PNA Controllability - Capítulo IX
Capítulo IX – Controllability (Contabilidade e Controle de Navios)
Visão geral do tema
Controllability (controles) abrange todas as dimensões de regulação da trajetória, velocidade e orientação de um navio no mar, incluindo águas restritas onde posicionamento e station keeping são críticos.
Três funções básicas:
Coursekeeping (governo ou steering) – manter um curso médio estável; foco na facilidade de manter o curso.
Maneuvering (manobra) – mudança controlada de direção (curvas); foco no raio e na distância para realizar mudanças.
Speed Changing (alteração de velocidade) – mudança de velocidade (inclui parar e recuar).
Desempenho varia com água, profundidade, restrições do canais e interferência hidrodinâmica de outras embarcações/obstáculos.
Coursekeeping (governo) e maneuvering são sensíveis ao trim do casco; compromissos práticos costumam existir entre esses dois aspectos.
Controllability é crucial no design de qualquer estrutura flutuante; envolve compromissos com outras características importantes.
Três tarefas fundamentais para navios com boa controllability:
Estabelecer especificações realistas para coursekeeping, maneuvering e speed changing;
Projetar casco, superfícies de controle, aparelhagens, direção, e sistemas de controle para satisfazer requisitos e prever desempenho;
Realizar ensaios em escala real para medir desempenho e comparar com critérios e previsões.
1. The Control Loop e Equações Basicas de Movimento (Capítulo IX, Secção 2)
2.1 O Loop de Controle
Para cascos de superfície, controle direcional, mudança de velocidade e manobras envolvem forças, momentos e movimentos no plano horizontal; submarinos também envolvem o eixo vertical (terceira dimensão).
Forças hidrodinâmicas atuam no casco, lemes e apêndices; fatores humanos e ambientais também influenciam a controllability.
Modelo de loop de controle fechado (Segel, 1960) descreve: caminho desejado vs caminho real; ações do leme via direçao e gear de direção; ações do leme produzem posição de leme; ângulo de ataque e rotações no casco geram forças e momentos que afetam heading e path; fatores externos (vento, corrente, ondas) agem como distúrbios; o loop é fechado por feed-back com informações de posição e heading (quando disponíveis).
Em casos práticos, nem todos os dados do trajeto instantâneo são conhecidos; em geral, as informações disponíveis para conning e autopiloto são limitadas (por exemplo, apenas heading e taxa de giro em muitos navios).
Integração de loops de direção e de velocidade está se tornando comum com automação (autopilots/track-keeping) que distribui correções entre os loops.
2.2 e 2.3 Eixos fixos ao chão vs eixo fixo no navio
Eixos fixos ao chão (Earth-fixed) x Eixos fixos ao navio (Body-fixed) são usados para expressar as dinâmicas do navio na horizontal.
Definições: eixo X aponta na direção geral do movimento; eixo Y é a direção transversal (starboard); eixo Z aponta para baixo.
Planos de referência:
Plano Horizontal:
YAW >> cabeceio
SWAY >> deriva
SURGE >> avanço / recuo
Plano Vertical:
HEAVE >> afundamento
PITCH >> caturro
ROLL >> balanço
Movimentos Translacionais:
HEAVE >> afundamento
SWAY >> deriva
SURGE >> avanço / recuo
Movimentos Rotacionais:
YAW >> cabeceio
PITCH >> caturro
ROLL >> balanço
Heading (ângulo de guinada) é a direção do eixo longitudinal do navio em relação a um eixo terrestre fixo. A diferença entre heading e a direção de velocidade (trajetória tangente à trajetória do CG) é o drift/leeway ẞ (beta).
Equações de movimento básicas em terra (fixos) para X,Y,N (surge, sway, yaw) são introduzidas (a serem usadas para converter para o sistema de eixos ligados ao navio).
Conversões para eixos móveis (do navio) envolvem u, v (componentes de velocidade na direção x e y do navio) e o ângulo de deriva ẞ.
2.4 Forças atuando durante manobras
Quatro tipos de forças atuam durante manobras:
(a) Forças hidrodinâmicas no casco/apêndices devido à velocidade/aceleração, deflexão de leme e rotação das hélices.
(b) Forças inerciais (reações de inércia) devido a aceleração.
(c) Forças ambientais (vento, ondas, correntes).
(d) Forças externas (travos, propulsores auxiliares).
No mar aberto sem vento/ondas, o caso simples ajudará a entender os fundamentos; em água rasa ou confinada surgem efeitos adicionais (interações de navios, wave drift, etc).
O papel do leme: deslocar o leme gera momento que altera o alvo de ataque e pode gerar forças que, no tempo, criam o momento de giro necessário.
Ondas e vento criam forças adicionais; correntes são geralmente incorporadas como vetor relativo entre navio e água.
Observação sobre as equações (informação de contexto): o capítulo apresenta as equações formais em duas bases (fixas na terra e fixas no navio) para o movimento horizontal, incluindo transformações entre os sistemas de coordenadas, bem como termos de massas virtuais (added mass) e termos de inclinações (drift angle). A ideia central é construir um modelo linearizado de movimento para estudo de estabilidade e controlo (com validação por ensaios de modelagem/captive model tests).
2. Estabilidade de Movimento e Linearidade (Capítulo IX, Secção 3)
3.1 Definições de estabilidade de movimento
Diferentes tipos de estabilidade de trajetória: straight-line stability (linha reta); directional stability (direcional); positional stability (posicional).
Casos (Fig. 3) descrevem o comportamento final de trajetória após uma perturbação: Case I (straight-line stability), Case II (directional stability com direção preservada), Case III (oscilações amortecidas para Case II), Case IV (posicional: retorna para a trajetória original com a mesma posição transversal).
Hierarquia de estabilidade: obter straight-line stability é o objetivo usual para navios sob controle manual; as outras exigem controle automático.
3.2 Stability com Controles Fixo vs Controles em funcionamento
Em contabilidade com superfícies de controle fixas, diferentes tipos de estabilidade podem existir; com controles em funcionamento, outras formas de estabilidade devem ser consideradas (inclui o ajuste de fim fixo por efeitos de controle).
Em termos práticos, navios no ambiente aberto sem falha de controle devem ter: stability horizontal com controle fixo; com controles, estabilidade direcional e de trajetória são observadas com orçamentos de autopiloto.
3.3 Assunções de Linearidade e Partes Adicionáveis Simples
Para entender o impacto de características de projeto, usa-se estabilidade e equações lineares (o que significa que apenas pequenas perturbações são consideradas).
A derivação envolve a expansão de Taylor de funções de várias variáveis (f(x,y)) para obter a forma linearizada de forças/momentos. O princípio é que para perturbações pequenas, termos de ordem superior podem ser negligenciados, mantendo a validade para análise de estabilidade.
A expressão de forças de arrasto (Y e X, etc.) pode ser linearizada para uma forma geral envolvendo derivadas parciais (p.ex., Yv, Yr, Nv, Nr, etc.).
3.4 Notação de derivadas de forças e momentos
Notação SNAME (Nomenclature 1952) para derivadas (ex.: Yv, Nr, etc.) e para termos de added mass (Y'v, N'r, etc.).
Observação: Y'v representa a “virtual mass” efeito de aceleração na direção y; N'v, Y'r, N'r descrevem acoplamentos entre derivadas de yaw e sway.
3.5 Forças e Momentos de Controle
O efeito do leme em termos lineares: as variações de Y e N com a deflexão de leme 8R produzem forças de lateralidade e momentos que influenciam a curva de trajetória.
O termo Ys8R e Ns8R descrevem as forças/momentos criados pelo leme (sendo a rotação do leme pequena para perturbações pequenas).
Assunções comuns: dY/dv, dN/dr etc. são grandes, enquanto cross-couplings como dX/dv podem ser zero sob simetria about the plane 2/2 (YZ-plane).
Resultados-chave (em termos de estabilidade linear):
A formulação linear resulta em um par de equações diferenciais para v' (velocidade lateral) e r' (taxa de guinada).
A estabilidade de trajetória linear envolve raízes de uma equação quadrática (denominada de forma genérica como A λ^2 + B λ + C = 0), cujas raízes determinam se as perturbações decaem ou crescem.
Critério de estabilidade (quando as duas raízes são negativas) pode ser expresso por condições em B/A e C/A (ver seção 4.2). Em termos práticos: B/A > 0 e C/A > 0 são condições necessárias para diferentes cenários de estabilidade em torno do eixo de trajetória com controles fixos.
Observações históricas/práticas
A estabilidade de tracking pode ser avaliada com curvas de Y versus v e N versus r; Yv é tipicamente negativo (lift oppose ao aumento de v), Nv tipicamente negativo para navios com leme na popa; o leme pode aumentar a magnitude de Yv (afeta o giro) e reduzir Nv (dependendo do arranjo de lemes).
Derivadas cruzadas (Yr, Nr) costumam ser pequenas para navios com boa simetria fore-aft; mudanças de posição do leme podem aumentar ou reduzir essas derivadas, dependendo do tipo de casco e do arranjo de hélices.
4.1-4.2 Indexes de estabilidade e critério de estabilidade
A estabilidade horizontal com controles fixos pode ser descrita por dois índices de estabilidade (cr1, cr2) obtidos a partir das raízes da equação (13) (na prática, a expressão final (14a) mostra como esses índices dependem de coeficientes da modelagem linear).
Um critério básico: ambos cr1 e cr2 devem ser negativos para estabilidade com controle fixo; a análise usa coeficientes A, B, C derivados das derivadas de Y e N em relação a u, v, r, e às com derivações com 8R.
O discriminante C (denominado discriminant ou “C”) é crucial para a estabilidade com o leme fixo; numa formulação típica: C = Y'v N'r - N'v (Y'r - A'), de modo que C > 0 aumenta a probabilidade de estabilidade (com as demais condições atendidas).
A função Dieudonné Spiral (Sec. 4.3) e a Spiral Bech (Sec. 4.4) são ensaios clássicos para caracterizar a estabilidade direcional sob condições de controle fixo; loops de histerese no diagrama de yaw vs rudder indicam instabilidade (ou limitações de controle) e o comportamento é diferente entre navios estáveis e instáveis.
4.3 Dieudonné Spiral Maneuver
Procedimento experimental clássico: manter o navio em curso reto a uma velocidade, aplicar rotação de leme de ~15°, manter, depois reduzir o ângulo e manter; repetir para diferentes ângulos de leme.
Interpretando o resultado: trajetória de yaw ao longo do leme revela a estabilidade direcional: uma linha única entre extremos indica controles fixos estáveis em trajetória reta; um laço de histerese indica instabilidade de controle fixo (o navio pode continuar a girar sem o leme central). A altura do laço indica grau de instabilidade.
Observação: para navios submarinos, o ensaio análogo é o meander (em plane de vertical), pois as condições de hidrodinâmica são diferentes.
4.4 Bech Spiral e Pullout Maneuvers
Bech (reverse spiral) é uma variação do spiral directo que mede yaw rate versus rudder angle para uma faixa de yaw rates; resultados de navios estáveis e instáveis podem apresentar loops de histerese; a presença de loops indica direta instabilidade sob condições de controle fixo (comportamento dependente de memória anterior).
Pullout tests (navios de superfície) avaliam o decaimento de yaw rate após retorno do leme para posição neutra; navios com instabilidade moderada podem apresentar residual de giro.
3. Controles-K/T e Manejo (Secção 5-6)
5.1 General & 5.2 Definitive Maneuvers
Medidas padrão de controllability incluem spiral (para estabilidade direcional), zigzag (overshoot), turning (qualidade de manobra). Esses ensaios permitem avaliar o desempenho de controle independente do leme humano.
A spiral direta e sua variante (reverse) ajudam a entender estabilidade direcional; zigzag (Kempf overshoot) avalia capacidade de você reagir rapidamente com leme máximo para alcançar mudanças de rumo; turning avalia o raio de manobra e dinâmica de mudança de rumo.
5.3 ZigZag Maneuver (Kempf overshoot)
Procedimento típico: manter navio em curso, aplicar o leme até ~20° e manter até atingir outra mudança de rumo de ~20°; retornar ao rumo oposto; repetir para várias direções.
Medidas extraídas: tempo para alcançar a segunda execução de yaw, yaw overshoot (ângulo de yaw overshoot) e largura do trajeto. Essas métricas refletem capacidade de correção rápida e antecipação necessária do timoneiro em águas restritas.
Observação: velocidade do navio aumenta o tempo para executar o overshoot; o overshoot aumenta com maior estabilidade; o tempo para executar aumenta com redução de velocidade, pois o efeito relativo do leme é menor e o tempo de resposta é maior.
5.4 Os índices K e T (Nomoto) para keep-turn
Nomoto mostra que as equações de yaw e sway podem ser reescritas como dois segundos de ordem acoplada com constantes de tempo T e de giro K', em forma de uma equação de único grau para yaw: (equação simplificada). Aqui, T é o tempo de resposta do movimento de guinada e K' descreve a capacidade de tornar o navio girar sob a ação do leme.
Em termos não-dimensionais: (forma simplificada; a derivação completa utiliza parâmetros dimensionais como Iz, N'r, N'_v etc.).
Relação com as grandezas dimensionais: , onde V é velocidade e L o comprimento característico (ship length).
A partir de (17) (a equação de yaw com leme) e o modelo sem sway (N'_v ≈ 0), a resposta ao leme é: , com β sendo o ângulo de leme. Um K maior representa maior capacidade de giro estável; um T menor representa resposta mais rápida (melhor capacidade de mudança de rumo). Em termos de performance, K'/T' é conhecido como o parâmetro de Norrbin, útil para comparar navios.
Observação: overshoot (ângulo de overshoot) tende a ser aproximadamente proporcional ao produto K' T' para dados de zigzag; portanto, overshoot não discrimina entre configurações com equilíbrio entre estabilidade e resposta rápida e configurações com baixa estabilidade mas boa resposta automática, etc.
Relações rápidas entre as derivadas hidrodinâmicas (6-8)
A equação (26) (radius de giro estável) liga o raio de giro R com as derivadas Y'v, N'r, etc., e com os coeficientes de estabilidade Y'v, N'r e Y'r-A' (com A' ligado a Y e N de estabilidade). Em Navios estáveis com lemes na popa, a expressão tem o numerador positivo (a estabilidade é assegurada pela condição C > 0) e o denominador é sempre positivo por razões físicas (conceitos de Y'v, N'_r e a geometria de lemes).
Observação: o raio de giro R e o diâmetro de giro Do podem ser conectados à velocidade V e ao ângulo de leme 8R por:
A relação entre K' e T' pode ser descrita por meio de Eq. (17); com sways negligenciados, pode-se obter uma simplificação de turning/straight-line stability com velocidades e ângulos de leme; o conceito de K'T e a relação com o tempo de resposta permitem avaliar a manobrabilidade sob condições de estabilidade.
4. Análise de Turning e o Comportamento na Curva (Sec-6)
6.1 Características do caminho de turning
Turnings podem ser divididos em duas fases: fase inicial (transientes com acelerações) e fase estável (movimento circular com velocidade constante).
Parâmetros-chave: advance (avanço), transfer (traslado lateral), tactical diameter (diâmetro tático), steady turning diameter (diâmetro estável); o pivot point (ponto de pivô) em giro está entre a proa e 1/5 do comprimento, tipicamente.
O drift angle ϕ (fi) segue empiricamente de relação com o raio R e o diâmetro de giro; várias relações empíricas fornecem limites para xc (distância entre CG e pivot point).
6.2 Três fases de uma curva
Fase 1: deflexão de leme e acelerações; o yaw é iniciado pela deflexão do leme e o gradiente de y é direto para o centro da curva; o ângulo de inclinação, heel, pode surgir devido a componentes de Y e F, etc.
Fase 2: coexistem acelerações e velocidades; o efeito do yaw-v/v (Y_vv) cresce para dentro da curva, equilibrando a força centrífuga; o movimento transita até que o sistema se de torque-modelo estabilize.
Fase 3: o navio atinge estado estável com v e r não nulos, mas o custo de energia de hélice e de máquinas pode exigir algum amortecimento/ajuste.
6.3 Turno de raio estável
Equilíbrio de forças em regime de giro: (equações lineares do regime estável; as notações são relativas às derivadas hidrodinâmicas e aos efeitos de leme).
Derivando e reorganizando, obtém-se o raio de giro estável na forma dimensional e não dimensional (ver Eq. 26 e 27 no texto): (forma ilustrativa; o texto dá forma equivalente com o discriminante). Em termos simples, o raio de giro depende do equilíbrio entre Y'v e N'_r e das derivadas cruzadas.
Observação: para navios estáveis com leme na popa, maiores K' e menores T ajudam a reduzir o diâmetro de giro; para navios com instabilidade, o comportamento pode ser não intuitivo e dependente de estado inicial e de limitações de leme.
6.4 Relação entre raio de giro estável e derivadas hidrodinâmicas
A expressão (26a) mostra que o raio depende do numerador (a qualificação de estabilidade C) e do denominador dependente de Y'v, N'r, Y'r-A' etc.; se o navio for estável, o numerador é positivo; o denominador também tende a ser positivo; alterações de Y'v, N'r, N'v influenciam de forma previsível o raio.
Efeitos de N'v, etc., são discutidos: se N'v é negativo, aumentar seu valor tende a encurtar o raio; se N'_v é positivo, pode aumentar o raio.
6.5 Heel angle em uma curva
O leme provoca forças na direção vertical que podem induzir heel; fases 1 e 3 mostram que o heel é diferente entre o início (port/port heel) e o estado estável (heel mais próximo do valor calculado pela fase 3).
O shape da queda de heel pode apresentar overshoot/undershoot (depende do engajamento de Yv, Nv, etc.)
6.6 Redução de velocidade em uma curva
A velocidade durante a curva cai com a sezione de esforço: a relação entre speed e turning diameter mostra que, ao reduzir a velocidade, o turning diameter aumenta se o navio permanece com o mesmo leme e configuração de propelentes; isso tem implicações operacionais, pois reduzir velocidades durante curvas pode facilitar manobras, mas também pode aumentar o tempo de retorno a velocidades de cruzeiro.
7. Ensaios de Modelos em Livre-roubo (Free-Running) e Técnicas (Sec-7)
Ensaios de modelagem livre envolvem modelos autopropulsos com controle remoto para avaliar turning, zigzag e spiral com menos qualquer conduta de piloto humano; dados de trajetórias podem ser usados para validar critérios de controle.
Questões de escala (Reynolds number, etc.) afetam a transposição de resultados de modelo para navio real; as técnicas procuram manter a semelitude geométrica mas também considerar as diferenças de massa, inércia, e dinâmica de propulsão.
8. Ensaios captivos (Captive model tests) e 7.2 Techniques
Ensaios captivos são usados para obter coeficientes hidrodinâmicos para uso em predição de trajetória em navios inteiros.
Técnicas de modelagem, incluindo técnicas de teste de trilhos de manobra (rotating-arm test, planar mechanism), ajudam a estimar os coeficientes da equação de movimento, com possível validação com dados de test real.
9.2 (e subsequentes) Dados para Controllability de Performance e Requisitos de Ensaios
Para navios de grande porte, os critérios comumente usados incluem: o diâmetro tático máximo em uma curva com leme completo; o head reach para parar de uma velocidade de cruzeiro; e outros critérios de desempenho para navios de alta velocidade, submarinos, etc.
A relação entre capacidade de manobra e estabilidade (K', T', ratio K'/T') é discutida como medida de controllability geral; overshoot pode não captar completamente a controllability, pois depende de K'T e da estabilidade de base.
10.2-10.9 Acceleration/Stopping/Backing (Sec. 10)
Aceleração, parada e recuo são maneuvers críticos perto de terras, em portos e com restrições. A modelagem usa um equilíbrio entre resistência Rt e thrust T para estimar aceleração e tempo de parada: , com added mass e outros efeitos.
O método de Chase, et al. (1957) provê expressão para head reach e stopping time com resistências que variam como função do V^n; o caso com n=2 é comumente usado, com D o potencial dinâmico e impulso dinâmico usados para estimar tempos e trajetórias.
Efeitos de RPM do motor, atraso na reversão, e a presença de dispositivos extras (ashes, brake flaps, water parachutes) podem influenciar bastante a parada.
Stopping com tugs (remolcadores) é discutido como complemento de frenagem; a experiência demonstra que o número de tugs e velocidade de aproximação afetam significativamente a head reach e o tempo de parada.
Automatização de Controles (Sec. 11)
Autopilotos são usados para manter o heading sob várias condições de mar, vento e ondas; a automação pode incluir ajustes notáveis para reduzir o custo de esforço humano e melhorar a estabilidade da manobra.
Expressões simples de controle com feedback: , com k1, k2 positivos para um controle estável. Ao incorporar controles automáticos, as equações de movimento são modificadas com termos adicionais representando os efeitos de controle automático (inclui Y's, N's, etc.).
Se o navio opera com DP (Dynamic Positioning), sistemas PID e feed-forward são usados para antecipar movimentos (vento, mar), para manter posição/direção com precisão.
Efeito do Ambiente (Sec. 12)
Vento: o vento altera as forças em surge e sway com coeficientes aerodinâmicos; à medida que a relação de velocidade vento/velocidade navio cresce, o controle com leme exige maior deflexão para manter o curso, especialmente em embarcações com alta área de vento.
Correntes: o efeito é modelado via velocidade relativa entre navio e água; efeitos relevantes em canais restritos e margens próximas.
Ondas: a presença de ondas cria excitação de movimento em yaw/sway e às vezes heel; os efeitos são significativos, especialmente para navios de alta velocidade; o controle automático envolve filtragem para evitar ações desnecessárias de leme causaes por oscilações de alta frequência.
Em ondas longas, a estabilidade pode piorar ou melhorar de acordo com as condições; autopilotos com ganhos adequados reduzem a instabilidade de rumo causada por ondas.
Interação Navio-Canal e Navio-Navio (Sec. 13)
Interação com canais estreitos e margens: o fluxo entre paredes cria forças de atração e momentos de guinada; margens diferentes geram as derivadas Y0 e N0; a canalização do fluxo cria uma dependência de y0 (distância da linha central) e x0 (distância longitudinal) que afeta a estabilidade direcional.
Navio versus navio: a passagem de navios próximos gera forças e momentos de atração entre navios; dependem de distâncias longitudinais e transversais; estudos de Newton (1960) e desenvolvimentos posteriores (Kaplan e Sankaranarayanan, Kijima, etc.) fornecem métodos para estimar esses efeitos e orientar operações de UNREP, colisão potencial e navegação em canais estreitos.
Efeitos de cantos canal (bottom squat) e de profundidade de água afetam o controle (narrow channels) com planos de navios; curvas de neutral stability para canais diferentes mostram regiões de controle aceitáveis, com heurísticas para gain constants (Kx, K2).
Hidrodinâmica de Superfícies de Controle (Sec. 14)
Geometria: superfícies de controle são tipicamente rudders com seções elípticas; definições: Af (área do flap), Am (área movível), A_t (área total), a (aspect ratio efetivo) e a (geometric aspect ratio); c, ct, cr (cordas) e b (mean span), etc. A superfície pode ser inteiramente móvel ou com partes fixas (fixed structure ahead do leme).
Forças/Momentos: a força sobre o leme depende de lift e drag (CL, CD) e a posição de centro de pressão; a componente normal ao plano do leme (CN) e a componente ao longo do eixo (CM) são usados para calcular o torque no leme e a reação de fluxo (interações com a estrutura da embarcação).
Efeitos de asa 3D: atores de alta razão de aspecto (A) sofrem efeitos de fluxo cruzado entre ponta e raiz; o efeito resulta em menor lift para dada ângulo de ataque (efeito crossflow), além de variações de arrasto; o conceito de “effective aspect ratio” aumenta a capacidade de lift sob certas condições de contorno (root aberto) e é discutido com exemplos usando groundboard.
Efeitos de escala: dados de modelagem nem sempre replicam Reynolds number de navios reais; curtos com geometrias específicas podem ter sobredimensão de capacidade de lift/decolagem no modelo comparado ao navio real; o uso de ideias de groundboard ajuda a entender o papel do contorno próximo da raiz; o termo de cavitação e stall também é discutido.
Configurações de lemes: o leme pode ter variações como horn (rudder com gume), skeg (fixo), flat plate, e rudder com flap (flapped rudder); o uso de uma estrutura fixa pode melhorar ou piorar o desempenho dependendo da geometria; os chamados rudders com flap podem aumentar o lift significativo, com hinge moments maiores; existem tradeoffs entre desempenho e complexidade/mantenibilidade.
Efetivo de bounce e de área principal: o “effective aspect ratio” é aumentado pela presença do casco próximo da raiz, facilitando o lift para uma deflexão de ângulo, especialmente com deflexões menores; a relação entre sweep e taper ratio determina o local do centro de pressão e o desempenho de lift.
Ensaios de Manobra e Requisitos de Desempenho (Sec. 15)
Importância de critérios de performance consistentes para assegurar que o navio mantenha coursekeeping em toda as condições, tenha turning e stopping adequados com limites realistas, e gerencie falhas de maquinaria sem comprometer a segurança.
Critérios típicos incluem: diâmetro tático de giro com leme completo, head reach de parada, e outros parâmetros de desempenho conforme o tipo de navio (navios de carga, navios de guerra, submarinos).
A avaliação envolve tanto ensaios de bancada/modelo quanto dados de navio real para calibração de modelos e validação de métodos de predição (inclui o uso de ensaios de halter com o navio real, dados de manobra, e scripts de simulação).