Sinalização Molecular RTKs
Sinalização RTKs
Receptores de Tirosina Cinase (RTKs)
Transmissão de sinais por RTKs intrínsecos e associados
Existem pelo menos 90 genes que codificam RTK no Homem.
Ativação por sinais que controlam crescimento celular e diferenciação.
Tipos de receptores envolvidos:
Receptores com atividade intrínseca de Tyr cinase (RTKs no domínio citoplasmático)
Receptores com atividade de Tyr cinase associada (permanente ou transiente)
Organização dos Domínios dos RTKs
Estrutura Geral:
Formados por uma única cadeia polipeptídica
Podem ser monoméricos ou diméricos
Exceção: Recetor da insulina é um heterotetrámero.
Domínio extracelular: Ligação ao ligando e glicosilação
Domínio transmembranar: Contém uma α-hélice (ligação a membrana)
Domínio citosólico:
Tirosina cinase
Ligação a proteinas efetoras com dominios SH2 e
Sequências com tirosinas (autofosforilação, fosforilações/desfosforilações catalisadas por cinases/fosfatase)
(locais de fosforilação or outro tipo de cinases em residos de serina trionina no dominio intracelular importante para terminar o recetor e a sinalização)
Mecanismos de Ativação dos RTKs
Na ausência de ligando, o domínio cinase do RTK está inibido.
Ligação do sinal ao domínio extracelular resulta em:
Autofosforilação do receptor em trans
P-Tyr recruta proteinas efetoras
Tirosina cinase ativada - fosforila Tyr em proteinas efetoras
Quando um ligando chega ao alvo, há ativação do recetor
Pode ser ativado como: dimerização do recetor, autofosforiliza-se em trans
Cria local de docking de proteinas efetoras.
O docking é fosforilado pelo recetor e uma vez fosforiladas recrutam outras proteinas com dominios SH2 ou PTB
Ativação por dimerização ou conformacional
Dois mecanismos de ativação:
a) Receptor monomérico: Ligando induz dimerização
b) Receptor dimérico: Ligando ativa alostericamente o receptor (alteração conformacional)
Autofosforilação dos RTKs
Proteínas efetoras ligam-se a p-Tyr através de:
Domínios SH2, PTB ou C2
Tipos de proteínas efetoras:
Enzimas ativadas por fosforilação em Tyr
Proteínas adaptadoras que sinalizam para outras vias
Proteinas efetoras: PLCγ - fosforilada pelo recetor tirosina cinase
Vias de Sinalização Ativadas por RTKs
NADPH oxidase (por PLCγ)
PI-3K
PLCγ
Ras
Cdc42
Ativação por PI3K
O PI3K fosforila lipidos de inositol do carbono 3 do anel e o seu substrato é o PIP2
A ativação da PI3K e o IP3 são importantes para recrutar dominios PH para a membrana plasmatica (PKB por exemplo)
Pode também ser ativada pela proteina Ras que pode ser ativada por recetores RTX assim como dímeros Beta-gamma (proteina G)
PI3K transforma PIP2 em PIP3. Para a terinação desta reação, é necessário desfoforilar PIP3 em PIP2, pela fosfatase chamada PTEN
Hiperativação desta via está associada a situação de cancro
Mutação com inibição da PTEN leva a mais proteção da sobrevivencia celular
Pode ser ativada por Ras (depois de ativação por RTK) e pelo dímero βγ da proteina G
PI3K liga-se a p-Tyr em RTK ativado via domínios SH2 (subunidade reguladora p85)
A subunidade catalítica (p110) é ativada
PI3K é recrutada para o recetor e vai converter PIP2 em PIP3
Alvos da PIP3- proteinas com dominios PH
Ativação da PKB/Akt
A ativação completa requer dupla fosforilação por PDK1 e PDK2/ILK
região central de P por PDK1 e na zona regulatoria P por outras, como a mTORC2
Dominio PH é para ser recrutada para a membrana
terminação da sinalização do recetor - fosfatase PTEN pip3
Desfosforilação da PKB
que resulta na inibição da sua atividade, levando à regulação negativa da via de sinalização mediada por tirosina cinase.
Estrutura do Domínio e Sites de Fosforilação do PKB/Akt
Fosfatases que vão desfoforilar o recetor de tirosina cinase
Desfoforilação mediada por fosfatases da familia fosfotirosina fosfatases (PTP)
Fosforilação em serinas trioninas, pode ser endocitado, ubiquitinado e degradado
Terminação da sinalização:
Desfosforilação por fosfatases
Ubiquitinação e degradação
Endocitose
Fosfotirosina fosfatase
Função das PTPs com Domínio SH2 na Sinalização de RTKs
PTPs (fosfotirosina fosfatases) autoinibem-se por ligação intramolecular
São ativadas por fosforilação em Ser/Thr C-terminal (PKA ou PKC)
Ligam-se a p-Tyr através de domínios SH2
Fosfatase ativadas por fosforilação, dissociação dos dominios SH2
Desfosforilam e inibem tirosina cinases e proteínas efetoras
Função como supressores tumorais - mutações destas levam a uma ativação persistente desta via
Recetor desfoforila o recetor e as proteinas efetoras porque são todas em fosforiladas em tirosinas
Desfosforilação da PKB/AKT
Desfosforilada pela PDK1
Fosforilação em serina trionina - tem de ser desfosforiladas para desativação
Fosfatases da familia serina trionina: PP1 e PP2
desfosforilam serinas trioninas
Estrutura de PP1 e PP2
PP1: formada por uma subunidade catalítica e uma subunidade reguladora R (R1, R2, R3)
dimerica
R1 -modelam atividade, inibem a fosfatase
r2 - liam à subunidade catalita e substrato, recrutam o substrato para a subunidade catalitiva
r3 - é a mesma da reguladora e catalitica??
Estrutura e Regulação do PP2A
Tipo: Proteína trimérica com subunidades C e A, reguladas por fosforilação e metilação.
Estrutura:
Trímerica, composta por uma subunidade catalítica e duas subunidades reguladoras.
O dímero formado pela subunidade C e A é um core funcional.
A subunidade B possui várias subfamílias e muitas isoformas.
Regulação: Ocorre a nível da fosforilação ou metilação da subunidade catalítica.
Função da Subunidade B: Importante para regular aspectos como especificidade e localização subcelular, permitindo a recrutação do core para diferentes locais da célula.
Complexidade: Podem existir muitos complexos diferentes, permitindo a regulação de múltiplos aspectos na célula. Existem muitas mais famílias de cinases nas células do que fosfatases.
Relevância Tumoral:
Mutações de supressores tumorais estão associados à perda de função.
Compostos como ácido ocadáico que inibem PP2A e PP1 promovem tumores.
Substratos do PKB/Akt
Promoção da Proliferação Celular: Alvos da PKB incluem vias que favorecem a proliferação celular e a sobrevivência.
Inibição da Apoptose:
A PKB está envolvida na inibição de processos apoptóticos
A desregulação desta via é frequentemente observada em contextos cancerígenos.
Diferentes Alvos da PKB
Regulação da BAD e Caspase9 Envolvidas na Apoptose: BAD e Caspase9, que são regulados pela PKB.
Regulação Transcripcional: A PKB pode aumentar a expressão de proteínas antiapoptóticas, contribuindo para a sobrevivência celular e a resistência à morte celular programada.
Via Mitocondrial da Apoptose
Envolve sinalização de estresse em danos ao DNA e formação do apoptossoma.
O evento associado é a permeabilização da membrana mitocondrial e a liberação do citocromo C.
O citocromo C interage com proteínas como Apaf-1 e caspase-9, formando um complexo conhecido como apoptossoma que ativa caspases, que levam à morte celular.
Ativação ocorre por dimerização da caspase-9.
A caspase-9, uma vez ativada, ativa outras caspases, como caspase-3 e caspase-7, que executam a morte celular.
Essas caspases estão inicialmente na forma inativa e, através de proteólise, são ativadas, degradando proteínas de maneira "indiscriminada", resultando em morte celular.
Para verificar esta via, utiliza-se anticorpos contra a caspase-3; durante a ativação, observa-se a banda correspondente à caspase ativa, enquanto a outra parte da caspase aparece como uma banda separada.
Proteínas envolvidas no controlo do processo de Apoptose
- BCL2 -
Pró-apotetótica e Anti-apopetitica
BCL2, BCLXL
Pró-apopetóticas: Bad, Bax: promovem formação de canais na membrana que levam à saída de citocromo C
BCL2 inibem os canais da saída do citocromo C
Regulação do Fator de Transcrição NF-kB
Alvos da PKB e Proteínas Pró-apoptóticas
BAD:
Fosforilada e inativada pela PKB, impedindo a formação dos canais que libertam citocromo C.
Fosforilação ocorre em resíduos de serina e treonina; a inativação é mediada por proteínas 14-3-3.
Caspase 9:
Também regulada pela PKB (indiretamente), afetando a apoptose.
Controlos Transcripcionais:
NF-kB e CREB: Promovem a expressão de proteínas antiapoptóticas, como CIAP e BCL2.
BCL2: Inibe a formação de canais de permeabilização da membrana mitocondrial.
CIAP: Proteína inibidora da apoptose celular (Cell Inhibitor of Apoptosis Protein).
Regulação de NF-kB:
Formada por subunidades p50 e p65, mantida na forma inativa por IKB (Inhibitor of kappa B), que é regulada pela fosforilação.
Após fosforilação, IKB é degradada, libertando NF-kB.
Fosforilação do IKB:
Mediada pela PKB.
Vias Anabólicas:
Estimulam a síntese de moléculas, promovendo o crescimento celular e a sobrevivência.
Vias de sinalização: Insulina
São ativadas vias anabolicas para sintese de moleculas para a manter viva
TOR (Target of Rapamycin): É uma cinase de serina/trionina altamente conservada que desempenha um papel crucial na regulação do crescimento celular. è associada aos lissosomas e não é ativada diretamente pelos PKBs.
Complexos mTOR: A proteína TOR está presente em dois complexos principais: mTORC1 e mTORC2.
Ativação do mTOR:
Não é ativado diretamente pela PKB, mas sua ativação ocorre através de sinalização mediada por receptores de tirosina cinase (RTKs) e pela presença de aminoácidos.
A rapamicina, um inibidor produzido por microrganismos do grupo Streptomycetes, afeta diretamente a via do mTOR.
Alvos da mTOR:
4E-BP: Esta proteína está envolvida em fatores de iniciação da tradução. Quando a mTOR é ativada, ela fosforila a 4E-BP, resultando na libertação do fator de iniciação de tradução e promovendo a via anabólica da tradução.
Inatividade e Regulação:
A sinalização do mTOR é iniciada por um RTK e é regulada por concentração de aminoácidos.
mTOC ativa a sintese proteica, e é inibida com a interação com aminoácidos específicos
Vias altamente conservadas
responde a fatores de crescimento, ao estado energético da célula e estress
Ativação de processos anabólicos e inibição dos catabólicos
TOR no geral estimula processos anabólicos por síntese e biogénese de ribossomas e influencia o metabolismo mitocondrial
processos cataliticos, como autofagia e degradação de mRNA
mTORC1
Sensível à rapamicina e formada por várias unidades: deptor, PRAS40, raptor, mLST8, mTOR e TTI1-TEL2
ativa a síntese de proteinas via fosforilação de S6K e 4E-BP1
Inibe autofagia
Rapamicina:
Inibe apenas o complexo 1
Descoberto em bactérias na ilha da pascoa
Inibidor do TOR e do crescimento, uma via que em situações de cancro pode estar aumentada
Mecanismos:
PKB: fosforila as GAPs TSC1 e TSC2 (são GAPs para a Rheb)
Rheb (Proteína G): ativa a síntese o TOR
O TOR, uma vez ativado, inibe a autofagia e promove a síntese de proteínas.
Rheb (Proteina G) ativa a síntese de proteínas
O que ativa o TOR - Rheb - proteina G
TSC1 e 2 são GAPs para a Rheb
PKB fosforila a GAP TSC1/2 quando isso acontecese a Rheb gtp aumenta e a Tor é ativada - inibe a autofagia e promove a sintese de proteinas
s6k1 também promove a síntese e é ativada pela PKB (PDK1 esta é uma PKB?)
Página 30: Estrutura do mTORC2
Insensível à rapamicina, regula Akt/PKB e esqueleto celular
Associado aos ribossomas
De uma maneira geral promove vias que estão relacionadas para a proliferação das células nomeadamente a proteína Rho e Ras e PKCalfa
mTORC2 fosforila e ativa a PKB e indiretamente ativa PKCa
Recetores tirosina cinase, através da fosforilação de IRS, ativa PI3K
PI3K associa-se a ribossomas por uma via ativada por PI3K
O Ribossoma ativa mTORC2
mTORC2 ativa Rho, PKCa e no final Ras
mTORC2 ativa também a PKB por fosforilação
Ras ativa MAPK
PI3K pode ativar uma PKD1 diretamente
PKD1 ativa a PKB
PI3K está envolvida noutra cascata que envolve reações redox
(Proteina SOS que é uma proteina GEF)
Composição Modular de Proteínas Adaptadoras de RTK
Não têm atividade enzimática
Permitem ligação entre diferentes proteínas sinalizadoras
LAT (Linker for Activation of T Cells): Sinalização que envolve receptores em células T e indução de respostas imunológicas.
Dominios são representados como GRB2.
Proteínas Shc: Ligação através de PTB (phosphotyrosine-binding) e SH2.
“P” nos domínios são sequências ricas em prolina, importantes para interação com dominios SH3 como os encontrados na Ras
Shc-Grb2-Sos e ativação da Ras
Para a ativação da proteína Ras é necessário troca GDP para GTP
Ras pode ser nesta via ativada pela Sos (logo Sos é um GEF)
Shc é uma proteina que se liga à tirosina fosforilada do RTK através do domínio PTB
Uma vez recrutada, a proteina Shc vai ser fosforilada pelo recetor numa tirosina, este é o local de ligação da Grb2
Dímero Grb2-mSOS liga-se à tirosina fosforilada do Shc pelo dominio SH2 e a mSos fica na proximidade da Ras, contribuindo para a sua ativação
Segunda via - há uma ligação direta do Grb2 à tirosina fsforilada do RTK
Grb2-MSos funciona porque Sos em prolinas e a outra tem SH3
Página 34: Papel da Proteína Ras na Transdução de Sinal
Interação com vias de sinalização downstream
Cascatas MAPK envolvem sempre 3 cinases:
MAPKKK é ativada pela Ras que fosforila uma
MAPKK e esta fosforila a
MAPK e esta fosforila outras proteínas:
Proteinas citosolicas ou de membrana: rápida alteração de atividade das mesmas
Proteinas de regulação nucleares de genes: alteração de expressão genética
Regulação da Expressão Gênica pela Insulina via MAP Kinase ERK
Estimula a transcrição de genes relacionados ao ciclo celular e sobrevivência.
Via desregulada em diabetes
Via promove ciclo celular crescimento e sobrevivência, via da ERK
A Ras ativa a via da ERK
Recetor tirosina cinase envolve outra proteina adaptadora
Sos complexo ativa a RAS
Ras ativa a Raf1 que fosforila a Mek em duplas fosforilações e a Mek fosforila a Eek em dupla também
A ERK fosforila alvos específicos
Mutações da Ras levam a ativação constitutiva da Ras, logo a ativação de genes para poliferação celular contínuos