Pato Prática
AULA 01
ÚTERO NORMAL
proporções mulher idade fértil: 2/3 corpo e 1/3 colo
medidas: longitudinal 8cm, latero-lateral 6cm, profundidade 4cm
peso: 50-70g
HISTOLOGIA COLO NORMAL
tecido colunar simples mucossecretor células com citoplasma claro e vacuolizado -> produção de muco pelas glândulas endocervicais
CISTO DE NABOTH
conceito: abaulamento na ectocérvice causado por obstrução glandular
fisiopatologia: epitélio metaplásico obstrui glândula gerando hipertrofia glandular e então um cisto.
revestimento: epitélio colunar
HPV
infecção normal: transitória (de 6 meses a 2 anos)
cronologia até carcinoma: infecção → Nic 1 -> NIC 2 -> NIC 3 -> carcinoma invasor
fisiopatologia do vírus: virus integra DNA da celula -> interrompe transcricao ou deleta E2 -> E6 e E7 aumentam -> E6 se liga a p53 (inibe apoptose e reparo do DNA) e E7 se liga a pRb (estimula proliferação celular).
METAPLASIA ESCAMOSA DO COLO UTERINO
processo fisiológico
zona de transformação ou JEC (junção escamo-celular)
consequência do ectrópio (eversão da JEC)
exposição de epitélio glandular ao ambiente vaginal (pH, traumatismo sexual)
CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS DE COLO DE ÚTERO
rastreamento: papanicolau e citologia em meio líquido
principal FR: HPV de alto grau (16 e 18)
outros fatores de risco: tabagismo, ACO, multíparas, imunosupressão, alterações genéticas, idade
prevalência (%): 80-85% dos tumores de colo
sinais e sintomas: corrimento, sangramento genital e dispareunia
histologia: pérolas corneas → indicam diferenciação
tipos macroscópicos: exofiticos/vegetantes (maioria), ulcerativos, infiltrantes
metástases hematogênicas: medula ossea, figado e pulmões
propagação principal: invasão por contiguidade
causas dos óbitos: invasão local → obstrução ureteral, pielonefrite...
conceito: displasia leve, lesão de baixo grau, tipo de HSIL
abrangência: 1 terço basal
evolução: maioria regride, 10% progride
sintomas: não tem
NIC 2
conceito: displasia moderadas -> lesão de alto grau, tipo HSIL
abrangência: 2 terços basais
evolução 30% ou menos regride
sintomas: não tem
NIC 3 OU CARCINOMA IN SITU
sintomas: não tem
CONDILOMA ACUMINADO
macroscopia: "crista de galo", lesão em aspecto de couve flor
histologia: efeitos citopáticos nas células → hipercromasia, coilocitose, aumento do nucleo.
coilocitose: células com núcleos atípicos (binucleação, irregularidades, hipercromasia) e halos claros perinucleares
etiopatogenia: HPV de baixo grau (6 e 11)
AULA 02
ENDOMÉTRIO PROLIFERATIVO NORMAL
Na fase proliferativa (1a. metade do ciclo) predomina ação dos estrógenos.
As glândulas são pequenas, tubulares, retilíneas e perpendiculares à superfície, compostas por células colunares que não secretam e se multiplicam ativamente por mitose.
ENDOMÉTRIO SECRETOR NORMAL
predomínio de progesterona na 2a metade do ciclo
micro: As glândulas assumem disposição sinuosa dando à luz contorno estrelado. As células glandulares têm citoplasma amplo, e às vezes vacuolado, devido à abundante secreção.
ENDOMETRIOSE
conceito: presença de endométrio fora do útero, doença inflamatória crônica estrógeno-dependente
fatores de risco: ciclos anovulatórios, dismenorreia (contração excessiva → menstruação retrógada), nuliparidade, menarca antes de 11 anos, ciclos menores de 17 dias, fluxo com volume aumentado, dieta rica em gordura, historia familiar (aumenta chances em 8-11x)
prevalência: 10% de todas as mulheres mas 30-50% das mulheres inferteis
patogênese: menstruação retrógada -> células implantam nas tubas (tem abertura para peritonio) -> focos de tecido endometrial ectopico por fatores locais e estimulo de estrogeno E/OU metaplasia de celulas troco em celulas endometriais por estimulo estrogenicos
tipos: superficial, ovariana, infiltrativa profunda
locais mais comuns: ovario, tuba. ligamentos uterinos, peritonio, cicatriz de laparotomia, bexiga, reto
manifestações clínicas: dismenorreia, dispareunia, disquezia, dor pélvica (aderência e fibrose geram dor), sangramento irregular, infertilidade (mecânica e química pela inflamação crônica)
ENDOMETRIOMA
conceito: endometriose ovariana
patogênese: episodios repetidos de hemorragia (devido a endometriose ovariana) -> formação de "cisto achocolatado"
micro: presença de glandulas endometriais, estroma endometrial e macrofagos com hemossiderina no ovário
ADENOMIOSE
conceito: Presença de glândulas endometriais na intimidade do miométrio (> 2,5 mm de profundidade)
causa: desconhecida
macro: Miométrio mais espesso com a trabeculação aumentada.
micro: Presença de tecido endometrial dentro do miométrio (cerca de 2,5 mm) de profundidade a partir da junção endomiometrial. O miométrio circundante geralmente é hiperplásico
LEIOMIOMA
origem: monoclonal (leiomiócito)
conceito: tumor benigno hormônio-dependente
prevalência: benigno mais comum; mulheres negras
locais: intramural (está totalmente inserido no meiometrio e tem menos sintomas), submucoso (está em contato com o endometrio e gera mais sangramentose), subseroso (projeta para fora do útero)
micro: leiomiócitos uniformes fusiformes dispostos em feixes anastomosados e espiralados→ dão aspecto fascículado para a superfícies de corte
macro: lesão circunscrita, superfície de corte branco-amarelada e espiralada
alterações: degenerativas (deficit no suprimento sanguíneo).
degeneração hialina (mais comum)
degeneração rubra/vermelha/carnosa (mais comum da gravidez, “infarto hemorrágico”, quadro de abdome agudo
degeneração sarcomatosa (transformação maligna rara, pós menopausa)sintomatologia mais comum: assintomáticos
HIPERPLASIA ENDOMETRIAL
conceito: Proliferação de glândulas endometriais de tamanho e formas variadas, com aumento da relação glândula/estroma
prevalência: Predomina na perimenopausa → ciclos irregulares com muito estrógeno e pouca progesterona
clínica: sangramento uterino anormal
etiopatogenia: Estímulo estrogênico anormal e diminuição de atividade progesterônica + Inativação do gene supressor tumoral PTEN
condiçõs FR: ovario policistico, tumores ovarianos, hormonioterapia, obesidade
micro
SEM ATIPIAS
endométrio ± 5mm; glândulas ramificadas e irregulares; ESTROMA ainda persiste; pode haver transformação cística
1-3% de evoluir para adenocarcinoma endometrialCOM ATIPIAS
endométrio mais espesso, pólipos; glândulas com ramificações complexas, tendência a justaposição; células atípicas (núcleos volumosos, nucléolo, mitoses)
40-50% de chance de evoluir para adenocarcinoma endometrial
ADENOCARCINOMA DE ENDOMÉTRIO
prevalência: mulheres de 55-65 anos, incomum antes dos 40
clínica: sangramento, corrimento e dor pélvica
FR: Nuliparidade, Menarca precoce, Menopausa tardia, Obesidade, Ovários policísticos, Diabetes mellitus, Estrogenioterapia sem oposição, Tamoxifeno, Hiperplasia endometrial atípica, Tumores ovarianos produtores de estrógeno, Predisposição genética
tipos: tipo 1 (endometrioide)
Mulheres com exposição a estrogênio sem oposição com progesterona; maioria bem diferenciada. Mutação mais comum: PTEN
GI, GII, GIII
tipo 2 (seroso ou mais raramente carcinoma de células claras)
Sem estimulação estrogênica do endométrio; pior prognóstico, mais agressivos, mulheres em torno de 10 anos mais velha do que o tipo I (>70 anos); pouco diferenciado. Outras mutações: ex: TP53
sempre GIII
PÓLIPO ENDOCERVICAL
origem: provavelmente inflamatória
prevalência: mulheres multíparas, 40-60 anos
clínica: sangramento, corrimento vaginal
macro: Lesões pediculadas, alongadas ou arredondadas, rósea-avermelhadas, superfície esponjosa ou lisa
micro: Hiperplasia da mucosa, proliferação do estroma (bem vascularizado)
ENDOMETRITE
inflamação crônica ou aguda do endométrio
micro: infiltrado inflamatório com presença de plasmócitos
clínica: sangramento, dor pélvica, secreção vaginal, infertilidade
causas: pós-parto, aborto, DIU
DOENÇA PÉLVICA INFLAMATÓRIA
prevalência: 15-39 anos
principais causas: gonococos, Chlamydia, estreptococos, E. coli, anaeróbios
vias: ascendente (mais comum); peritônio; vasos linfáticos e sanguíneos
FR: início precoce da atividade sexual; tabagismo, alcoolismo, uso de drogas; múltiplos parceiros; tipo de método contraceptivo; história prévia de IST ou DIP; idade; estados imunodeficientes
clínica: dor pélvica, sensibilidade de anexos, febre, secreção vaginal; sangramento
exames laboratoriais e exames complementares: PCR elevada; leucocitose com desvio à esquerda; teste laboratorial cervical positivo para gonococo e clamídia; biópsia endometrial com evidência de endometrite; ecografia, ressonância, laparoscopia
diagnósticos diferenciais: apendicite aguda; torção ou ruptura de cistos ovarianos; infecção urinária aguda; gravidez ectópica,
estágios:
-I: salpingite aguda sem peritonite
-II: salpingite aguda com peritonite
-III: salpingite aguda com sinais e oclusão tubária ou abscesso tubo-ovariano
-IV: sinais clínicos de ruptura de abscesso tubo-ovariano
sequelas: piossalpinge pode evoluir com hidrossalpinge; infertilidade, gravidez ectópica, dor pélvica crônica
HIDROSSALPINGE
conceito: distensão maciça da tuba causada pelo acúmulo de líquido
causa: Resulta da oclusão da extremidade distal da tuba, geralmente por infecção crônica
patogenese: tuba inicialmente fica espessa devido à inflamação e fibrose -> O fluido se acumula -> distensão -> aumento da pressão, -> camada muscular gradualmente fica mais delgada -> todo a tuba se expande -> formando uma "bolsa de líquido" com formato tortuoso.
AULA 03
OVÁRIOS NORMAIS
anatomia normal: revestimento por epitelio de revestimento (celômico)
Túnica Albugínea
região cortical -> estroma e folículos
região medular -> tecido conjuntivo e vasosfunção: hormonal e reprodutiva
relação com ciclo menstrual: alta de FSH estimula recrutamento de varios foliculos -> dominante evolui e outros sofrem atresia ->foliculo libera o ovócito com pico de LH -> corpo lúteo (resto do folículo) produz progesterona
FOLÍCULO PRIMÁRIO
componente: células germinativa (ovócito)
células da granulosa
células da teca
FOLÍCULO ANTRAL
componentes: ovóvito e células da granulosa afrouxam as junções e formam as cavidades
FOLÍCULO MADURO/ANTRO
componentes: antro = cavidades unidas
células da granulosa, células da teca e estroma
SOP
critérios: critérios de rotherdam (mínimo 2 de 3)
1. oligoamenorreia → muitos ciclos anovulatórios
2. ovários esclocísticos → masi de 12 folículos de 2-9mm; ovário maior de 10 cm3
3. sinais de androginismo clinico ou laboratorial → hirsutismo, acne, alopeciapatogênese: (pode começar de qualquer ponto) aumento da secreção ovariana androgena -> diminuição da maturação dos foliculos -> hiperandrogenia -> conversão para estrona -> hiperplasia endometrial; diminuição de FSH por feedback negativo (gera anovulação e infertilidade); aumento do LH basal (não há ovulação!)-> aumento da secreção...
alterações metabólicas: aumento de: secreção ovariana, tecido adiposo, resistencia periférica a insulina, LH basal
relação insulina: hiperinsulinemia pelo aumento da resistência periférica-> aumenta produção de androgenos e LH; diminui sintese hepática de shbg (aumenta qntd de hormonios livres); acantose
relação infertilidade: causa infertiliadde por anovulação
CISTO FOLICULAR
origem: deficit na atresia dos foliculos que restam
revestimento: células da granulosa e teca
CISTO LÚTEO
origem: hemorragia excessiva no corpo lúteo e fechamento precoce no ponto de ovulação -> ruptura de fecha muito rápido e sangramento entra no restante do folículo -> cisto de corpo lúteo
diagnóstico diferencial: cistos endometriodes
CISTOADENOMA SEROSO
classificação por origem histologica: tumor de epitelio de revestimento
classificação por comportamento: benigno ou bordeline
marcador tumoral: CA 125
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
CISTOADENOCARCINOMA SEROSO
classificação por origem histologica: tumor de epitelio de revestimento
classificação por comportamento: maligno
histologia: proliferação de células colunares atípicas formando papilas invasivas de estroma com figuras de mitose e corpos psamomatosos
marcador tumoral: CA 125
metastases mais comuns: mama, estomago, colon e pancreas
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
CISTOADENOMA MUCINOSO
classificação por origem histologica: tumor de epitelio de revestimento
classficação por comportamento: benigno ou bordeline
peculiaridade: pode dar origem a pseudomixoma peritoneal
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
CISTOADENOCARCINOMA MUCINOSO
classificação por origem histologica: tumor de epitelio de revestimento
classificação por comportamento: maligno
peculiaridade: pode dar origem a pseudomixoma peritoneal
metastases mais comuns: mama, estomago, colon e pancreas
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
TUMOR OVARIANO ENDOMETRIODE
classificação por origem histologica: tumor de epitelio de revestimento
classificação por comportamento: benigno, bordeline ou maligno
metastases mais comuns: mama, estomago, colon e pancreas
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
TUMOR DAS CÉLULAS DA GRANULOSA
classificação por origem histologica: tumor das celulas da granulosa
marcador tumoral: alfa-inibina
faixa etária: perimenopausa
comportamento típico: benigno
macroscopia: sólido e amarelado (colesterol dos androgenos)
microscopia: Corpúsculo de Call-Exner: células com aspecto em grão-de-café, dispostos em trabéculas
metastasses mais comuns: mama, estomago, colon, pancreas
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal, puberdade precoce
TECOMA
classificação por origem histologica: tumor das celulas da teca e estroma
marcador tumoral: alfa-inibina
macroscopia: solido, firme, amarelado (colesterol do estrona)
microscopia: goticulas lipidicas no citoplasma
metástases mais frequentes: mama, estomago, colon, pancreas
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
TERATOMA
classificação por origem histologica: tumor de celulas germinativa
marcador tumoral: alfa-fetoproteína
diagnostico: avaliação clinica + USG + Doppler + Marcadores tumorais
fatores de risco: BRCA1, BRCA2, síndrome de lynch, nuliparidade, história familiar
disgenesia gonadal
STRUMA OVARII
conceito: teratoma ovariano com tecido da tireiode, pode causar tireotoxicidade
TUMOR DE KRUKENBERG
conceito: metastases ovarianas de tubo digestivo bilaterais
histologia: células em anel de sinete
AULA 04
MAMA NORMAL
constituição: sistema de ductos que se ramificam a partir do mamilo
ducto coletor -> ductor terminal -> ductulospreenchimento: tecido fibroadiposo
histologia: duas camadas de células → epiteliais/luminais e mioepiteliais
principais queixas: mastalgia, massa palpável, descarga mamilar
MASTITE
principais causas: mastite aguda da lactação [inicio do processo de amamentação → mamadas mais frequentes → fissuras → infecção (normalmente por s. aureus) e abcesso subareolar recorrente
ABCESSO SUBAREOLAR RECORRENTE
patogenese: metaplasia escamosa do ducto por injuria recorrente -> aumenta numero de camadas + produção de queratina -> obstrução do ducto -> fístula e abcesso
principal FR: tabagismo
DESCARGA MAMILAR
fatores de preocupação: unilateral, uniductal, serosa, sanguínea, espontânea
tipos: serosa, sanguinolenta, serossanguinolenta (papiloma ductal)
ALTERAÇÃO FIBROCÍSTICA
classificação: lesão epitelial benigna não-neoplasica e não-proliferativa
micro: cistos com metaplasia apócrina (revestidos por células epiteliais globosas de citoplasma róseo)
mamografia: pode mostrar pequenos riscos brancos devido a acumulo de calcio nos cistos
FIBROADENOMA
classificação: lesão de mama benigna neoplasica
prevalência: 20-35 anos (relação hormonal → aumenta na gravidez e diminui na menopausa)
micro: lesão encapsulada (fina capsula fibrosa) e bem-delimitada. Ductos proliferativos revestidos por células sem atipias
macro: lesão nodular bem delimitada e sólida, com fendas que correspondem aos ductos. muitas vezes alongados e comprimidos pelas tecidos fibroticos distorcidos
PHYLLODES
classificação: lesão de mama benigna neoplasica proliferativa
prevalência: maior de 40 anos
micro: proliferação de estroma com muitos fibroblastos. tumor cresce mais e mais rapidos
comportamento: benigno, localmente agressivo, maligno (20%)
CARCINOMA MAMÁRIO DUCTAL IN SITU
macro: ducto mamário com varias camadas epiteliais, necrose e microcalcificações
subtipos: comedocarcinoma (muito invasivo com areas de necrose extensa) e micropapilar (multifoca, pequenas protuberâncias ou estruturas papilares delgadas; debrisl)
graduação
baixo grau: sem necrose e com poucas atipias
grau intermediário: necrose focal e poucas atipias
alto grau: necrose extensa e muitas atipias
mamogafia: microcalcificações agrupadas
FR: mais de 50 anos, historia familiar, BRCA1, BRCA 2, doenças mamárias prévias, exposição prolongada ao estrógeno (endo ou exógeno), historia de cancer de ovário ou endométrio, exposição a RX, TRH, Etilismo, obesidade pós-menopausa, nulípara, menarca precoce, menopausa tardia, 1a gravidez após os 30
CARCINOMA MAMÁRIO DUCTAL INVASIVO
comportamento: mais frequente e mais agressivo
sobrevida: em 10 anos → 65-78%
micro: micro: proliferação de ductos atípicos sem células mioepiteliais infiltrando estroma
mamografia: nodulo com aspecto espiculado e limites mal-definidos
FR: mais de 50 anos, historia familiar, BRCA1, BRCA 2, doenças mamárias prévias, exposição prolongada ao estrógeno (endo ou exógeno), historia de cancer de ovário ou endométrio, exposição a RX, TRH, Etilismo, obesidade pós-menopausa, nulípara, menarca precoce, menopausa tardia, 1a gravidez após os 30
CARCINOMA MAMÁRIO COM PADRÃO MEDULAR
prevalência: 7%
macro: relativamente delimitado
FR: mais de 50 anos, historia familiar, BRCA1, BRCA 2, doenças mamárias prévias, exposição prolongada ao estrógeno (endo ou exógeno), historia de cancer de ovário ou endométrio, exposição a RX, TRH, Etilismo, obesidade pós-menopausa, nulípara, menarca precoce, menopausa tardia, 1a gravidez após os 30
CARCINOMA MAMÁRIOTIPO ESPECIAL LOBULAR
micro: células enfileiradas com aspecto de fila indiana com poucas atipias e pouca mitose
prevalencia: 5 a 15% dos casos
local: Mais frequentemente bilaterais, multicêntricos
FR: mais de 50 anos, historia familiar, BRCA1, BRCA 2, doenças mamárias prévias, exposição prolongada ao estrógeno (endo ou exógeno), historia de cancer de ovário ou endométrio, exposição a RX, TRH, Etilismo, obesidade pós-menopausa, nulípara, menarca precoce, menopausa tardia, 1a gravidez após os 30
CARCINOMA MAMÁRIO INFLAMATÓRIO
conceito: produção de sinais que se assemelham a uma inflamação em qualquert tipo de tumor !NAO É PADRÃO HISTOLÓGICO!
patogênese: embolização maciça dos vasos linfáticos da pele da mama por celulas linfáticas, impedindo drenagem -> aumento do volume mamário, hiperemia e pele com aspecto irregular
IMUNOHISTOQUÍMICA
intefere: conduta, prognóstico, valor preditivo
RE + e RP + : provavel boa resposta ao tomaxifenoa
HER2 + : provavel resistencia ao tamoxifeno. Usa Trastuzumabe
Triplo negativo: pior prognostico. Associado a mutação de BRCA1 e BRCA2
ki-67+: indica proliferação
AULA 05
PLACENTA NORMAL
peso normal: 430-650g
origem: trofoblasto
localização: fundo e posteriormente no útero pois é a região mais vascularizada
divisão: face fetal e face materna
FACE FETAL DA PLACENTA NORMAL
componentes: cordão umbilical e membranas (corion e amnion)
aspecto: lisas, brilhantes, finas e transparentes
CORDÃO UMBILICAL NORMAL
vasos: 2 artérias e 1 veia
tamanho: 50-60cm
riscos em relação ao tamanho: muito longo → circular de cordão; muito curto → descolamento prematuro de placenta por tração
VILOSIDADES CORIONICAS NORMAIS
conceito: ramos das artérias e veia umbilical em meio de mesenquima e trofoblasto
FACE MATERNA DA PLACENTA NORMAL
aspecto: esponjosa, vermelho vinhosa, dividida em lobos
GRAVIDEZ ECTÓPICA
conceito: gravidez fora do utero
locais: 90% - tuba; outros - ovário, peritônio ..
prevalência: 1-2% das gestações
FR: DIP com salpingite, endometriose
clínica: dor abdominal, hematossalpinge
possíveis evoluções: regressão, deslocamento para peritonio, ruptura da tuba
exame laboratorial: beta hcg de aumento lento
macro: area de ruptura de tuba com hemorragia
micro: vilosidade corioniocas na tuba
propedêutica: Beta HCG, USG, laparoscopia
ABORTAMENTO
conceito: perda do concepto antes de sua viabilidade (até 20 semanas)
subtipos: precoce -> até 8 semanas e tardio -> após 8 semanas
cronologia mais comum: 80% ocorre nas primeira 12 semanas
causas: anormalidades cromossomonicas (16 é o principal), infecções, síndrome do anticorpo fosfolípide, trombose, deficit nutricional, má-formação de vasos
MOLA HIDATIFORME COMPLETA
epidemio: extremidades da vida reprodutiva (<20 e >35/40 anos) e fatores raciais e genéticos (incidência maior em mulheres asiáticas
patogênese: ovulo vazio + 1 esp. 23x (ocorre duplicação) ou ovulo vazio + 2 esp 23x e 23x ou 2 esp 23y e 23
USG: aspecto em cacho de uva e tempestade de neve
possível evolução: coriocarcinoma
clínica: sangramento vaginal; útero aumentado para a idade gestacional;cistos tecaluteínicos; náuseas e vômitos; hipertireoidismo; eliminação de vesículas entremeadas com sangue pelo canal vaginal
marcador: p57kip2
MOLA HIDATIFORME PARCIAL
epidemio: extremidades da vida reprodutiva (<20 e >35/40 anos) e fatores raciais e genéticos (incidência maior em mulheres asiáticas
patogeneses: ovulo 23x + 2 esp ou ovulo 46x + 1 esp.
clínica: sangramento vaginal; útero aumentado para a idade gestacional;cistos tecaluteínicos; náuseas e vômitos; hipertireoidismo; eliminação de vesículas entremeadas com sangue pelo canal vaginal
marcador: p57kip2
CORIOCARCINOMA
conceito: Neoplasia maligna de células trofoblásticas
micro: proliferação de células trofoblásticas que aparecem como células atípicas, malignas, proliferadas e adquirem capacidade de invadirem a corrente sanguínea e causarem metástase
local de invasão: pulmão é o principal local de metástase
origem: maioria de mola invasiva (50%); abortamento (25%); gravidez ectopica (2,5%); gravidez normal com transformação de células de trofoblásticas remanescentes (22,5%)
marcador: Ki-67 positivo em mais de 50% das células tumorais
MOLA HIDATIFORME INVASIVA
conceito: ocorre invasão do miométrio pelas vilosidades hidrópicas,
epidemio: extremidades da vida reprodutiva (<20 e >35/40 anos) e fatores raciais e genéticos (incidência maior em mulheres asiáticas)
clínica: sangramento vaginal;, útero aumentado para a idade gestacional; cistos tecaluteínicos; náuseas e vômitos; hipertireoidismo; eliminação de vesículas entremeadas com sangue pelo canal vaginal
marcador: p57kip2
DESCOLAMENTO PREMATURO DA PLACENTA
conceito: separação de parte da placenta do útero antes que ocorra o trabalho de parto
FR: cordão umbilical curto, idade materna > 40 anos, pré-eclampsia, hipertensão, usuárias de cocaína, tabagismo, leiomiomas uterinos, trauma
patogênese: ruptura de uma artéria espiralada uterina, levando a um hematoma retroplacentário; hematoma pode aumentar e romper mais vasos, ampliando a área de separação da placenta
complicações: choque hipovolêmico, coagulopatia de consumo, útero de Couvelaire; lesão renal aguda- IRA; síndrome de Sheehan
clínica: dor abdominal e hipertonia uterina
PLACENTA PRÉVIA MARGINAL
tempo de diagnóstico: depois de 28-32 semanas de idade gestaciona
causas: idade materna, multiparidade, tabagismo, cesariana anterior.
local: Margem da placenta próxima ao óstio interno
prevalência: 1 a cada 300-400 nascimentos
PLACENTA PRÉVA PARCIAL
tempo de diagnóstico: depois de 28-32 semanas de idade gestaciona
causas: idade materna, multiparidade, tabagismo, cesariana anterior.
local: Placenta recobre ou invade parcialmente o óstio interno
prevalência: 1 a cada 300-400 nascimentos
PLACENTA PRÉVIA TOTAL
tempo de diagnóstico: depois de 28-32 semanas de idade gestaciona
causas: idade materna, multiparidade, tabagismo, cesariana anterior.
local: Placenta recobre totalmente o óstio interno → não é possível parto normal
prevalência: 1 a cada 300-400 nascimentos
ACRETISMO PLACENTÁRIO
conceito: vilosidades coriônicas estão aderidas ou inseridas diretamente no miométrio, sem haver decídua.
FR: placenta prévia, cicatriz de cesárea, curetagens uterinas, leiomiomas, implantação cornual
diagnóstico: USG
subtipos
placenta acreta → Vilosidades aderidas superficialmente no miométrio
placenta increta → Vilosidades aderidas profundamente no miométrio
placenta percreta → Vilosidades aderidas totalmente no miométrio
CORIOAMNIONITE
causa: infecção ascendente
VILOSITE
origem: imunitária
causas: toxoplasmose, rubéola, sífilis, tuberculose, herpes e citomegalovírus