Teorias Clássicas e Modernas das Organizações
Teorias Clássicas (Século XIX à Segunda Guerra)
Max Weber (1864-1920)
- Modelo teórico macro: Burocracia.
- Compreensão do funcionamento da organização: Necessidade de entender o funcionamento da sociedade, pois as organizações operam dentro do contexto social.
- Weber não propõe uma teoria organizacional como Taylor ou Fayol, mas sim uma teorização mais ampla da sociedade, onde se insere a problemática das organizações.
- Tese sobre o modelo burocrático: Baseada na perspectiva da "dominação social" (liderança), com três formas de legitimação:
- Tradicional: Herdada, sagrada, pessoal, limitada pela tradição.
- Carismática: Liderança de figura de exceção (o herói), tende a ser precária.
- Racional ou Legal: Suportada pela lei, regulamentos ou contratos, atribui superioridade à posição, impessoal e transitória. Sociedades modernas e burocracia se encaixam neste modelo.
- Burocracia (Autoridade Regulamentada):
- Divisão Sistemática do Trabalho
- Seleção por Competência
- Hierarquia de Funções: Autoridade regulamentada.
- Conduta Regulamentada, provimento impessoal.
- Codificação das linguagens organizacionais de forma rotineira e padronizada.
- Peso Regulamentar: Facilita a impessoalidade e a falta de iniciativa.
- Fixação securitária às regras da organização: A função torna-se um fim em si, atores refugiam-se nos regulamentos.
- Estabilização: Estabiliza expectativas e desempenhos, promove eficiência.
Teorias Modernas
Teoria Geral dos Sistemas
- Criação: 1950, Biólogo L. Von Bertalanffy.
- Desenvolvimento: Analogias aos processos internos de organismos vivos, integrando o papel de cada órgão no funcionamento do ser vivo.
- Características dos sistemas:
- Elementos dos sistemas:
- Interdependência
- Permeabilidade (ao exterior)
- Trocas (com o exterior e entre subsistemas)
- Entropia
- Adaptabilidade
- Homeostase (equilíbrio dinâmico)
- Holismo (o todo é maior que a soma das partes)
- Partes independentes
- Globalidade
- Aplicação ao contexto organizacional (analogia biológico-fundamental):
- Dimensão competitiva nos sistemas abertos.
- Comportamento probabilístico.
- Organização como parte de uma sociedade.
- Aplicações no contexto organizacional:
- Multiplicidade de soluções: Diferentes equipes e contextos (equifinalidade).
- Fronteiras organizacionais: Interfaces interior/exterior.
- Adaptação ao meio: Incluindo ruptura e inovação.
- Autorregulação: Resposta à entropia.
Organizações como Sistemas
- Composição: Entidades com relações visando um objetivo.
- Buscam: Construção dinâmica de equilíbrio.
- Regulação: Feedback que afere o output por um padrão (avaliação).
- Implicações: Assumem implicações globais em estímulos parciais.
Análise Sistêmica
- Sistema: Sempre tem um input (o que inicia, é absorvido ou entra), um output (o que termina, é distribuído ou sai) e um conjunto de procedimentos.
- Componentes:
- Entrada (Input):
- Saída (Output):
- Ambiente externo (Supersistema)