Mutações
Mutações
Revisões
DNA, Transcrição e Tradução
Sequências de DNA:
5' ATGAGTCCAAGT 3'
3' TACTCAGGTTCA 5'
Transcrição:
Produz mRNA a partir do DNA.
Sequência de mRNA: 5' UACUCAGGUUCA 3'
Tradução:
O mRNA é traduzido em uma sequência de aminoácidos para formar uma proteína.
Exemplo de sequência de aminoácidos: Asn-Pro-Gli-Tyr.
Localização:
Transcrição ocorre no núcleo.
Tradução ocorre no citoplasma.
Mutações Génicas por Substituição
Tipos de mutações:
Sinónimas/Silenciosas
Não Sinónimas:
Com perda de sentido
Conservativa
Não Conservativa
Mutações Silenciosas
A alteração de uma base no DNA não altera o aminoácido traduzido, resultando na mesma proteína.
Mutações Sem Sentido
A substituição de um nucleotídeo resulta na criação de um codão de paragem (Stop codon), levando à formação de proteínas incompletas.
Mutações Com Perda de Sentido
Conservadora:
Substituição por um aminoácido estrutural e funcionalmente semelhante.
Pode conferir vantagem na evolução de um grupo de organismos.
Não Conservadora:
Inserção de um aminoácido completamente diferente.
Causa alterações na proteína formada, afetando sua função.
A alteração de uma base resulta na tradução de um aminoácido diferente.
Mutações de Frameshift
Deleção ou inserção de um ou mais nucleótidos que altera a grelha de leitura da sequência de bases.
Fibrose Cística
Incidência:
Varia entre populações.
Estados Unidos: 1 em cada 1000 pessoas (0,1%).
Asiáticos na Inglaterra: 1 em cada 10.000.
Descendentes de europeus: 1 em cada 20-28 é portador.
Tipo de gene: Recessivo autossómico.
Mutação mais comum: DF508 (cerca de 70% dos genes mutados de FC).
Deleção do tripleto 508 na sequência de ADN para a proteína transportadora de cloro CFTR.
Ausência do aminoácido fenilalanina, impedindo a proteína CFTR de regular o equilíbrio dos iões cloreto na célula.
Localização do gene: Cromossoma 7.
Herança: Autossómica recessiva.
Doença de Huntington
Incidência:
Doença rara que afeta entre 3 a 7 por 100.000 pessoas de ascendência europeia.
Menos comum em outras etnias (japonesa, chinesa e africana).
Tipo de gene:
Mutação autossómica dominante do gene HTT.
Expansão de repetições de trinucleótidos (CAG) no braço curto do cromossoma 4.
Na mutação (mHTT), o número de repetições de CAG aumenta dos normais 6-30 para 36-125.
A gravidade da doença aumenta com o número de repetições.
Essas repetições levam à produção de uma versão anormalmente longa da proteína huntingtina.
Localização do gene: Braço curto do cromossoma 4.
Herança: Autossómica dominante.
Anemia Falciforme
Incidência:
Ocorre mais frequentemente em pessoas de ascendência africana.
Africanos ocidentais: prevalência de 1% (10-45% sendo portadores).
Afro-caribenhos (West Indians): prevalência de 0,5%.
Tipo de gene:
Mutação autossómica que envolve a substituição de um único nucleotídeo no gene HBB (codifica a cadeia beta da hemoglobina).
O alelo é codominante.
A substituição resulta na alteração de um único aminoácido.
A hemoglobina mutada apresenta um comportamento anormal em condições de privação de oxigénio, causando a deformação dos glóbulos vermelhos, anemia e problemas circulatórios.
Localização do gene: Braço curto do cromossoma 11.
Herança: Autossómica codominante.
Identificação de Mutações
Linha 1: Controlo positivo para indivíduo com anemia falciforme
Linha 2: Controlo positivo para indivíduo portador
Linha 3: Controlo positivo para indivíduo normal
Linha 4: João
Linha 5: Sr. Vasconcelos
Linha 6: Sra. Vasconcelos
Interpretação dos Controles e Amostras
Controles:
Lane 1 - Sickle Cell Disease Control (aa)
Lane 2 - Sickle Cell Carrier Control (Aa)
Lane 3 - No Disease Control (AA)
Amostras:
Lane 4 - Mother's DNA (Aa)
Lane 5 - Child's DNA (aa)
Lane 6 - Father's DNA (Aa)
Eletroforese
Técnica que utiliza um gel de agarose ou de poliacrilamida.
O gel atua como uma peneira, para separar moléculas de DNA.
As moléculas movem-se do polo negativo para o positivo e são separadas por tamanho.
Moléculas menores avançam mais no gel.
Moléculas são separadas em bandas, cada uma contendo vários milhares de moléculas de DNA com o mesmo tamanho.
PCR (Reação em Cadeia da Polimerase)
Material necessário:
Amostra de DNA
DNA primers
nucleótidos livres (dNTPs)
DNA polimerase
Solução-tampão
Técnica de polimerização de DNA in vitro que permite a obtenção rápida de milhões de cópias de um dado segmento.
Após a amplificação, o produto é submetido a eletroforese para determinar se um dado fragmento de DNA foi amplificado.