res gestae

  • 31 a.C: batalha naval de Áccio nas costas da Grécia. Comandada, do lado romano, por Agripa.

  • 30 a.C: morte de marco António e Cleópatra

  • 14 d.C: morte de Augusto

  • Octaviano, na sua morte, deixa um texto: as Res Gestae Diui Augusti, sobre todas as suas façanhas. Augusto explica no seu testamento que este texto deveria ser gravado em tábuas de bronze e que estas deveriam ser afixadas à entrada do seu Mausoléu. embora as placas originais tenham sido perdidas, o seu texto foi copiado numerosas vezes, alem de ter sido também afixado em templos dedicados ao culto imperial, espalhados por todo o império.

  • O texto foi traduzido para grego. As placas que nos restam foram afixadas em grego na atual Ancara, localizada na Ásia Menor (atual Turquia). Deste modo, temos acesso a versões do texto em latim e em grego. Por sorte, a placa de Ancara era bilíngue

  • A libertas/liberdade republicana corresponde à capacidade dos cidadãos romanos de intervir na vida publica da urbs e concorrerem a cargos politicos.

Res Gestae:

  • pequena autobiografia.

  • 43 a.C: Augusto é introduzido ao Senado com a missão de salvar e preservar a republica (objetivo do segundo triunvirato)

  • Nas res gestae, August invoca o senado e o povo romanos (SPQR) para justificar a sua missão: a restituição da Republica

  • 43 a.C: o povo faz de Octaviano consul e triunviro

  • Pietas: vingou o pai ao caçar os seus assassinos

  • Guerras em que participou e aqueles quem perdoou (clementia, outra virtude tradicional romana)

  • triunfo e cargos ocupados e também daqueles que recusou (humilitas)

  • escrito na primeira pessoa do singular

  • começam a ser escritas a 2 a.C. Após a morte do princeps, a obra é atualizada por editores

  • imagem de si próprio que Augusto procura deixar

  • Não fala da sua infância; refere-se à sua vida, mas apenas a partir dos 19 anos, quando entra na vida pública, devido à morte de César (15 de março, 44 a.C) e a sua subsequente adoção.

  • Agosto de 29 a.C: triplo triunfo de Augusto que (dura 3 dias e atravessa toda a cidade de Roma pela Via Flaminia, no qual desfilam os filhos de Cleópatra e Marco António como persas trazidos do Oriente. Ano a partir do qual se evidencia grande otimismo em roma

  • conquista do disco terrestre

  • domínio de roma como eterno e universal

  • Principais tópicos da era augustana (explorados nas res gestae): conquista do mundo; idade de ouro; nova raça; paz (simbolizada pelo encerramento das portas do templo de Jano)

  • Restauração da republica e paz eterna (extinção das guerras civis). Octaviano enquanto salvador da República.

  • Entre 32 e 27 a.C, Octaviano teve poderes extraordinários, no âmbito da guerra civil contra Marco António, de que abdica

  • Consul de 31 a 23 a.C consecutivamente. Abdica devido à sua saúde frágil e para dar oportunidade a outros senadores 


  • Na época clássica era comum a ideia de História Cíclica, quais estações do ano

  • Era augustana enquanto época de apogeu civilizacional (primavera do mundo romano; felicitas iulia).

  • Évora passa a chamar-se Liberalitas Iulia (generosidade júlia)

  • Beja era chamada Pax Iulia (outra das cidades mais renomadas da era augustana)

  • Após 23 a.C ainda volta a ser consul, mas em intervalos de uma década por consulado (como era a norma legal na Republica)

  • Desde 27 a.C até à sua morte, será Princeps Senatus: senador mais graduado; titulo honroso republicano que remonta a tempos recuados; era o primeiro a votar no senado, o que indica a tendencia dos restantes votos pois estes não eram secretos ou anónimos e era o primeiro a tomar a palavra.

  • 27 a.C: recebe o titulo de Augustus, que garantia autoridade sem poder; no entanto, octaviano dar-lhe-á tamanha importância que o inclui no seu nome

  • Imperium Proconsular: poder de consul sem o ser (costumava ser dados aos governadores de grandes provincias). de 27 a 23 a.C Augusto recebe este poder sobre 5 províncias: Hispânia, Gália, Síria, Egipto e Chipre. Ademais, podia nomear os governadores de todas estas províncias

  • Imperium Proconsular Maius: procônsul de todas as províncias romanas com exército; Augusto recebe este poder após recuperar a sua saúde. Governava 80% do império com auxilio dos seus legati (pessoas que nomeia para atuarem como governadores em seu nome e lugar). Assim, todas as legiões estão sob o poder de Augusto. poder militar

  • Augusto nomeia todos os cargos militares do Império.

  • A partir do ano 23 a.C, Augusto é procônsul e princeps.

  • Poder tribunício: poder de tribuno da plebe sem o ser (Augsto recebe este poder, sem sequer ser plebeu); pode vetar qualquer lei; propor leis; corpo inviolável; proteger companheiros em tribunal. Poder legislativo

  • Pontifex Maximus: Augusto recebe este cargo de lider religioso após a morte de Lépido a 12 a.C

  • Pai da Pátria: a partir de 2 a.C

  • A partir de 23 a.C, Augusto, embora não tenha qualquer magistratura oficial tem os poderes de muitas magistraturas

  • Imperador: não corresponde a qualquer magistratura, mas conserva em si o máximo de poderes possível (em particular o legislativo e militar). De facto, tem todos os poderes; oficialmente, é um cidadão privado sem magistratura. Concentração vitalícia dos poderes republicanos num só homem.

  • Augusto: parte do periodo de transição; não fundou qualquer regime novo; tecnicamente, era um cidadão privado; criou ordem em meio ao caos de guerras civis; cria funções (os perfeitos) que assumem de facto os poderes que as magistraturas republicanas tradicionais tinham somente de iure.

  • Poder instável por causa da popularidade de dividir governos entre magistrados eleitos e os respectivos sufectos para que mais pessoas pudessem dizer que ocuparam determinado cargo (capital social). Isto contribuiu para esvaziar estas magistraturas, nomeadamente o consulado, de poder