Mobilismo Geológico e Tectónica de Placas

3.2 - Da hipótese da deriva continental à teoria da tectónica de placas

Tema 3: Geologia e métodos

  • Discute os princípios do raciocínio geológico até a tectónica de placas.

Mobilismo Geológico

Deriva dos Continentes

  • Conceito e evolução das ideias sobre mobilidade da crosta terrestre.
  • Regiões e períodos importantes na evolução geológica:
    • Equador
    • GEIA (Geologia e Idade das Eras)
    • PANTALASSA (oceano que existiu anteriormente)
    • Período Pérmico (milhões de anos atrás)

Mobilismo Geológico Até os Dias de Hoje

Divisão da Terra:
  • Laurásia
  • Gondwana
  • Mar de Tétis (Triásico)
  • Áreas do planeta há 200 milhões de anos.
Pangeia
  • Em 1915, Alfred Wegener propôs que:
    • Todos os continentes estiveram unidos em um supercontinente chamado Pangeia.
    • Pangeia se fragmentou em Laurásia e Gondwana.
    • Esses continentes deram origem aos atuais continentes.
Épocas geológicas
  • Triásico
  • Pérmico
  • Jurássico
  • Cretácico

Argumentos de Wegener em Prol da Deriva Continental

1. Argumentos Morfológicos
  • Formato dos continentes:
    • África e América do Sul encaixam-se como peças de um puzzle.
2. Argumentos Paleontológicos
  • Disposição geográfica de fósseis:
    • Mesosaurus: réptil de água doce encontrado na América do Sul e sul da África.
    • Lystrosaurus e Cynognathus: fósseis encontrados na América do Sul, África, Índia, Antártica e Austrália.
    • Glossopteris: plantas em ampla distribuição nos hemisférios sul.
3. Argumentos Paleoclimáticos
  • Existência de depósitos glaciários em regiões atualmente tropicais:
    • Depósitos na África do Sul, Índia, Austrália e América do Sul.
    • Indicam glaciações em épocas de climas diferentes.

Aceitação de Wegener

  • A teoria de Wegener não foi inicialmente aceita pela comunidade científica, devido à falta de explicação para os mecanismos de movimento dos continentes.

Desdobramentos Pós-Segunda Guerra Mundial

  • Desenvolvimento do sonar e mapeamento dos fundos oceânicos.
  • Estudos pela geologia marinha levaram à reavaliação da Deriva Continental.
    • Harry Hess e Robert Dietz propuseram que:
    • A litosfera está fragmentada e o magma sai por fraturas do fundo oceânico.
    • O movimento do magma provoca os movimentos dos continentes.

Teoria da Tectónica de Placas

História Incorporada
  • Em 1965, Tuzo Wilson descreveu a tectónica como placas rígidas sobre o manto.
  • Em 1968, a teoria foi formalizada.
  • A tectónica de placas complementa a ideia de Wegener e explica os mecanismos internos da Terra, como as correntes de convecção do magma que provocam os movimentos da crosta terrestre.
Avanços Tecnológicos
  • Novas tecnologias permitiram a exploração dos fundos oceânicos.
    • Robôs coletaram dados como temperatura, composição e imagens do fundo oceânico.
Distribuição dos Oceanos
  • Ocupação dos oceanos em termos percentuais:
    • Oceano Ártico: 3%
    • Oceano Pacífico: 50%
    • Oceano Índico: 21%
    • Oceano Atlântico: 26%

Estrutura da Terra

Domínios Oceânicos
  • Divisão das áreas oceânicas:
    • Domínio Oceânico (plataforma continental, talude continental, planícies abissais, dorsais oceânicas, fossas oceânicas).
Características da Placa Litosférica
  • Observações sobre as placas litosféricas A, B e C e os tipos de limites entre elas.

Formação dos Fundos Oceânicos

Fossa das Marianas
  • Fossa localizada entre a Austrália e Japão, sendo a região mais profunda dos oceanos.
    • Formada pela colisão das placas tectónicas do Pacífico e das Filipinas.
    • Profundidade superior a 11 km.
Continentes vs. Fundos Oceânicos
  • Continentes são formados principalmente por rochas graníticas.
  • Fundos oceânicos são compostos por rochas basálticas.

Limites entre Placas

Diferença entre Limites Tectônicos
  • Limites divergentes: afastamento das placas a partir de riftes.
  • Limites convergentes: colisão de placas em zonas de subducção.
  • Limites conservativos: deslize lateral das placas, sem formação ou destruição de litosfera.
Exemplos de Limites Tectônicos
  1. Limite Convergente (Destrutivo)
    • Colisão entre placas, criando montanhas (ex: Himalaias).
  2. Limite Divergente (Construtivo)
    • Formação de novo material litosférico em dorsais oceânicas.
  3. Limite Transformante (Conservativo)
    • Deslizamento lateral, como a Falha de San Andreas na Califórnia.

Resumo da Teoria

  • A teoria da Tectónica de Placas detalha que a Terra é composta de várias placas que se movem sobre a astenosfera, impulsionadas por correntes de convecção térmica.
  • As interações nas fronteiras das placas causam sismos, vulcanismo e formação de novas formações geológicas.

Considerações Finais

  • A teoria da Tectónica de Placas não só explica a dinâmica da Terra mas também interliga os fenômenos geológicos como terremotos e erupções vulcânicas.
  • A presença de uma elevada concentração de vulcões e focos sísmicos nos limites de placas evidencia as consequências desses movimentos.