Ana Cordeiro Santos e José Reis - Portugal_uma semiperiferia reconfigurada (1)

Page 1: Introdução ao Artigo

Título e Autores

  • Título: Portugal: uma semiperiferia reconfigurada

  • Autores: Ana Cordeiro Santos e José Reis

Dados de Publicação

  • Edição: e-cadernos CES, 29, 2018

  • Data de colocação online: 15 junho 2018

  • Consulta: 01 maio 2019

  • Editora: Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

  • Referência eletrônica: http://journals.openedition.org/eces/3163

  • DOI: 10.4000/eces.3163

  • ISSN: 1647-0737


Page 2: Resumo do Artigo

Resumo

  • Abordagem: Análise da condição semiperiférica da economia portuguesa

    • Retoma análise iniciada há 25 anos.

    • Propósito de discutir o conceito de semiperiferia.

  • Argumentos principais:

    • O processo de integração na União Europeia redefiniu a semiperiferia portuguesa, acentuando sua posição periférica.

    • A economia portuguesa enfrenta heterogeneidade e desequilíbrios, facilitados pela análise de suas estruturas intermédias.

  • Desequilíbrio atual: Inserção nos circuitos financeiros internacionais, favorecendo o escoamento dos excedentes de países centrais.

Palavras-chave

  • financeirização, integração europeia, regulação, semiperiferia, sistema-mundo


Page 3: Revisão Histórica da Economia Portuguesa

Contexto Histórico

  • Celebração: 40 anos do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

  • Revisita: Capítulo sobre a heterogeneidade da economia portuguesa de José Reis (1993).

    • O capítulo oferece um retrato da economia nos anos 90, discutindo a condição semiperiférica.

  • Estruturas intermédias: Portugal possui elementos do centro e da periferia na economia mundial.

Pertinência do Conceito

  • O conceito de semiperiferia é ainda relevante para interpretar a heterogeneidade e desequilíbrios atuais.

  • Transformações qualitativas e quantitativas na condição de semiperiferia desde os anos 90.

  • A integração europeia fortaleceu a interdependência da economia portuguesa com economias centrais, acentuando déficits estruturais.


Page 4: Integração Europeia e Impactos na Economia Portuguesa

Análise da Integração Europeia

  • A condição semiperiférica de Portugal foi redefinida pela integração europeia.

  • Análise da Regulação:

    • A teoria do sistema-mundo e a teoria da regulação são usadas para entender a situação semiperiférica.

    • Identificação de elementos do caráter intermédio da sociedade portuguesa.

Função da Semiperiferia

  • O conceito de semiperiferia abrange estádios intermédios de desenvolvimento e intermediação de conflitos sociais e económicos.

  • A análise das condições de produção e relações sociais deve considerar as especificidades históricas.


Page 5: Conceitos Fundamentais

A Dimensão Económica

  • A semiperiferia de Portugal implica a coexistência de produção primária e manufacturada.

  • Relação complexa entre produção capitalista e reprodução social.

Teoria da Regulação

  • A teoria da regulação é vital para entender a desconexão entre produção e reprodução social.

  • Regime de acumulação: Arranjos institucionais que conectam produção capitalista e reprodução social.


Page 6: Mudanças na Estrutura Económica

Transições nos Arranjos de Acumulação

  • Pós-guerra: O regime de acumulação fordista foi instrumental para garantir a estabilidade económica nos países centrais.

  • As economias intermédias enfrentaram desafios na sincronização de normas de produção e consumo.

Análise Atual

  • A substituição do fordismo por um regime flexível intensificou desigualdades económicas.

  • A financeirização começou a predominar sobre as experiências de produção.


Page 7: A Intervenção da Democracia

Impactos Políticos e Económicos

  • A revolução democrática de 1974 e suas consequências para a economia portuguesa.

  • A modernização foi condicionada pelos interesses financeiros e a integração europeia.

Reestruturação do Sistema de Produção

  • O surgimento do Estado-providência, embora precarizado, refletiu necessidades sociais.

  • Desregulação e privatização começaram a influenciar a relação entre capital e trabalho.


Page 8: Consequências da Financeirização

Fenômenos de Crise

  • A crise financeira de 2008 expôs vulnerabilidades da economia portuguesa.

  • A dependência de crédito estrangeiro aumentou, mas não mudou a estrutura deficiente.

Repercussões Sociais

  • Financeirização acentuou precariedade nas relações de trabalho.

  • O papel crescente do setor financeiro sobre as relações sociais e as dinâmicas familiares.


Page 9: Identidade Semiperiférica Atual

Evolução da Semiperiferia

  • Sustentação da posição semiperiférica, apesar das condições competitivas.

  • Mudança na identidade semiperiférica para uma nova condição periférica na Europa.

  • Desigualdades Persistentes: Inspiração crítica do conceito de semiperiferia em relação à condição portuguesa.


Page 10: A Regulação e o Papel do Estado

Desafios Contemporâneos

  • Análise dos desafios do Estado português frente à sua nova condição no sistema-europeu.

  • A relação entre estado, mercado e sociedade continua a ser influenciada por forças externas.


Page 11: Conclusões e Reflexões

Síntese

  • A condição de semiperiferia de Portugal pode observar-se não apenas na produção, mas nos padrões de vida e de bem-estar.

  • A interdependência tornou-se uma característica fundamental na evolução económica.

Page 12: Referências Bibliográficas

Bibliografia

  • Uma lista abrangente de autores e obras que sustentam a pesquisa e análise do artigo.