou o pensamento de seu tempo.
- São Tomás de Aquino (1225-1274): Estudou artes liberais em Nápoles e ingressou na Ordem dos Dominicanos, foi discípulo de Santo Alberto Magno e se graduou em Teologia.
Filosofia Renascentista ou Moderna
- Mercantilismo estimulou a descoberta de novas terras e acúmulo de riquezas.
- Valorização do homem.
- A conclusão de Copérnico (1473-1543) de que a Terra não era o centro do universo derivou uma revolução no conhecimento humano.
- Regras e métodos para o estabelecimento do conhecimento científico começaram a surgir, levando à sua sistematização.
- O capitalismo moveu o mundo em busca de matérias-primas e o mundo foi posto em movimento.
- O homem deixou de ser o centro do universo (antropocentrismo) e deu esse lugar ao Sol.
- Conhecimento e fé se tornaram independentes.
- Friedrich Hegel (1770-1831): apontou a importância da história para o avanço do conhecimento.
- Charles Darwin (1809-1882): teoria da evolução das espécies, descartando o antropocentrismo.
- René Descartes (1596-1650): dualidade corpo x mente. O corpo poderia ser uma máquina com movimentos previsíveis, enquanto a mente detinha o conhecer, raciocinar e querer, elementos imensuráveis e não observáveis.
Perspectivas fisiológicas da Psicologia
- Questões da Psicologia estudadas pela Fisiologia e Neurofisiologia.
- Pesquisas sobre o cérebro e o comportamento tiveram impacto no desenvolvimento da Psicologia como ciência.
- Quatro cientistas foram responsáveis pelas primeiras aplicações do método experimental ao objeto de estudo da Psicologia:
- Ernst Weber (1795-1878): Fisiologia dos órgãos sensoriais.
- Gustav Theodor Fechner (1801-1887): Acreditava que as realidades psíquicas não se opunham às físicas, constituindo a essência de cada ser humano. Sua Psicologia Experimental tem como base as ciências exatas.
- Hermann von Helmholtz (1821-1894): Física e Fisiologia, trabalho decisivo para a fundação da nova Psicologia.
- Wilhelm Wundt (1832-1920): Fundador da Psicologia como disciplina acadêmica formal. Criou o primeiro laboratório de Psicologia Experimental em Leipzig, Alemanha, em 1879. Definiu a Psicologia como ciência da experiência imediata. O método da Psicologia Científica deveria abranger as observações da experiência consciente. A introspecção era entendida como: “Observação dos próprios conteúdos psíquicos. Distinguem-se a introspecção simultânea, em que a observação acontece simultaneamente à realização do evento psíquico, e uma introspecção retroativa, na qual fatos psíquicos são examinados após seu desenvolvimento."
Primeiras escolas teóricas da Psicologia
- A Psicologia surgiu na Alemanha, mas cresceu nos Estados Unidos, com 23 novos laboratórios de pesquisa psicológica.
Estruturalismo
- Raízes nos estudos de Wilhelm Wundt (1832-1920), difundido por Edward Bradford Titchener (1867-1927).
- Titchener marcou a divisão entre a Psicologia estruturalista (de Wundt) e a funcionalista (de William James).
- Titchener analisou as relações entre a mente e os estímulos do mundo físico, e utilizou o método da introspecção.
- O estruturalismo foi considerado a primeira escola americana de pensamento no campo da Psicologia.
- Os objetos de estudo da Psicologia eram os aspectos estruturais do Sistema Nervoso Central.
Funcionalismo
- Nasceu nos Estados Unidos e seu principal pesquisador foi Wiliam James (1842-1910).
- Psicologia definida como ciência biológica, estudando processos e atos psíquicos como formas de interação adaptativa.
- O objeto de estudo da Psicologia era a consciência, principalmente o funcionamento da consciência, como o homem a utiliza para se adaptar ao meio.
Associacionismo
- O principal representante do associacionismo é Edward Lee Thorndike (1874-1949).
- Thorndike elaborou uma teoria da aprendizagem, que concentrou no comportamento manifesto.
- Acreditava que a Psicologia deveria estudar o comportamento e não elementos mentais ou experiências conscientes.
- A aprendizagem decorre de um processo de associação de ideias, das mais simples às mais complexas.
- Thorndike fez diversos experimentos com animais e percebeu que, ao oferecer algum tipo de recompensa, os animais faziam o que ele queria.
- O objeto de estudo da Psicologia era o comportamento.
Principais Abordagens Teóricas
- No século XX, a Psicologia assumiu um papel para além dos laboratórios. Três teorias se destacaram: Behaviorismo, Gestalt e Psicanálise.
Behaviorismo
- Termo inaugurado por John Broadus Watson (1878-1958).
- Outras denominações: Comportamentalismo, Teoria Comportamental, Análise Experimental do Comportamento, Análise do Comportamento e Psicologia Experimental.
- John Broadus Watson e Burrhus Frederic Skinner (1904-1990) se destacaram.
- Watson: behaviorismo metodológico; Skinner: behaviorismo radical.
Behaviorismo metodológico
- John Broadus Watson tornou o comportamento como objeto de estudo da Psicologia.
- A teoria behaviorista surgiu numa época em que as investigações na área da Psicologia eram realizadas por meio da introspecção.
- Enfoque no mundo objetivo, ou seja, no comportamento observável.
- O Behaviorismo metodológico ficou conhecido como Teoria S-R (estímulo-resposta) e fundamentou-se nos experimentos do fisiologista russo Ivan Petrovich Pavlov (1849-1936).
- Em seus estudos, Pavlov percebeu que os cães começavam a salivar antes de serem alimentados.
- Pavlov percebeu que no condicionamento clássico ou respondente, a aprendizagem sempre começa com uma resposta não aprendida, evocada por um estímulo específico.
- A relação entre estímulo (comida) e resposta (salivação) incondicionados foi chamada de reflexo ou resposta incondicionada.
- Pavlov associou aos seus estudos um estímulo neutro (som de um sino) e o estímulo incondicionado (comida).
- O som do sino começou a evocar a salivação como resposta. Esse som ficou conhecido como o estímulo condicionado, e a salivação em resposta ao sino foi denominada resposta condicionada.
- Os behavioristas metodológicos, especialmente Watson, adaptaram esses conceitos voltados aos animais para o estudo do comportamento humano, reproduzindo experimentos principalmente com crianças.
- Para Watson, nascemos praticamente iguais, com um pequeno repertório de respostas (como medo, raiva e amor) dirigidas a alguns estímulos específicos. Ao longo da vida, aprendemos a associar esses comportamentos a outros estímulos, muitas vezes sem significado emocional.
A demonstração de Watson foi condicionar um bebê de 11 meses a sentir medo de um rato branco.
Behaviorismo radical
- Burrhus Frederic Skinner aceitava o condicionamento clássico de Pavlov, mas acreditava que a ideia era válida apenas para uma variedade limitada de comportamentos humanos. Defensor do Behaviorismo radical, Skinner propôs que o objeto de estudo da Psicologia deveria ser o comportamento dos seres vivos, especialmente o do homem. Todavia, ao usar o termo comportamento, Skinner não se referia apenas aos comportamentos observáveis, mas também a eventos considerados “encobertos”, tais como o pensamento e a emoção — sentimentos acessíveis apenas ao próprio sujeito.
- Skinner propôs o condicionamento operante.
- Enquanto para Pavlov, as respostas eram provocadas por um estímulo (comportamento respondente), para Skinner, as repostas eram emitidas pelo indivíduo (comportamento operante).
- Os resultados da resposta seriam centrais para a aprendizagem, ou seja, as consequências do comportamento determinariam a probabilidade de ele ocorrer de novo.
- Skinner utilizava a câmara de condicionamento operante (caixa de Skinner).
- Skinner fez observações sistemáticas sobre reforçamento e punição.
Gestalt
- Surgiu na Alemanha, em 1912, e foi introduzida nos Estados Unidos oito anos depois.
- Seus principais seguidores foram Max Wertheimer (1880-1943), Wolfgang Köhler (1887-1967) e Kurt Koffka (1886-1941), os quais se basearam em estudos psicofísicos que relacionavam a forma e sua percepção.
- O nome mais conhecido, por conta da criação da Gestalt Terapia, seja Friederich Salomon Perls.
- “O todo é mais que a soma de suas partes". Gestalt Terapia: uma teoria e prática clínica sustentada em aportes advindos da Psicologia da Gestalt, Teoria de Campo, Teoria Organísmica, filosofias de base fenomenológica, entre outros.
- O objetivo dessa teoria é estudar como os seres vivos percebem as coisas, entre elas, os objetos, as imagens e as sensações.
- O conceito central da Gestalt é a percepção.
- A disposição em que os elementos são apresentados à percepção é muito importante.
- A percepção do homem não ocorre por meio de pontos isolados, de forma fragmentada, mas sim por uma visão do todo.
- Conjunto de funções psicológicas que permitem ao corpo adquirir informações sobre o estado e as mudanças de seu ambiente, graças à ação de órgãos especializados, como visão, audição, olfato, paladar e toque. Segundo a Gestalt, existe uma dependência entre as partes, pois não as percebemos de forma isolada, mas pelo estabelecimento das relações entre elas.
- A vida psíquica é analisada sob a ótica da combinação dos elementos, que seriam as sensações e as imagens que a constituem.
- A Gestalt entende que o comportamento não pode ser estudado sem levar em consideração as condições que alteram a percepção do estímulo.
- A indissociabilidade da parte em relação ao todo permite que, quando o indivíduo observa o fragmento de um objeto, ocorra uma tendência natural à restauração do equilíbrio da forma, proporcionando, assim, o entendimento do que foi percebido.
- Quanto mais clara estiver a forma (boa forma), mais clara será a separação entre figura e fundo.
- Campo psicológico: campo de força que atua na percepção, que leva à procura da boa forma.
- No processo de aprendizagem, a experiência e a percepção são mais importantes que as respostas a cada estímulo.
- Princípios da psicologia da Gestalt:
- Proximidade
- Similaridade
- Semelhança
- Continuidade
- Fechamento
Psicanálise
- Originou-se na prática clínica do médico e fisiologista Josef Breuer (1842-1925), mas foi criada efetivamente pelo médico Sigmund Schlomo Freud (1856-1939).
- Objeto de estudo da Psicologia os processos mentais inconscientes, além de teorizar sobre a estrutura e o funcionamento da mente humana.
- Freud inaugurou o método psicanalítico e uma prática profissional terapêutica: a Terapia Psicanalítica ou Psicanálise. Esta terapia se caracteriza pelo método interpretativo, busca o significado oculto das ações, dos comportamentos e das palavras, além de usar os sonhos, os delírios, as associações livres e os atos falhos no processo psicanalítico.
- A preocupação da Psicologia se deslocou do comportamento observado para a busca de seu possível significado ou sentido oculto, manifestado nos sintomas por meio de palavras, atos ou produções imaginárias.
Inconsciente e pulsão
- O conceito central da teoria psicanalítica é o inconsciente.
- O inconsciente é formado por conteúdos psíquicos inacessíveis, em primeira instância, à consciência, mas que influencia a vida consciente.
- Sigmund Freud chegou ao inconsciente, primeiramente, por meio dos sonhos. Também afirmou que os atos falhos e os lapsos (falhas) de memória são caminhos para se chegar ao inconsciente.
- A pulsão refere-se à força que move a psique em determinada direção. É como um impulso, uma energia originada no próprio corpo, em um órgão ou parte do corpo (chamado de fonte), que se dirige à psique. A pulsão não pode ser identificada diretamente, mas por meio de seus representantes psíquicos, que podem ser ideias ou afetos.
- A pulsão busca a satisfação, pois seu princípio é o prazer. Como força e impulso, a pulsão constitui e direciona o desenvolvimento da psique.
- Freud identificou a pulsão de natureza sexual, denominada libido: a força que busca o prazer. Também a pulsão do ego, que é a tendência à autopreservação.
- Em sua segunda teorização sobre pulsão, Freud postulou dois tipos básicos:
- Eros: Designa os impulsos que tendem para a vida, o prazer, o amor, a amizade e a sexualidade, incluindo os impulsos para a organização, a união, a criação e a construção.
- Thánatos (tânatos): Designa as tendências para a supressão das necessidades, das angústias e dos desejos, isto é, as tendências para a inatividade e para a morte, incluindo os impulsos de destruição e desagregação.
Organização do psiquismo
- Em 1900, Freud publicou o livro A interpretação dos sonhos – um marco na história da Psicanálise.
- Apresentou a primeira concepção da estrutura e do funcionamento do aparelho psíquico, postulado em sua “primeira tópica”: consciente, pré-consciente e inconsciente.
- Consciente: Inclui tudo que se conhece em um dado período.
- Pré-consciente: Pode se tornar consciente com facilidade.
- Inconsciente: O lugar em que ficam os elementos naturais, que jamais foram conscientes e que não são compreensíveis à consciência, este é regido pelas próprias leis de funcionamento..
- Em 1920, Freud remodelou a teoria do aparelho psíquico e propôs uma “segunda tópica”: id, ego e superego. :Id — É o reservatório da energia psíquica, totalmente inconsciente, em que se encontrariam as pulsões que movem o homem.
- Ego: É regido pela realidade e, em sua maior parte, é consciente (apesar de também apresentar uma parte inconsciente). Ele é o mediador da busca por satisfação, considerando as condições objetivas da realidade. Suas funções básicas são: percepção, pensamento, sentimento e memória.
- Superego: É o representante psíquico das exigências culturais e sociais.
- Outros pesquisadores contribuíram para o desenvolvimento da Psicanálise, incluindo: Alfred Adler (1870-1937), Carl Gustav Jung (1875-1961), Melanie Klein (1882-1960), Anna Freud (1895-1982), Donald Woods Winnicott (1896-1971), Wilhelm Reich (1897-1957) e Jacques Lacan (1901-1981).
Conclusão
- A Psicologia é uma ciência relativamente nova, com um objeto de estudo (psique) analisado sob diferentes perspectivas (consciente, comportamento, inconsciente, etc.) e teorias (comportamental, cognitiva, psicanalítica, etc.).
- Devido à multiplicidade das facetas de seu objeto de estudo, a psicologia apresenta uma capacidade infinita de se reinventar tanto teórica quanto praticamente.